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História Game of Destiny - Capítulo 37


Escrita por: e KathVic


Notas do Autor


##IMPORTANTE## ##LEIA AS NOTAS##

Olá galera...
No último capítulo perguntei se preferiam apenas uma temporada ou duas, lembra? e vcs preferiram apenas uma, então ficaremos apenas com uma okay?
Obrigado pelos comentários, estão sendo muito úteis...
E como vcs sabem com o tal do Coronavírus e a quarentena, todos vamos ficaremos em casa, então tentarei escrever mais rápido e postar okay?
E por último se cuidem galera, tomem cuidado, fiquem em casa e evitem aglomerações.. todo mundo fazendo sua parte okay?
Agora vamos ao episódio.. espero que gostem🥰

Capítulo 37 - Choro da Canário


Fanfic / Fanfiction Game of Destiny - Capítulo 37 - Choro da Canário

Pov.Sara

Depois que trouxemos o corpo de Charlie para a Waverider e terminamos de evacuar a última cidade da Argentina, resolvemos voltar a National City para verificar se está tudo bem.

Deve faltar apenas uma hora para a onda atingir o planeta, então temos que ser rápidos.

O caminho é silencioso e perturbador, afinal perdemos um integrante do time, do meu time.

Zari está no quarto dela, ela e Charlie eram muito amigas, John e Alex estão bebendo alguma coisa na cozinha.

-Capitã Lance? - chamou Gideon.

-Diga Gideon - respondo num suspiro cansado.

-O Sr. Natanael está mandando uma mensagem, gostaria de ouvi-la? - ela perguntou e eu franzi o cenho em confusão, Nate deveria estar na terra-1 com sua equipe.

-Sim gostaria - respondo, quando John e Alex aparecem na sala principal da Waverider.

Em poucos segundos o rosto de Nate aparece no meio da sala, a conexão é ruim, mas suficiente.

-Sar..a, terminamos aqui, estamos na reg..ião sul de National City, mas estamos sem nave, preciso de ajud.. - ele fala e o holograma some, a conexão estava mesmo ruim.

-Eles não deveriam estar na terra-1? Por que estão aqui ainda? - Alex fala confusa.

-Vamos descobrir, Gideon trace um percurso para a região sul de National City - falo me sentando no banco do capitão.

-Como quiser, Capitã Lance - responde a inteligência artificial.

Pov. Ava

-Chave inglesa - pedi erguendo a mão para Nate e ele suspirou me entregando.

A pequena sacola de equipamentos está suja de sangue, sangue de Gary e a cada ferramenta, Nate suspira um pouco. Ele mandou uma mensagem à Sara a alguns minutos, outra ferramenta outro suspiro.

-Pode parar com isso? - peço irritada e ele abaixa a cabeça.

-Pronto agora só cortar o fio certo, fio vermelho, fio verde, temos um fio preto e por último amarelo - falo calmamente observando o painel e ouço uma risada amarga.

-Não sei como consegue - Nate revela.

-Consigo o que? - indago.

-Se manter neutra, se manter fria, Gary está morto - ele responde com a voz embargada.

-Faço isso a algum tempo Nate, já perdi muitos dos meus é triste, mas outros dependem de nós, então precisamos ser fortes para salvá-los - explico calmamente, antes de cortar o fio amarelo.

Ouço a fechadura da porta abrindo, me levanto e a empurro.

-Vamos acabar com isso - Nate murmura decidido, quando atravessamos as portas sinto um frio intenso, então agarro um jaleco branco preso na parede e jogo outro para Nate.

-Isso está um gelo - o homem de lata reclama.

-EII? TEM ALGUÉM AÍ? - grito e ouço outro choro baixo.

-Vamos - falo a Nate e sigo o barulho.

A sala é grande e cheia de coisas, máquinas, alavancas e botões, tem um grande cilindro de algo parecido com chumbo deitado de uns 3 metros no centro, coberto de fios e tem vários recipientes de remédios no canto.

Continuo procurando alguma pessoa, enquanto Nate observa a sala, caminho até o fim da sala e encontro um homem velho de jaleco branco, o óculos no rosto tortos e a pele e lábios azuis, ele é humano.

-Chegamos tarde, ele morreu de hipotermia a alguns minutos - aviso verificando a pulsação dele -Droga só perdemos tempo - falo irritada.

