1. Spirit Fanfics >
  2. Game Of Thrones ( Sasuhina) >
  3. Morte e Ressurreição

História Game Of Thrones ( Sasuhina) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Oi pessoal olha quem apareceu de novo kkkk e dessa vez foi rápido 😅
Bem espero que gostem do capítulo de hoje fiz com muito carinho.
Sem mais delongas boa leitura 🥰❤️😍😘

Capítulo 7 - Morte e Ressurreição


Fanfic / Fanfiction Game Of Thrones ( Sasuhina) - Capítulo 7 - Morte e Ressurreição

Hinata desposou Khal Hashirama com medo, e um esplendor bárbaro, num descampado para lá das muralhas de Pentos, pois os dothrakis acreditavam que todas as coisas importantes na vida de um homem deviam ser feitas a céu aberto. Hashirama chamou seu khalasar para servi-lo e eles vieram, quarenta mil guerreiros dothrakis e incontáveis mulheres, crianças e escravos. Acamparam fora das muralhas da cidade com suas vastas manadas de gado, erguendo palácios de erva trançada, comendo tudo que encontravam e tornando o bom povo de Pentos mais ansioso a cada dia que passava.

– Meus colegas magísteres duplicaram o tamanho da guarda da cidade – informou Orochimaru certa noite na mansão que pertencera a Hashirama, entre bandejas de pato com mel e laranjas-pimenta. O khal juntara-se a seu khalasar, e sua propriedade fora oferecida a Hinata e a Kimimaro até o casamento.

– É melhor que casemos depressa a Princesa Hinata, antes que entreguem metade da riqueza de Pentos a mercenários e sicários – brincou Naruto Uzumaki. O cavaleiro dos olhos azuis pusera a espada a serviço de Kimimaro na noite em que a garota fora vendida. 

– Pode tê-la amanhã, se assim desejar – disse o jovem de cabelos platinados. Olhou de relance para a jovem Targaryen que abaixou os olhos. – Desde que pague o preço.

Orochimaru ergueu uma mão lânguida a fim de chamar a atenção de Kimimaro.

– Já lhe disse, tudo está acertado. Confie em mim. O khal lhe prometeu uma coroa, e a terá.

– Sim, mas quando?

– No momento que o khal escolher – respondeu. – Ele terá primeiro a donzela, e depois do casamento deverá fazer sua procissão pela planície, para apresentá-la a dosh khaleen em Vaes Dothrak. Talvez depois disso. Se os presságios favorecerem a guerra.

– Eu cago nos presságios dothrakis. O Usurpador está sentado no trono de meu pai. Quanto tempo terei de esperar? Perguntou o jovem impaciente tomado pela irá.

– Já esperou a maior parte da vida, grande rei. Que são mais alguns meses, mais alguns anos? Perguntou o homem pálido de longos cabelos negros.

Naruto, que viajara para o leste até Vaes Dothrak, concordou com um aceno.

– Aconselho-o a ser paciente. Os dothrakis cumprem com a palavra dada, mas fazem as coisas ao seu próprio ritmo. Um homem inferior pode suplicar um favor ao khal, mas nunca deve ter a presunção de censurá-lo. Aconselhou-o o loiro.

– Cuidado com a língua, ou acabará sem ela. Não sou nenhum homem inferior, sou o Senhor de direito dos Sete Reinos. O dragão não suplica. Disse convicto.

Naquela noite quando Hinata pode enfim se deitar na cama, ela se permitiu chorar, chorava de preocupação por seus filhotes, KImimaro disse que os filhotes estavam com ele em seu aposento, isso não a deixou menos preocupada muito pelo contrário. Hinata adormeceu após horas de choro ininterrupto, com a chegada do sono também venho um sonho, na verdade para Hinata aquilo era uma memoria uma das ultimas memoria boa que tivera.

– 1 Ano antes, festa de aniversário de Itachi Uchiha – 

Era uma noite de outono relativamente quente no Norte, a jovem Hyuga tinha chego com seus pais ao amanhecer, tão logo foram recebidos pelos lorde do Norte, durante todo o dia Hinata tinha observado os enormes dragões dos Uhihas voando pelos céus, ela procurava no dorso dos animais um jovem em especifico, Sasuke Uchiha, mas falhara sendo assim a moça resolveu esperar até na festa que ocorreria naquele dia. A noite enfim chegou e com ela a tão aguardada festa, a moça de olhos perola procurava por entre a multidão seu amado, mas foi surpreendida ao sentir mãos fortes segurarem-na pelos ombros.

