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História Gaara e Minato - Novas Espécies - Capítulo 6


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Notas do Autor


Peço mil desculpas, pois a algumas pequenas correções.

Capítulo 6 - Capítulo Seis


 

Minato bocejou e olhou para o relógio.

— Passa das três.

— Estou pronto para encerrar a noite. — Lee se esticou no sofá. — Esse foi um filme de ação bom.

— Obrigado por ficar comigo.

— Sem problema. A qualquer momento. — Lee encontrou seu olhar. — As fêmeas são problemas. Nunca se esqueça disso. Estamos melhor sem elas.

— Não sei se concordo.

— Quer que eu fique no quarto de hóspedes?

— Está bem para dirigir até sua casa?

— Não de verdade. — Lee bocejou. — Não estou acostumado a estas noitadas.

Minato desligou a TV e o aparelho de DVD, levantou e deixou cair os controles remotos na mesa de café.

— Fique. Vamos tomar café juntos e discutir as novas câmeras que serão instaladas nos portões.

Ele retirou o celular e o abriu.

— Quem está chamando a esta hora?

— Homeland. Nossa força-tarefa humana saiu numa missão e quero ver se recuperaram uma de nossas mulheres.

— Teriam chamado. — Tristeza enchia os olhos de Lee. — Sabe como essas coisas são. Gostaríamos de ouvir que acharam uma. Sei que queriam atingir o local às duas.

Não deve ter sido uma boa vantagem.

Isso significava que Gaara foi chamado para nada. Foi pelo menos reconfortante pensar que podia ficar sem ele para recuperar uma de suas mulheres.

— Certo.

— Espero que da próxima vez encontrem uma.

— Podemos esperar. Boa noite.

  Ele girou sobre os calcanhares, caminhou rapidamente pelo corredor e fechou a porta suavemente atrás dele. Seu olhar permaneceu na nova cama fresca que colocaram em seu quarto. Nenhum traço de perfume de Gaara restava e não tinha ninguém para culpar além de si mesmo por esse fato. Ele também pulverizou a área muito bem com desodorizado.

            A boa notícia era, Gaara estava seguro. Começou a tirar as roupas, bocejou e onde quer que estivesse esperava que pensasse nele. Se estivesse em sua cama o consolaria pela missão que falhou. Ele faria muita questão disso.
Seu pênis se contraiu pelo pensamento de como iria distraí-lo e sibilou uma maldição.

            Precisava esquecer o homem sexy. Gaara no Sabaku não era alguém que se pudesse dar ao luxo de gastar muito tempo de qualquer forma. Sabia da futilidade de seu futuro. Parou na frente do espelho sobre a cômoda, olhou seus traços ligeiramente alterados e por uma vez lamentou ser Espécie. Era a cara de seu povo, o símbolo, o mundo o via e nunca teria a liberdade que tanto lutava para dar ao seu povo.

            Inveja o encheu enquanto pensava em Madara, Shikamaru e Tobirama. Apaixonaram-se por humanos e as mantiveram. Os machos eram amados e dormiam com suas companheiras. Tinham anonimato para fazer isso. Minato North tomando uma companheira seria notícia no mundo e quando o fizesse, deveria ser uma fêmea Espécie.

                        Não só seu povo esperava isso, mas toda a população humana também. Seus ombros caíram quando se virou, incapaz de olhar mais para seu reflexo. Evitou o contato com fêmeas humanas por uma razão. Muitas o assediaram antes, mas nenhuma o agitou como o ruivo flamejante fez. Gaara tinha coragem de ter tal cabelo brilhante e se engajar na batalha com os homens. Era forte, bonito e fora do limite.

            Ele se inclinou, tirou o celular de sua calça e o colocou sobre a mesa de cabeceira. Sentou-se com força na beira do colchão com os pensamentos de Gaara ainda o assombrando, e estendeu a mão para a luz. Esqueça-o. Você não tem escolha. Não era para ser, e foi melhor que fosse chamado para longe. Seria um desastre caso se tornasse importante demais. É só pioraria a dor já que não há como ficar com ele sem que o mundo saiba.

