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História Game Of Thrones ( Sasuhina) - Capítulo 8


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Notas do Autor


Oi pessoal estou eu aqui com mais um capítulo fresquinho para vocês fiz com muito carinho e espero que gostem agora sem enrolação bora pra leitura kkk 😘

Capítulo 8 - Decisões


Fanfic / Fanfiction Game Of Thrones ( Sasuhina) - Capítulo 8 - Decisões

Ainda olhava para a mulher de vermelho à sua frente, não podia acreditar que esse tal deus o trouxera da morte. 

Sakura esperou até que Sasuke absorvesse às informações que lhe foram apresentadas, ela entendia de certa forma, era claro que ser revivido por um deus pouco conhecido tinha lhe devolvido à vida.

-Como vim parar aqui? Perguntou o moreno de forma relutante enquanto o filhote branco permanecia em seu colo, olhando pra Sakura como se a analisasse, os ouros lobos gigantes haviam saído deixando apenas os três ali.

-Seu corpo foi jogado no rio, a correnteza o trouxe até às margens do pequeno rio que passa à cerca de poucos metros daqui. Dizia a mulher calmamente enquanto observava as feições do jovem à sua frente. – A alpha o encontrou enquanto os lobos caçavam, eles o trouxeram até mim. R’hllor, me disse que você ainda possui um papel de extrema importância nas guerras que virão.

-Guerras? Que papel eu poderia desempenhar, meus pais foram mortos, meu irmão está longe os vassalos de minha casa foram mortos e a esta altura aquela desgraçada da Otsutsuki já deve ter se autoproclamado rainha do Norte. Dizia com ódio em sua voz. – Sem dinheiro não há como eu comprar armas, e nem contratar homens para lutarem ao meu lado.

-Não será necessário dinheiro. Sakura falou de forma calma, vendo a expressão de incredulidade de Sasuke, resolveu se explicar. – As guerras civis já começaram, o que antes eram sete feudos agora são novamente reinos distintos, o atual rei tem apenas algumas poucas casas que lutam por seu nome, a morte do Lorde Hyuga e da filha abalou drasticamente a confiança de todos no rei.

O coração de Sasuke lhe pareceu congelar no momento que, Sakura tinha pronunciado a morte de Hiashi e da filha, Hinata. Isso não podia ser verdade, Shikamaru não seria louco a ponto de matar Hiashi e principalmente Hinata. 

-Como é? Ele não podia acreditar no que ouvia, não podia ser verdade.

Sakura ao ver a reação do moreno se compadeceu do mesmo, perde a família e quem se ama tão repentinamente e tão rápido era devastador.

-Shikamaru Nara, o atual rei julgou Hiashi e Hinata como culpados pela morte de Shukaku seu pai. 

“Não” pensou o jovem Uchiha, “ela não”, permitindo que suas lagrimas rolassem por sua face, abaixando a cabeça escondendo seus olhos com a franja caindo-lhe sobre os mesmos.

-A casa No Sabaku, que dominam o território de Dorne, a casa Otsutsuki e a guarda real lutam por ele por enquanto, mesmo assim juntos formam um exército grande.

-Os Hyugas tem um exército poderoso eles conseguiram derrota-los. Dizia o jovem que agora a olhava com os olhos vermelhos pelas lagrimas e pelo ódio que fervia em suas veias.

-Sim, mas desde a morte de Hiashi os exércitos da casa Hyuga lutam contra o exercito da casa Nara, sendo assim estão perdendo homens. A casa Uzumaki ainda permanece neutra assim como a casa Aburame, os Yamanaka já se declararam a favor do rei da campina.

-Neji Hyuga. Completou o moreno.

-Sim. Disse a mulher de vermelho.

-Como então eu poderei ser importante nisso tudo? 

-Você deseja vingança pela morte de seus pais não deseja? Respondeu à pergunta de Sasuke com outra pergunta o irritando.

