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História Futuros heróis (Interativa) - Capítulo 39


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Capítulo 39 - O cerco.


Pov Jin.

- Você é muito lento para conseguir me acertar, junior. - dizia minha mestra.

Com um sorrisinho ácido no rosto, zombava dos meus sucessivos insucessos. Era difícil acertá-la; não só por sua velocidade, mas sua agilidade é sensacional, parece que sequer tem ossos. Suas esquivas são páreas para as dos melhores pugilistas. É como se ela dançasse ao mesmo tempo em que luta.

Após muita insistência da minha parte, consegui o que queria. Após semanas de patrulha, Olivia aceitou meu pedido para um treino entre nós dois. Não sei o que tinha em mente no momento, acho que queria provar a mim mesmo que posso olhar no olho de quem está no topo. Viemos para uma quadra de futsal que fica próxima ao prédio da agência. 

Olhei para o meu braço, percebendo mais veias ficando aparentes na pele morena, que ganhava tons rosados. A cada piadinha dela, a cada soco que erro, a cada segundo que passa fico mais irritado. Meus músculos dilatam, obrigando minha pele a fazer o mesmo, doí, mas sei que estou ficando mais forte; literalmente.

Avanço num salto, já com o punho direito fechado e próximo ao corpo, minha mão esquerda está esticada por questão de equilíbrio e para eu poder jogá-lo para o lado, girando o corpo mais rápido e aumentando a potência do soco que pretendo acertá-la.

Para minha surpresa, pela primeira vez, ela revidou. Tive um dedo apontado para mim, dele saiu uma descarga poderosa a ponto de fazer eu cessar o ataque e cambalear para trás. Soltei um gemido baixo de dor. Um pouco de saliva saltou para fora da minha boca. Sinto meu corpo pulsar, seguindo o ritmo do meu coração acelerado. 

- Minha vista está embaçada. O esforço misturado a eletricidade está me deixando zonzo. - analiso em pensamento. - E só bastou um ataque. Acho que encontrei um novo limite para minha individualidade. 

Sinto pontadas em meu coração, indicando o esforço extremo que o órgão está fazendo para suprir as necessidades dos meus músculos. Sinto como se estivesse com os sentidos embriagados. Acho que é uma queda de pressão.

- Ainda é cedo para você me atacar de frente, junior. Tente daqui uns quatro anos. - Comentou prepotente. Vou fazê-la engolir esse sorriso. - Use o cérebro em vez dos músculos. Seja mais Banner e menos Hulk. - Comentou, tocando a lateral de sua testa com o dedo indicador. - Se quer chegar no topo, vai enfrentar lutas que não podem ser vencidas só com força. 

- Eu sei, eu sei. - Retruquei cansado. - Só não esperava que você fosse atacar também. 

- Jamais disse que ia deixar você fazer o que bem entender. - Levou as mãos a cintura, estufando o peito numa postura altiva. - Não sou um saco de pancada. Só não revidei antes por que queria ver se você ia conseguir me acertar, mas já vi que não. 

Uma veia saltou da minha testa. Querendo ou não, estou limitado por estarmos em uma quadra particular, já que tenho que ter cuidado para não quebrar nada. Obviamente não vou explanar isso jamais. Reclamar por estar em desvantagem é coisa de perdedor. Meus heróis se fizeram por si próprios. Scarface, Rocky Balboa, os caras do Poderoso Chefão, todos começaram do nada, tiveram um caminho cheio de pedras, mas mesmo assim atingiram a perfeição e chegaram ao topo. Nunca se lamentaram, jamais reclamaram das desigualdades. 

Olivia é muito mais forte que eu. Um dia, pode ser que do outro lado seja um vilão nessas mesmas condições. Se isso acontecer, não posso ficar de braços cruzados esperando alguém vir me salvar. O segredo é não depender de ninguém.

- Tá parado por que? Cansou? - A voz divertida de Olivia me encarou de volta na realidade. 

Sorri. Batendo um punho no outro, sentindo-me cada vez mais motivado a cada dificuldade que ela me impõe. 