-Não exatamente - Nate responde e eu o encaro confusa.

-Ele está morto - repito como se ele fosse idiota.

-Mas ele não está - explica indo até as máquinas próximas ao cilindro.

-Ele? - indago confusa.

-Sim, ouvi uns murmúrios baixos vindos daqui, mas não podiam ser do cientista, está longe demais da porta, o grito foi seu possível último suspiro, então presumo que não são murmúrios e sim um choro infantil - Nate continua tentando abrir o cilindro.

Me aproximo e vejo um quadro cheio de anotações, livros ao canto com experiências, um grande projeto.

Dosagens de remédios e fusões de alienígenas e humanos, pesquisas, quem quer que esteja dentro do cilindro é uma cobaia.

Pego as anotações feitas numa letra pequena e quase ilegível, mas boa o suficiente para ler com muita atenção.

-Está errado - falo me virando para Nate depois de alguns minutos com um caderno de anotações na mão.

-Estou? - ele pergunta confuso.

-Não é ele, é ela - começo e Nate se aproxima e olha as anotações.

-Meu Deus não pode ser, esses malditos cientistas são abomináveis - fala espantado e eu balanço com a cabeça descrente, até aonde a maldade pode chegar.

-Temos que tira-la daqui - falo nervosa, mil pensamentos na mente, a maioria que envolve minha vontade enorme de ter entrado aqui com aquele homem vivo.

-Me ajude - ele pede voltando aos painéis de controle.

Usei meus equipamentos e tanto eu quanto Nate usamos o que sabemos da Waverider para abrir o vidro.

-E a atmosfera? - pergunto me lembrando das antigas conversas com Sara sobre a grande terra da Supergirl.

-Tem um antídoto temporário ali, não dura muito, mas o suficiente para sairmos deste lugar - responde Nate olhando de novo para as anotações.

Depois de aplicar o antídoto e nos preparamos para sair, um pequeno terremoto abala o laboratório sacudindo tudo.

-Temos que sair daqui - aviso a Nate.

-Vamos, Sara mandou a localização - fala me puxando para fora levando ela conosco, mas um barulho em um dos computadores chama minha atenção.

-O que houve? Esse planeta está acabando, temos que ir - Nate reclama e eu suspiro.

-É um rastreador de calor - explico num suspiro.

-Não, isso não é possível, QUE MERDA - reclama ele alto e bate a mão num equipamento, fazendo barulho e se machucando

-Fica quieto idiota, vai acordá-la - falo dando um tapa na cabeça dele enquanto ele reclama de dor.

-O que faremos? - sussurra apreensivo, envolvendo a mão num pano.

-Não sei - respondo.

Pov.Sara

Vejo a nave seguir a rota e me levanto, preciso de uma bebida e como se lesse meus pensamentos Alex volta com uma garrafa de vinho antigo.

-Deve ser caro e velho, o melhor para afogar as mágoas - fala olhando a garrafa e me servindo uma dose.

-Acha que estão todos bem? - ela pergunta depois de uns minutos.

-Não tem como saber, mas espero que estejam - falo virando o copo e sinto uma nostalgia maravilhosa, referente ao casamento de Íris e Barry.

-Acho melhor pararmos num copo - Alex brinca e caímos na gargalhada.

-Concordo com você - respondo, antes da nave pousar.

-Aqui é o mais próximo do local que posso pousar Capitã - Gideon avisa.

-Como assim? - pergunto confusa.

-Esse local está desmoronando - Gideon explica.

-Mande uma mensagem para Nate com nossa localização - peço e Gideon obedece.

-Vou lá fora dar uma olhada - Alex avisa e sai.

Os minutos vão passando e nada de Ava, Nate e o resto da equipe terra, a cada minuto fico mais apreensiva, se tivermos mais de trinta minutos é muito.

-Porque ainda estamos aqui? - John indaga entrando na parte principal da Waverider.

-Esperando a equipe terra - respondo calmamente.

-Sara você não entendeu? A Terra vai começar a ser destruída em alguns minutos temos que sair daqui agora - ele rebate zangado.

-Você que não está entendendo John, não vou sair daqui sem a equipe - respondo grossa, mas antes de John rebater um terremoto balança a nave.

-Gideon trace um trajeto para terra-1 - pede John.

-NÃO GIDEON, FIQUE BEM AQUI - gritei sentindo meus músculos tremerem.

