História Futuros heróis (Interativa) - Capítulo 10


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
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Palavras 2.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não achei esse cap tão ruim. Na real minhas duas fics estão num ótimo momento pra mim.

Perguntinha nas notas finais.

Capítulo 10 - Teste de habilidades.


Pov Narrador. 

 

- Como dá para perceber, estamos numa cidade simulada. No primeiro dia aqui, o protocolo é testar as habilidades dos alunos. O patrão é fazer uma série de besteiras como corrida, máquina para medir força e essas coisas. Mas como eu acho isso tudo uma perda de tempo, vamos fazer de um jeito diferente. - dizia Anael, aproximando-se do suporte metálico ao seu lado e se posicionando atrás dele, deixando-o entre ela e os alunos. 

 

Era algo semelhante a uma mesa retangular, todavia, seu não havia nada no meio. A mesa era apenas dois tablados de madeira separados por alguns bons centímetros e posicionados verticalmente em relação aos alunos. Um pilha de tijolos fazia ponte entre as duas extremidades. 

 

- Alguém aqui já viu algum filme de karatê ou já praticou? - indagou. 

 

Jin já havia praticado a arte, mas estava com preguiça demais para falar então manteve-se neutro no assunto. 

 

Satoru olhou para seus colegas, como ninguém se manifestou, ergueu a mão até pouco acima da altura da cabeça.

 

- Eu já participei de uma aula ou de outra. Mas nunca cheguei a praticar de fato.

- Certo. Pra quê você acha que serve isso? - colocou a mão em cima da pilha a sua frente.   

- Eu acho que é pra quebrar. Medir a força. 

- Exatamente. É o mesmo conceito do teste de individualidade que temos aqui. Vamos ver… você precisa ficar irritado para usar sua força, - apontou para Jin - então venha você, bombado. 

 

Christopher se surpreendeu com aquilo, mas logo arregaçou as mangas de seu uniforme fez o que foi pedido, colocando-se à frente da mesa.  

 

- Sabe o que é para fazer, né? - perguntou, vendo-o concordar com a cabeça. 

 

Anael distanciou-se cinco passos. Os demais alunos saíram da formação enfileirada e se colocaram ao lado da mesa, para ter um visão melhor do que as costas do esverdeado. 

 

Christopher ergueu a mão para o auto e respirou fundo, concentrando sua telecinese em seu braço forte. Ele jamais havia lutado karatê, não possuía a técnica. Quebraria os tijolos na pura pujança. 

 

Sentindo sua força correr para seu braço, percebeu que suas juntas enrijeceram; esse é um ponto fraco de sua individualidade. Quando ele usa seu poder, é como se estivesse preenchendo uma peça de silicone com água. A peça ganha mais massa mas perde flexibilidade. Enquanto o garoto não avançar no domínio de sua quirk, esse efeito colateral irá limitá-lo.  

 

- Quando quiser, querido. - Anael o apressou. 

- Só um segundo. - fitou-a rapidamente antes de voltar o foco para o que fazia.

 

Sem mais demora ou pensar, Christopher abaixou o membro com rapidez, acertando em cheio os meios dos tijolos com a parte lateral da mão reta. Nenhum dos calhamaços aguentou o impacto e todos foram destruídos. Pequenos destroços voaram por todos os lados, mas nada relevante.

 

Uma pequena pedra acertaria o rosto de Amai, mas a mão veloz de Akane pegou-a a tempo e evitou o incidente.

 

A pequena olhou para a garota e balançou a cabeça uma vez num agradecimento mudo. A morena sorriu sem mostrar os dentes e fez um rápido cafuné na garota. 

 

- De nada. - sussurrou antes de desviar o olhar.  

 

A azulada levou ambas as mãos ao topo de sua cabeça, fazendo um biquinho envergonhado.

 

- Muito bom. - a loira bateu três palmas. - Mas tijolo não revida. - completou. - Agora...

 

A professora aproximou-se e pegou a metade de um tijolo partido. Ela usou o braço para limpar a mesa e ali posicionou a pedra que tinha em mãos. 

 

- Isso, o que o bombado fez, é o teste de força. Agora, você, bonitinha, - apontou Akane. - vai fazer o de precisão. Já que atira feixes de impacto, acerte o alvo. 

- Brilha, garota. - brincou Mitsuko, dando dois tapinhas nas costas menores. 

- Então você tenta incentivar o outro nesse tipo de situação. - pensou Amai ao presenciar a cena. 