-A procura de alguém jovem senhora? Perguntou o homem em tom de brincadeira.

Quando se virou Hinata se deparou com Sasuke que a olhava com um olhar brincalhão que permitia que apenas ela visse, sorriu entrando na brincadeira do mais velho.

-Estou sim, é um rapaz carrancudo de cabelo negro, o senhor o viu? Brincou o vendo franzir levemente as sobrancelhas.

-Eu não sou carrancudo. Disse de forma seria, mas tal seriedade não durou muito quando ouviu o som melodioso de sua amada. -  O.K talvez um pouco. Disse vencido; - O que acha de darmos uma volta? 

-Adoraria. Disse a jovem sorrindo enquanto segurava no braço do moreno que a guiava para longe da festa, depois de um tempo os dois jovens estavam chegando a um descampado existem perto do castelo de Winterfell. 

- Aonde vamos? Perguntou por fim.

-Eu vejo como olha os dragões no céu. Disse simplesmente. – Pensei em te levar para um passeio aéreo. 

Nesse instante os olhos de Hinata brilharam mais que as estrelas, não demorou muito para que Amaterasu surgisse do céu noturno e pousasse na frente do jovem casal causando fortes rajadas de vento pelo bater de suas assas.

-Ela é linda. Disse a moça enquanto se aproximava da dragão negro que estava com a cabeça no chão enquanto recebia os singelos afagos de Hinata, Sasuke vendo as duas não pode deixar de sorrir.

-Ela gosta de você. Disse se aproximando, logo Amaterasu ergueu sua cabeça e deitou mais seu ombro para que Hinata e Sasuke pudessem subir, Sasuke ajudou sua amada a montar e logo em seguida montou se ajeitado atrás dela passando seus braços por baixo dos dela encostando em seu corpo ocasionando arrepios em ambos. – Segure firme, ela não deixara que caia. Disse o jovem enquanto Amaterasu se erguia se preparando para levantar voo, por reflexo Hinata se agarrou mais aos espinhos das costas da dragão, Sasuke por sua vez a abraçou pela cintura por trás dando á Hinata mais conforto e segurança, tal ato gerou calor em ambos os corpos.

Não tardou para que Amaterasu levantasse voo pelo céu noturno, naquele instante nas costas de um dragão Hinata se sentiu em casa, ela sentia a liberdade e o poder dos movimentos do animal, seu sangue corria mais veloz em suas veias a cada bater das asas de Amaterasu , seu coração estava tomado pela completa felicidade, o toque dos braços de Sasuke em torno de seu corpo a deixava quente, uma quentura que Hinata gostava, para Sasuke ele nada estava diferente, ter sua amada em seus braços, a ver feliz nas costas de sua dragão o deixava completo. Os ventos frios do outono eram preenchidos pelo som da risada de felicidade Hinata. E quando Amaterasu passou em frente a lua o jovem casal se entregou a um beijo repleto de amor e companheirismo, aquela noite jamais seria esquecida pelo jovem casal.

-Atualmente –

O sono de HInata era belo, sendo o mesmo composto pela mais bela memoria que a moça julgava ter, entretanto o amanhã chegou, o dia em que seu casamento por fim chegou.

A cerimônia iniciou-se de madrugada e prosseguiu até o crepúsculo, um dia que parecia não ter fim de bebida, comida e luta. Um monumental talude de terra fora erguido entre os palácios de erva, Hinata foi colocada ali sentada, ao lado de Khal Hashirama, sobre o fervente mar de dothrakis. Nunca vira tantas pessoas no mesmo lugar, nem pessoas tão estranhas e assustadoras. Os senhores dos cavalos vestiam tecidos ricos e usavam doces perfumes quando visitavam as Cidades Livres, mas a céu aberto mantinham os velhos costumes. Tanto os homens quanto as mulheres trajavam vestimentas de couro pintado sobre os peitos nus e polainas de pelo de cavalo cilhadas por cintos com medalhões de bronze, e os guerreiros untavam suas longas tranças com gordura que tiravam de fossas abertas. Empanturravam-se de carne de cavalo assada com mel e pimentões, bebiam leite fermentado de égua e os vinhos delicados de Orochimaru até cair e cuspiam ditos de espírito uns aos outros, por cima das fogueiras, com vozes ásperas e estranhas aos ouvidos de Hinata.