-É obvio que sim. Disse com ódio explicito em sua voz.

-Você irá até Shisui, lá ele o treinará e você poderá se vingar de Kaguya, depois devera ir até a Muralha em busca de seu irmão, para juntos reconquistarem o Norte.

-Aonde esse Shisui esta? Perguntou relutante a olhando.

-No templo do deus de muitas faces, esse templo se localiza em Braavos, o templo se ergue em um pequeno monte rochoso de pedra negra. Não possui janelas, e tem um telhado de telhas negras. Suas portas esculpidas em madeira possuem três metros e meio de altura. Será fácil de você identifica-lo. Disse por fim.

-Por que deveria confiar em você? perguntou o moreno.

-Não precisa confiar em mim Uchiha Sasuke, por si só você ira até Shisui, ele lhe ensinará como se vingar e dai em diante seu papel na história começa. Dizendo isso a jovem dama de vermelho, se virou saindo da caverna o deixando ali, com apenas o filhote como companhia.

Sasuke deseja vingança á como desejava, ele já ouvira falar desse tal deus, ele era cultuado em Valiria pelo pouco que ouvira. Riu amargamente, ele não tinha mais nada a perder, por que então não ir até sua chance de se vingar? Não conseguia achar nenhuma resposta negativa.

Decidido o jovem se pôs de pé, o filhote o acompanhava de perto enquanto o moreno se dirigia para a saída da caverna, ao chegar lá se deparou com Sakura o esperando com as rédeas de uma égua negra em mãos, os lobos agora se encontravam ao redor das duas.

-Em cima da cela encontrará um muda de roupa e uma pequena bolsa de moedas. Dizia o olhando. 

-E os lobos? Perguntou curioso.

-Pelo que parece eles o decidiram seguir jovem senhor. 

- Aonde você ira agora? 

-Você faz muitas perguntas Uchiha. Dizia sorrindo. – Logo encontrará as respostas para tudo que queira saber. Disse, logo a mulher se virou saindo em meio as arvores.

Sasuke ficou ali por alguns instantes, e então tomado por uma coragem esquecida o jovem pegou a muda de roupa se despindo dos trapos com os quais estava vestido e colocando a calça de couro marrom, que acompanhava uma camisa de algodão cinza, em cima da cela o rapaz também encontrou um manto de pele de urso longo com pelos negros sem excitar ele o pôs sob os ombros.

Antes de montar ele olhou para o filhote que permanecia ao seu lado.

-Você precisa de um nome. Disse-lhe enquanto o olhava. – Garuda combina com você. O jovem lobo pareceu gostar do nome uma vez que, ao ouvir encostou seu focinho nas pernas de Sasuke. 

Logo o moreno montou na égua negra e seguiu a pequena trilha que se embrenhava na tensa mata ao seu redor, os lobos o seguiam de perto e assim Sasuke se dirigia pelo seu caminho para Braavos.


- Castelo Pyke, Ilhas de Ferro – 

Já era noite, quando Shino Aburame o senhor das ilhas de ferro foi chamado por seu meistre até a torre noroeste onde ficava a biblioteca em que o velho insistia em ficar.

Uma forte chuva caia naquela noite, carregando consigo a fúria dos deuses, após algum tempo o jovem senhor atravessou seu castelo chegando à torre noroeste, batendo na porta e logo escutou um “entre” ser dito. Quando entrou encontrou Aemon atrás de sua mesa cheia de papeis.

-Mandou me chamar? Perguntou o jovem cordialmente enquanto se aproximava da mesa do meistre.

-Sim, tenho algo importante para lhe dizer jovem senhor.

-Diga então por favor. Pediu enquanto sentava na cadeira disposta ali.

-A pouco tive uma premonição, nela uma jovem de cabelos loiro prateados montava um enorme dragão negro, e trazia consigo tempos de luz, glória e paz. Dizia o velho observando a feição de seu senhor. – Essa jovem em minha premonição se apresentou como a filha da tormenta, a desafiadora dos deuses, quando vi seu rosto, eu a identifiquei ela é Hinata Targaryen. 

