História Game Over - L.S - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Steve Aoki, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Larry, One Direction
Visualizações 6
Palavras 4.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Level Two


-x Little Hands -xx-

Louis havia acordado tarde. Muito tarde.

Normalmente o ômega acorda assim que o sol nasce, ou antes, pois sempre dorme cedo por conta de não ter nada mais interessante para fazer. Mas hoje foi diferente, culpando ele mesmo por ter dormido durante todo o período da tarde no dia anterior, Louis acordou faltando 30 minutos para a primeira aula, fazendo-o perder a mesma.

Com toda a pressa, Tomlinson pulou o café da manhã. Não somente por isso, provavelmente Mark havia dormido lá, e a única coisa boa de sua manhã foi não ter encontrado com o homem pelos corredores, não queria brincar com essa sorte repentina. Diana não foi vista também, mas se a mais velha tivesse o visto passar sem comer nem mesmo uma fruta, ele com certeza não sairia de casa.

Mas, agora, depois de levar uma "pequena" reclamação do professor de filosofia por ter chegado em sua aula atrasado, estava tudo bem. Após todo o atraso e o belíssimo e nada curto discurso que ele teve que ouvir sobre ter responsabilidade, agora Louis estava com a cabeça latejando de dor, fazendo-o lutar para manter os olhos abertos, mas agradece por não ter visto nem a sombra de um ômega irritante dos cabelos loiros e olhos curiosos.

Todos os sons emitidos, por mínimos e mais distantes que estejam, se transformaram em algo agonizante para os ouvidos do menor, seus olhos ardiam e seu estômago revirava, parecendo se encolher. Na terceira aula já estava insuportável, e as explicações de matemática, antes fáceis e simples para o ômega, pareciam confusas, como se estivessem sendo faladas em outro idioma.

Assim que a professora se senta, parando de explicar o assunto novo deixado no quadro, Louis levanta, sentindo uma tontura na hora, mas logo recolhendo suas coisas lentamente, tentando parecer o mais normal possível para evitar interrupções desnecessárias, mesmo sabendo que ninguém estava ao menos ligando para sua movimentação durante a aula. 

Seus passos são curtos e lentos até a mesa, parando em frente a mesma. Louis murmura, chamando a atenção da ômega de cabelos lisos e castanhos. Quando Tomlinson tem os olhos lançados em sua direção, suspira, tentando ignorar a dor de cabeça e começando a falar.

"Licença, senhora Anne...", começa educadamente, da maneira mais plena que conseguia.

"Sim, Tomlinson?", a mulher sorri gentil, mas um pouco surpresa. "Alguma dúvida?", pergunta simpática. Louis nunca teve nenhum tipo de dificuldade em sua matéria, pelo contrário, sempre foi seu melhor aluno, por isso a surpresa por ele estar ali.

"Na verdade... -não.", a mais velha o olha, totalmente confusa, e foi quando pôde perceber que o menor está com sua mochila nas costas. Ainda não havia batido o sinal para o intervalo.

"O que houve, Louis? Algum problema?", olha novamente direto para o rosto do garoto e percebe o quanto o mesmo está pálido e com os olhos visivelmente abertos com dificuldade, tomando um tom avermelhado.

"Apenas quero pedir sua permissão para...-", na verdade, o ômega não sabia o que fazer ainda. Com toda certeza não iria correr o risco de ir para casa e encontrar Mark. Talvez apenas um lugar em que possa se alimentar e passar um tempo em paz, seria uma boa pedida. "ir para casa mais cedo...", pede rapidamente. Não era necessário dar explicações sobre onde iria, apenas precisava de uma permissão. "Juro que será somente hoje, eu-", é interrompido, quando a professora se levanta, dando a volta ao redor da mesa e chegando ao seu lado.

Louis se afasta, mas logo tem mãos macias e delicadas tocando seu rosto. "Você está pálido! Está bem? O que está sentindo?", lança tudo de vez, vendo o ômega abrir um pouco mais os olhos.