Kimimaro estava sentado logo abaixo dela, magnífico numa túnica nova de lã negra com um dragão escarlate no peito. Orochimaru e Naruto sentavam-se ao seu lado. Era deles o lugar de maior honra, logo abaixo dos companheiros de sangue do khal. Kimimaro transpirava raiva pois não gostava de estar sentado abaixo de Hinata que ele julgava ser inferior a ele, e exasperava-se sempre que os escravos ofereciam os pratos primeiro ao khal e à noiva, e lhe faziam escolher entre as porções que eles recusavam

Hinata nunca se sentira tão só e com tanto medo como enquanto esteve sentada no meio daquela vasta horda. Kimimaro lhe dissera para sorrir para que seus filhotes permanecessem bem, por isso sorriu até lhe doer o rosto e as lágrimas lhe subirem aos olhos sem serem convidadas. Fez o melhor que pôde para escondê-las, sabendo como o homem que se apresentava como um Targaryen ficaria zangado se a visse chorando. Era-lhe trazida comida, pedaços fumegantes de carne, grossas salsichas negras, tortas dothraki de sangue, e mais tarde frutos, guisados de erva-doce e delicadas tortas doces vindas das cozinhas de Pentos, mas afastou tudo com gestos. Seu estômago dava voltas e sabia que não conseguiria manter nele qualquer alimento.

Não havia ninguém com quem falar. Hashirama gritava ordens e brincadeiras aos companheiros de sangue, e ria de suas respostas, mas quase não olhava para o seu lado. Não tinham nenhuma língua em comum. O dothraki era incompreensível para ela, e o khal sabia apenas algumas palavras do valiriano adulterado das Cidades Livres, e nem uma única do Idioma Comum dos Sete Reinos

E assim ali ficou, sentada em suas sedas nupciais, embalando uma taça de vinho com mel, com medo de comer, falando consigo mesma.”Sou do sangue do dragão”, disse a si própria lembrando de Kurenai contando-lhe sobre sua real origem  “Sou HInata, Filha da Tormenta,a que desafiou os deuses ao nascer,  Princesa da Pedra do Dragão, do sangue e semente de Aegon, o Conquistador.”

O sol estava apenas no primeiro quarto do céu quando viu o primeiro homem morrer. Soavam tambores acompanhando algumas das mulheres que dançavam para o khal que assistia sem expressão, mas seus olhos seguiam os movimentos e, de vez em quando, atirava-lhes um medalhão de bronze para que elas o disputassem.

Por fim, um deles entrou no círculo, agarrou uma dançarina pelo braço, atirou-a no chão e montou-a ali mesmo, como um garanhão monta uma égua. Orochimaru tinha lhe explicado que aquilo poderia acontecer. “Os dothrakis acasalam como os animais de suas manadas. Não há privacidade num khalasar, e eles não compreendem o pecado ou a vergonha como nós.”

Hinata envergonhada afastou o olhar da união, assustada ao compreender o que estava acontecendo, mas um segundo guerreiro avançou, e um terceiro, e logo não havia maneira de desviar os olhos. Então dois homens agarraram a mesma mulher. Ouviu um grito, viu um empurrão, e num piscar de olhos tinham sido empunhados os arakhs, longas lâminas afiadas como navalhas, meio espadas, meio foices. Começou uma dança de morte, e os guerreiros andaram em círculos, dando golpes, saltando um sobre o outro, fazendo rodopiar as lâminas sobre as cabeças, guinchando insultos a cada entrechocar de metal. Ninguém fez um gesto para interferir.

Acabou tão depressa como começou. Os arakhs estremeceram um contra o outro mais depressa do que Hinata podia acompanhar, um dos homens falhou um passo, o outro brandiu a lâmina num arco horizontal. O aço mordeu a pele acima da cintura do dothraki e o abriu da espinha ao umbigo, derramando-lhe as entranhas na poeira. Enquanto o perdedor morria, o vencedor agarrou-se à mulher mais próxima e a possuiu ali mesmo. Escravos levaram o corpo para longe e a dança recomeçou.

Orochimaru não se esqueceu de contar sobre aquilo. “Uma boda dothraki sem pelo menos três mortes é considerada aborrecida”, dissera. 

Hinata acreditou que então casamento dela devia ter sido especialmente abençoado; antes de o dia terminar, tinha morrido uma dúzia de homens.