Shino não escondeu a surpresa em sua face ao ouvir aquilo, ele conhecia Hinata ela era a filha de Hiashi Hyuga não era uma filha de dragões. 

-Não é possível que seja a mesma senhora meistre, Hinata é uma Hyuga e foi morta junto do pai. Disse o Aburame.

-Não, meu caro garoto, Hinata está viva e é e sempre foi filha de Viserys Targaryen e Visenya Targaryen, Viserys a mandou para os Hyugas para a esconderem e foi o que aconteceu, a moça conseguiu agora fugir dos chifres do cervo da casa Nara e está em Essos. 

Shino não discordaria de Aemon, afinal ele sempre tivera sonhos proféticos e acima de tudo sempre se mostrou o conhecedor da verdade.

-E aonde eu me encaixo nesse sonho? 

-Você deverá se juntar a ela e a aconselhará junto de seu conselho que irá se formar. Disse o meistre.

-Eu não deveria me juntar a ele agora? Perguntou.

-Ainda não, meu senhor, primeiro ela precisará se encontra e voltar para conquistar aquilo que lhe foi tomado, só então o senhor deve se juntar a ela. 

-Assim eu o farei confia em mim. Disse o mais jovem, decidido.


- Em Essos – 

A princípio não fora fácil. O khalasar levantara o acampamento na manhã seguinte ao casamento, dirigindo-se para leste em direção a Vaes Dothrak, e no terceiro dia HInata pensou que ia morrer. Feridas provocadas pela sela abriram-se em seu traseiro, hediondas e sangrentas. As coxas ficaram em carne viva, as rédeas fizeram nascer bolhas nas mãos, e os músculos das pernas e das costas estavam de tal forma doloridos que quase não era capaz de se sentar. Quando caía o crepúsculo, as criadas tinham de ajudá-la a desmontar.

Nem mesmo as noites traziam alívio. Khal Hashirama a ignorava enquanto viajavam, tal como a ignorara durante o casamento, e passava o começo da noite bebendo com seus guerreiros e companheiros de sangue, competindo com seus melhores cavalos, vendo mulheres dançar e homens morrer. Hinata sabia que não tinha lugar naquelas partes de sua vida. Era abandonada para jantar sozinha ou com Sor Naruto seu velho amigo e com Kimimaro, para depois chorar até adormecer sem poder se juntar a seus filhos. Mas todas as noites, em algum momento antes da alvorada, Hashirama vinha à sua tenda e a acordava na escuridão para montá-la tão implacavelmente como montava seu garanhão. Possuía-a sempre por trás, à moda dothraki, e a jovem Targaryen sentia-se grata por isso; dessa maneira, o senhor seu marido não podia ver as lágrimas que lhe molhavam o rosto, e podia usar a almofada para abafar seus gritos de dor. Quando acabava, ele fechava os olhos e começava a ressonar baixinho, e a jovem se deitava ao seu lado, com o corpo dolorido e machucado, com dores demais para dormir.

Os dias seguiram-se a outros, e as noites seguiram-se a outras, até Hinata compreender que não conseguia suportar aquilo nem mais um momento. Uma noite decidiu que preferia se matar em vez de continuar…

Mas antes ela foi até a tenda em que mantinham seus filhos presos ao entrar se ajoelhou na frente de onde seus filhos estavam acorrentados chorava enquanto os mesmos tentavam se aproximar dela. 

-E-eu... eu não protegi meu pai, não protegi meu amigo, e nem protegi vocês. Dizia com as lágrimas marcando o rosto pálido, Aioina estava mais próximo se aproxima da mãe a olhando com preocupação, ele ja havia a visto ficar com o semblante triste, mas nunca vira chorar. - Que tipo de dragão eu sou? Não protegi meus filhos e agora estamos nesse lugar por minha culpa. 


