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História Game of Destiny - Capítulo 25


Escrita por: e KathVic


Notas do Autor


Aqui está o capítulo
Boa Leitura e espero que gostem🥰

Capítulo 25 - 25 - Um mês


Fanfic / Fanfiction Game of Destiny - Capítulo 25 - 25 - Um mês

Pov. Barry


Um mês, um maldito mês que liguei para Laurel e pedi o divórcio a Íris, onde muitas coisas aconteceram desde a praia a minha conversa com Cisco e apesar do divórcio as coisas andam horríveis, a cidade está um caos, uma nova gangue de meta humanos tem dado problemas e uma nova droga está sendo contrabandeada por toda Central City.


A alguns dias atrás levei o resto do pagamento da Laurel, que ficou feliz até demais com o novo uniforme, e tenho que admitir fica bem nela.


Contei a Joe e Tommy do divórcio como prometido, já que Íris contou a Cecile, meu filho foi o único que levou a história numa boa, já Joe e Cecile me encheram de perguntas, afinal eles foram os que menos testemunharam as várias brigas.


Tenho tentado evitar falar com o resto do pessoal sobre isso, sei que é errado estar escondendo um segredo, mas acho que sou incapaz de dizer a verdade, em especial a Cait, não que eu não esteja louco para ficar com ela, é só que tenho medo de ser rejeitado, ela é certinha e responsável demais.


Tentei me concentrar em qualquer coisa, exceto na médica, mas o mundo parece estar contra mim.


Depois da história do surfista, Ralph decidiu que Cait devia arrumar um namorado e em sua própria opinião, ele é o melhor candidato.


Então cada vez que ele chega perto dela meu sangue ferve, me torno um outro cara, esse ciumento e inconsciente e por conta dessa última parte meu desempenho em batalha piorou muito, já que fico agindo por impulso, deixando Cait irritada pela "minha falta de amor próprio", como ela apelidou.


Além do mais tem o tal do Brandon, Cisco nunca perde uma oportunidade de colocar o nome dele em uma frase para irritar Cait e apesar do surfista ter voltado para New York, só o fato desse cara estar respirando me tira do sério.


E tem Natalie e Tommy, sei o quanto Caitlin e eu nos apegamos aos dois e temos medo de perdê-los, assim como eu perdi Nora, mas ainda tem um lado meu inconsciente e apaixonado que quer jogar todo pra cima e ficar com ela.


Eu ainda continuo dormindo no S.T.A.R. Labs, resolvi comprar um colchão, mas continuei no medlab, talvez por ser o mais perto de Cait que estive nessas últimas semanas.


Íris e eu não nos falamos muito, mas sempre que nos encontramos ela é gentil e amigável, o que torna tudo mais fácil.


E depois de um longo dia, prendendo vilões e verificando amostras na CCPD, eu estava acabado, entrei no laboratório e fui para córtex comer antes de ir para o medlab dormir.


Eu nunca faço nenhuma refeição no laboratório de Cait, ela com certeza notará que seu perfeito local de trabalho está sendo bagunçado.


Então enquanto eu como minha pizza no córtex, tentei imaginar o futuro, mas precisamente o dela, sei que vou morrer em pouco menos de 4 meses, mas e ela? Como vai ser depois da Crise? Ela vai morrer? Vai continuar me amando? Ou vai amar outro alguém? Possivelmente o pai de Natalie? Será que é o tal do Brandon? Ou será o Ralph? Eu espero que não, mas espero que seja alguém legal, porque apesar de amá-la, não posso ser egoísta, não com ela, quero que ela seja feliz.


Mesmo que não seja comigo, quero Caitlin feliz, quando fui tirado dos meus devaneios com um barulho alto, muito alto, como algo quebrando.


Pov. Caitlin 


Acho que de todos os estados que o ser humano passa o pior é a culpa, o sentimento de achar que você falhou, que seu erro foi a causa da dor de alguém.


Esse sentimento é tão poderoso que acaba com a sanidade de qualquer um, apaixonado ou não, ele te corrói por dentro até não sobrar nada.


