História Galway Boy - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol!centric, Ed Sheeran, Termino!au
Visualizações 120
Palavras 1.678
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como prometido, mais um capitulo!
A musica é Perfect, e eu amo muito, inclusive saiu o MV que TÁ LINDO PRA CACETE! vão conferir depois. E esse é o ultimo capitulo dessa primeira parte, depois só teremos atualizações depois do ENEM que é quando eu vou continuar a história e passar a divulgar a fanfic já que por enquanto eu to contando apenas com meus seguidores ^^. (Inclusive fiz um trailer e ele tá bem legal, se alguém aqui tiver no grupo EXO Fanfics, fiquem de olho que vai sair lá, ah, e obrigado pelas mensagens que me mandaram, vocês são uns amores) Boa leitura mozões <3

Capítulo 3 - O Garoto na janela


Fanfic / Fanfiction Galway Boy - Capítulo 3 - O Garoto na janela

 

Acordei, de novo.
Todo dia esse negócio de acordar.
Eu me sento no colchão e parece que tudo a volta precisa ser feito, as coisas precisam começar a funcionar, o dia já começa a correr e sinceramente, a essa hora da manhã eu não sei nem meu nome.
 

Não me apressa.
Eu tenho meu tempo.
Eu posso levantar da cama agora, daqui à uma hora. Amanhã talvez. Mas eu levanto! Então vamos com calma.

 

Deitei de novo...

 

E o alarme do celular mal me deixou fechar os olhos.
—Tá bom eu já vou!

Voltei a sentar na cama de uma forma não muito boa pra minha coluna, e fiz uma cara de ‘o que porra isso tá fazendo aqui’ pro copo de suco na mesa de cabeceira.  Devo ter trago pra cá ontem à noite. E pelo visto manchei o travesseiro de maracujá, como não ia notar? já que tanto o colchão,  o cobertor e a porra do travesseiro tem que ser branco.

Acabo de acordar
Tenho de limpar isso
viu? As coisas já precisam ser feitas.

 

Me livrei do mar confortável que é o cobertor pra andar até a cozinha. Onde a luz que bate na janela desenha formas no piso e na mesa.

Duas xícaras brancas tiradas do armário.
Uma colher de açúcar. Preencho com café. Duas colheres de chocolate em pó. E (Cuidado agora Chanyeol...) um morango equilibrado na colher, mergulho na xícara. Mais uma vez, na outra, e voilà.

—Darling, café!

Anuncio da copa.
E ando até a sala fazendo barulho da colher girando na borda do copo.

E claro, a sala está vazia. Com um milhão de equipamentos e partituras espalhadas por ai. Vários instrumentos musicais nos cantos disputando espaço com a escrivaninha e os móveis. Mas a sala estava vazia. Porque o Baekhyun não tá ali.

E meu deus... Porra, isso dói.

Ou eu sou burro, ou talvez essa seja uma forma que encontrei de me castigar, só pode ser isso. Por que eu acordo e é como se minha mente se recusasse a lembrar de que ele terminou comigo e que não tá mais aqui. Ou talvez seja mais lamentável que isso: Talvez eu esteja tão acostumado a ele, a nós dois, que essas simples coisas estão tatuadas em mim. Isso vai ser difícil, sinto que não vou parar de fazer isso por um bom tempo. Mesmo que a partir de agora eu mentalize todos os dias “Uma xícara Chanyeol, somente uma xícara” sei que não vai adiantar de muita coisa.

Eu não sei explicar esse silêncio. Antes eu chegava à sala e estava silêncio, por que é assim que ele trabalha, tão quieto que da pra ouvir as batidinhas da caneta na tela. Mas agora, tá silencioso, mas é um silêncio ruim.
Um silêncio de vazio...

Notei que tenho falado sozinho frequentemente, o que não é estranho. Mas, eu sempre falava com ele, o tempo todo, por qualquer coisa e sobre qualquer coisa. E agora eu falo comigo mesmo.

É como se eu tivesse tentando preencher sozinho o vazio que ele deixou nessa casa.

O despertador finalmente tocou, e como todas as manhãs, a última do Ed Sheeran começou a tocar no aparelho da sala pra evitar que eu começasse a chorar a essa hora da manhã. Como ontem.
 

—Pelo menos eu tenho você, Edinho.
 

Respirei fundo, até inflar o peito, contive as lágrimas. E soltei o ar pela boca.

Deixei um café na escrivaninha. E me sentei no sofá com a xícara em mãos.

Uma música pra iniciar o dia.
Perfect, tocando baixo, tão leve que imagino o vento circulando a sala, pegando a canção com as mãos, e levando ela pras ruas de paris pela janela.
E tamanha leveza me fez lembrar dele:

 

“I found a lover


To carry more than just my secrets
To carry love…”

 

Nos deixamos acordar tarde. Nos empoleiramos no sofá de pijamas. Ele sentado no braço, eu tomando os dois espaços de pernas cruzadas. Bebendo nosso café de todos os dias. Essa foi a lembrança que me veio, deste dia em que percebemos que as coisas estavam caminhando para o começo do que seria uma bela história de amor como a nossa.

Está passando o jornal matinal na TV. E estamos fingindo ouvir. Enquanto brincamos no sofá.

—Tá, sua vez. Responde: qual a melhor coisa em morarmos juntos? – ele ditou.

—Pipoca, refri, e filme ruim nos sábados. Ah! E poder falar francês só quando nos convém, com certeza.

— Eu ia dizer só o filme nos sábados mas não ter que falar francês o tempo todo é o melhor.

—Tá, minha vez? hm... o que temos em comum?

—Além de Ed Sheeran?

—Além de Ed Sheeran.