À medida que as horas foram passando, o pavor de Hinata crescia até que se transformou em tudo que a impedia de gritar. Tinha medo dos dothrakis, cujos modos pareciam estranhos e monstruosos, como se fossem animais em pele humana, e não verdadeiros homens. Tinha medo de Kimimaro, do que ele poderia fazer aos seus filhotes se ela lhe falhasse. Acima de tudo, tinha medo do que poderia acontecer naquela noite, sob as estrelas.

Quando o sol por fim baixou no céu, o Khal bateu palmas, e os tambores, os gritos e o festim chegaram a um súbito fim. Hashirama ergueu-se e colocou a jovem de olhos lilases tom perola de pé a seu lado. Tinha chegado o momento de seus presentes de noiva.

E ela sabia que depois dos presentes, depois do sol desaparecido no horizonte, chegaria o momento da primeira cavalgada e da consumação do casamento. 

– Estas não são criadas comuns, minha cara – disse-Kimimaro enquanto as traziam uma por uma. – Orochimaru as selecionaram pessoalmente para você. Saorin a ensinará a montar, Haku a treinará na língua dothraki e Hana a instruirá nas artes femininas do amor – ele deu um tênue sorriso. – É muito boa.

– É coisa pouca, minha princesa, mas é tudo de que um pobre cavaleiro pode dispor – disse Naruto, ao pôr-lhe à frente uma pequena pilha de velhos livros. Viu que eram canções e histórias dos Sete Reinos, escritas no Idioma Comum. Agradeceu-lhe de todo o coração lhe lançando o sorriso mais verdadeiro que poderia expor naquele momento.

Orochimaru murmurou uma ordem e quatro corpulentos escravos apressaram-se a avançar, trazendo entre eles uma grande arca de cedro com aplicações em bronze. Era enorme e a mesma se mexia, neste instante o coração de Hinata pareceu falhar, quando um dos escravos abriu a arca e  HInata viu Aioina sair seguido de Taka e Kura os mesmo tinha leves machucado pelo corpo e logo que a viram voaram até ela, Aioina foi o primeiro a chegar rugindo em felicidade assim sua mãe lhe estendeu o braço para pousar, Kura pousou sobre o colo da mesma, e este recebeu um afago na cabeça, Taka chegara por último se apoleirando sobre o ombro dela se esfregando no pescoço da mesma.

Tal cena espantou os dothrakis que a olhavam agora espantados, alguns ate com olhar de admiração, Hinata agora estava feliz por sentir seus filhos ali consigo, na proteção de seus braços nus, mas tal sentimento não lhe foi permitido por muito tempo pois logo Orochimaru passou a um dos irmão de sangue de Hashirama uma ordem vinda de Kimimaro e, o dothraki junto a mais dois de seus tomaram os filhotes de Hinata, a mesma tentou ir até os filhou, queria gritar para que os trouxessem de volta mas uma ameaça muda que Kimimaro lhe lançou com o olhar a parou, e novamente a moça voltou a chorar internamente.

Os companheiros de sangue do khal ofereceram-lhe as três armas tradicionais, e que estupendas armas eram. Ashura deu um grande chicote de couro com cabo de prata; Cohollo, um magnífico arakh com relevos em ouro; e Qotho, um arco de dupla curvatura, feito de osso de dragão, mais alto que ela.

– Este é um presente digno de um grande guerreiro, ah, sangue do meu sangue, e eu não passo de uma mulher. Que o senhor meu marido o use em meu nome. Disse a frase que lhe foi imposta por Kimimaro, assim Khal Hashirama também recebeu os seus “presentes de noiva”.

– Um belo presente, khaleesi – disse Orochimaru deste último, depois de lhe dizer o que era. – Muito afortunado.

Os presentes amontoavam-se à sua volta em grandes pilhas, mais presentes do que poderia imaginar, desejar ou usar.

E, no fim de tudo, Hashirama trouxe-lhe o seu próprio presente de noiva. Um silêncio de expectativa se alastrou a partir do centro do acampamento quando ele saiu do lado de sua esposa, crescendo até engolir todo o khalasar. Quando regressou, a densa multidão de ofertantes abriu-se à sua frente, e ele levou o cavalo até ela.

