História Game Over - L.S - Capítulo 2


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Categorias Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Steve Aoki, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Larry, One Direction
Visualizações 7
Palavras 2.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


2/3

Capítulo 2 - Level One


-x- Just the Beggining -x 

"Quando vamos nos ver de novo?", pergunta pela décima vez, no mínimo, o ômega que estava deitado nú na cama, sem nem se preocupar em se cobrir com algum lençol, enquanto observa Harry se vestir apressadamente, pegando suas coisas que estavam jogadas no quarto.

"Não sei.", fala simples, sem nem mesmo se lembrar o nome do menino e não se importando em saber.

"Por que não fica mais um pouco?", se põe de joelhos na cama, sentado em seus calcanhares, enquanto faz um bico com os lábios grossos, encarando o maior que não se deu o trabalho de o olhar de volta.

"Escola.", joga a palavra, procurando por sua carteira, a encontrando em cima da cômoda ao lado da cama e logo ouve um choramingo que o fez revirar os olhos.

"Falte!", exclama, não obtendo respostas e bufando. "Então podemos marcar algo?", tenta mais uma vez, com uma expressão triste tomando conta de seu rosto.

Harry termina de calçar suas botas, indo direto para a porta do quarto. "Talvez", é a única coisa que diz, enquanto sai do cômodo sem sequer olhar para trás.

Claro que ele não marcaria nada, mas é sempre bom ter uns contatos, se precisar.

Enquanto ele fecha a porta do apartamento, procura em sua mochila a chave do carro e caminha pelo corredor do andar, sentindo olhares tortos de vizinhos, que com certeza ouviram tudo o que aconteceu na noite passada, o que realmente não foi algo muito silencioso.

Provavelmente o garoto receberá bastantes olhares como os que ele recebeu, mas Harry não se importa, nunca mais voltará lá, de qualquer maneira.

Ainda era cedo, dava tempo de ir para casa e se arrumar rapidamente, talvez perdesse a primeira aula outra vez, mas nada que o preocupasse.

-x-

"Está atrasado...", sussurra o moreno quando Styles entra na sala e se senta logo atrás.

"Eu sei!", fala ainda baixo, se arrumando na cadeira quando vê a professora Alfa, Márcia, de educação física chegar, avisando que hoje era para todos irem para a quadra.

A maioria dos alunos festejaram, pegando suas mochilas e saindo. Os dois amigos se levantam, repetindo as ações dos outros e andando pelos corredores.

"Não vai me perguntar a razão do meu atraso?", sorri de lado, levantando uma sobrancelha e encarando o moreno.

"Não. Eu sei. Pegou outro ômega qualquer por aí, agora quer que eu pergunte pra você apenas dizer que adicionou mais um à sua lista, sem nem mesmo lembrar o nome dele ou dela. Me poupe dos detalhes, por favor!"  fala rápido, vendo o amigo revirar os olhos. "É sempre a mesma coisa, Harry, você não aquieta esse pinto, espero que pegue uma doença!", vira o corredor, sendo seguido pelo mais alto que gargalhava.

"Oh, meu caro amigo... Isso é falta de sexo!", exclama, sem nem se importar com a repreensão do amigo. "Ele era virgem, Zayn!", diz, orgulhoso, recebendo um outro olhar feio. "Ele que me chamou pra casa dele, meu charme apenas ajudou... O que posso fazer, se sou tão irresistível?", foi a vez de Malik gargalhar em deboche, enquanto nega com a cabeça.

Um silêncio tomou conta quando os dois viram um ômega de roupas completamente pretas e cabelos escondidos por um capuz passar de cabeça baixa. Harry o seguiu com o olhar, não deixando de perceber o volume que era escondido – mas ainda visível – pela camisa longa na parte de trás do pequeno corpo do garoto.

"Aquele ômega é... -diferente." Zayn diz a coisa que metade da escola falava, usando "diferente" para substituir "estranho", "esquisito", entre outras palavras.

Mas Zayn realmente o achava diferente, apenas isso. Não é algo ruim, é?

"Ele é esquisito, isso sim!", o alfa fala, sendo repreendido novamente pelo outro, o que o fez revirar os olhos. "Ah, vamos lá! Ele é totalmente estranho... Sempre de preto, olhando para baixo, sozinho e os olhos dele são quase cinzas, como se não tivesse sentimentos!", chega no vestiário, deixando a mochila em cima de seu armário.

Logo, sente um movimento abrupto vindo do amigo e o encara. Seu rosto estava estampando sua maior expressão de raiva, enquanto ele parecia tentar conter algo, porém sem ter muito sucesso.

"Quer falar de sentimentos, Harry Styles? Você, que acabou de dizer que tirou a virgindade de um garoto, só pra ter mais um em sua listinha idiota, e provavelmente nunca mais vai olhar na cara dele?! E o pior: não é a primeira vez que isso acontece. Você chegou a pensar nos sentimentos daquele menino? Nos de todas as outras pessoas que você iludiu? Eu acho que não, porque continua com essa palhaçada. Apenas quero que saiba: corações não são brinquedos! Então, até que isso não entre em sua cabeça dura, não venha falar de sentimentos comigo!", esbraveja, parado em frente ao outro e o enviando um último olhar antes de sair do vestiário.