Aioina rosna como se quisesse chamar a atenção de sua mãe e quando a mesma o olha ele se aproxima mais e com o pequeno focinho encosta onde as lagrimas escorriam no intuito de seca-las, Taka tentou levantar voo mas falhou, no entanto conseguiu se aproximar da mãe e do irmão e assim como o irmão, se esfregou em sua mãe tentando encoraja-la. 

Kura estava mais afastada e não pode se aproximar, mas a mesma soltava algumas fagulhas de chamas no mesmo intuito dos irmãos. Hinata sentindo o carinho e o encorajamento daqueles pequenos gestos vindos de seus filhos, sentiu coragem, pela primeira vez desde que deixara as planíces, e naquele momento ela decidiu levar a sério seus sonhos e as palavras de Kurenai " Você é um dragão, então aja como um"

Depois disso a dona dos cabelos agora loiros platinados se levantou e com a chave que ali estava disposta libertou seus filhos que voaram até ela e como no dia de seu casamento, Aioina foi o primeiro a chegar rugindo em felicidade assim sua mãe lhe estendeu o braço para pousar, Kura pousou sobre o colo da mesma, e este recebeu um afago na cabeça, Taka chegara por último se apoleirando sobre o ombro dela se esfregando no pescoço da mesma. Assim Hinata saiu daquela tenda e rumou de volta para a sua chamando a atenção dos dothrakis, nenhum homem ousou impedi-la afinal ela era a khaleesi, olhares de respeito lhe eram dirigidos. 

Naquela noite quando se deitara com seus filhos aos seus pés voltou a sonhar o sonho do dragão. Daquela vez Shikamaru não estava nele. Só ela e o dragão. Suas escamas eram negras como a noite, mas luzidias de sangue. Hinata sentiu que aquele sangue era dela. Os olhos do animal eram lagoas de magma derretido, e, quando abriu a boca, a chama surgiu, rugindo, num jato quente. A khaleesi podia ouvi-lo cantar para ela. Abriu os braços ao fogo, acolheu-o, para que ele a engolisse inteira e a lavasse, temperasse e polisse até ficar limpa. Podia sentir sua carne secar, enegrecer e descamar-se, sentia o sangue ferver e transformar-se em vapor, mas não havia nenhuma dor. Sentia-se forte, nova e feroz.

no dia seguinte, estranhamente, pareceu-lhe que não doía tanto. Foi como se os deuses a tivessem escutado e tivessem se apiedado. Até as criadas repararam na mudança.

– Khaleesi – disse Haku–, que houve? Está doente?

– Estava – ela respondeu, enquanto Aioina se apoleirava no ombro dela, e Taka no outro ombro e Kura, pousou no braço que ela lhe tinha estendido. 

Daquele momento em diante, cada dia foi mais fácil que o anterior. As pernas ficaram mais fortes; as bolhas arrebentaram e as mãos ganharam calos; as moles coxas enrijeceram, flexíveis como o couro.

O khal ordenara à Saorin que ensinasse HInata montar à moda dothraki, mas sua verdadeira professora era a potranca. A égua parecia conhecer-lhe os estados de alma, como se partilhassem uma mente única. A cada dia que passava,sentia-se mais segura sobre a sela. Os dothrakis eram um povo duro e sem sentimentalismos, e não tinham o costume de dar nome aos animais; mesmo assim Hinata pensava no animal com o nome de Luna. 

À medida que a viagem foi deixando de ser uma provação, a Targaryen começou a reparar nas belezas da terra que a rodeava. Cavalgava à frente do khalasar com Hashirama e seus companheiros de sangue, e assim encontrava todas as regiões frescas e intactas. Atrás deles, a grande horda podia rasgar a terra e enlamear os rios e levantar nuvens de pó que dificultavam a respiração, mas os campos à sua frente estavam sempre viçosos e verdejantes.

