1. Spirit Fanfics >
  2. Gambling -Jikook >
  3. Bet selection.

História Gambling -Jikook - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!!!

Capítulo 1 - Bet selection.


O céu ainda está consideravelmente cinza quando acordo, estico meu braço a procura do calor de Polly mas só encontro a impolidez do colchão. Me apoio sobre os cotovelos e a vejo deitada na cama da minha mãe, Polly é muito linda, doze anos de idade com os longos cabelos loiros e olhos azuis, sua bochecha colada a da minha mãe, que mesmo dormindo ainda não parece favorecida, não inteiramente acabada mas ainda assim desgastada, ambas dormem tranquilamente enroscadas procurando o calor uma da outra.

Me arrasto da cama e ponho meus pés em minhas botas de caça, couro maleável que se emoldura em meus pés, visto um casaco de pele e enfio meus cabelos em um quepe. Em cima da mesa de madeira tosca, protegido embaixo de uma vasilha de madeira, está um queijo de cabra, meu presente de Polly pela colheita. Ponho cuidadosamente o queijo enrolado numa folha de manjericão em um dos bolsos da minha mochila de provisões e saio, assim que meu corpo alcança o batente da porta o Sol por entre as nuvens me fazem fechar os olhos. O céu está cinza, me lembra o dia que eu, Polly e minha mãe fomos ao prédio da prefeitura para recebermos uma pequena doação pela morte do papai. Uma pequena quantidade do que eles chamam de comida, uma mísera quantidade de dinheiro e um contrato que tornou minha mãe inábil de trabalhar nas minas de petróleo por uma semana. As ruas da cidade estão estranhamente vazias, as persianas baixas e as casas escuras, a colheita começa as três da tarde então podem descansar mais que o normal. A uma hora dessas nos dias normais a rua estava repleta de homens e mulheres com o olhar cansado e juntas inchadas indo em direção as minas. O lugar que moramos burgo 7, é responsável pelo guarnecimento de petróleo para todos os burgos e ainda para a Metrópole. Estados Unidos. Agradeço por ter que passar por alguns portões até chegar ao descampe miserável denominado de planura, na divida da planura com a floresta está uma cerca elétrica -que circunda todo o burgo 7- que deveria estar ligada 24 horas por dia, porém não desfrutamos de mais de uma hora de energia vindo da Metrópole. Então é seguro passar por ela, encolho a barriga  e me arrasto em uma abertura de exatamente meio metro, á outras falhas na cerca, mas prefiro essa por ser mais perto de casa. 

Enquanto ando pela floresta noto as árvores frutíferas prontas a dar seus frutos, algumas frestas da aurora atravessam as folhas criando uma paisagem bonita aos meus olhos, fico imaginando se Polly estivesse comigo, ela tem as mesmas bochechas avermelhadas e redondas como eu, mas nossa semelhança para por aí, além do fato de eu ser um garoto de 17 anos, a Polly é o que é chamado de medrosa, já tentei ensina-lá a caçar mas sempre que atirava em algum bicho ficava com dó e tentava cura-lo, depois de três tentativas perdi a paciência e decidi deixa-lá ajudar minha mãe. Subo um pequeno declive na floresta e o encontro. A única pessoa a qual eu posso ser eu mesmo. Taehyung. A simples visão dele me esperando já é o suficiente para me fazer relaxar, sinto meus músculos do rosto relaxarem em um sorriso a medida que subo as pedras até nosso ponto de encontro. Ele se vira pra mim sorrindo e estende uma flecha com um pedaço de pão na ponta.

-Oi Chimmy, olha só o que eu abati. -Na verdade meu nome é Jimin, mas no dia que nos conhecemos eu estava quase sussurrando e ele entendeu Chimmy. Até o dia que enquanto andávamos pela calçada e o padeiro decidiu colocar um bolo redondo com enormes "bochechas" na vitrine chamando-o de Chimmy, pela semelhança comigo o nome acabou virando apelido oficial. 