O beta estava realmente irritado. Esse não era o Harry que conheceu um dia, seu amigo. Desde que o alfa chegou com a ideia da tal lista, Zayn achou que era apenas uma brincadeira de mau gosto, mas depois de um tempo viu que era algo sério.

Durante anos, Malik apenas ouvia as histórias, uma pior que a outra. Na maioria das vezes Styles ajudava eles no período do cio, nada sério. Já viu diversos ômegas atrás de Harry sendo completamente ignorados. Isso não tem graça, mas ainda assim o moreno persiste, com a esperança de que talvez o Alfa volte a ser a pessoa maravilhosa que era, e quem sabe comece um verdadeiro relacionamento com alguém.

"Atenção, todos aqui!", a professora grita assim que chegam na quadra principal, conseguindo com que todos os alunos voltem seus olhares para ela. "A professora de história de vocês, como alguns devem saber, entrou em licença essa semana, por conta da gravidez. Isso significa que terão horários vagos durante um período-", é interrompida por comemorações, mas logo volta a falar, assim que consegue silêncio, "mas isso até conseguirem alguém para substituí-la até que ela possa voltar às aulas, o que não deve demorar. O último horário será vago, já que eu estou adiantando com minha aula. Somente isso, podem começar com os exercícios!".

Durante toda a fala de Márcia, Harry apenas permanecia surpreendentemente quieto, pensando no motivo pelo qual Zayn teria ficado tão irritado de repente. Por que o amigo ficou bravo com ele? Styles não era culpado se os ômegas o queriam, o que iria fazer? Negar? Isso estava fora de questão!

"Vamos, Styles, se mexa!" Harry se vira rapidamente, segurando apenas por reflexo a bola de basquete que vinha em direção à sua cabeça.

-x-

Louis acordou perdido em meio aos cobertores e travesseiros, seus olhos queriam continuar fechados, mas, com muito esforço, conseguiu abri-los, encontrando a escuridão de seu quarto. Passou a parte traseira da mão nos olhos que ardiam.

O ômega havia dormido à tarde, e agora não sabia nem mesmo em que ano estava. Não se importaria em só acordar depois de uma década, ou não acordar, tanto faz.

Com as mãos e os olhos levemente fechados, começou a procurar o celular pelos cobertores, demorando um pouco até encontrá-lo na ponta da cama, prestes a cair. Pegou o mesmo, apertando o botão e agradecendo por sempre deixar a iluminação no mínimo. 23:49.

Bufou, jogando o aparelho em algum lugar no colchão e se sentando na cama, passando a observar o cômodo pouco iluminado pela luz da lua. Sua janela estava aberta, o que fazia o vento frio invadir sem piedade o lugar. Ele se jogou novamente na cama, olhando sem expressão para o teto.

Minutos depois, decidiu que seu estômago já havia o incomodado demais, pedindo para ser atendido. Realmente, a última refeição de Louis foi uma salada de frutas de manhã, antes de ir à escola.

Levou os pés para fora do colchão, longe dos lençóis e edredons, logo deixando-os abrigados por uma pantufa azul que foi presente de Diana, uma das empregadas mais antigas da casa. Azul com a desculpa de que preto, cinza e branco não eram as únicas cores existentes no mundo e que iria combinar com ele. Não costumava usá-las, afinal azul não era uma cor que o agradava, mas foi um presente e ele iria apenas no andar de baixo, pegar algo e subir para seu quarto. Simplesmente.

Saiu do quarto, encontrando o andar de cima vazio até onde sua visão alcançava. A maioria dos empregados já haviam voltado para casa e os que dormiam ali provavelmente estariam em seus devidos quartos, enquanto Mark nem deveria lembrar da existência do lugar, já que era literalmente um milagre vê-lo ali, então seria um caminho sossegado.

Desceu as escadas sem pressa alguma, logo seguindo para a cozinha distraidamente. Abriu a geladeira à procura de algo para comer, encontrando outra porção de salada de frutas separada em um pote pequeno, provavelmente deixado por Diana, que se preocupa bastante com sua alimentação. No mínimo, a mulher não conseguiu acordar Louis durante a tarde, já que a porta estava trancada. Se sentou em um dos bancos ali perto, levando algumas frutas cortadas em direção à boca e mastigando-as.

O pote já se encontrava vazio depois de poucas colheradas, mas o estômago de Louis continuava a pedir para ser alimentado. Bufou irritado, dando um salto para sair do banco alto e se dirigindo novamente à geladeira, procurando por mais salada, ou qualquer outra coisa que o chamasse a atenção e fizesse sua fome passar.