            Ele entrou debaixo das cobertas e se esparramou de costas. Seu pau encheu de sangue quando se lembrou da última vez que esteve nessa posição na cama com a boca de Gaara, quente e sexy em seu corpo. Gemeu e rolou.

            Esqueça-o, caramba. Ele vai se esquecer de você. Foi apenas um caso de uma noite e isso é tudo que foi.

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     Gaara não hesitou em cair de joelhos e rastejar pela escuridão. Avançou na direção de Trey, cerca de dez metros à sua esquerda. Ele focava sua luz no chão enquanto ele se movia para seu lado.

— Não queria assustá-lo. — ele sussurrou. — Está preso no canto, mas não consigo encontrar um interruptor de luz. — Trey apontou uma direção sob sua lanterna para

Gaara saber para onde olhar.

— Cai fora. — Gaara pediu a ele. — Consiga uma lâmpada aqui. Alguma coisa. — Ele se afastou e Gaara ligou a lanterna.

             Gaara levantou lentamente a luz até que viu uma gaiola de cão de tamanho grande e um colchão fino no chão da mesma. Uma mulher pequena estava encolhida num canto, vestindo uma camisola longa que estava tão suja e encardida como o forro do colchão que se sentava. Parecia não ser lavado há muito tempo.

Gaara levantou a luz um pouco mais, cuidando para não piscar no rosto da mulher.

— Meu nome é Gaara. — afirmou suavemente. — Vamos tirar você daqui e levá-la para algum lugar seguro. Vou chegar mais perto de você, mas não tenha medo. Nunca a machucaria, certo? — Ele iluminou seu rosto e permitiu que a luz brilhante temporariamente a cegasse para dar à mulher confinada um bom olhar sobre si. — Sou um homem especial, pouca coisa diferente de uma mulher. Vê? Não estamos aqui para te machucar.

            Gaara abaixou a luz e esperou até que os pontos apagassem, então, cuidadosamente monitorou o feixe de volta para onde a mulher estava encolhida. Ele observou mais quando levantou a luz para as pernas da mulher. Era Espécie sim. O cabelo era preto e seus traços mostravam seu DNA de primata. Era óbvio em seus traços delicados, a forma mais arredondada de seus olhos castanhos escuros e o nariz bonito, alegre.

Gaara se arrastou mais perto.

— Sabe que há outros como você? Vou te levar para a casa deles, para sua família. Estiveram procurando você por um longo tempo. Pode me dizer seu nome?

A mulher agarrou seus joelhos mais apertados contra o peito e seus traços mostravam terror. Gaara não a culpava pelo medo.

— Realmente não vou te machucar. Estou aqui para levá-la para um lugar seguro. Vou levá-la para sua família. Eles são pessoas como você, que também foram feridos por outros e que vão fazer que fique segura lá. Ninguém jamais vai trancá-la dentro de uma gaiola de novo. Sou Gaara — ele repetiu. — Qual seu nome?

A mulher abriu a boca e sussurrou palavras suaves que eram difíceis de entender.

— Lixo.

Jesus! A raiva rasgou Gaara ao ouvir o nome de merda que seus captores deram a ela, mas tentou escondê-la.

— Esse não é realmente seu nome. Lembra-se como era? Como era chamada antes de ser trazida aqui?

A mulher hesitou.

— Meu nome era Macaca.

 Gaara contou até dez para esfriar seu sangue fervendo. Filho da puta. Não havia fim para a merda que o povo fazia com essas pessoas?

— Vou te dizer uma coisa. Por que não a chamamos de Bela? Gosta desse nome? Acho que se encaixa muito melhor que os outros. Os homens lá fora comigo vieram para levá-la para longe dos homens que a tinham aqui. Vou levá-la para algum lugar seguro. Pode confiar em mim.