 

A pequena cogitou a ideia de dizer algo, mas não sabia se deveria, o que dizer ou se realmente queria. Desorientada, resolveu preservar o silêncio. 

 

Os colegas deram alguns passos para o lado, dando espaço para a Akane. Christopher juntou-se a eles. 

 

- Doeu? Sua mão está vermelha. - comentou Satoru, quando o maior ficou entre ele e Jin. 

- Eu nem senti na hora. Mas agora que eu percebi, dói um pouco sim. - deu uma risada nasal. 

 

Jin manteve-se apenas com seu olhar morto de sempre e em silêncio.

 

- Isso ainda vai demorar muito? - pensava, dando um bocejo pouco discreto.

 

A morena ergueu a mão, com sua palma direcionada para frente.  Ela deu um longo suspiro que fez até seu ombros relaxarem, uma energia escura concentrou-se em seu membro e, ao achar que já estava bem posicionada, disparou. 

 

Um feixe negro de energia concentrada foi atirado como um laser, acertando e destruindo o alvo com excelência e precisão. 

 

- Excelente. - Anael bateu palmas novamente. - Mas pedras não desviam. Acho que já entenderam onde quero chegar. 

- Vai ter mais testes? Quero ir embora. - pensou Jin impaciente, trocando o pé de apoio e coçando a nuca com um olhar distante.  

- Tudo o que vocês vêm aqui não tem nada a ver com o que vão encontrar quando chegar hora da ação de fato. Lá fora os inimigos revidam e os alvos se esquivam. Por isso, eu não vejo nenhum valor nesses testes daqui. Então eu convidei alguns amigos para me ajudarem hoje. Um professor também vai ajudar. É simples, existem dois grupos espalhados pela cidade, os reféns que são identificados por máscaras balaclava brancas. São quatro ao todo, vocês só tem que trazê-los pra cá. Se forem capturados, serão eliminados. O professor que vai ajudar se chama Silver, ele tem cabelo azul. Se eu fosse vocês, evitaria lutar contra ele. 

 

****

Devidamente orientados, o grupo de alunos perambulava pelas ruas da cidade. A prova já havia se iniciado então todos estavam em alerta. Os seis seguiam juntos quando subitamente Jin parou de andar. Parecia que uma luz havia se acendido sobre sua cabeça, pois o garoto mostrava um semblante de surpresa; só agora havia caído sua ficha. 

 

Os demais deram mais alguns passos antes de perceberem aquilo e se virarem para o garoto. Amai, distraída, foi a única que continuou andando. 

 

- Eu vou ter que… trabalhar em grupo? Com pessoas?... não, não quero isso. - pensava ela. 

- O que foi? - Mitsuko indagou para o colega de classe. 

- Silver. Cabelo azul. Professor. É o herói número cinco, Matrix.

 

(Nota: Matrix é o nome da marca das esteiras da academia onde eu malho, daí veio a alcunha haha. Sim, o poder dele é inspirado em esteiras, tive essa ideia enquanto corria.) 

 

Os olhos dos restantes se arregalaram, parece que só agora a ficha deles caiu pois todos se olhavam. 

 

- O quê? Não, não pode ser ele. - negou Satoru. 

- Mas é verdade, ele trabalha na U.A. - falou Akane.

- Herói número cinco, hein?! Um belo começo, eu acho. - falou o esverdeado. 

- Isso vai ser complicado. Mas a gente pode pensar em alguma coisa e, sinceramente, a ideia de lutar contra ele me anima. - falou a ruiva. 

 

Enquanto os demais pareciam pensativos, Jin deu as costas e começou a caminhar para longe. 

 

- Ei! - chamou Chris. - Pra onde você vai? 

- Foi mal. Eu me viro melhor sozinho. - respondeu sem sequer se dar o trabalho de olhar para trás ou parar de andar. 

- Vamos precisar da colaboração de todo mundo! - gritou Mitsuko sem muita paciência para individualismos claramente infrutíferos. 

 

Foi em vão, o moreno apenas continuou seguindo seu caminho. Indispostos para uma discussão. 

 

- Espera. - pediu a garota que, quando ameaçou ir em sua direção, foi segurada pelo braço. 

- Alguém que não quer ajudar apenas atrapalharia. - falou Akane, orgulhosa e sem vontade demais para implorar por algo. 

- Ei, cadê a smurf? - perguntou Christopher. 

 

Os grupo então deu-se conta: do ajuntamento inicial, apenas quatro restavam. Os colegas olharam em volta mas nem sinal da garota. 

 

- Droga, onde ela se meteu? - pensava Mitsuko. 