Me aproximo do mesmo e retiro o pão da flecha, aproximo meu nariz do furo e inalo o cheiro, fresco e quente. Deve ter custado uma fortuna -não exatamente tanto dinheiro assim, mas ainda assim é mais que costumamos ter- abro a boca para exclamar o preço, mas na verdade este não me importa muito, retiro o queijo do bolso e o rosto de Taehyung se ilumina.

-O presente da Polly. -Digo enquanto lhe passo o queijo. 

-Obrigada Polly, graças a você teremos um café da manhã digno. -Sorrio e ele se agacha.

Observo o Tae fatiar o pão com sua faca, poderíamos ser irmãos, veja, ambos temos cabelos lisos e negros, pele morena, até os mesmo olhos cor de âmbar amarronzado. Mas não somos nem parentes, pelo menos não próximos. Ao passo que todos que trabalham nas minas se parecem, eu e o Tae somos considerados os diferentes por conta da melanina capilar, grande parte dos trabalhadores são loiros e com olhos azuis, como a Polly e minha mãe.

Nos recostamos em uma rocha e apreciamos o nosso desejum, o queijo se derretendo no pão o doce cítrico das amoras na boca, se fosse realmente um feriado eu o passaria assim, explorando o vale com Tae. Mas não é, temos que estar de pé na praça para esperar nosso nome ser sorteado. 

-Sabe, queria poder fugir com você. -Ele diz vagamente como se eu não estivesse lá, embora, ele tivesse falando comigo, acho.

Não sei o que responder. É uma ideia absurda de mais. 

-Se não tivéssemos tantas crianças, claro. -Completa ele rapidamente. Não são nossas crianças, claro, mas bem que poderia ser, três irmãos do Tae e uma irmãzinha a Polly. Contando também com nossas mães, como viveriam sem a gente? Tae e eu caçamos com o intuito de alimentar as bocas da nossa família, as vezes trocamos alguma caça por dinheiro, parafina ou sal, mas ainda assim a caça não é provedora de dinheiro. 

-Eu nunca vou querer ter filhos. -Comento vagamente sem a real intenção de falar.

-Eu queria, se não morasse aqui. -Ele comentou sonhador. 

-Mas você mora, essa é a questão! -Digo, irritado. 

-Vamos parar por aqui. -Concordo silenciosamente, não sei bem o porquê mas aquela conversa me incomodava, nunca teve nada romântico entre o Tae e eu e agora não seria diferente. Ele só é um amigo e um bom parceiro de caça. Além do mais, de onde saiu aquela conversa absurda de filhos?

Durante o resto da manhã, consigo abater dois coelhos, um esquilo farto e um gordo e peru selvagem. Tae consegue um cão selvagem que o perseguiu por quase todo o caminho. Ainda colhemos algumas raízes e pescamos alguns peixes no rio. Só tínhamos de vender na cavilha, um antigo balcão onde se escondia barris de petróleo, que hoje é um mercado negro com ótimos negociadores e aproveitadores. 

Troco algumas verduras com Marine Sya, uma velha que vende sopa na cavilha e o Tae a convence a comprar o cão selvagem.

-Enquanto está tudo na sopa eu digo que é pernil e pronto! -Ela disse dando uma piscadela. Na verdade ninguém no burgo 7 torceria o nariz para um bom pernil de cão selvagem, porém os mais ricos que frequentam a cavilha tem outras opções. Eu e o Tae dividimos o dinheiro e o resto da caçada e seguimos nossos caminhos, andávamos pela calçada quando fomos abordados por Brigity e Bruce, os filhos do prefeito, Bruce estava num terno azul marinho muito bonito enfeitado com algumas medalhas do pai e um broche com o simbolo da nossa bandeira, dois semicírculos azul e vermelho que se completam. Brigity está com um vestido da mesma tonalidade, luvas brancas e um salto alto. Seus cachos grossos foram trocados por uma trança lateral única que pendia em seu ombro. Não somos particularmente amigos, mas as vezes na escola dividimos os lugares, e por quê não admitir? O prefeito compra algumas coisas na nossa mão então manter uma relação amigável não é um má ideia.