    Gaara se arrastou mais perto quando a Espécie pareceu calma e um pouco do medo aliviou de seus traços delicados. Voltou sua atenção para a gaiola, observou o cadeado e as correntes que corriam dos tornozelos da mulher até um parafuso nos pés do assoalho da gaiola. O parafuso passava direto através do assoalho. Não seria fácil libertar esta fêmea-presente com os pesados grilhões. Eles geralmente as levavam com as correntes, se não fossem capazes de libertá-las no local e esse parafuso no piso seria infernal de quebrar.

— Posso olhar seus tornozelos, por favor? Gostaria de ver se posso tirar essas algemas e olhar o cadeado vai me dizer se são fáceis de tirar ou não.

— Certo. — ela concordou hesitante.

            Gaara a alcançou através da gaiola para gentilmente segurar uma das algemas. Havia buracos de chave em cada uma e o metal era pesado, sólido e não romperia com o que carregavam. Os cadeados eram complicados e isso não previa nada de bom também.

— Procurem pelas chaves. — disse ela em seu microfone. — Eles a têm acorrentada a um parafuso que será difícil de remover, já que passa através do chão e quebrar os cadeados não é uma opção. Poderia entrar na gaiola com ela, mas essas algemas são outra história.

— Não sei onde estão. — Bela sussurrou.

 Gaara colocou a lanterna abaixo para que emitisse luz suficiente para que vissem uma à outra quando pegou seu tornozelo. Ela estendeu a mão e apontou, virando a cabeça para mostrar.

— Eu tenho um dispositivo dentro da minha orelha, que permite que as pessoas que ajudaram a salvar você ouçam o que digo. Posso ouvi-los também. Estava dizendo a eles para procurar a chave. Se não puderem encontrá-la, vamos tentar cortar a corrente. Vamos tirar você daqui. Isso é uma promessa. Certo, Bela?

— Sim. Realmente vai me levar?

— Juro que vou te tirar.

— Encontrei um conjunto de chaves com um cara morto. — Era Tim falando. — Também encontramos um cabo de extensão e uma lâmpada.

— Só me dê as chaves e envie Trey já que ela já o viu. Peça para entrar lentamente.

 — Gaara - sorriu para Bela. — Esse homem esteve aqui há poucos minutos e vai trazer as chaves que achamos ser dos cadeados. Não tenha medo dele. É meu amigo e nunca machucaria uma mulher.

 Bela pareceu assustada, mas balançou a cabeça corajosamente. Trey se arrastou para o quarto e sentou ao lado de Gaara. Na outra mão, tinha quatro lanternas ligadas para iluminar a sala. Gaara lançou um sorriso agradecido quando aceitou as chaves. Ele se apoiou a poucos metros.

— Vou ou fico? — Sua voz era suave.

Gaara estudou a mulher que olhava para Trey, mas não parecia em pânico ou aterrorizada.

— Fique. — Gaara decidiu.

            Trey não se moveu quando Gaara tentou as chaves. Destrancou primeiro a gaiola, abriu a porta e hesitou antes de tocar Bela. A outra mulher empurrou seus pés mais perto para ajudar. Gaara deu um sorriso quente e a outra mulher sorriu firmemente em troca.

— Bingo. Temos uma vencedora. — Gaara sorriu para Bela quando abriu o cadeado do tornozelo.

— Vê? Encontramos as chaves. — Gaara destrancou o outro tornozelo. Bela estava livre.

— Limpem e nos deem um caminho livre para um veículo. — Gaara ordenou suavemente. —Estamos levando-a para fora.

— É isso aí. — Tim suspirou. — Bom trabalho, Gaara. Nós a teríamos perdido, se não encontrasse o quarto escondido. Seu traseiro ainda é meu quando você a assegurar.

Gaara revirou os olhos, mas continuou a sorrir para Bela enquanto se apoiava para ajudar a mulher a sair da gaiola.

 — Tudo bem. Pode ficar em pé? — Gaara se levantou lentamente e estendeu as mãos para a mulher. — Pode pegar minhas mãos e vou te ajudar.

