História Futuro Inserto- Lendo PJO - Capítulo 9


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Bianca di Angelo, Calipso, Charles "Charlie" Beckendorf, Chris Rodriguez, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dionísio, Grover Underwood, Hades, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Júniper, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Perséfone, Personagens Originais, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Tyson, Will Solace, Zeus, Zoë Nightshade
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Palavras 2.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Quarto Capítulo (pt2)


Olhei para trás. Num clarão de relâmpago, através do para-brisa traseiro salpicado de lama, vi um vulto andando pesadamente na nossa direção no acostamento da estrada.

Aquela visão fez minha pele formigar. Era a silhueta de um sujeito enorme, como um jogador de futebol americano. Parecia estar segurando uma manta por cima da cabeça. A metade superior dele era volumosa e indistinta. As mãos erguidas davam a impressão de que ele tinha chifres.

Engoli em seco.

– Quem é...

– Percy – minha mãe falou, extremamente séria – saia do carro.

Ela se jogou contra a porta do lado do motorista. Estava emperrada na lama. Tentei a minha. Emperrada também. Desesperadamente, ergui os olhos para o buraco no teto. Poderia ser uma saída, mas as bordas estavam chiando e fumegando.
– Saia pelo lado do passageiro! – minha mãe ordenou. – Percy, você tem de correr. Está vendo aquela árvore grande?

– O quê?

Outro relâmpago clareou o lugar e pelo buraco fumegante no teto eu vi a árvore a que ela se referia: um enorme pinheiro, do tamanho de uma arvore de Natal da Casa Branca, no topo da colina mais próxima.

- Você me chamou de que?! - Thalia que ainda estava brava olha para Percy com um olhar assasino

– Aquele é o limite da propriedade – minha mãe explicou. – Passe daquela colina e verá uma grande casa de fazenda no fundo do vale. Corra e não olhe para trás. Grite por ajuda. Não pare enquanto não chegar à porta.

– Mamãe, você vem também.

O rosto dela estava pálido, os olhos tristes como quando ela olhava para o oceano.
– Não! – gritei. – Você vem comigo. Ajude-me a carregar o Grover.

- Defeito fatal - Agatha fala baixo

– Comiiida! – gemeu Grover, um pouco mais alto.

O homem com a manta na cabeça continuou vindo em nossa direção, grunhindo e bufando. Quando ele chegou mais perto, percebi que não podia estar segurando uma manta acima da cabeça porque as mãos – enormes e carnudas – balançavam ao seu lado.

Não havia manta nenhuma. O que queria dizer que a massa volumosa e indistinta que era grande demais para ser sua cabeça... era a sua cabeça. E as pontas que pareciam chifres...

– Ele não nos quer – disse minha mãe. – Ele quer você. Além disso, não posso ultrapassar o limite da propriedade.

– Mas...

– Não temos tempo, Percy. Vá. Por favor.

Então fiquei zangado – zangado com a minha mãe, com Grover, o bode, com a coisa chifruda que se movia pesadamente em nossa direção, de modo lento e calculado como... como um touro.

Os qye já viram o Jackson zangado estremeceram, os que perceberam não entenderam, mas não comentaram nada

Passei por cima de Grover e empurrei a porta, que se abriu para chuva.

– Nós vamos juntos. Venha, mãe.

– Eu já disse que...

– Mamãe! Eu não vou abandonar você. Ajuda aqui com Grover.

Não esperei pela resposta dela. Eu me arrastei para fora do carro, puxando Grover comigo. Ele era surpreendentemente leve, mas eu não poderia tê-lo carregado para muito longe se minha mãe não tivesse ido me ajudar.

Juntos, pusemos os braços de Grover em nossos ombros e começamos a subir a colina aos tropeções, com o capim molhado na altura de cintura.

Ao olhar relance para trás, tive minha primeira visão clara do monstro. Tinha facilmente mais de dois metros, e os braços e pernas pareciam algo saído da capa de uma revista. Músculos – bíceps e tríceps saltados e mais um monte de outros ceps, todos estufados como bolas de beisebol embaixo de uma pele cheia de veias. Ele não usava roupas, a não ser a cueca – branquíssima, da marca Fruit of the Loom – o que teria sido engraçado não fosse o fato de a parte superior de seu corpo ser tão assustadora. 

- Tu viu até a marca da cueca do Minotauro? - Ruby pergunta rindo é Percy (P) cora

Pelos marrons e grossos começavam na altura do umbigo e iam ficando mais espessos à medida que chegavam aos ombros.
Seu pescoço era uma massa de músculos e pelos que levavam à enorme cabeça, que tinha um focinho tão comprido quanto meu braço, narinas ranhentas com um reluzente anel de bronze, olhos pretos cruéis e chifres – enormes chifres preto-e-branco com pontas que você não conseguiria fazer nem num apontador elétrico.
Reconheci o monstro muito bem. Tinha sido uma das primeiras histórias que o Sr. Brunner nos contara. Mas ele não podia ser real.