Escolheu pegar um pedaço da torta de morango que estava realmente convidativa, colocando-a em cima do mármore preto da cozinha e indo em busca de um prato. Quando descobriu onde os pratos ficavam se virou novamente, encontrando a pessoa que ele menos esperava ali.

Mark.

O Tomlinson mais velho estava parado perto da entrada, com os braços cruzados em frente ao peitoral e os ombros erguidos em uma postura perfeita, vestindo um terno básico, preto. Sua expressão estava indecifrável, mas – julgando pela pessoa – Louis sabia que nada de bom viria. Só que, o surpreendendo totalmente, Mark deu uma risada baixa e sem graça, mas ainda assim... uma risada!

Seus passos de sapatos sociais eram duros e demorados, seguindo até perto dos bancos altos onde Louis estava sentado poucos minutos atrás. Seus olhos analisavam atentamente cada local da cozinha impecavelmente organizada, apenas encontrando o pequeno pote vazio, mas ainda sujo, e a torta de morango perfeitamente decorada. Não demorando, sua visão voltou para o menor que permanecia parado e silencioso, bons passos de distância, mas não quilômetros ou um oceano, como os dois preferiam.

"Louis,", fala com a voz grossa, vendo o menino corrigir a postura rapidamente, antes que o outro comece a ofendê-lo. O que obviamente não funcionou, "por que come tanto? Por acaso está grávido?", diz debochadamente. Mark sempre achava uma forma de lembrá-lo que é ômega, e agora não seria diferente.

O alfa acha ridículo o fato de existirem homens ômegas, o que é completamente normal no mundo – nos dias atuais, aproximadamente 28℅ dos ômegas são de sexo masculino –, menos em sua cabeça. E, o fato de seu único filho ser um ômega não o fez mudar de opinião, muito pelo contrário, apenas abominar o garoto mais e mais, a ponto de nem mesmo o chamar de filho.

"Acha que está podendo comer dessa forma? Está gordo, Louis! Quanto mais gordo, mais feio fica. Deveria se cuidar, já basta ser um mísero ômega.", fala a palavra com completo desdém.

Não era a primeira vez – e bem provavelmente não seria a última – que o alfa fala sobre sua aparência. Cada ofensa fazia Louis ficar mais neutro quanto a isso, afinal ele já tinha entendido, já havia aceitado que não era atraente. Também não se importava!

As palavras de Mark haviam sido decoradas em sua mente, o mesmo raciocínio, o mesmo tom de voz, a mesma meta: atingir a auto estima do menor, para que o mesmo sempre lembre da aberração que é. Para o mais velho isso soa como nada menos que um favor, o mantendo na realidade.

Os olhos de Louis permaneciam focados no homem à sua frente, imaginando como seria ter um pai. Não que o fizesse falta, mas ele apenas queria saber se todos os outros eram dessa maneira, ou cada um realmente recebe o que merece.

O mais velho percebeu que a cor dos olhos, que antes era um azul brilhante e marcante, agora estava mais morta do que a última vez que o viu, no início do ano, e então pôde sorrir satisfeito. Mesmo sem Louis demonstrar sentimentos – o que foi adquirido pelo ômega, como um caminho menos complicado de seguir –, poderia notar que seu objetivo havia sido alcançado.

"Vê se não come toda a comida da casa. Espero que pelo menos consiga subir as escadas.", se virou, soltando um riso baixo, como se aquela tivesse sido uma piada qualquer.

Louis permaneceu da mesma forma durante bastante tempo, apenas piscando algumas vezes. Assim que se moveu, seus olhos foram em direção à torta, o fazendo andar até a mesma, colocar o prato ao lado do pote para ter as duas mãos livres, e segurar o objeto pesado em que a comida havia sido posta, seguindo o caminho curto até a geladeira, abrindo a porta com o pé direito e colocando a torta ali, sentindo sua barriga exclamar por um pedaço dela.

Fechou a porta do quarto lentamente, assim que entrou no mesmo, deixando suas pantufas no chão organizadamente e deitando em sua cama. Puxou um dos cobertores, cobrindo apenas abaixo do ombro e tentando ignorar os sons estranhos que vinham de sua barriga. Se distraiu olhando a janela, mais especificamente a lua, que o trazia péssimas lembranças. Sua visão correu de volta para dentro do quarto, sendo recebida apenas pelos mesmos móveis nada interessantes de sempre.

Fechou os olhos e suspirou, buscando novamente pelo sono que demorou a chegar.

-x- Numb - Linkin Park -x-

Eu me tornei tão indiferente,

Não posso sentir você daqui. 

Me tornei tão cansado, 

Muito mais consciente.

Estou me tornando isto, 

Tudo o que eu quero fazer 

É ser mais como eu sou,

E menos como você é.

Você não pode ver que está me sufocando? 

Me segurando tão apertado, 

Com medo de perder o controle

Pois tudo o que você pensou que eu pudesse ser 

Desmoronou bem na sua frente

Essa música ainda vai aparecer bastante :) xx


Notas Finais


O último de hoje sai daqui a pouco...


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