Atravessaram as colinas onduladas de Norvos, deixando para trás fazendas de campos amurados e pequenas aldeias onde o povo observava ansioso, de cima de muros brancos de estuque. Atravessaram pelo vau três largos rios plácidos e um quarto que era rápido, estreito e traiçoeiro, acamparam ao lado de uma grande catarata azul e rodearam as ruínas tombadas de uma vasta cidade morta, onde se dizia que os fantasmas gemiam por entre enegrecidas colunas de mármore. Correram por estradas valirianas com mil anos de idade, retas como uma flecha dothraki. Ao longo de meia lua, atravessaram a Floresta de Qohor, onde as folhas formavam uma abóbada dourada muito acima deles e os troncos das árvores eram tão largos como portões de uma cidade. Havia grandes alces naqueles bosques, tigres malhados e lêmures de pelo prateado e enormes olhos púrpuros, mas todos fugiram antes que o khalasar se aproximasse por isso Hinata não chegou a vislumbrá-los.

A essa altura, sua agonia era uma lembrança que se desvanecia, a viajem agora lhe era encantadora, seus filhos a acompanhavam por todo o tempo algumas vezes voado baixo acima de sua cabeça, quando cansavam pousavam na anca de Luna para descansarem. Ainda se sentia dolorida depois de um longo dia de viagem, mas, de algum modo, agora a dor incorporava certa doçura, e ela subia de boa vontade para a sela todas as manhãs, ansiosa por saber que maravilhas a esperavam nas terras que se estendiam à frente. Começou a encontrar prazer até mesmo nas noites, e embora ainda gritasse quando Hashirama a possuía, nem sempre era de dor.

–O Mar Dothraki – disse Naruto ao puxar as rédeas do cavalo e parar ao lado dela no topo da colina. A seus pés, a planície estendia-se imensa e vazia, uma vasta extensão plana que atingia e ultrapassava o horizonte distante. Foi um mar, pensou a jovem. Para lá do lugar onde estavam não havia colinas nem montanhas, nem árvores, cidades ou estradas, apenas a mata sem fim, cujas folhas altas ondulavam como ondas quando o vento soprava.

– É tão verde – ela admirou. 

– Aqui e agora – concordou o loiro. – Tem de vê-lo quando floresce, flores vermelhas escuras de horizonte a horizonte, como um mar de sangue. E quando chega a estação seca, o mundo fica da cor de bronze velho. E isto é apenas a hranna, minha doce amiga. Há ali cem tipos de plantas, amarelas como limão-siciliano e escuras como índigo, azuis e cor de laranja, e as que são como arco-íris. E dizem que nas Terras das Sombras, para lá de Asshai, há oceanos de erva-fantasma, mais alta que um homem a cavalo e com caules tão claros como vidro leitoso. Mata todas as outras plantas e brilha no escuro com os espíritos dos condenados. Os dothrakis dizem que um dia a erva-fantasma cobrirá o mundo inteiro, e então toda a vida terminará.

– Não quero falar disso agora – ela retrucou. – Isto aqui é tão lindo que não quero pensar na morte de tudo.

– Como desejar, khaleesi – disse respeitosamente, se orgulhando do amadurecimento e superação de sua querida amiga.

Hinata ouviu o som de vozes e virou-se para olhar para trás. Ela e Naruto tinham se distanciado do resto da comitiva, e agora os outros subiam a colina. Os movimentos da criada Saorin e dos jovens arqueiros de seu khas eram fluidos como centauros, mas Kimimaro ainda lutava com os estribos curtos e a sela plana. Nunca deveria ter vindo. Orochimaru insistira com ele para que esperasse em Pentos, oferecera-lhe a hospitalidade de sua mansão, mas o mesmo nem quisera ouvir falar do assunto. Queria ficar com Hashirama até que a dívida fosse paga, até ter a coroa que lhe fora prometida. “E se ele tentar me enganar, aprenderá, para sua desgraça, o que significa acordar o dragão”, ele garantira, pousando a mão na espada emprestada. O dia estava bastante perfeito. O céu era de um azul profundo, e muito acima deles Aioina e os irmãos voavam em círculos. O mar de plantas oscilava e suspirava a cada sopro do vento, o ar batia-lhe morno no rosto, e Hinata finalmente se sentia em paz. Não deixaria que Kimimaro estragasse tudo.