Pisquei os olhos para desviar a chuva.

– Aquele é...

– O filho de Pasífae – respondeu minha mãe. – Gostaria de ter sabido antes o quanto desejavam matar você.

– Mas ele é o Mino...

– Não pronuncie o nome – advertiu ela. – Os nomes têm poder.

O pinheiro ainda estava longe demais – pelo menos cem metros colina acima.

Dei outra olhada para trás.

O homem-touro se curvou por cima de nosso carro, olhando pelas janelas – não exatamente olhando. Era mais como farejar, fuçar. Eu não sabia muito bem por que ele se dava a esse trabalho, já que estávamos a apenas quinze metros de distância.
– Comida? – gemeu Grover.

– Shhh – fiz eu. – Mamãe, o que ele está fazendo? Não está nos vendo?

– Sua visão e sua audição são péssimas. Ele se orienta pelo cheiro. Mas vai perceber onde estamos logo, logo.

- Ela é inteligente - Atena fala baixo, mas Poseidon a escuta

- Sempre gostei de mulheres inteligentes - ele fala no ouvido da deusa que cora

Como que na deixa, o homem-touro bramiu de raiva. Ele agarrou o Camaro de Gabe pela capota rasgada, o chassi rangia e gemia. Ergueu o carro acima da cabeça e atirou-o na estrada. Aquilo se chocou contra o asfalto molhado e deslizou em meio a uma chuva de fagulhas por cerca de quinhentos metros antes de parar. O tanque de gasolina explodiu.

Nem um arranhão, lembrei-me de Gabe dizendo.

Oops.

- Como tu consegue fazer piada numa hora dessas? - Saphira pergunta rindo juntoncom os outros

– Percy. Quando ele nos vir, vai atacar. Espere até o ultimo segundo, depois saia do caminho. Ele não consegue mudar de direção muito bem quando já está atacando. Você entendeu?

– Como você sabe tudo isso?

– Estou preocupada com um ataque há muito tempo. Devia ter esperado por isso. Fui egoísta, mantendo você perto de mim.

– Mantendo-me perto de você? Mas...

Com outro bramido de raiva, o homem-touro começou a subir pesadamente a colina.
Tinha-nos farejado.

O pinheiro estava a apenas mais alguns metros, mas a colina estava cada vez mais íngreme e escorregadia, e Grover ficava mais pesado.

O homem-touro se aproximava. Mais alguns segundos e estaria em cima de nós.

Minha mãe devia estar exausta, mas carregou Grover.

– Vá, Percy! Vá sozinho! Lembre-se do que eu disse.

Eu não queria me separar, mas tive a sensação de que ela estava certa – era nossa única chance. Pulei para esquerda, virei-me e vi a criatura avançando em minha direção. Os olhos pretos brilhavam de ódio. Fedia a carne podre.

Ele inclinou a cabeça e atacou, aqueles chifres afiados como navalhas apontados diretamente para o meu peito.

O medo no meu estômago me deu vontade de disparar, mas isso não daria certo. Eu jamais poderia correr mais que aquela coisa. Então fiquei parado e, no último momento, saltei para o lado.

O homem-touro passou por mim a toda como um trem de carga, depois bramiu de frustração e se virou, mas dessa vez não contra mim, mas contra minha mãe, que estava acomodando Grover sobre a grama.

- Ai não! - algumas pessoas falaram

Tínhamos chegado ao topo da colina. Embaixo, do outro lado, pude ver um vale, bem como minha mãe dissera, e as luzes de uma casa de fazenda tremeluzindo amarelas através da chuva. Mas estava a oitocentos metros de distância. Nunca conseguiríamos chegar lá.

O homem-touro roncou, escavando o chão. Ficou olhando para minha mãe, que recuava lentamente colina abaixo, de volta para estrada, tentando afastar o monstro de Grover.

– Corra, Percy! Não posso passar daqui. Corra!

Mas fiquei lá parado, paralisado de medo, enquanto o monstro a atacava. Ela tentou sair de lado, como me dissera para fazer, mas o monstro tinha aprendido a lição. Jogou a mão para frente e agarrou-lhe o pescoço quando ela tentou escapar. Ele a ergueu enquanto ela lutava, chutando e dando murros no ar.

– Mamãe!

Então, com um rugido furioso, o monstro fechou os punhos em volta do pescoço da minha mãe e ela se dissolveu diante dos meus olhos, fundindo-se em luz, uma forma dourada tremeluzente, como uma projeção holográfica. Houve um clarão ofuscante, e ela simplesmente... se foi.

Todos fizeram um minuto de silêncio, até mesmo os que sabiam que Sally estava bem

– Não!

A raiva substituiu o medo. Uma nova força ardeu em meus membros – a mesma onda de energia que me veio quando a Sra. Dodds mostrou as garras.