- Porque, já quer ir embora? - Rebati no mesmo tom. Vi-a mover as sobrancelhas levemente surpresa

- Deixe as provocações para quando for mais forte que o adversário, junior. - Aconselhou. - Se não, só vai passar vergonha.

Estalei os dedos e avancei mais uma vez. 

(****) 

Pov Narrador. 

Na sala de Morgan, a profissional finaliza o acabamento de mais um de seus robôs. Usando sua própria mesa para tal. A sua frente, estava Friday. 

- E então, como ela está se saindo? - Inquiriu, ainda focada. 

- A Akane? 

- Tem mais alguém que você supervisiona? - Perguntou brincalhona. Friday, por sua vez, permaneceu estóica. - Você já riu alguma vez na vida? - Inquiriu inconformada.

- A Akane é engraçada.

- Quê? Ela fez você rir? - Questionou alarmada, deixando o que fazia de lado.    

- Não. - Rebateu rápida e seca. - A senhora perguntou como ela está se saindo. Ela está indo bem, o que é engraçado, por que eu não a ensino nada e mesmo assim ela aprende. 

- Hum, sério? - Maneou a cabeça, um tanto impressionada. - Como assim? 

- Esses dias ela foi copiou minha forma de abordagem. Fez igualzinha a mim no primeiro dia em que trabalhamos juntas. Também está tentando copiar meus movimentos de voo, principalmente minhas manobras evasivas. E eu não tento ensiná-la, ela vê e faz. 

Morgan deu uma risadinha, apoiando os cotovelos nos braços da cadeira e cruzando as pernas. Em sua infância, ela já tentou copiar os heróis, queria ser como eles. Mas por não ter uma individualidade, era impossível. Foi então que ela decidiu fazer de sua inteligência seu superpoder. 

Muito tiram os méritos de Morgan, alegando que ela só alcançou o patamar atual por ser de uma família rica. No entanto, ignoram o fato de que por trás da armadura, há a maior engenheira do país. Formada com honra em física, engenharia elétrica e mecânica.

O que levou Morgan ao topo não foi uma individualidade poderosa ou o dinheiro dos seus pai, mas sim o seu conhecimento.

- Existem muitas formas de se aprender. Uma delas é copiar e adaptar o que é bom. Pelo visto, ela sabe fazer isso. 

- Sabe sim. E muito bem. Ontem ela me disse que espera um dia ficar tão forte quanto eu. 

- Ora, ela é ambiciosa. - Notou. 

- Eu acho que não. Na verdade, ela pensa pequeno. Eu creio que ela tem potencial para ir além de mim. - Pousou suas mãos no colo. 

A engenheira odeia quando ela faz isso. Faz parecer que ela está conversando com uma boneca, o que é bem esquisito.

Morgan espremeu os olhos ao perceber um meio sorriso ganhando forma no rosto engessado de sua pupila. Era discreto, mas não deixava de ser um sorriso. 

- Se eu fosse colocar seu potencial em números, diria que ele é um de cinco milhões. Creio que ela poderá figurar entre os dez heróis mais fortes. E vai superar nós duas. 

A Potts riu, não dá fala em si, mas dá inconveniência da ciborgue. Friday sempre fala tudo o que está pensando, independente de quem esteja a sua frente. Nem sua chefe foge de suas balas de sinceridade.

Além de quê, a mais nova trata tudo com lógica e costuma fazer gráficos e tabelas para basear seus achismo, ou então colocá-lo em números frios. 

- É ótimo ouvir isso. A sociedade dos heróis precisa de caras novas, cachorros grandes. Nós somos mulas cansadas, não vamos aguentar mais muito tempo. Edward já não é o mesmo, Fito também não,Thor anda cansado. O momento de passarmos o bastão está chegando, e não vai demorar. - Comentou espreguiçando-se. 

- Entendo. Você realmente está envelhecendo, tem rugas no seu rosto. 

O maxilar de Morgan quase foi ao chão com tamanha afronta. Friday a atingiu bem no orgulho.

- Eu não disse que estou envelhecendo! - Respondeu sentida. - Tem rugas no meu rosto? - Correu desesperada para o banheiro. 

A ciborgue permaneceu parada, encarando a cadeira agora vazia. 