Era uma potranca jovem, espirituosa e magnífica. Hinata sabia apenas o suficiente sobre cavalos para reconhecer que aquele não era um animal vulgar. Havia algo nela que cortava a respiração. Era cinzenta como o mar de inverno, com uma crina que parecia fumaça prateada.

Hesitante, estendeu a mão e afagou o pescoço do cavalo, fazendo correr os dedos pelo prateado da crina, o animal em resposta fungou em agrado. Hashirama disse qualquer coisa em dothraki e Orochimaru fez o favor de traduziu.

– Prata para o prateado de seus cabelos, disse o khal.

– É belíssima – murmurou a jovem.

– É o orgulho do khalasar – disse o homem esguio. – O costume decreta que akhaleesi deve conduzir uma montaria digna de seu lugar ao lado do khal.

Hashirama avançou e pôs as mãos na cintura. Levantou-a com tanta facilidade como se fosse uma criança e a pousou sobre a fina sela dothraki, muito menor do que aquelas a que estava acostumada. Hinata ficou ali sentada, por um momento parada e incerta. Ninguém lhe falara daquela parte. – O que devo fazer?

– Pegue nas rédeas e cavalgue. Não precisa ir longe. Disse Naruto que estava próximo a ela.

Nervosa, juntou as rédeas nas mãos e fez deslizar os pés para os pequenos estribos. Não passava de uma cavaleira razoável ela tocou as costelas da égua com os joelhos e pela primeira vez nas últimas horas esqueceu-se de ter medo.

A potranca cinza-prateada avançou com um porte suave e sedoso, enquanto a multidão abria alas para deixá-la passar, com todos os olhos postos nela, deu por si avançando mais depressa do que tencionara, mas isso, de algum modo, era excitante, em vez de aterrador. O cavalo pôs-se a trote e ela sorriu. Os dothrakis precipitavam-se para abrir caminho. À mais ligeira pressão com as pernas, ao menor toque de rédeas, a égua respondia, Hinata se empolgou e a pôs a galope, e agora os dothrakis assobiavam, gargalhavam e gritavam-lhe enquanto saltavam para longe do seu caminho. Quando virou para regressar, um buraco de fogueira surgiu-lhe à frente, diretamente em seu caminho. Estava cercada de ambos os lados, sem espaço para parar. A adrenalina a invadiu como no dia que voara pela primeira vez, tal adrenalina deu a ela a coragem para liberar a potranca. A égua prateada saltou sobre as chamas como se tivesse asas. Quando refreou o animal junto de Orochimaru.

– Diga a Khal Hashirama que me ofereceu o vento – o homem repetiu as palavras em dothraki e a dona dos olhos perola viu o novo marido sorrir pela primeira vez.

Os últimos raios de sol desapareceram por trás das grandes muralhas de Pentos, para oeste. Hashirama ordenou aos companheiros de sangue para lhe trazerem o cavalo, um esguio garanhão vermelho. Enquanto o khal selava o cavalo, Kimimaro esgueirou-se até junto de HInata, enterrou os dedos em sua perna e disse:

– Dê-lhe prazer senão juro que verá o dragão acordar como nunca acordou antes e ele matará de uma vez aqueles seus filhotes.

O medo regressou com força devido as palavras do platinado. Sentiu-se de novo uma criança, apenas com treze anos e completamente só, mal preparada para o que estava prestes a lhe acontecer.

Cavalgaram juntos sob as estrelas que surgiam, deixando para trás okhalasar e os palácios de erva. Hashirama não lhe dirigiu uma palavra, mas fez o garanhão atravessar num trote duro a penumbra que se aprofundava. As minúsculas campainhas de prata na longa trança ressoavam baixinho enquanto cavalgava.

Mais tarde não soube dizer até que distância ou durante quanto tempo cavalgaram, mas a noite tinha já caído por completo quando pararam num gramado junto a um pequeno riacho. O Khal saltou do cavalo e a tirou do dela. Sentiu-se frágil como vidro nas mãos dele, com os membros tão fracos como a água. Ficou ali, desamparada e tremendo sob as sedas nupciais enquanto ele prendia os cavalos. Quando Hashirama se virou para olhá-la, ela se permitiu chorar. O homem ficou olhando as lágrimas, com o rosto estranhamente vazio de emoção.

– Não – disse. Ergueu uma mão e limpou rudemente as lágrimas com um polegar calejado.

– Fala o Idioma Comum – disse Hinata, espantada com uma pontada de esperança.