- Talvez ela esteja no bolso de alguém. - Akane disse sarcástica. 

- Vocês sabem que a prova já começou, certo? - uma voz chamou a atenção do quarteto. 

 

Os alunos olharam para a mesma direção, encontrado Matrix que, mesmo sozinho, parecia não se importar. Com as mãos no bolso da calça e seu sorriso confiante, o herói parecia que não deixava aberturas, mesmo estando - aparentemente - relaxado. 

 

- Que tipo de heróis, no meio de uma missão, com vilões nas proximidades, ficam parados no meio da rua como quatro cachorros perdidos, além de falando alto?! Vocês são idiotas? - zombou. - Se eu fosse um vilão de fato, os quatro mosqueteiros já estariam mortos. 

 

Satoru abriu a boca para falar algo, mas sua frase foi substituída por um falsete de surpresa com o ocorrido. 

 

Silver havia levado suas duas mãos ao chão. Uma espécie de energia esverdeada espalhou-se numa área retangular que ocupou toda a rua. O solo atingido, passou a se mover como uma esteira, levando os alunos na direção do profissional. 

 

Pelo movimento inesperado e rápido, os quatro perderam o equilíbrio e foram derrubados no processo. Christopher bateu a cabeça, o que o deixou zonzo, Mitsuko os cotovelos, Akane caiu para frente, batendo os joelhos e Satoru conseguiu se agachar a tempo, caindo sentado posteriormente.  

 

A primeira vista, a individualidade do azulado pode ser vista como fraca e simplória. Todavia, ela foi dominado com excelência e, ao ser usada com tanta inteligência, tornar-se extremamente poderosa. Sua quirk aliada com sua mente estratégica foram capazes de colocá-lo como um dos heróis mais fortes do Japão.

 

Se o ranking levasse em consideração apenas a força, há quem diga que ele estaria melhor posicionado, mas também existem defensores de que ele cairia de posição. Mas são tudo especulações; 

 

- Já vai acabar? - Christopher questionou em sua mente.

- Rápido assim? - pensava Satoru. 

- Akane! - apesar de ter dito apenas o nome da amiga, sabia que a garota havia entendido. 

- Odeio ter que fazer isso! 

 

Por não controlar perfeitamente sua individualidade, quando a transformista assume totalmente sua forma demônio, ela tem acesso a totalidade de seus poderes mas tem sua personalidade mudada e fica levemente irracional. Como se outra pessoa estivesse em seu lugar. Todavia, ela ainda fica com resquícios de consciência.  

 

Em questão de segundos, surpreendendo até mesmo Matrix, um vulto escuro acendeu em direção aos céus. Quando o professor olhou para cima, uma dezena de feixes negros vinham em sua direção. 

 

- Oho? Voo é sempre uma quirk chata para eu lutar contra. - seu poder é melhor aproveitado contra inimigo terrestres.

 

O mais velho deu uma cambalhota para trás, esquivando-se do primeiro. Com a perda do contato de suas mãos, o solo parou de se mover. 

 

Usando proveito da distância entre eles, Akane continuava a disparar. Totalmente transformada, a morena estava descontrolada. Silver desviava sem muitas dificuldades usando saltos laterais e algumas acrobacias.  

 

- Vamos nos esconder. - falou Mitsuko ainda no chão.

 

Os outros dois que estavam com ela concordaram e o trio debandou-se em direção a um beco entre duas lojas. Entretanto, a morena permaneceu no pequeno combate, isso os fez parar.

 

- Ei, voe pra longe! - gritou Christopher, colocando as mãos em formato de concha ao redor da boca para direcionar seus apelos. 

- Você vai ser pega! Já deu! - dizia Satoru. 

- Não vai adiantar, ela não vai escutar. Idiota, era para você usar apenas as asas, não se transformar totalmente. - pensou a dominadora dos metais. 

- Porque? - indagou o moreno. 

- Quando ela se transforma totalmente, perde o controle de suas ações. - explicou. 

- E como ela volta ao normal? - inquiriu o esverdeado. 

- Acho que só perdendo a consciência. 

- Eu… tive uma ideia… provavelmente. - falou Satoru.

 

Enquanto isso, a estudante tentava continuar pressionando o professor. 

 

- Sabe, minha individualidade não atinge apenas coisas físicas. O ar também é meu domínio. 

 

O homem estendeu seus dedos na direção de sua opoente. Da mesma forma de antes, uma energia verde espalhou-se num perímetro retangular, piscou e sumiu. Logo depois, Matrix puxou a mão em direção ao seu próprio corpo. 