            A mulher hesitou antes de lentamente se inclinar para frente, se arrastar alguns metros até que passou pela porta aberta da gaiola e estendeu a mão trêmula e pálida para Gaara. Gaara a agarrou com cuidado, enquanto lutava contra as lágrimas. Esta parte arrancava um pedaço seu a cada vez. O medo em seus olhos esperando, confiando e acreditando que não estavam apenas brincando com eles sempre partia seu coração. Gaara a ajudou a levantar.

— Estamos indo. — Gaara informou a equipe. — Estamos limpos?

— Limpo. — Tim respondeu suavemente. — Temos um veículo direto na porta da frente e arrastamos os mortos da vista. Jimmy derrubou algumas cortinas para jogar sobre o sangue. Ela provavelmente sentirá o cheiro se herdou o olfato das Espécies, mas não ficará aterrorizada pela visão.

— Ela é primata. — Gaara respondeu, deixando a equipe saber que a mulher liberada era menos provável de sentir o cheiro da morte ou sangue derramado. Os primatas não tinham sentido tão agudo de olfato. — Fale com Homeland imediatamente e pergunte onde querem que seja levada, para que outras primatas estejam lá quando chegarmos. Precisa conhecer sua família. — Gaara continuou esperando a mulher assustada.

            Bela só tinha cerca de 1,50m de altura e seu corpo muito magro revelava que passou fome. Gaara podia carregar o corpo leve para fora da casa se a mulher não pudesse andar sozinha. Lutou contra as lágrimas mais uma vez enquanto andava pela casa lentamente. A mulher foi espancada recentemente e não tinha sido banhada, pela estimativa de Gaara, há alguns dias. Seu cabelo estava embaraçado, um pouco gorduroso e sujeira se agarrava em seus pés e braços por causa do quarto escondido e empoeirado.

            Trey permaneceu como uma sentinela silenciosa às suas costas e sabia que ele permaneceria lá, no caso da fêmea Espécie cair por seu estado debilitado. Gaara levou Bela pela porta da frente até o ar fresco da noite e diretamente para a porta traseira aberta do SUV. Ela sorriu para sua carga.

— Vamos entrar nesta coisa e depois fazer algo realmente emocionante. Vamos voar no céu numa grande coisa para conseguir alguma ajuda médica e vai se encontrar com sua família. Ficarão tão felizes em ver você.

— Não vai me deixar? — Bela parecia aterrorizada quando agarrou Gaara.

— Não, Bela, não vou a lugar nenhum. Vou segurar sua mão o tempo todo. — Gaara apertou sua mão com ternura. — Não vou deixar nada acontecer com você e vou ficar enquanto me quiser. — Gaara pediu que subisse no banco central e a prendeu com um cinto subabdominal. Gaara sorriu de novo, reconfortante. — Vou sentar ao seu lado e Trey aqui vai nos levar. É uma boa pessoa. — Ele verificou o cinto de novo, se inclinou para empurrar o cabelo de Bela atrás da orelha e deu um olhar sincero. — Tudo vai ficar bem, Bela. E... — A dor explodiu em volta de Gaara. Foi jogado para frente e seu corpo caiu sobre Bela e o assento. A mulher Espécie gritou.

— Atirador! — Trey gritou.

            Gaara lutou para levantar, apesar de não ser capaz de respirar por causa da dor nas costas. Bela gritou de terror novamente e vidro explodiu da janela do passageiro da frente. Gaara encontrou força para empurrar seu peito para cima, empurrando Bela para o lado e se jogando em cima da outra mulher.

— Tenho você. — Gaara ofegou sobre a fêmea gritando e os tiros.

            A dor explodiu novamente em volta de Gaara, enviando um caminho de fogo entre as omoplatas até a parte detrás de sua cabeça. Desta vez, a dor foi demais. Tentou puxar ar, mas não queria vir. Tudo ficou escuro, a dor desapareceu e os gritos de Bela foram à última coisa que ouviu.

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            Minato rosnou quando se virou na cama e olhou para o relógio. Eram quatro e meia da manhã. Procurou no escuro por seu celular e abriu, pressionando-o no ouvido.

— É melhor que seja bom. — ele resmungou.