O homem-touro foi na direção de Grover, que estava deitado na grama, indefeso. O monstro se curvou, fungando meu melhor amigo como se estivesse prestes a erguê-lo dali e fazê-lo se dissolver também.

Eu não podia permitir aquilo.

Tirei minha capa de chuva vermelha.

– Ei! – gritei, agitando a capa e correndo para um lado do monstro. – Ei, estúpido! Monte de carne moída!

- Que insulto em - Vitor fala sorrindo

Raaaarrrrr!

O monstro virou-se para mim sacudindo seus punhos carnudos.

Eu tive uma ideia – uma ideia boba, porém melhor do que nada.

- Como sempre - Grover (F) fala rindo da cara do amigo

Encostei as costas no grande pinheiro e agitei a capa vermelha na frente do homem-touro, pensando em pular fora do caminho no ultimo momento.

Mas não foi assim que aconteceu.

O homem-touro atacou depressa demais, os braços estendidos para me agarrar qualquer que fosse o lado para onde eu tentasse me esquivar.

O tempo começou a passar mais devagar.

Minhas pernas travaram. Eu não podia pular para o lado, assim saltei direto para cima, usando a cabeça da criatura como trampolim, girei o corpo no ar e caí sobre seu pescoço.

Como eu fiz aquilo? Não tive tempo para descobrir.

Um milissegundo depois a cabeça do monstro chocou-se contra a árvore e o impacto quase fez meus dentes saltarem da boca.

O homem-touro cambaleou de um lado para outro tentando se livrar de mim. Segurei com força em seus chifres para não ser arremessado. Os trovões e os relâmpagos ficavam mais fortes. A chuva caía em meus olhos. O cheiro de carne podre queimava minhas narinas.

O monstro se sacudia e corcoveava como um touro de rodeio. Poderia simplesmente ter chegado para trás e me esmagado completamente na árvore, mas eu começava a perceber que aquela coisa só tinha uma direção: para frente.
Enquanto isso, Grover começou a gemer na grama. Quis gritar para ele ficar calado, mas do jeito que estava sendo jogado de um lado para o outro, se eu abrisse a boca deceparia minha própria língua com uma mordida.

– Comida! – Grover gemeu.

O homem-touro virou-se para ele, escavou o chão novamente e se preparou para atacar.

Pensei em como ele havia espremido a vida para fora de minha mãe, como a fizera desaparecer num clarão de luz, e a raiva me abasteceu como um combustível de alta potência. Agarrei um dos chifres com ambas as mãos e puxei para trás com toda a minha força. O monstro se retesou, soltou um grunhido de surpresa, e então... plec!

O homem-touro berrou e me atirou pelos ares. Aterrissei de costas na grama. Minha cabeça bateu contra uma pedra. Quando me sentei, minha visão estava embaçada, mas eu tinha um chifre nas mãos, um osso partido do tamanho de uma faca.

- Use-a! - Agatha fala baixo

O monstro atacou.

Sem pensar, rolei para o lado e me levantei de joelhos. Quando ele passou a toda velocidade, enterrei o chifre quebrado bem na lateral de seu corpo, logo abaixo da caixa torácica peluda.

O homem-touro urrou em agonia. Debateu-se, rasgando o peito com suas garras, e depois começou a se desintegrar – não como minha mãe, em um clarão dourado, mas como areia se esfarelando, carregada pelo vento aos pedaços para longe, do mesmo modo como a Sra. Dodds se desintegrara.

O monstro se fora.

Todos soltaram o ar que nem sabiam que estavam prendendo, mesmo sabendo que o mesmo estava bem

A chuva tinha parado. A tempestade ainda rugia, mas somente à distância. Eu cheirava a gado e meus joelhos tremiam. Minha cabeça parecia que ia se partir ao meio. Estava fraco, assustado e tremia de tristeza. Acabara de ver minha mãe se desvanecer. Queria me deitar e chorar, mas havia Grover, precisando de minha ajuda, portanto consegui erguê-lo e descer cambaleando para o vale em direção às luzes da casa. Eu estava chorando, chamando minha mãe, mas me agarrei a Grover – eu não ia deixá-lo partir.

Minha última lembrança é ter desmaiado numa varanda de madeira, olhando para um ventilador de teto que girava acima de mim, mariposas voando em volta de uma luz amarela, e as expressões austeras e familiares de um homem barbudo e uma menina bonita, com cabelos loiros encaracolados como os de uma princesa. 

Annabeth e Percy coram enquanto o do futuro via a cena com um sorriso de lado

Os dois olharam para mim e a menina disse:

– É ele. Tem de ser.

– Silêncio, Annabeth – pediu o homem. – Ele ainda está consciente. Traga-o para dentro.

- Acabou o capítulo - ele fala marcando a página é fechando o livro



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