– Não – disse ele de novo.

Talvez soubesse apenas aquela palavra, mas era uma palavra, mais do que podia supor, e de algum modo a fez sentir-se um pouco melhor. Hashirama tocou levemente os cabelos de Hinata, fazendo deslizar as madeixas loiro-prateadas entre os dedos e murmurando suavemente em dothraki. A moça não compreendeu as palavras, mas havia calor na entoação, uma ternura que nunca esperara daquele homem.

Pôs um dedo sob seu queixo e ergueu a cabeça, para que ela o olhasse nos olhos. Hashirama erguia-se acima dela como se erguia acima de toda a gente. Pegando-a agilmente por baixo dos braços, ergueu-a e sentou-a numa rocha arredondada ao lado do riacho. Depois, sentou-se no chão diante dela, de pernas cruzadas sob o corpo, com o rosto de ambos ao mesmo nível.

– Não – disse ele.

– Esta é a única palavra que conhece? – ela perguntou segurando suas próprias palavras.

Ela não respondeu. Sua longa e pesada trança estava enrolada na terra ao seu lado. Puxou-a por sobre o ombro direito e começou a remover as campainhas do cabelo, uma a uma. Depois de um momento, Hinata decidiu inclinar-se para a frente para ajudar. Quando terminaram, ele fez um gesto. Ela compreendeu. Devagar, com cuidado, começou a desfazer-lhe a trança ainda temerosa.

Levou muito tempo. E durante todo o tempo, ele ficou ali sentado em silêncio, observando-a. Quando acabou, ele balançou a cabeça e os cabelos espalharam-se pelas costas como um rio de escuridão, oleoso e cintilante. Nunca vira cabelos tão longos, tão negros, tão espessos.

Depois foi a vez dele. Começou a despi-la.

Seus dedos eram hábeis e estranhamente ternos. Removeu-lhe as sedas, uma por uma, com cuidado, enquanto Hinata permanecia ali sentada, imóvel, silenciosa, a olhá-lo nos olhos. Quando desnudou seus seios, não conseguiu evitar de desviar o olhar e cobriu-se com as mãos.

– Não – disse Hashirama. Puxou-lhe as mãos para longe dos seios, com gentileza, mas firmemente, e depois a ergueu de novo o rosto para fazer com que o olhasse. – Não – ele repetiu.

– Não – ela ecoou extremamente corada e temerosa, mas de algum modo ele transmitia uma leve ternura, o que a deixou segura.

Então, ele a pôs de pé e a puxou, a fim de remover a última de suas sedas. Sentia o frio ar noturno na pele nua. Estremeceu, e um arrepio cobriu os braços e as pernas. Temia o que viria a seguir, mas durante algum tempo nada aconteceu. Hashirama apenas ficou sentado de pernas cruzadas, olhando-a, comendo o seu corpo com os olhos.

Um pouco mais tarde, começou a tocá-la. A princípio ligeiramente, depois com mais força. Ela sentia o feroz poder de suas mãos, mas ele nunca chegou a machucá-la. Segurou uma mão na dele e afagou-lhe os dedos um a um. Correu-lhe a mão suavemente pela perna. Afagou-lhe o rosto, delineando a curva de suas orelhas, percorrendo-lhe a boca gentilmente com o dedo. Tomou-lhe os cabelos com ambas as mãos e os penteou com os dedos. Virou-a de costas, massageou os ombros, deslizou o nó do dedo ao longo da coluna.

Pareceu que se passaram horas antes que as mãos dele se dirigissem por fim aos seus seios. Nesse instante Hinata ficou tensa de medo, mas ele a afagou a suave pele da base até deixá-la num torpor. Rodeou os mamilos com os polegares, beliscou-os entre o polegar e o indicador, depois começou a puxá-los, muito levemente a princípio, depois com maior insistência, até que enrijeceram e começaram a doer. Então parou, e puxou-a para o seu colo. A Targaryen estava corada e sem fôlego, com o coração a palpitar no peito. Ele envolveu seu rosto nas mãos enormes e ela o olhou nos olhos.

– Não? – disse ele, e ela soube que era uma pergunta. Ela teria que fazer isso de alguma forma ou outra para manter seus filhos seguros, de certa forma Hashirama estava sendo gentil no modo dele e a respeitando.