-AGORA GIDEON - John continua, quando Alex e Zari chegam.

-NÃO SE MEXA GIDEON - berro a plenos pulmões.

-Não estou entendendo, devo partir ou ficar? - a inteligência artificial pergunta confusa.

-PARTIR/FICAR - gritamos juntos.

-Não vou deixar meu filho sem pai Sara - avisa John irritado.

-E eu não vou deixar minha equipe - repito irritada.

-Não podemos deixá-los - Zari fala.

-ELES ESTÃO MORTOS, OLHE E VEJA - ele repete mostrando o céu estremecer lá fora, a grande onda vindo em nossa direção.

Fecho os olhos sem querer acreditar, não posso perder mais ninguém, não posso.

-Capitã Lance? - chama Gideon, então o rosto de Oliver, Caitlin e Felicity passa na minha cabeça, não posso deixar meus amigos assim.

-Nos tire daqui - falo a ela num tom controlado, John tem razão.

-NÃO - grita Zari e Alex a segura.

-Mas e a localização da equipe? - Gideon pergunta e eu franzo o cenho.

-Localização? - questiono confusa.

Pov. Ava

Entre milhares de decisões entre elas executivas e de vital importância, nenhuma foi tão fácil como aquela.

Eu salvaria aquele bebê.

Ver aquele laboratório, ler e reler o que aqueles monstros fizeram com ela, trouxe coisas à tona.

Eu não me lembro de nada do lugar onde a "mulher mais perfeita do mundo foi criada", mas a dor, a raiva de ser uma cobaia existe, está entranhada dentro de mim.

E ver um bebê, uma pequena garotinha de poucas semanas servindo de rato-de-laboratório, me trouxe o sentimento terrível de me sentir usada e só uma pessoa conseguiu diminuir isso.

Esse alguém foi Sara, mesmo com seu jeito durão e às vezes louco e escuro ela me conquistou, me fez me sentir especial mesmo eu não sendo, me fez me sentir única, mesmo eu não sendo.

Ela fez eu me sentir humana e foi isso que eu quis para aquele pequeno bebê. Porque eu sabia que se alguém pudesse ser a mãe ideal para ela, um bebê híbrido, metade daxamita, metade humano, esse alguém é Sara.

Mas temos um problema, o rastreador de calor, se tentássemos sair com o bebê, deixando o laboratório vazio, ele iria explodir.

-Alguém tem que ficar aqui - falo olhando o rastreador.

-Nem pense nisso - Nate fala de uma vez.

-Nate, eu não vou deixar esse bebê aqui, ninguém merece isso - explico e ele suspira.

-É claro que não, eu vou ficar, você vai levar ela - Nate disse sorrindo para o bebê.

-De jeito nenhum, não vou deixar você aqui, eu fico e você vai - declaro e ele balança a cabeça.

-Não vou discutir com você, Sara nunca me perdoaria - ele fala jogando baixo, sabe que Sara é meu ponto fraco, você vai ver historiador de lata.

-E quanto às milhares de pessoas que vão morrer com você? Você foi o único capaz de pegar Kara quando ela despencou depois daquela luta contra a sósia dela da terra-x, você tem poderes, pode salvar muitas pessoas, você vai - termino e ele balança a cabeça frustrado.

-Mas Ava.. - insiste e eu o corto.

-Eu vou morrer bravamente hoje e você não vai tirar isso de mim - falo segurando o choro.

-Você é uma grande amiga Ava, mas joga muito baixo - ele fala deixando uma lágrima escapar e me abraçando.

Me solto de Nate e olho a garotinha deitada no cilindro mordendo as mãos, ela tem os olhos verdes como os de Oliver e Barry, os cabelos mesmo ralos são castanhos como os de Laurel, irmã de Sara e a pele clara como a de Caitlin.

-Eii pequena - começo pegando ela no colo, ainda enrolada num jaleco dos cientistas -Você é uma garota muito sortuda sabia? Você vai ganhar de uma vez só um montão de tios e tias muitos babões e uma mãe que vai cuidar muito bem de você - falo limpando as lágrimas e a entregando a Nate.

-Leve-a em segurança para Sara, convença ela e a ajude por favor, Nate - falo sorrindo para meu amigo.

-Espero que você não esteja pensando em me abandonar com uma filha e morrer ou vou ficar muito irritada - uma voz soa pelo laboratório chamando nossa atenção.