- Eu estou com rugas! - Ouviu um berro.

Friday acomodou-se na cadeira e sorriu. Às vezes Morgan age como uma adolescente.

(*****)

Pov Akane.

Hoje não saí com Friday para patrulha ou fui requisitada para qualquer outra coisa. Então encontro-me em meu quarto, sentada na ponta da minha cama. Atrás de mim está Jeena, que fazia tranças em meu cabelo curto. 

Encarando-me na câmera frontal do celular, percebo que aquilo não combina comigo. Acho que estou acostumada ao meu corte casual. 

Eu não sei bem o que levou ela a achar que ia ficar bacana, mas vou deixar a menina se divertir. Ela realmente gosta de cabelos, me disse que antes queria ser cabeleireira. Gosto de ver seus olhinhos brilhando de empolgação enquanto enfeite meus fios. 

- Eu acho que você ficaria linda de cabelo cacheado, mas bem pouco, só nas pontas. - Comentou, pegando uma mecha minha entre os dedos, e deslizando por toda a extensão dela. 

- Você acha? - Não coloco muita fé nisso aí não.

- Claro! Tipo, você é bonita, devia ousar as vezes. Fazer uma coisa diferente, um corte, uma roupa, sei lá. - Mexeu os ombros, sem perder o foco no que fazia. 

Fitei o celular pensativa, talvez ela tivesse razão. Mas é estranho, ao mesmo tempo que quero mudar, tenho medo disso. Já pensei em deixar meu cabelo crescer, mas não sei se vai ficar bom. Já pensei em deixá-lo ainda mais curto, mas o medo de ficar ridícula me impediu de fazê-lo. 

- O que acha de uma tatuagem? - Pensei alto. - Acho que vou fazer uma quando for de maior. 

- Sério?! - Empolgou-se a ponto de aumentar levemente o tom de voz. - Vai fazer o quê? - Jeena Inclinou-se um pouco para o lado, fitando a lateral do meu rosto. 

- Não sei ainda. É só uma ideia que ando tendo ultimamente. Mas acho que fazer o rosto de um lobo com uma lua ao fundo seria legal. Imagino que seria na panturrilha ou no antebraço. 

- Com uma lua cheia deve ficar lindo. Mas tem algum significado? 

- Não, acho que não. Quer dizer, até tem, mas é algo pessoal, sabe? Tipo, é um gosto pessoal. Amo lobos, então acho que ia ser legal. 

Apesar de não ter exposto essa ideia, imagino que se um dia eu conseguir dominar minha individualidade totalmente a ponto de não me deixar ser dominada pelo meu lado ruim, séria bacana tatuar nas costas a mão de um demônio e de um homem entrelaçadas, como um sinal de amadurecimento, aceitação. 

- Sabe o que eu acho que combinaria com você? 

- O quê? - Virei levemente o rosto para o lado, fitando-a.

- Uma flor de lótus, bem aqui. - Tocou nas minhas costas, entre as escápulas. - Ou então no torço. 

Ergui minha pupilas para o alto, comprando aquela ideia. Ponderei-a por um segundo, e vi que poderia ficar bom de fato. 

- É uma boa idéia. Talvez eu faça todas e fique igual um gibi. - Comentei risonha. 

- Você é bem branca, então o escuro dos desenhos vai fazer um contraste lindo. Ia ficar bem destacado. 

- Eu penso nisso, mas é só uma ideia. Nada sério por enquanto. Já viu colocarem adesivos numa Ferrari? 

- Você fica ensaiando essas frases na frente do espelho, né?!. - Caçoou. 

Pior que fico sim. Sempre que vou tomar banho. Mas a ideia da tatuagem não é um blefe, só não é pra agora. 

Continuamos num bom papo por um tempo, até que Uruti entrou no quarto de súbito. Ela parecia um tanto cansada. 

- Faz tempo que eu procuro você duas. Friday mandou chamar todo mundo, agora! 

- Aconteceu alguma coisa? - Jeena perguntou. 

- Não sei, mas parece que sim. 