– Espere aqui – disse a jovem Targaryen para Naruto. – Diga a todos para ficar. Diga que eu estou ordenando.

O cavaleiro sorriu. Naruto era um homem lindo, ombros largos bem moldurados pela leve roupa que usava, era dono de um corpo forte e definido como era esperado de um cavaleiro, os cabelos loiros, eram como ouro sob sua cabeça suas marcas de nascença nas bochechas eram um charme a mais para as mulheres. 

– Está aprendendo a falar como uma rainha, Hinata.

– Uma rainha, não – ela respondeu. – Uma khaleesi. Dito isso fez girar o cavalo e galopou sozinha encosta abaixo. A descida era íngreme e rochosa, mas Hinata cavalgou destemidamente, e o júbilo e o perigo daquilo eram uma canção em seu coração.

Hinata conseguia ouvi-lo no topo da colina, com a voz esganiçada de raiva enquanto gritava a Naruto. Ela avançou, submergindo-se mais profundamente no Mar Dothraki.

O verde a engoliu. O ar estava enriquecido com os odores da terra e das plantas, misturados com o cheiro do cavalo, do suor de Hinata e do óleo em seus cabelos. Cheiros dothrakis. Pareciam pertencer àquele lugar. Ela respirou tudo aquilo, rindo. Teve uma súbita vontade de sentir o chão debaixo dos pés, de fechar os dedos sobre aquele espesso solo negro. Desmontando, deixou Luna pastando enquanto descalçava as botas de cano alto.

Quando ouviu um rugido reconhecendo ser de Aioina quando olhou para trás viu Kimimaro chegou junto dela tão subitamente como uma tempestade de verão, com o cavalo se empinando quando puxou as rédeas com demasiada força.

– Como se atreve? – ele gritou com ela. – Dar ordens a mim? A mim? – saltou do cavalo, tropeçando ao pisar no chão. Seu rosto estava corado quando se pôs em pé. Agarrou-a e a sacudiu. – Esqueceu-se de quem é? Olhe para você. Olhe para você!

Hinata não precisava se olhar. Estava descalça, com os cabelos oleados, usando couros dothrakis de montar e um vestido pintado que lhe fora dado como presente de noivado. Parecia pertencer àquele lugar. Ao contrário de kimimaro estava sujo e manchado, vestido com suas sedas citadinas e cota de malha.

– Você não dá ordens ao dragão. Entende isto? Eu sou o Senhor dos Sete Reinos, não receberei ordens de uma puta qualquer de chefe de horda, está ouvindo? – introduziu a mão sob o vestido dela, enterrando dolorosamente os dedos no seio. – Está ouvindo?

Hinata o afastou com um forte empurrão, logo Kura desceu num voo razante pousando sobre o ombro dela, tão logo Taka e Aioina se juntaram a ele, as estes atrás de sua mãe lançando rugidos de advertência à Kimimaro.

Kimimaro a fitou, com os olhos lilás incrédulos, dando um passo para trás. Ela nunca o desafiara. Nunca lutara. A raiva distorceu suas feições. Ela sabia que ele agora a machucaria, e muito.

Crac.

O chicote fez um som de trovão. A ponta enrolou-se no pescoço de Kimimaro e o atirou para trás. Ele se estatelou na grama, atordoado e estrangulado. Os cavaleiros dothrakis gritavam enquanto ele lutava por se libertar. O dono do chicote, o jovem Tobirama, arriscou uma pergunta. Mas Hinata não compreendeu suas palavras, mas então Haku chegou, com Naruto e o resto de seu khas.