– Sim – sussurrou para ele permitindo que ele continuasse, e ali seu casamento fora consumado, na hora em que Hashirama a violou Hinata fechou os olhos deixando escapar algumas lagrimas, de olhos fechados ela se imaginou com Sasuke.

.

.

.

.

.

.

-Dias antes “Casamento Vermelho” – 

Após o massacre Kaguya ordenou que seus homens limpassem os salões, eles pegavam os corpos com tamanho desprezo quanto se chuta uma carcaça largada na estrada, quando os guardas chegaram ao corpo do Uchiha mais jovem. Se olharam e rira.

-Já que usam um lobo em seu standard, vamos ver se realmente o lobo sobrevive. Disse um dos guardas zoando com os antigos dizeres da casa Uchiha. 

-Vamos. Concordou o outro, logo os dois pegaram o corpo do moreno e o levaram-no para perto do rio que travessa as Terras Fluviais e desaguavam no Norte, lá o jogaram no rio e foram embora rindo.  

Algum tempo depois o corpo foi levado pela forte correnteza atravessando as fronteiras até que ele foi parado por um galho caído próximo à margem.

A morte é algo misterioso para todos, Sasuke não tinha certeza se estava morto já que o mesmo se via numa floresta escura, o rapaz não conseguia ver um palmo à sua frente, ele se lembrava do que havia ocorrido, seu pai foi morto, na sua frente, ele se culpou profundamente por isso afinal ele estava tão próximo e mesmo assim não pode salva-lo. Se amaldiçoou por isso, depois ainda era vivido em sua mente o rosto de sua mãe em prantos enquanto um dos guardas a segurava com força excessiva pelos braços e com uma adaga em sua garganta , a ultima coisa de que se lembrava de sua mãe era da voz dela clamando por sua vida que tão logo foi tomada, mas não antes de Hiruzen lhe mandar lembranças em nome de Shikamaru Nara.

Sasuke caiu de joelhos em meio à clareira escura que estava deixando que as lagrimas rolassem por sua face até que a ouviu.

Ele ergueu á cabeça assim que ouviu a voz de Hinata o chamando, a voz de sua amada, ele podia ouvi-la pedindo ajuda, chamando por ele, ele ainda chorava quando se pôs em pé e sai pelo escuro em busca daquela que o chamava quandomais andava mais alto a voz de Hinata ficava até que finalmente Sasuke pode ver uma luz, ele segiu esta luz até estar dentro dela e nesse instante foi cegado, por reflexo fechou seus olhos rapidamente, quando os abriu o rapaz se encontrava ofegante, assustado ele olhou em volta se vendo numa caverna se sentado pode notar que estava sob uma mesa de pedra rustica com algumas velhas em volta de si.

Ao olhar com mais atenção viu um vulto enorme vindo em sua direção, curioso o rapaz estreitou os olhos tentando ver do que se tratava, até que o viu era um lobo gigante dono de olhos dourados como ouro e pelos cinzas como fumaça, olhando em volta viu que existia ali mais lobos gigantes , “uma alcateia” pensou ele.

Ao ouvir um latido fino o rapaz olhou para baixo se deparando com um pequeno filhote de lobo, o filhote era pequeno, possuía pelos brancos como a mais pura neve, seus olhos eram vermelhos sangue. Sasuke não se conteve e logo desceu da mesa se pondo de joelhos e pegando o filhote nas mãos, com tal ato o filhote se aconchegou nele como se o reconhecesse, afagando os pelos do animal Sasuke olhou em volta para ver a reação da alcateia, os animais apenas o olhavam como se o vissem como um deles.

-Vejo que R'hllor, finalmente decidiu traze-lo de volta. Uma voz quebrou o silencio do ambiente, quando Sasuke olhou viu uma mulher vestida no mais fino tecido de cor vermelha, desde sua vestimenta até as joias que ostentava tudo nela era vermelho exceto os cabelos estes eram rosas. – Sou Sakura, uma sacerdotisa de R'hllor, aquele que lhe devolveu a vida.


Notas Finais


Bem pessoal por hoje é isso espero de coração que tenham gostado e por favor não me matem 😅
Logo eu estarei com o próximo capítulo pronto é isso obrigada de verdade por todos que estão lendo, favoritando e comentando isso me deixa muito feliz e motivada a continuar ❤️❤️❤️❤️❤️❤️ o apoio de vocês é muito importante.
Me digam de coração se gostaram o que tão achando.
Beijos 😘 até a próxima ❤️❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...