"Eu estou bem, só preciso... -ir", tenta se afastar das mãos da mulher, mas a mesma persiste.

"Você está mal. Acordou assim? Por que veio pra escola?", toca com a parte traseira da mão direita na testa do menino, vendo se ele está quente, "Não está com febre, o que está sentindo?". Louis suspira, achando estranha toda essa importância.

Mas talvez, se disser, isso faça ela deixá-lo sair.

"Apenas um pouco de dor de cabeça", diz simples, esperando a mulher simplesmente liberá-lo, mas recebe um olhar de olhos estreitos e um resmungo baixo.

"Está mentindo", – Essa mulher por acaso é algum tipo bruxa? –, Louis pensa. "Tenho um filho quase da sua idade, um pouco mais velho, conheço quando estão mentindo ou escondendo algo,", se explica. "e você está fazendo os dois!", acusa, ainda com voz baixa.

Anne dá um pequeno sorriso de lado, olhando diretamente para os olhos tristes – ao seu ver – do ômega, ainda segurando seu rosto com as mãos de forma gentil. Louis observava o rosto de sua professora, que parecia um tanto familiar, totalmente quieto.

"Então, vai me dizer o motivo de estar me pedindo pra voltar para casa tão cedo?", solta finalmente o menino, dando um passo pra trás, ato que foi repetido pelo menor, que tomou ainda mais distância.

"Eu acordei um pouco atrasado, não deu tempo de tomar café...", dá de ombros. "Pensei que não teria problema em voltar mais cedo para casa, já que não falto com muita freqüência.", fala baixo, vendo a professora assentir, sem tirar o sorriso meigo do rosto.

"Claro que não há problema! Eu te levaria, se não tivesse uma reunião com os professores no intervalo", fala, parecendo preocupada com o ômega indo sozinho para casa, especialmente por causa do fato dele não estar se sentindo bem.

"Realmente não é necessário, mas obrigado mesmo assim...", a professora adota uma expressão indecifrável, mas logo assente.

"Se alimente bem e caso amanhã não esteja se sentindo bem, aconselho que não venha... Suas notas, pelo menos em minha matéria, são ótimas, de nenhuma maneira algumas faltas te prejudicariam. Ainda bem que não, mas poderia ter sido algo mais grave.", repreende.

"Tudo bem...", assente, se retirando da sala. Os corredores estavam vazios, por todos estarem na sala. Todos até uma pessoa sair de uma das salas, começando a ir para o lado oposto de Louis. Claro que o ômega sabia que era o Alfa do dia anterior: alto, cabelos longos e cacheados, além do maxilar travado que o menor conseguiu ver quando o outro fechou a porta da sala que saiu. Não que ele tivesse reparado demais no menino, não é isso, eles apenas estavam perto e o ômega prestou um pouco de atenção.

Nada demais.

Assim que o cacheado já estava em uma distância considerável, Louis voltou a andar, saindo da escola depois de se explicar rapidamente para o porteiro, que permitiu sua saída.

🎮

A aula de educação física havia passado rapidamente. Agora Harry está de volta em sua sala, ouvindo um professor explicar pela décima vez sobre algo que ele e grande parte dos alunos não estavam dando atenção – talvez por isso o senhor estivesse repetindo tanto –, enquanto tem a mesa da frente vazia. Zayn não havia voltado para a sala e, na cabeça de Harry, provavelmente ele se deu conta do drama sem noção que fez, se sentiu envergonhado e foi para casa.

Sim, foi isso.

Ouvi seu professor chamá-lo e levantou a cabeça da mesa aonde estava deitada, encontrando o homem de idade e cabelos grisalhos o encarando de longe. Revirou os olhos, bufando baixo e arrumando alguns fios de cabelo. Nem dormir pode mais nesse lugar.