– Tobirama pergunta se deve matá-lo, khaleesi – disse.

– Não. Respondeu Hinata de forma séria.

Tobirama por sua vez compreendeu aquilo. Um dos outros ladrou um comentário, e os dothrakis riram. Haku se virou para kimimaro.

– Quaro pensa que deve cortar uma orelha para lhe ensinar respeito. Disse a jovem.

O “tio” estava de joelhos, com os dedos enterrados sob os anéis de couro, gritando incoerentemente, lutando por ar. O chicote enrolava-se apertado na traqueia.

– Diga-lhes que não o quero ferido. Pediu Hinata.

Haku repetiu suas palavras em dothraki. Tobirama deu um puxão no chicote, sacudindo Kimimaro como uma marionete na ponta de uma corda. Ele se estatelou de novo, livre do abraço de couro, com uma fina linha de sangue sob o queixo, no local onde o chicote cortara profundamente a pele.

– Eu o preveni do que aconteceria, senhora. Disse Naruto se aproximando. – Disse-lhe para ficar na colina, conforme havia ordenado.

– Eu sei que sim – respondeu Hinata ficou observando Kimimaro, que jazia no chão, inspirando ruidosamente, corado e soluçando. Era uma coisa digna de pena. Sempre fora. Por que nunca antes tinha compreendido? Havia um lugar oco dentro dela, o lugar onde estivera seu medo.

– Tome o cavalo dele – ordenou a Naruto. Kimimaro a olhou de boca aberta. Não conseguia acreditar no que ouvia e Hinata tampouco conseguia acreditar muito bem no que dizia. No entanto, as palavras vieram. – Que meu “tio” caminhe atrás de nós até o khalasar. Entre os dothrakis, o homem que não monta a cavalo não é homem nenhum, o mais vil dos seres vis, sem honra nem orgulho. – Que todos o vejam tal como é.

– Não! – Kimimaro gritou furioso. Virou-se paraNaruto, suplicando na língua comum, com palavras que os cavaleiros não compreenderiam. – Bata-lhe, Uzumaki. Machuque-a. É seu rei que está ordenando. Mate esses cães dothrakis e dê-lhe uma lição.

– Ele andará, khaleesi – Naruto decidiu. Agarrou as rédeas do cavalo, enquanto Hinata montava sua prata.

Kimimaro sentou na terra. Manteve-se em silêncio, mas recusou-se a andar, e seus olhos estavam cheios de veneno ao vê-los se afastar. Em pouco tempo estava perdido por entre as plantas altas. Quando deixaram de vê-lo Hinata ficou temerosa.

– Ele conseguirá descobrir o caminho de volta? – perguntou a jovem para Naruto enquanto caminhavam.

– Mesmo um homem tão cego como ele deve ser capaz de seguir nosso rastro – respondeu o cavaleiro.

– Ele é orgulhoso. Pode se sentir muito envergonhado para regressar.

– Para onde mais pode ir? Se não conseguir encontrar o khalasar, certamente o khalasar o encontrará. É difícil morrer afogado no Mar Dothraki, Hina. Dizia o loiro enquanto ria.

A moça compreendeu a verdade daquelas palavras. O khalasar era como uma cidade em marcha, mas não marchava às cegas. Batedores patrulhavam o terreno bem à frente da coluna principal, alerta a qualquer sinal de caça ou inimigos, enquanto os outros guardavam os flancos. Não deixavam passar nada, especialmente ali, naquela terra, naquele lugar que lhes dera origem. Aquelas planícies eram uma parte deles… e agora também dela.

– Eu bati nele. Disse Hinata, com espanto na voz. Agora que o confronto terminara, parecia um estranho sonho que tivera. – Naruto … ele estará tão zangado quando regressar. Estremeceu. – Acordei o dragão, não acordei?