Pov.Sara

Encarei minha namorada e meu amigo, ele com um bebê nos braços e ela se preparando para morrer.

Depois de receber a mensagem de Nate, Gideon conseguiu rastreá-los até esse lugar e apesar dos protestos de John para partirmos, eu, Alex e Zari conseguimos convencê-lo a nos ceder 20 minutos para achar os tripulantes e voltar a nave.

Apesar de concordar, John pediu que Zari ficasse, caso algo dê errado e eles tenham que partir sem nós, ela não concordou muito em deixar a vida do namorado nas mãos de outros, mas eu a convenci.

-E então? - pergunto me aproximando deles.

-Não temos tempo para isso - Ava fala teimosa

-Então vamos embora - falo, mas Ava não se mexe.

-O que está acontecendo? - pergunto impaciente.

Eu e Alex não ouvimos muito da conversa, chegamos quando Ava estava falando com o bebê.

-Nate? Vamos deixá-las conversar, vou olhar sua mão - Alex fala e Nate concorda me entregando o bebê e seguindo a agente.

Observei o bebê e é realmente muito linda, sorrio e deixo que ela segure meu dedo.

-Ela é metade daxamita, tem um aperto forte, tem que tirá-la daqui logo, o antídoto que usamos não dura muito tempo - Ava explica e eu a encaro, a bebê é como Mon-el, a atmosfera daqui é venenosa para ela.

-Então me explique o que está acontecendo - falo calmamente brincando com o bebê.

Ficamos em silêncio por minuto, com apenas os murmúrios do bebê. Ava se aproxima e segura a mão dela.

-Lembra quando eu descobri que sou uma cópia? - ela pergunta e eu suspiro, já falamos sobre isso várias vezes.

-Lembro, você ficou magoada, se sentiu usada por Rip - murmurei lembrando das palavras dela.

-Ela é uma cobaia desde que nasceu Sara, ela merece uma família - Ava explica e eu sorrio

-Podemos ser a família dela, uma meio estranha, mas podemos, juntas - falo segurando a mão dela.

-Olhe ali Sara - ela pedi e eu me viro, me deparando com um rastreador de calor.

-Se o laboratório ficar vazio, ele explode e todos morrem - explica engolindo o choro.

-Então você vai com ela e eu fico - respondo rápido.

-Não seja teimosa, sabemos que sua equipe precisa de você, que muitas pessoas precisam de você - ela retruca tocando meu rosto.

-Mas eu preciso de você - rebato.

-Você Sara Lance é mais forte que imagina, você é uma heroína aja como tal e me orgulhe, orgulhe esse bebê por ser sua filha - ela fala colando nossas testas.

-Eu amo você - declaro e ela sorri.

-Você precisa ir agora - Ava fala e eu balanço a cabeça.

-Só quando disser - insisto e ela me beija, um beijo curto, mas desesperado.

-Eu não vou dizer que amo você, se eu disser você nunca vai me esquecer, preciso que siga em frente, preciso que cuide dela - explica e eu a beijo de novo.

-Eu não me importo, eu amo você e vou cuidar dela, mas nunca vou esquecer você - falo e ela ri.

-Sim você vai e quando acontecer não tenha medo, eu não sou egoísta, quero que seja feliz, Sara - fala e me entrega o bebê e algumas anotações dos malditos cientistas.

-Vá, está na hora - repete e eu me viro em direção a porta e sinto ela me empurrar de leve para fora, as lágrimas manchando meu rosto.

Cruzo a porta e me viro para vê-la uma última vez, mas a porta está fechada, Ava sabia, sempre soube, que eu olharia para trás para olha-la de novo, vê-la por uma última vez.

-Posso deixar de amar você, mas nunca vou te esquecer - repito e me viro levando o bebê comigo dessa vez sem olhar para trás.

Pov. Alex

Levo Nate para a entrada do prédio e limpo o ferimento de sua mão, ele reclama um pouco, mas eu tento distraí-lo perguntando sobre o que aconteceu com sua equipe.

-E James? - perguntei quando ele falou sobre a morte de Gary.

-Ataque Terrorista no bar alienígena, sinto muito - ele explica e eu fecho os olhos segurando o choro, aquilo doeu e doeria mais ainda em Kara.

-Você está bem? - pergunta e eu apenas seco algumas lágrimas.