"Já aprendeu toda a matéria, Styles?", o mais velho pergunta, enquanto ergue as sobrancelhas, recebendo apenas um resmungo. "Porque acho que não se importaria em vir aqui ensiná-la para classe em meu lugar, não é mesmo?".

Harry ri debochado, enquanto nega com a cabeça e sente todos os olhares da sala voltados para si. "É o seu trabalho, por que eu faria? Além de que eu não atrapalhei em momento algum, diferentemente de outros alunos aqui. Se não quer mais dar as aulas, aproveita e se aposenta. Aliás, acho que já passou da hora, não, senhor Rolz?", faz uma falsa expressão pensativa, observando o outro ficar vermelho de raiva.

"Minha aposentadoria e minha idade não são da sua conta. Você tem que respeitar os mais velhos, garoto! Mas como parece que não sabe, tenho certeza que a diretora não ficaria nem um pouco incomodada em ajudá-lo com seus modos", cruza os braços, "E seria um bom momento para ela dar uma olhada em suas infinitas anotações. Aliás, acho que já passou da hora de criar juízo e amadurecer, não, senhor Styles?".

A sala permanecia estranhamente quieta, apenas querendo saber aonde que iria dar tudo isso. E, como esperado, Harry foi mandado para direção. Pegou sua mochila, com os materiais que nem foram retirados da mesma, e se levantou, passando pelo professor e lhe oferecendo um sorriso cínico, logo depois saindo da sala.

Estava quase indo para a diretoria, quando sentiu um cheiro fraco, que quase passou despercebido pelo mesmo, apenas sentiu pelo seu olfato aguçado de lúpus. Se virou e viu um vulto pequeno de roupas pretas saindo de sua visão. 

Pequeno, roupas pretas... Isso o faz lembrar de alguém.

Sorriu, mudando seu rumo na direção em que o vulto estava indo. Poderia ser divertido, afinal. Andou a passos ágeis até fora da escola, sem ser interrompido pelo porteiro, porque Harry Styles matar aula não era novidade para ninguém. Seguiu e virou a esquina, vendo o menino andar lentamente em direção a um pequeno café. Perfeito.

Louis entra no local quentinho, ouvindo o barulho conhecido do sininho da porta. O cheiro do café quente e docinhos apenas faziam a barriga de Louis ficar mais agitada. Esse local não costuma ter movimentação nesse horário, estando completamente silencioso e calmo, perfeito para o garoto que seguiu para o último assento, ficando de costas para a entrada e longe das janelas ou da visão de qualquer pessoa que entrasse no local distraído.

Coloca sua mochila em seu lado, ficando encostado na parede de madeira. Em pouco tempo, o atendente do local surge, com um sorriso desenhado no rosto. Aoki, mesmo sendo um Alfa, sempre fora gentil e respeitoso com o ômega. O homem lhe fazia companhia nos horários vagos, mesmo com pouca conversa, eles se mantinham agradáveis na companhia um do outro.

Hoje Steve parecia mais radiante, além de seu cabelo conter algumas presilhas perdidas por algum motivo e seu avental colocado de maneira desleixada, diferente de todas as outras vezes em que o maior aparecia simplesmente impecável.

Ainda segurava um bloco de notas nas mãos grandes, porém sua caneta não estava presa na gola da camisa, como sempre ficava.

O mais alto parou em frente a mesa do menino. "Olá, pequeno Louis.", o alfa diz, usando um apelido novo e mais bem humorado do que costuma.

"Oi, Steve...", e a voz do ômega novamente baixa, acompanhada de um aceno de cabeça leve.

"E então, algo diferente hoje?", o mais velho pergunta, com um pouco de esperança de que o menor pedisse algo mais do que um café. Segundo Aoki, a graça da vida está em docinhos. "Vamos lá, é por conta da casa, rapaz!", porém o Tomlinson sempre diz ser necessário apenas um café preto, sem açúcar.