— Minato? Sinto muito sobre a hora. Realmente sinto. Temos uma emergência. Precisava de sua permissão para algumas coisas.

— Precisamos enviar nosso helicóptero de Homeland para resgate imediato de uma das nossas fêmeas-presentes que foi recuperada menos de uma hora atrás. Também preciso de permissão para levá-la para a Reserva. Têm melhores equipamentos médicos e esta está vindo brutalizada. Bastante traumatizada. Tiveram que sedá-la em cena por causa do trauma emocional. Pensei que seria capaz de lidar com isso melhor na Reserva. A Doutora Tsunadr ainda está lá.

Minato puxou uma respiração profunda.

— Tudo bem. Envie o helicóptero para pegar nossa fêmea. Vá em frente e mande-a para cá. Chame o Doutor Harris em vez da Doutora Tsunade. Ele está de plantão e ela está de férias. Não deve ser chamada. — Ele não mencionou que ela acabava de ter seu bebê, já que as linhas telefônicas não eram sempre seguras. — Sabe disso.

— Certo. Desculpe. Estou cansado. A força-tarefa queria colocar nossa fêmea num avião particular para mandá-la para nós, mas eu lhes disse que levaria muito tempo. Foi quando pediram nosso helicóptero de Homeland. Você tem um na Reserva.

Minato franziu a testa.

— Por que não voam por si mesmos? Seu helicóptero está em manutenção? Sei que eles têm um. Tive que lutar para conseguir o financiamento da coisa.

— Está em uso. Um da força-tarefa foi baleado durante a extração. Tiveram que usar o helicóptero para transporte aéreo de seu companheiro ferido até o centro de trauma a quase 60 milhas de distância.

— Um deles foi baleado? Quão ruim está o homem? Será que vai viver?

— Não foi um homem qualquer. Foi o embaixador humano na equipe, o homem especial. É por isso que nossa fêmea está tão traumatizada. Quando o homem especial humano foi baleado deixou nossa fêmea com todos os homens.

O coração de Minato despencou. Gaara era a único homem especial que trabalhava com a força-tarefa que conhecia.

— O que aconteceu?

— Tim Oberto acredita que nossa fêmea era o alvo. O atirador tentou derrubar nossa fêmea conforme me foi dito e esse macho especial foi baleado em seu lugar. Eu não sei o quanto é sério, mas devia ser muito ruim para que sentissem necessidade de usar o helicóptero para o transporte aéreo, em vez de trazer nossa fêmea para nós.

— Gaara Sabaku foi baleado?

Brass hesitou.

— Não sei o nome dele.

— Dê-me o número de Tim Oberto agora — rosnou Minato.

— Uh, está pronto?

Minato pulou da cama e correu para fora do quarto.

— Espere. — Ele encontrou uma caneta e pegou a primeira pasta mais próxima sobre a mesa. —Diga. — Ele anotou o número.

— Brass, faça o que achar que é melhor. Não precisa me perguntar primeiro. Consiga nossa fêmea em casa, seja lá o isso implicar e obtenha sua segurança. — Minato desligou e discou o número de Tim Oberto. Tocou quatro vezes.

— Tim Oberto. — um macho suspirou.

— Aqui é Minato. Acabei de ouvir a notícia. Gaara no Sabaku foi ferido?

— Sim.

Minato queria rugir de pura raiva.

— Está vivo?

— Estão trabalhando com ele numa das salas de trauma. — Tim puxou uma respiração profunda. — Não sei sua condição.

— Gaara levou um tiro? — Minato tremeu.

— Foi. Um na parte detrás da cabeça. Parecia ruim. — A voz de Tim falhou. — Um atirador tentou derrubar a fêmea-presente, mas Gaara estava no caminho. Atirou-se sobre sua fêmea e teve três tiros o atingindo. Seu colete levou duas das rodadas, mas a terceira o atingiu.

— Onde estavam seus homens? — Minato rugiu. — Ele é um embaixador. Deve ir quando é seguro.