-Ele era um grande amigo meu e da minha irmã, nem sei como vou contar para ela - falo triste e ele segura meu ombro.

-Posso contar se quiser - se oferece e eu nego.

-Não, isso é meu trabalho, ela não acreditará se não for eu - falo e ele sorri solidário, antes de Sara cruzar a porta segurando o bebê.

-Vamos, John deve estar impaciente - fala calma, mas posso notar as lágrimas no rosto e os olhos vermelhos.

Andamos um pouco quase na esquina quando ouvimos uma grande explosão abalando o solo e o prédio desaba, mas ninguém sai dele.

-Vamos - Sara fala seguindo caminho quando a poeira do prédio baixa, ela não fala mais nada, apenas segue em frente, deixando eu e Nate confusos.

Seguimos juntos para a nave, são uns cinco minutos até lá, Nate tropeça algumas vezes e temos que nos ajudar por conta dos destroços, mas chegamos inteiros.

-Gideon trace uma rota para terra-1 - Sara fala, enquanto eu ajudo Nate a fechar a porta da nave.

Seguimos juntos para a sala principal da Waverider, Sara ainda com a bebê no colo e encontramos John e Zari.

A última corre até Nate e o abraça forte, murmurando alguma coisa para o namorado.

-Cadê o resto da equipe? - John questiona e suspiramos, enquanto Sara e eu sentamos nas escadas.

-Estão mortos - Sara começa.

-Como? - Zari fala se soltando de Nate.

-James foi atacado num bar alienígena por terroristas - começo triste, hoje realmente não é um bom dia.

-Gary foi atingido por destroços - Nate continua com a cabeça baixa.

-E a Ava se explodiu - terminou Sara fazendo cócegas no bebê.

Os dois nos encararam surpresos, Zari apenas se escondeu nos braços de Nate e chorou baixinho, afinal a maioria dos que morreram eram da sua equipe.

-Sara isso é um bebê? - John perguntou confuso depois de absorver a notícia.

-É sim, ela é uma metade humana, metade daxamita, linda não? E por falar nisso, Gideon qual a porcentagem de chumbo no ar da nave? - ela falou.

-Muito baixa para causar qualquer dano - a inteligência artificial respondeu.

-Ótimo, acho que vou levá-la a enfermeira para fazer uns exames, pode me ajudar Alex? Você que entende de alienígenas aqui - ela fala tranquilamente, até demais para quem perdeu a namorada, enquanto os outros ainda a encararam confusos.

-Claro - respondo e sigo a heroína, ainda sem entender sua reação.

Pov. Sara.

Quando eu cruzei o primeiro corredor, senti minha garganta secar e meu corpo estremecer, mas cheguei a enfermaria bem.

-Preciso de um berço Gideon - pedi e coloquei o bebê devagar numa maca, coloquei uma grade de proteção, enquanto Gideon consegue o que eu pedi.

Senti uma turbulência na nave e me joguei no chão, me encostando na parede, sentindo minha respiração falhar e meus olhos enxerem de lágrimas.

Alex correu até o bebê e a verificou, pela primeira vez senti o medo de morrer, pensei em tantas coisas, em minha irmã e em meu pai.

Outra turbulência, dessa vez mais forte, cada membro do meu corpo está rígido, a respiração espaçada, não consigo ouvir nada ao meu redor.

Acho que meus joelhos finalmente cederam a dor horrível que sinto dentro de mim, tudo embaçado pelas lágrimas que caem sem nenhum controle.

Outra turbulência, ainda mais forte, acho que dessa vez vamos finalmente morrer, enquanto a nave se inclina para a esquerda e meu corpo despreparado se inclina junto.

Espero realmente que Alex esteja segurando o bebê, são turbulências fortes demais, fortes demais para qualquer um suportar.

Fecho os olhos esperando pelo grande golpe, talvez eu quebre o pescoço e isso acabe com minha tormenta e dessa vez sem ressurreição.

Dessa vez será meu fim... nosso fim.


Notas Finais


Eai o que acharam?
Talvez outra morte? Será que a equipe lendas vai chegar a terra-1?
Eu sei que estou trocando de "pov" muito, mas como eu disse à partir de agora são todas as equipes juntas, não só Snowbarry e o Time Flash..
Espero que tenham gostado...
Obrigado por ler ❤
Até o próximo...


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