"Uhm...- Acho que hoje irei precisar de... -algo a mais...", são as palavras ditas pelo menor, que logo depois ouve sua barriga concordar com o que ele diz.

"Yeah, assim que se fala, garoto!", Steve exclama, realmente animado. "Okay, veremos, o que o senhorito vai querer?", o homem pergunta, mas nem ao menos dá vez à feição tediosa do menor. "Ah, vamos lá... Vou trazer o melhor doce desse lugar e pôr um sorriso nesse seu rostinho bonito, senão eu não me chamo Steve Aoki!", diz e marcha em direção à cozinha.

Louis acha esse Alfa diferente, porém um diferente bom, pois ele não precisa impor postura de babaca sempre que chega perto de um ômega ou beta, assim como não se faz de superior quando vê outros Alfas perto. 

O sino toca novamente, mas Louis não dá atenção, continuando a encarar o assento vazio em sua frente.

Sem muita delonga, o Alfa de cabelos longos volta, porém não havia nenhum docinho ou café em suas mãos, apenas um sorriso em seus lábios, como antes, e suas mãos atrás do corpo. "Podem vir!", ele diz, lançando um olhar pelo caminho em que ele acabou de passar. Seus olhos brilhavam de forma diferente e esse brilho era causado por duas criaturinhas que se aproximavam em passos firmes e ensaiados, uma com alguns docinhos coloridos nas mãos e outra com uma xícara de café cheia de adesivos.

A primeira, menor, pára sorridente em frente ao Alfa. Seus cabelos escuros presos em um coque grande e cacheado, enfeitado com presilhas semelhantes as que estão camufladas nos cabelos de Steve, pele negra, olhos escuros e brilhantes, bochechinhas gorduchas e com duas covinhas se destacando. Ela vestia um vestido coberto por um avental infantil colorido e seus pés calçados com uma sapatilha rosa.

Em seguida, uma garotinha um pouco maior, com cabelos ruivos e lisos, um pouco ondulados nas pontas, tendo uma franjinha em sua testa jogada para longe dos olhos castanhos claros, pele branca e sardinhas nas bochechas. Vestia um short jeans claro, uma camisa preta coberta por um colete com o mesmo jeans do short e um tênis simples nos pés.

A menor estava com dois cupcakes nas mãos pequenas, sendo segurados com cuidado. Um deles tinha uma forminha preta, com um pandinha decorado, feito de pasta americana, já o outro com uma forminha laranja, era de boneco de neve, com pingos de chocolate fazendo os olhinhos e boca, enquanto uma jujuba laranja cortada representava o nariz de cenoura, com uma cartolinha do mesmo material da decoração de panda do outro cupcake. A outra menina se juntou a ela, segurando seu copo com café e adesivos diversos, desde borboletas e arco-íris à skates, dinossauros e bolas de alguns esportes diversos.

"Bom, Louis, essas são Marie e Lucy.", aponta Marie para a maior e Lucy para a menor. "Meninas, esse é o Louis, que o papai falou...", ele apresenta e as meninas se aproximam mais.

Lucy deixa um dos cupcakes em cima da mesa, tomando impulso para subir no banco, com um pouco de dificuldade, mas conseguindo e logo pegando o doce novamente. "Olá, LouLou!", ela diz, sorridente.

"É Lewis, Lucy!", Marie diz, se sentando com mais facilidade no assento da frente, sendo acompanhada pelo alfa.

"Uh, sim... -Loueh?", a ruiva afirma e a outra sorri. "Então... -Loueeeeh...", prolonga o nome, agora sabendo a forma 'correta' de falar. "Esse daqui é pra você...", entrega o de boneco de neve para o ômega, que aceita e agradece, "Bem... -esse também!", deixa o outro em cima da mesa e se estica, arrastando o doce até mais perto de Louis.