– É capaz de acordar os mortos, pequena? Seu tio Rhaegar foi o último dragão e morreu no Tridente. Kimimaro é menos que a sombra de uma serpente.

Naruto sabia da real linhagem de Hina após um dia em que visitou seu amigo Shino Aburame e conversou com o meistre do mesmo que logo revelará a real origem da menina e o pediu para que a protegesse quando fosse a hora.

– Você… lhe prestava vassalagem…

– É verdade, pequena – disse o loiro a seu lado. – E se seu “tio” é a sombra de uma serpente, em que é que isso transforma os seus servos? – a voz dele soava amarga.

– Ele ainda é o verdadeiro rei. Ele é…

– Agora a verdade. Gostaria de ver Kimimaro sentado num trono? Perguntou a ela.

– Não seria um rei lá muito bom, não é?

– Já houve piores… mas não muitos – o cavaleiro esporeou o cavalo e retomou a viagem.

– Mas, mesmo assim. Disse. - O povo o espera. Orochimaru diz que o povo borda estandartes do dragão e reza para que o filho bastardo do ei louco o sobrevivente regresse através do mar estreito para libertá-lo.

– O povo reza por chuva, filhos saudáveis e um verão que nunca termine. Naruto proferiu. – Não lhe interessa se os grandes senhores lutam suas guerras de tronos, desde que seja deixado em paz – encolheu os ombros. – E nunca é.

A jovem seguiu em silêncio durante algum tempo, ordenando as palavras do companheiro como se fossem um quebra-cabeça. Pensar que o povo podia se importar tão pouco se seu soberano era um rei verdadeiro ou um usurpador.

– E por quem reza Naruto? Perguntou.

– Pela pátria – disse ele, a voz carregada de saudade.

– Eu também rezo pela pátria – disse ela, acreditando no que dizia.

– Então olhe em volta, khaleesi. Riu Naruto lhe dirigindo as palavras.

Mas não foram as planícies que Hinata viu então. Foi Porto Real e a grande Fortaleza Vermelha que Aegon, o Conquistador, tinha construído. Foi Pedra do Dragão, onde nascera. No olho de sua mente, esses lugares ardiam com mil luzes, um fogo em brasa em cada janela. No olho de sua mente, todas as portas eram vermelhas.

– Kimimaro nunca recuperará os Sete Reinos. Disse a jovem de olhos perola compreendendo que já sabia disso havia muito. Soubera-o por toda o tempo em que esteve presa por kimimaro. Não se permitirá dizer as palavras, nem mesmo num sussurro, mas dizia-as agora para que Naruto e todo mundo as ouvisse.

– Pensa que não? Perguntou o cavaleiro de olhos cor do céu.

– Ele não lideraria um exército mesmo se o senhor meu marido lhe oferecesse. Hinata respondeu de forma simples. – Não tem nem uma moeda, e o único cavaleiro que o segue o insulta dizendo que é menos que uma serpente. Os dothrakis zombam de sua fraqueza. Ele nunca nos levará para casa.

– Criança sensata – o cavaleiro sorriu.

– Não sou criança nenhuma. Lhe disse com ferocidade enquanto o olhava, logo Taka, Kura e Aioina se aproximaram dela pousando na anca de Luna, enquanto Hinata cutucava as laterais de sua potranca a colocando num galope se distanciando de Naruto.


Notas Finais


Bem pessoal por hoje isso espero de coração o que tenham gostado obrigada de verdade por todos que estão ;o lendo, favoritando e comentando isso me deixa muito feliz e motivada a continuar ❤️❤️❤️❤️❤️❤️ o apoio de vocês é muito importante. Me digam se gostaram o que achando. Beijos no coração até próxima ❤️❤️

E muito muito obrigada mesmo por todo o carinho e paciência de vocês muito obrigada mesmo e para alegrar vocês um pequeno aviso sabe aquela frase "vacilão morre cedo"? Kkkk o kimimaro vai sentir isso logo logo


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