Apesar de eu tentar de tudo, fazer cálculos, tentar criar armas, um plano, não deu certo, isso é tão frustrante, principalmente lembrando de fato o preço da minha derrota.


Eu tenho evitado pensar em Barry, primeiro pelo acontecimento na praia e depois porque sempre que penso lembro que estou falhando e que o perderei por isso.


Nosso relacionamento continuou complicado, mas não deixa de ser trágico, dois melhores amigos que se apaixonaram menos de 4 meses antes da morte de um deles já escrita pelo cruel destino.


Isso me deixa irritada, com o mundo, com o destino, com Barry, e principalmente comigo mesma, então talvez seja por isso que estou às 10 da noite destruindo meu próprio laboratório.


Tudo começou quando decidi ficar até mais tarde trabalhando e continuou com um soco na parede em frustração por uma mal resolução química, mas com os poderes acabei me curando e isso só me deixou mais irritada.


A raiva não acabou então arremessei coisas na parede, quebrei meu quadro com uma cadeira e destrui amostras químicas, a raiva não diminuiu, então destrui o resto que alcancei no meu laboratório.


Resolvi não sair até me acalmar, eu poderia congelar Central City inteira nesse estado. Frost não tentou me impedir, na verdade, ela se manteve quieta enquanto desconto minha raiva, deve estar sentindo o mesmo.


Continuei arremessando vidros na parede, até que um familiar vento entrou fazendo meus cabelos voarem, minha única reação foi parar de arremessar e encará-lo, com um misto de dor e pena, afinal ele é a principal vítima dessa situação.


Ele olhou assustado ao redor até me notar num canto, as lágrimas acabando com minha maquiagem e o vestido claro manchado de sangue dos ferimentos causados pelos vidros que voltaram em mim.


Ele não pensou muito e se aproximou muito confuso, sempre fui sensata e naquele momento eu destrui uma sala inteira, ele tocou meu rosto e me abraçou forte.


-Eiii, está tudo bem? O que houve? - ele perguntou com a voz mais calma que conseguiu.


Eu o abracei, inalando seu cheiro e pensando que logo eu não poderia, que ele morreria e eu estou de mãos atadas.


-Você vai morrer, eu falhei - sussurrei tudo que consegui dizer.


-Isso não é culpa sua, vamos dar um jeito, se acalma por favor - ele implorou, sua voz estava afetada, enquanto eu molho sua camisa de lágrimas.


Me acalmei aos poucos só para notar o quão próximos estávamos e uma segunda onda de culpa me atingiu, essa por saber que tem alguém esperando por ele em casa agora. Me afastei dele, eu não posso, Íris não merece isso.


-Eu não posso - falei me virando para pegar minha bolsa, preciso sair daqui.


Peguei minhas coisas e me virei para partir, Barry continua ali, me olhando, mas dessa vez não com pena ou preocupação e sim com tristeza.


Ele se aproximou de devagar e tocou meu rosto, tentei dizer para ele se afastar, mas as palavras não saiam.


-Tem como você não ser tão perfeita? - ele perguntou amargurado.


-Não faz isso, não podemos - implorei num sussurro.


-Tem como você não ser tão linda? Tem como você deixar meus pensamentos? Tem como não exercer todo esse poder sobre mim? - ele questionou, as perguntas são retóricas, mas eu notei a dor em seus olhos, então eu respondi.


-Acha que é fácil para mim? Ver você com outra, quando quero que seja só meu? Acha que é fácil? - questionei irritada, mas sem me afastar sequer um centímetro. Eu o amo e isso acaba comigo.


-Posso ser só seu - ele tentou se aproximando mais.


-Acho que o destino discorda de você - falei dando um passo para trás.


Eu realmente o quero, mas além do fato de que ele vai morrer em alguns meses, a dor nos olhos de Íris no dia da briga deles a um mês ainda não sai da minha mente.


Aquilo doía, é como se minha alma estivesse se quebrando e meu coração se afundasse numa dor sufocante, mal posso respirar, vi seu olhar chateado e confuso, isso só piorou a bagunça na minha cabeça.