"Lewis, eu fiz esse-", Marie aponta para o que tem o papel azul, "e a Lucy esse.", indica o outro. "O papai ajudou, mas ele disse que podemos ficar com todo o métir- é mérito que fala, não é?", se vira para o pai, que afirma, "Então...- ficaremos com o mérito.", diz, orgulhosa dos resultados e sendo acompanhada pela menor.

"Dá o café a ele, Mah!", Lucy lembra, fazendo a maior assentir e entregar. "É café... Nós dissemos pro papai que chocolate quente era melhor, mas ele disse que você preferia café. A ideia de colocar os adesivos foi da Marie, ficou bonito, não é? Eu achei.".

"Sim, todos ficaram muito bonitos, meninas. Obrigado.", sorriu mínimo para elas, fazendo Aoki se surpreender. Realmente, sorrisos da parte de Louis não era nada normal de acontecer, entretanto, aquelas garotas estavam tão orgulhosas de suas decorações, o mínimo que ele faria era sorrir. Ele não era um monstro, afinal.

"Vamos, Lewis! Dê uma mordida logo!", Marie diz, impaciente. Em seguida, ela recebe um olhar de repreensão de Steve. "Desculpa, papai. Mas a barriga dele que está pedindo, não eu.", ela defende a si mesma, falando sobre o barulho audível que o estômago do ômega fazia. 

Enfim, Louis mordeu um dos docinhos. Ele não era acostumado a comer tantos doces, mesmo que Diana sempre deixasse a casa abastecida dos mais diversos deles, eram muito calóricos, e as roupas pretas e largas dele não esconderiam seu corpo por muito tempo, logo teria que fazer compras novas. Então ele evitava, era horrível ter que ficar horas trocando de roupa e se olhando em um espelho. Cada calça que não passava por suas coxas era um ponto a menos para sua autoestima. 

O doce era realmente muito bom, e as garotinhas pareciam saber disso, pois todas as duas pareciam muito ansiosas com a reação do ômega, além de estarem quase devorando o cupcake com os olhos, irritadas pela mordida tão pequena naquele docinho tão gostoso. "E então... É bom, não é?", Marie e Lucy perguntam na mesma hora, já sabendo a resposta, afinal o papai delas era muito bom com comida, ainda mais que elas mesmas tinham ajudado – decorando e experimentando-os, obviamente –.

Louis apenas assente, colocando-o sobre a mesa, afim de tomar um gole de seu café e esperando que seja sem açúcar, só aquela mordida no bolinho já estava o deixando preocupado o bastante. 

"Ah, não parece que gostou...", Marie diz, cruzando os braços. "Se tivesse gostado, teria comido tudo!", argumenta, e recebe uma afirmação de sua irmã, que concorda com o que foi dito.

"Garotas, que feio... Ele não é uma formiguinha, igual vocês, tem que comer aos poucos mesmo.", Aoki defende, usando uma voz doce com suas crianças, enquanto vê as mesmas entenderem, dando de ombros e continuando a encarar o docinho com decoração de panda sobre a madeira branca da mesa. 

Louis percebe e resolve unir o útil ao agradável, ele não iria correr o risco de comer os dois, de qualquer forma. "Prometo que como todo, se vocês ficarem com esse aqui.", aponta para o cupcake com o papelzinho preto.

"Ah, que fácil então, se você insiste!", Lucy fala rapidamente, levando sua mão para o doce tão desejado, mas sendo interrompida pelo Alfa.

"Lucy! Esse é de Louis, já comeram o de vocês.", repreende, vendo a menina fazer um pequeno bico, mas aceitar, voltando sua mãozinha para o colo.

"Senhor Aoki, eu realmente não vou comê-lo, elas podem me acompanhar.", Louis diz, com a voz mais baixa. Era mais fácil falar com crianças.

"Não é esse o problema, elas já comeram o bastante, e ainda aproveitaram na hora da decoração.", segue o olhar para a menor, ao lado do ômega. "Muito doce faz mal, ainda mais para coisinhas como vocês.", diz, vendo as duas meninas resmungarem rapidamente.

