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História Galador - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Dissimulação


Depois de ver a nave cardassiana entrar em dobra, o capitão Jean-Luc Picard ainda continuava a olhar preocupado para a tela principal da Enterprise quando a conselheira Deanna Troi colocou-se a seu lado.

- Ele está escondendo alguma coisa. - disse ela.

Picard sorriu discretamente.

- Conselheira, certamente ambos concordamos que isto é o mínimo que se espera de um cardassiano. – ponderou ele -  E Gul Macet não seria uma exceção à regra.

- Obviamente que não, capitão. – retrucou a betazoide séria – Mas o que estou dizendo é que senti que ele esconde algo e estava muito preocupado com a possibilidade de nós descobrirmos.

Como o capitão conhecia bem as capacidades empáticas da conselheira da nave e confiava plenamente nelas, a afirmação o deixou imediatamente em alerta.

- Você pode ser mais específica, Deanna? – perguntou.

- Não senhor. – respondeu ela – Porém tenho certeza que as preocupações dele estão relacionadas com o planeta gigante Na’vi.

Picard dirigiu-se ao seu oficial tático klingon.

- Worf, direcione nossos sensores ao planeta gasoso e procure qualquer atividade anormal.

- Sim capitão – respondeu ele, já operando os controles do seu painel.

Depois de alguns segundos o klingon informou, ainda olhando para seus monitores.

- Nada de anormal, senhor. – disse ele – Os índices gravimétricos estão dentro dos padrões e não detecto nada na órbita periférica. As varreduras da atmosfera também não indicam...

Quando Worf repentinamente parou de falar, Picard olhou para ele, intrigado.

- Sr. Worf?

Ele olhou para o capitão, mostrando-se incomodado.

- Captei uma leve flutuação na atmosfera superior, próximo ao pólo norte. – respondeu irritado –  É tão pequena que eu não havia notado antes. Sinto muito capitão.

Picard olhou novamente para a tela, concentrado.

- Sr. Data, coloque-nos em curso para lá, em velocidade sub-dobra.  - ordenou ao piloto da nave – Vamos investigar.

- Entendido – respondeu o androide, executando os comandos necessários.

Quinze minutos depois o imenso planeta surgiu no grande tela da ponte da Enterprise.

- Aproxime-se devagar, Data. Não sabemos ainda do que se trata. – instruiu o capitão – Worf, monitore novamente aquele ponto de flutuação. Mas desta vez use apenas os sensores de calor e a ressonância magnética.

- Entendido, capitão – disse o oficial tático.

Momentos depois, o klingon informou:

- Senhor, estou detectando a presença de uma nave estacionada pouco abaixo da exosfera. Os gazes ionizados a estavam ocultando dos nossos sensores de longo alcance.

-  O eco da ressonância mostra que seu contorno é compatível com uma nave de patrulha cardassiana classe Hideki. – completou Data, consultando seu painel.

- Armas? – perguntou Picard.

- Normalmente estão armadas apenas com disruptores, – disse o androide – mas podem ser adaptadas para receber os bancos phasers usados na classe Galor.

O capitão dirigiu-se novamente a Worf.

- Tenente, eles sabem que nós os descobrimos?

- Provavelmente não, capitão. – respondeu o Klingon – Nós estamos usando apenas sensores passivos que eles não conseguem captar.

Picard olhou novamente para o grande planeta antes de sentar-se novamente em sua cadeira.

- Muito bem senhores, vamos continuar nosso curso e traçar uma órbita aberta, como se estivéssemos apenas de passagem, patrulhando. – disse o comandante da Enterprise – Mas a partir deste momento vamos ficar de olho neles. Porque com certeza estão se preparando para alguma coisa.

*     *    *

- Eles já foram? – perguntou o oficial Praet, comandante da nave cardassiana Jealo a seu tenente de armas.

- Sim comandante. – respondeu o sub-oficial – A nave da Frota Estelar retomou a seu curso original.

- Nós fomos descobertos? – tornou a perguntar Praet.

- Parece que não, senhor. – respondeu novamente o tenente, consultando seus instrumentos – Não detectei qualquer nenhuma sondagem direta vinda deles.

- Ótimo – afirmou o comandante – Mas ainda assim é preocupante temos esta nave por aqui, principalmente agora que estamos tão perto de cumprir com sucesso a nossa missão.

- O que faremos agora então, comandante?

- Por enquanto nada – disse Praet – Manteremos nossa posição e continuaremos a vigiar atentamente aquela espaçonave. Quero ser informado imediatamente de qualquer movimentação incomum que eles façam. Agora preciso relatar ao nosso comandante o que está acontecendo.

Ele se dirigiu a seu oficial tático e de comunicações.

- Naret, abra um canal com nosso posto avançado em Galador – ordenou – Marque a mensagem como prioritária.

- Entendido.

Praet recostou-se na sua cadeira, preocupado. Se não tivessem cuidado, a situação poderia se complicar e tudo o que havia sido planejado podia se perder.  

*     *    *

O oficial cardassiano olhou irritado para o comunicador em sua mão. Já havia sido informado por Macet da presença da Enterprise no setor, mas não esperava que a nave da Frota  chegasse perto de interferir nos seus planos tão rapidamente. Talvez ele tivesse de acelerar algumas etapas do seu cronograma.

Ainda estava tentando coordenar suas opções quando bateram na porta do seu alojamento.

- Entre – ordenou ele, deixando o comunicador sobre a mesa.

O General Halorn entrou, acompanhado de seu lugar-tenente Bonar.

- A vulcana ainda não nos disse nada de útil. – informou ele sem rodeios – Já tentamos todas as técnicas de intimidação que conhecemos, mas ela permanece fria como uma estátua de gelo. E acabei de ser informado que outra nave da Frota foi abatida sobre Alderha. Estamos ficando sem tempo. 

- Talvez se nós torturássemos a mulher – ponderou Bonar – com certeza ela...

- Isso poderia ser igualmente inútil, além de imprudente. – interrompeu o cardassiano – A disciplina mental dos vulcanos é bastante conhecida e não pode ser subestimada. E se tivermos sucesso em nosso empreendimento, isso poderia comprometer em muito as nossas futuras relações com a Federação.

Porém, depois de esboçar um sorriso sarcástico, ele continuou:

- Eu acho que está na hora de eu me apresentar para a nossa convidada.

 



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