-Você não entende? Não podemos, perder você já vai me destruir, se eu perder Natalie? Se eu me apegar a você? Nutrir esse sentimento que me sufoca de tanto que te amo, vai me matar, no momento em que você morrer eu vou morrer junto. - expliquei mal olhando seus olhos.


A súplica em meus olhos, a dor, um amor já condenado do princípio, ele chorava tanto, nós dois na verdade.


-Eu perdi meu casamento, minha filha, vou perder amigos, essa maldita crise vai me tirar tudo, TUDO CAIT,  SIMPLESMENTE TUDO, não quero perder você também - ele implorou acariciando meu rosto me fazendo encara-lo.


Cada parte do meu corpo gritava, cada centímetro da minha pele queima, sei bem que as coisas feitas por amor costumam ser devastadoras, também sei eu vou perdê-lo, mas talvez ser devastado seja o preço por amar alguém.


Não consegui pensar, cada parte minha o quer, o deseja, me aproximei a passos rápidos e longos, afinal não temos tempo para perder.


O beijei de forma intensa, afinal tempo é tudo que não temos, o fogo em cada toque, mesmo que minha pele continuasse fria, o beijo não parou até nossos pulmões que lutavam por um pouco de ar simplesmente esvaziam enquanto buscamos mais contato.


Tirei seu blazer e o deixei num canto, sem me importar com nada, ele fez o mesmo com a jaqueta de couro que eu uso por exigência de Frost.


Cada beijo mais e mais intenso, enquanto nossas mãos passeiam pelo corpo um do outro, deixando um rastro de fogo e gelo.


O empurro na parede do laboratório, cada vez precisando de mais contato, como se eu fosse um viciado em abstinência e ele fosse a droga mais forte do mundo.


Suas mãos passeiam pelo meu corpo, enquanto sua boca morde meu pescoço num caminho até minha boca e voltando a me beijar.


Ele diminui a intensidade do beijo, e me olha com um sorriso, e depois para todo o laboratório, como se o avaliasse.


-Acho que devemos sair daqui, você concorda? - ele perguntou com um sorriso de lado.


Um sorriso malvado surgiu em meus lábios, que com certeza deixou Frost orgulhosa, agarrei a gola da camisa social dele rasguei, fazendo os botões voarem por toda a sala, fazer o que? Ela está entre mim e o velocista.


-Ops - brinquei e ele sorriu -Um outro lugar seria ótimo Sr Allen - falei inocente em seu ouvido e seu sorriso aumentou.


-Seu pedido é uma ordem Dra Snow - ele falou e me pegou no colo, coloquei minhas pernas ao redor de sua cintura e baguncei seus cabelos puxando alguns fios.


Ele me beijou outra vez, esse doce, apaixonado e cheio de sentimentos, depois ele correu.


Em poucos segundos estávamos no meu apartamento, tirei o resto da camisa de seu corpo e voltei a beijá-lo procurando mais contato.


Ele me colocou na minha cama e beijou meu pescoço, enquanto suas mãos alcançam a barra da minha blusa a levantando devagar revelando um sutiã preto.


Vi seus olhos cheios de desejo, antes de me beijar de novo acariciando cada parte de pele exposta. 


Levantei no impulso e fiquei por cima, procurei as cegas até encontrar os botões de sua calça jeans e começar a retira-lá.


-Cait - ele sussurrou trocando as posições de novo.


Barry beijou meu pescoço e meio desajeitado tirou meu sutiã e deu uma boa olhada.


-Você é linda - elogiou e eu puxei seus cabelos para mais um beijo.


-O que acha de mais ação e menos conversa? - propus e puxei sua calça enquanto ele desceu uma trilha de beijos pelo meu pescoço.


Deixamos tudo de lado sem rótulos ou segredos, obrigações e responsabilidades,  apenas eu, ele, uma paixão e dois corpos cheios de desejo.



Notas Finais


Esper que tenham gostado
Obrigado por ler ❤
Até o próximo...


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