*****

Assim que coloquei o pé na sala de reuniões, soube que algo havia acontecido. Todos os heróis e estagiários disponíveis estão aqui. Corri os olhos pela sala, vendo uns cochichos aqui e ali. Todos pareciam meio perdidos ainda. Caminhei até uma das cadeiras vagas no fundo e sentei-me; as garotas me acompanharam. 

- Isso parece aquelas reuniões de filme de ficção, momentos antes dos Aliens começarem a atirar em todo mundo. - Uruti comentou ao leo.

- Pare de assistir o History. - Reclamou Jeena. 

Ouvi alguém bater contra o quadro branco da sala, imediatamente todos calaram-se.

- Todos prestem atenção! - Friday começou em tom severo, olhando um prancheta que tinha em mãos. - Há vinte minutos uma Van da prisão que levava criminosos para o hospital tombou na Rua Sagi. Os dez presos que ela carregava agora estão foragidos, o comboio de escolta não conseguiu contê-los. Nossa tarefa é pegar todos. Estamos em uma caçada. 

Ouvi direito? Vai ser tipo um Alien vs Predador da vida real!

Permaneci inerte por fora, mas pulava de alegria por dentro. Isso vai ser muito legal. Senti Jeena me bater de leve com o cotovelo, quando olhei-a, vi um sorrisinho animado e discreto em sua face. Devolvi no mesmo tom, contendo minha euforia.

- Morgan não está aqui, não vamos poder contar com ela. Entrei em contato com a Agência Boston, essa vai ser uma operação cooperacional. Infelizmente também não vamos poder contar com Olívia, que está indisponível. 

Friday aproximou-se de um mapa da cidade preso numa armação sob rodinhas. Com uma caneta posca, ela ia fazendo marcações enquanto falava. 

- Os patrulheiros já isolaram um perímetro de vinte quarteirões, que foi cercado pela força policial. Todos os civis estão sendo evacuados. - Aproximou-se do quadro branco outra vez, onde havia fotos de todos os detidos. - Os criminosos foram presos por sequestro, incêndio criminoso - A cada delito, ela apontava quem o cometeu. Friday é realmente alguém muito eficiente. -, crime organizado, falsificação, lesão corporal qualificada, assassinato, esses três por fraude e, por último, o mais perigoso deles preso por homicídio triplo. 

A ciborgue deu dois passos à frente, correndo os olhos por toda a sala, fazendo-nos perceber a gravidade da situação com aquele mínimo gesto. 

- Miabi e Jeena, vocês dois vão ajudar a polícia a interrogar as testemunhas. Temos que descobrir se foi uma fuga ocasional ou encomenda. Os demais vão comigo pro local. Dispensados. 

Ouvi Uruti dar uma risadinha. Quando olhei para o lado, vi Jeena com uma expressão totalmente incrédula. Acho que a única vez que vi uma careta assim foi quando eu e a Mitsuko fomos assistir Vingadores e vimos Tony Stark com as joias do infinito. 

- Não acredito que eu vou ficar de fora. - Levou as mãos a cabeça, desesperada. 

- Ainda bem que eu não sou você. - Pensei, consolando-a com tapinhas nas costas. 

******

Admito que quando desci do carro da agência, estava me sentindo a última bolacha do pacote. Sabe aquelas cenas das séries policiais em que chega o serviço secreto ou alguma outra corporações fodona e eles andam em câmera lenta, certamente estou assim agora. Se meus cabelos fossem grandes, eles estariam ao vento.

Há diversas viaturas espalhadas pela rua, junto com alguns carros de reportagem. Também tem policiais por todas as partes, armados até os dentes. Esse negocio aqui ta com muita cara de Os Mercenários. Só falta o Terry Crew está aqui também, adoro ele!

Vi Friday dirigir-se até quem imagino ser o chefe de polícia e o representante da Agência Boston, acho que o nome dele é Holty. 

Como não tinha o que fazer até segunda ordem, fui andar por aí. No meio de tantos heróis e policiais, me senti pequena, deslocada. 

No entanto, também me senti parte deles. Vi-os como um grupo. Todos lutando pela mesma causa.

- Ei, Akane. - Opa, meu nome. 

Aliás, essa voz é muito familiar. Comecei a olhar ao redor, procurando seu dono. Isso é, se eu não estiver ouvindo coisas.  