"Papai! Nós não somos coisinhas!", Marie diz, arrumando a postura. "Somos garotas crescidas. Certo, Lucy?", pede reforço.

"Sim, sim, sim! Muito grandes.", se levanta, ficando de pé no assento. "Olha só, eu sou maior do que o Loueh!", põe a mãozinha acima da cabeça do ômega, que permanecia com seu café nas duas mãos, para não derrubá-lo.

"Oh, isso logo logo você será mesmo...", Steve comenta, segurando um riso ao tomar a atenção de Louis para si. "Olha lá, mal consegue segurar a xícara.", aponta para o objeto decorado, fazendo o garoto colocá-la de volta na mesa.

"Isso é injusto, ela que é grande!", esconde as mãos dentro da manga de seu moletom. 

"Que nada, essa é a xícara de tamanho médio.", levanta uma de suas sobrancelhas, desafiador. 

"Não tem nada de errado com minhas mãos...", sua voz abaixa novamente, assim como suas mãos pegam o cupcake outra vez, fingindo não ouvir a gargalhada do Alfa e dando outra mordida no mesmo, imaginando os problemas que esse pequeno bolinho vai causar.

"Ninguém vai comer mesmo esse docinho?", Lucy pergunta, na esperança de que seu pai diga que elas podem dividir, porém não esperava que um Alfa de cachinhos intrometido também estivesse de olhos nele. Não exatamente no cupcake. 

"Eu gostaria.", a voz rouca é ouvida e reconhecida pelo ômega, que a ignora enquanto dá atenção ao papel laranja que atrapalhava suas mordidas.

"E você seria...?", Steve se levanta, ficando em frente a suas filhas, que observavam o Alfa Lúpus com os olhos grandes.

"Harry Styles.", fala simplesmente, sorrindo, "Amigo dele...", aponta para o menino sentado, que ainda não sabia o nome.

"Amigo do Louis?", bem, agora o Styles sabia seu nome, que era realmente bonito.

"Yep, do Lewis!", sorri, vendo uma garotinha se levantar rapidamente, ficando ao lado de seu pai.

"Eu disse que era Lewis!", ela exclama, fazendo a irmã se levantar junto.

"Meu nome é Louis.", a voz quase inaudível soa, vinda do ômega que estava de cabeça baixa, parecendo entretido com o trabalho de arrumar os adesivos que estavam soltando da xícara de café quase cheia.

"Uhum, Loueh!", Lucy olha para cima, como se informasse para Harry algo completamente novo. "Hey, Harreh?", ela saltita, querendo chegar mais perto do garoto alto, porém seu pai a segura.

"Sim, garotinha?", ele se abaixa, ainda distante o suficiente para Aoki.

"Eu também tenho cachinhos, olha!", ela sorri, mostrando suas covinhas adoráveis.

"Oh, é mesmo? E eu também tenho covinhas!", o Styles diz, tentando parecer igualmente animado.

"Verdade?", ela consegue se soltar de seu pai, se aproximando do Alfa. "Por que elas não estão aqui?", põe o dedinho na bochecha dele, procurando, "Esqueceu em casa? O papai sempre esquece tudo em casa... Eu esqueci meu ursinho hoje, ele deve estar sozinho e triste, vou levar um cupcake pra ele ficar feliz... Só que eu acho que nunca esqueci minhas covinhas.".

"Oh, não, elas só aparecem quando eu sorrio!", explica, vendo-a assentir e tentar formar um sorriso no rosto pálido com os mesmos dedinhos que procuravam a covinha.

"Sorria!", pede, impaciente.

"Tem que me fazer sorrir...", ouve um resmungo, e então a garota olha para sua irmã, pedindo ajuda.

"O papai gostou das mãos do Lewis...", lembra da gargalhada que o mais velho deu ao falar delas.