-Está bonita Brigity. -Digo simpático.

-Obrigada, quero estar bonita caso seja escolhida. -Disse num sorriso.

-Você não vai ser sorteada! -Taehyung rosnou nos assustando um pouco. -Quanto custou esse vestido? 

-Tae! -O repreendi, embora não fossemos amigos, sentir raiva da Brigity e do Bruce não era sensato.

-Muito mais do que você está acostumado! -Bruce interviu. -Com licença. 

Eles saíram aparentemente ofendidos, não era pra menos. Enquanto andávamos o semblante do Tae era assustador e imutável, fiquei em silêncio. Embora soubesse que ele tinha razão. Brigity e Bruce ambos com 18 anos, eram ricos isso significa que não precisam se inscrever mais de uma vez, pois não precisam de ração extra, ao passo que Taehyung com 18 anos, seu nome no sorteio  aparece em 64 vezes, é o sistemo "in"justo da colheita. Os mais pobres são obrigados a se inscrever mais vezes para receber as tésseras.  Por exemplo, eu com 16 me inscrevi duas vezes, eles multiplicam minha idade por dois e pimba, meu nome aparece no sorteio 32 vezes, em compensação no final da tarde minha família ganha uma sacolinha com grãos extras. 

-Vê se aparece bonito hoje a tarde. -Ouço ele falar tentando amenizar o clima. Solto uma risada e concordo.

-Você também. -Nos despedimos silenciosamente, e eu segui até minha casa. Água quente me esperava para o banho, minha mãe terminava de trançar os cabelos de Polly em duas tranças, ela estava usando um vestido rosa fraco que era da mãe quando jovem, ficou ótimo nela, só um pouco folgado. Minha mãe estava bonita, uma túnica azul clara que combinava com a tonalidade dos olhos dela e longos cachos loiros nos ombros. Terminei meu banho e pus um dos ternos pretos do papai, arrumei meu cabelo. Enquanto me arrumava no espelho notei que realmente parecia com ele. Polly entrou no quarto e eu a peguei no colo.

-Quá! -Ela disse enquanto mexia o bumbum parecendo uma pata. 

-Quá! -Respondi fazendo cócegas nela e sorrindo junto.

-Você fica bonito quando sorri bolinho! -Ela disse apertando minhas bochechas.

-Você também fica linda sorrindo, Polly. -A pus no chão e fiz uma curvatura. Ela segurou minha mão e fomos junto com nossa mãe a praça. 

O lugar estava abarrotado! Cheio de gente. Os jovens de 12 á 18 anos eram postos na chamada linha de frente, os adultos, crianças e velhos ficavam ao redor assistindo o sorteio. Midgy Potter, uma mulher alta e totalmente surreal subiu ao palco.

-Bem vindos ao sorteio de Gambling. -Disse num tom agudo. -Vamos ao sorteio. -Ela se dirigiu a uma bola com pedaços de papel, enquanto girava tive a visão de Taehyung, a expressão séria de sempre, sorrio e me preparo para o anunciamento do nome.

-Polly Park Rose. -Bradou Midgy.

Quando eu tinha onze anos, caí de uma árvore de quase vinte metros de altura, o ar me escapou dos pulmões quando meu corpo se colidiu com o chão. Foi agonizante e dolorido. Essa mesma sensação me invadiu no momento em que o nome da Polly foi chamado. 

-NÃO! -Berrei -Polly!! -Comecei abrir caminho entre os garotos a minha frente. Polly me olhou, seus olhos azuis trêmulos pelo medo, mas suas mãos juntas ao corpo com firmeza, minha mãe estava em prantos. Antes do pé dela alcançar o primeiro degrau a segurei. -EU ME CANDIDATO! -Grito em plenos pulmões como se não tivessem me ouvindo. 

Continua?!


Notas Finais


Oi ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...