- Aqui em cima. 

Quando olhei, vi Jin na janela de um ônibus da polícia extremamente lindo. Todo cromado e com o adesivo da corporação. Senti meu coração falhar uma batida ao vê-lo, foi então que eu percebi que senti sua falta. Trocamos um fino sorriso.

- Vem, sobe aqui. Tem um monte de coisas legais. - Fez um gesto de mãos.

- Você pode tá ai dentro? - Aproximei-me, encarando-o de baixo. 

- Tem um cara aqui, ele deixou. Entra. 

Bem, se é assim…

Fui toda feliz subindo os degraus do ônibus, cheirava a livro novo. Vi um policial sentado no banco do motorista, ele disse que eu podia entrar, mas não tocasse nas armas. Adentrei curiosa, olhando para todos os lados. 

Quando encarei os olhos escuros do meu colega de classe. Foi como se um estalo tivesse acontecido e quando dei por mim nos abraçamos por iniciativa de ambos. Agora que parei para refletir, será que gosto dele? 

- Vem ver uma coisa. - Disse assim que nos separamos. Ele foi até uma área onde havia vários equipamentos pendurados e pegou um capacete com óculos de visão térmica. Colocou-o sem perca de tempo. 

Vi-o olhar para os lados e depois focar em mim. Jin ajustou algo no óculos e depois deu uma risadinha. 

- O que foi? - Perguntei cabreira. 

-  Você tá ovulando. - Respondeu com sua voz morta. 

- O quê? - Falei um tanto alto, sentindo minha pele arder em vergonha. 

Fui em sua direção a passos pesados e roubei o capacete sem nenhuma delicadeza. chutando-o na canela em seguida. 

- Retardado. - Xinguei irritada. Coloquei o equipamento e encarei-o. 

- Tá vendo alguma coisa?

- Sim, aqui diz que você é um imbecil insensível. 

- Foi só uma piada. - Mexeu os ombros. - Não precisa ficar sentida. - Riu, vou matá-lo.

Provamos coletes, botas e tudo mais o que tínhamos direito. Acho que só não mexemos nas armas mesmo. Mas não durou muito, Uruti disse que Friday mandou chamar todos. 

Na frente da barricada, estavam os três cabeças da operação, discursando para o grupo. Com a palavra, o chefe de polícia. 

- O que eu quero que cada um de vocês faça é uma busca pesada em cada posto de gasolina, residência, depósito, fazenda, galinheiro, anexos e até nas casinhas de cachorro se precisar. O importante é achar todos os fugitivos, usem a força se for preciso. Dada a magnitude da situação, vocês têm acesso a todos os recursos que precisar. 

- Tomara que eu ache o incendiário. - Cochichei com Jin. - Pensei na frase perfeita para dizer quando pegar ele. Algo que ninguém mais pensaria.

- “Se queimou”? - Cortou meu barato.

Como ele sabe? Que merda. 

- ...Não. - Disse murcha. - Que frase ridícula, nada ver. - Fiz pouca caso. 

- Eu achei criativa. - Acho que tentou me animar.

Recebemos a autorização para entrarmos no cerco. A priori, pensei que eu Jin e Uruti faríamos um trio, no entanto fomos divididos em grupo pré-estabelecidos e cada um entrará por um local diferente. Eu fiquei com Friday.

A ciborgue aproximou-se de mim, encarando-me com autarcia.

- Preste atenção, isso não é um teste ou uma simulação. Os fugitivos são criminosos reais, se virem a abertura, vão te matar sem pensar, entendeu?

- Sim. - Redargui rapidamente. 

- Fique perto de mim. Se vir algo, me avise. E não se afaste. Se ficar com medo, olhe para o companheiro que está lutando ao seu lado e dele tire forças para continuar.

Quando dei o primeiro passo dentro do cerco, olhei ao redor, vendo vários heróis avançarem em conjunto comigo, nos fundos estavam os policiais e uma dezena de viaturas. Foi então que caiu a ficha. Estou no centro de uma grande operação. Todos estão arriscando as vidas aqui. Tenho que levar a sério e não deixar ninguém morrer. 



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