 

Uma grande lufada de ar incessante começou a levar Akane em sua direção. Apesar de inconsciente, ela não era idiota, sabia que sua única vantagem contra ele era a luta a longa distância. 

 

- Merda, é muita pressão contra minhas asas, elas quase que não conseguem bater. - pensava

 

A transformada tentava voar para o sentido oposto em que estava sendo puxada, mas era inútil, como uma criança tentando escapar da corrente marítima. Apesar de conseguir retardar o movimento, ainda estava sendo sugada. Enquanto isso, Matrix a provocava.

 

- Cadê aquela confiança? 

 

A estudante já estava a pouco mais de cinco metros de Matrix, quando ele foi atingido na parte de trás da cabeça por uma placa de pare. O dano o fez cambalear para frente e se desconcentrar, desfazendo a esteira de ar. 

 

- Essa doeu - coçou o lugar atingido. 

 

A placa havia sido obra de Mituko que usou sua quirk para fazê-la arrodear pela outra rua, longe da vista do professor, e pegá-lo de surpresa. Como a garota ainda não possui a força necessária para arrancá-la do chão com seu poder, Christopher fez esse favor. 

 

- De onde veio essa placa? - pensou a garota enquanto ofegava. Suas asas estavam doloridas. - Ah, não preciso me preocupar com isso.

 

Mas as surpresas para ela não acabaram por aí. Um chicote negro agarrou em sua perna a puxou de supetão. Satoru a puxou com força com o auxílio de seu companheiro telecinético. 

 

Akane foi puxada rapidamente em direção ao trio, Mitsuko assumiu a frente a parou o corpo da amiga. 

 

- Que mer...

 

Antes dela completar sua frase, foi atingida por um soco de Christopher na parte de trás da cabeça. Akane soltou um gemido glutal e mexeu a cabeça de um lado pro outro antes de apagar nos braços de quem considerava uma irmã.

 

- Me dá ela. - pediu o esverdeado. 

- Aqui. - entregou.

- Vamos sair daqui, procurar os outros e pensar em alguma coisa. Principalmente a baixinha, temos que fazer com que ela toque nele.

- Vocês vão mesmo continuar conversando parados no meio da ação? Não aprendem mesmo? - perguntou o mais velho, com seu típico tom brincalhão, ignorando a dor que sentia. Que, vale ressaltar, não era grande coisa. 

- Você já está me irritando! - falou a garota. Paciência não era sua virtude. 

- Se irrite correndo! - disse o manipulador de sombras. 

 

Satoru pegou-a pelo pulso e disparou beco a dentro. Os dois seguiam logo atrás do esverdeado que carregava o corpo desfalecido de Akane. 

 

Após dar dois passos na direção dos fugitivos, o profissional desistiu de persegui-los. 

 

- Não… vou deixar que fujam por enquanto.

 

****

 

Enquanto isso na sala de controle, Anael observava Jin caminhar tranquilamente por uma calçada. Como se estivesse passeando na praia. 

 

- Ele parece calmo demais. - pensou a loira. - Na rua dos doces. - falou pelo comunicador.

- Certo. - respondeu um homem. - Rua dos doces. - falou para um companheiro e os dois entraram num furão branco juntamente com um refém.

 

Os três tomaram assento, no banco da frente que cabia três pessoas. O refém foi no meio deles. O carro foi ligado e partiram em direção ao lugar dito por Anael. 

 

****

- Até parece que eu vou trabalhar com pessoas, nem queria estar aqui. - pensava Amai. 

 

Durante sua caminhada sem rumo, uma loja de mangás chamou sua atenção. A pequena agora vagava pelo corredores olhando as revistas nas prateleiras. A maioria era apenas páginas em branco com as capas de mangás. Mas havia um ou outro que eram verdadeiros.

 

- Queria ler algum romance. Não acredito - pegou uma edição de two piece. - o traço de Goda é muito ruim, acho que eu consigo copiar. - riu ela, que sonha em ser mangaká, enquanto foliava.

- É impressão minha ou não estão levando isso a sério? - indagou Anael. - Silver, tá ouvindo? - questionou pelo comunicador. 

- Pode falar, amor.   

- Tem um enfeite de mesa na loja dos mangás. Dê um susto nela. 

- Pode deixar.


Notas Finais


Então, eu estou conseguindo fazer a personalidade dos personagens de vocês da forma que imaginaram?

Obs: Eu tirarei um dia para responder todos os comentários que ainda não respondi. Amo vocês <3


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