—Nós dois vivemos de ideias. E se não tem ideias, a gente morre de fome.

—Fato. E paris não é um lugar interessante.

—Paris não é nada interessante. – ele concordou.

—Talvez eu não queira dormir sozinho hoje à noite. – eu disse pro chão.

—Talvez eu também não...
 

E eu olhei em seus olhos, e disse as onze da manhã.
—E Talvez eu esteja perdidamente apaixonado pelo meu colega de apartamento.

Eu o vi sorrir, e comer de colher o morango no fundo da xícara, envergonhado demais pra responder alguma coisa.

 

“…Barefoot on the Grass
Listening to our favorite song


I have faith in what I see
Now I know I have met an angel in person
And she looks perfect
I don't deserve this
You look perfect tonight”

Perfeito.
Sei o que quer dizer Edinho.
De cabelo bagunçado, rosto inchado que espremia os olhos. Pijama sujo de tinta, e um halito de café em quem ainda não escovou os dentes às onze da manhã. Ainda com a pele cheirando a repelente. Ele estava perfeito aquele dia.

 

 

Meus pensamentos saem daqueles primeiros meses e voltam pro hoje.

Me lembro que eu não fui muito sutil no começo de tudo.

Eu não sei ser sutil, ou discreto, anote isso.

Poxa, eu vivo compondo, e compor começa de dentro. Se eu não falar tudo o que penso as palavras não vão sair de mim. E se eu não falar tudo o que sinto, bom, as palavras podem até sair, mas elas não vão saber cantar.

Tanto que, pelo que me lembro, eu fui o primeiro a roubar um beijo.

Agora me pergunto se nossa história de amor acabou de vez.
E com isso, eu entro  de novo no turbilhão de duvidas e questões ainda não respondidas.

O controle e o livro que o Kai disse ontem ainda estão encima da mesinha de centro. E eu estou tomando café sozinho.

Vamos lá, o livro quer dizer que o Baek vai voltar e vai ficar tudo bem.  O controle quer dizer que o Baek terminou de vez comigo e agora eu to solteiro. Não. O controle, é... O livro é ruim, o controle é bom. É isso.

Talvez, mas só talvez, eu tenha ligado pro Kai pra saber se o controle é bom ou ruim.

—É que eu não entendi essa parte direito...

Oh God. Tá Chanyeol...Escuta bem.

Andei pela casa, ouvindo atentamente ele repetir aquelas coisas que disse ontem à noite. E à medida que ele ia falando, eu ia lembrando de tudo.

Continuo ouvindo, e andando pela sala desviando dos aparelhos, fios e tomadas. Pensando no quanto o Kai sabe falar dessas coisas, porém nunca o vi em um relacionamento, e só o vi beijar pessoas umas duas ou três vezes. Se eu pudesse correria e encontraria uma garota pra ele nas ruas agora mesmo, ele merece.  

Tal pensamento me fez ir até a janela.
Deixar o vento soprar meu rosto.
E observar os transeuntes nas calçadas. Vendo daqui a rua onde moro mais se parece um beco, é estreita. Ele poderia namorar aquela moça de rosa andando com os filhos, que crianças bonitas e sorridentes. Ou ele pode namorar aquela garota lendo próxima a cabine telefônica, parece estar totalmente imersa na história já que paris mesmo barulhenta consegue ter um ar de raio de sol e tranquilidade. Olhem só! Se ele gostasse de garotos poderia namorar o rapaz que acabou de mudar pro prédio da frente, seria como num filme, começaria ajudando ele a carregar essas caixas que parecem pesadas pra dentro do apartamento e logo-logo eles estariam...

Eles...

Yeol, tá ai?

Ele questionou, assustado. Pois ouviu do outro lado da linha a xícara antes na minha mão cair e se partir no piso. Senti o café já frio molhar meus pés e escorrer entre meus dedos. O morango rolou até ser freado pela parede.

—Baek...

Era ele, era o Baekhyun.

Byun Baekhyun, meu namorado, estava carregando caixas de papelão pra dentro do apartamento do prédio da frente. Parecia cansado, as coisas deviam pesar.

Meu peito pareceu pesar junto. E um arrepio correu minhas costas quando o vi olhar as paredes, e também o teto, um olhar com ar de... “Novo lar”, e “Nova casa”. E... “Nova vida”

Yeol? Chanyeol? eu ouvi algo quebrar, você tá bem?

Larguei o celular no chão também.

Meus olhos estavam vendo ele, pela janela.
 

Baekhyun se mudou pro prédio da frente. Ele vai ser meu vizinho de janela agora? Isso significa que...
 

Que é verdade
Ele me deixou.

Byun Baekhyun, agora é meu ex-namorado, e meu vizinho.

Kai, não foi o controle.

De novo, eu senti raiva. E eu já tava chorando antes mesmo de perceber e agora minhas mãos tremem de uma forma que eu mal consigo pensar.

Arde.
Dói.
Choro, tremo.

O que eu fiz, foi me jogar como um animal pra pegar o livro na mesa. E arrancar todas aquelas folhas enquanto soluçava de chorar.

Puxei as páginas, rasguei uma por uma, amassei nas mãos, joguei no chão. Cada folha que eu não li, destruí tudo como se a culpa fosse daquele livro.

 

No fim, restei eu sentado no canto da sala, encolhido contra a parede. Folhas rasgadas encima da poça de café. Bagunça. Olhando o sol entrar pela minha janela, sabendo que agora quando eu olhar por ela, verei Baekhyun, seguindo sua vida sem mim.

Como ele disse que faria.


Notas Finais


Deixo vocês aqui, e boa sorte pra quem vai fazer essa segunda fase do ENEM. A gente se vê em breve, prometo.


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