"Ah, sim!", volta a olhar para o recém-conhecido, pronta para contar a história. "O papai deu uma xícara grande para o Loueh, só que a xícara não era grande- a xícara... uhm... não sei! Por que riu, papai?", Aoki sorri para a filha, que tinha se embaraçado toda com sua fala.

"As mãos do Louis são pequenas, meu amor, por isso eu ri.".

"Sim... Ele tem mãos pequenas- mas, papai, eu não entendi... isso não é engraçado!", olha suas mãos, "As minhas também são pequenas!", ela mostra as mãos para o maior, vendo se o mesmo ri disso. 

"Isso, não é engraçado.", Louis fala, já se levantando da mesa, onde tinha apenas o papel do cupcake que havia comido, a xícara de café quase no final e um bolinho inteiro e intocado, além de dinheiro para pagar por eles.

"Louis, onde vai?", Marie pergunta, correndo até o garoto que já tinha a mochila nas costas, se preparando para sair.

"Tenho que ir.", ele se explica, olhando a garotinha ruiva.

"Ir? Sem dar tchau? Uh, que feio...", repreende, cruzando os braços.

"Ah, me desculpe... Tchau, garotas. Tchau, senhor Aoki.", acena e se retira do local, fazendo o sininho tocar e o vendo o agarrar rapidamente.

De dentro do estabelecimento, Lucy continuava a encarar suas mãozinhas, querendo entender a antiga piada, enquanto Harry encarava a porta, pensando em sair dali rapidamente, antes de perder Louis de vista.

"Amigo, uhm?", Steve interroga, já que nem um olhar ao Alfa o Tomlinson deu. Que tipo de amizade era essa?

"Eu- yeh, nós tivemos uma discussão e eu tenho que me desculpar... Então, vou indo.", ele se levanta, acenando para as garotas e correndo atrás do garoto de olhos azuis que andava lentamente, por causa do vento que soprava em seu rosto, atrapalhando sua visão.

Foi fácil a missão de chegar até ele, o mesmo estava mais preocupado tentando se esquentar no moletom do que correr do Styles. Não estava fazendo tanto frio quando saiu de casa.

"Saiu sem se despedir de mim. Como é que diz mesmo? Uh, que feio...", imita a fala da garota ruiva. "Me deve um cupcake.", o cacheado diz, acompanhando os passos curtos do outro, que não o deu atenção. "Sabe, ele parecia realmente bom...", dá de ombros, colocando a mão dentro da jeans. De qualquer forma que o maior tentava puxar assunto era falha, o ômega não era fácil, e aquilo deixava Harry impaciente! Mas tinha que ser calmo, senão acabaria estragando todo o seu plano.

Então apenas seguiu o Tomlinson, que agia como se ele não estivesse ali. Foi assim até chegarem na casa dos Tomlinson's – que se resumia apenas em Mark Tomlinson, já que nada ali era de Louis –. Edward percebeu que chegaram apenas quando o menor já estava fazendo seu caminho até a porta de entrada, mas antes que o mesmo entrasse o de olhos verdes deu seus longos passos, ficado em frente à porta e impedindo-a de ser fechada.

"Poderíamos comer cupcakes qualquer dia desses...", dá a sugestão, mostrando sua covinha direita e recebendo um olhar tedioso do ômega. "Sério, você me deve um.", ele cobra, tentando soar divertido, mas sem receber resultados positivos. "Okay... Nos vemos por aí?", ergue a mão, deixando-a lá até Louis perceber que era a única coisa que faria o Alfa sair de sua porta.

Então a mãozinha do Tomlinson saiu rapidamente do bolso quentinho, indo a procura da mão grande do Lúpus, que a segurou de imediato, fazendo-a permanecer aquecida durante o período. Mas não durou muito, pois o ômega a puxou novamente para o moletom e fechou a porta, deixando o Styles parado acima da grama. 

E, caminhando no frio, a única coisa que o cacheado conseguia pensar era: Louis realmente tinha mãos pequenas.


Notas Finais


3/3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...