— Não grite comigo. — Tim gritou. — Tínhamos assegurado a área antes de permitir que Gaara levasse sua mulher para fora. Era um atirador. Ficamos presos até ele ser localizado. Amo esse menino como se fosse meu filho. Fui eu quem o tirou de cima de sua fêmea e o segurou nos braços até helicóptero poder nos alcançar. Tenho o sangue dele sobre toda a minha roupa e sou eu quem vai ter que notificar seu pai, quando me disserem que o perderam.

  Minato desabou duro sobre a mesa, sentando atordoado e fechou os olhos. Não podia respirar no início, também ferido pela notícia que a mulher vibrante, que compartilhou sua cama foi baleada. Demorou muito para puxar uma respiração dolorosa.

— Acha que ele vai morrer?

— Levou um tiro na nuca. O que acha? Ele não acordou e estava ruim.

  Dor rasgou o peito de Minato. Gaara estava perdido para sempre. Seu rosto passou pela sua mente, a memória dele deitado nua sob ele com os braços em    volta do pescoço, sorrindo para ele com seus lindos olhos verdes. Seu cabelo vermelho totalmente bagunçado em sua cabeça. Mais dor rasgou através de seu peito.

— Onde está? Estou a caminho.

Tim hesitou.

— É claro. Política. — Ele soltou. — Uma oportunidade de uma boa foto, certo? Pode chegar ao hospital e dizer alguma merda na frente dos repórteres sobre como Gaara foi corajoso ao dar sua vida no cumprimento do dever para salvar seu povo. Você não o conhecia.

Raiva rasgou Minato.

— Conheço Gaara. Nunca me acuse de dissimulação novamente. Não dou a mínima para conseguir minha foto ou sobre o que os humanos pensam neste exato momento. Quero saber onde ele está porque estou indo aí para vê-lo.

Tim suspirou.

— Sinto muito, Minato. Foi sem intenção. Sei que é um bom homem, mas apenas estou com a cabeça totalmente fodida agora. Isso está me rasgando. Entende isso? Ele é como meu filho. Estava ameaçando colocá-lo sobre meus joelhos e espancar seu traseiro pelo que fez esta noite e dez minutos mais tarde, estou o segurando em meus braços o assistindo sangrar. Nunca me senti tão malditamente inútil na minha vida e agora estou tão chateado que posso estar atacando quem eu puder.

Angústia. Esse era o sentimento expresso em Tim, e Minato se identificou com ele, uma vez que a mesma emoção se derramava através de seu próprio corpo.

— Está tudo bem, Tim. Onde ele está?

— Estamos em Portland, Oregon. Era o centro de trauma mais próximo que podíamos voar com ele. Foi derrubado no estado de Washington, numa área remota. — Ele disse o nome do hospital.

— Estou indo. Tem o número do meu celular, correto? Se não, deve tê-lo agora, já que eu liguei. Quero que entre em contato comigo no segundo que souber algo sobre sua condição.

— Eu vou, Minato. Mais uma vez, me desculpe. Não quis dizer essa merda.

— Não pense mais nisso. — Desligou o telefone e ligou para o centro de controle da Reserva.

   Conseguiu que o helicóptero fosse abastecido, os pilotos acordados e uma equipe de seguranças o encontrassem em cinco minutos. Lembrou-se de Lee no quarto, o acordou também e correu para seu quarto para se vestir. Congelou imóvel, quando sentou na cama tremendo.

  A imagem fixa de Gaara em sua mente o levou a morder outro rugido de dor. Nunca teria chance de beijá-lo novamente, ou vê-lo sorrir. Na melhor das hipóteses, poderia ser capaz de alcançá-lo antes de morrer e chegar para segurar sua mãozinha pálida.

A vida não era justa, sabia disso, teve uma vida de merda, mas sua perda deixaria cicatrizes emocionais também. Tiveram tão poucos momentos juntos, mas foram daqueles que nunca esqueceria. Doeu.

 


Notas Finais


Desculpem a confusão, estou corrigindo os capítulos.

desculpe, desculpa, desculpa...


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