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História GAME OVER: Um Verão (quase) Perdido - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olha quem voltou com mais uma históriazinha pra vocês!
Bem, esse capítulo tá pronto tem um tempinho, mas eu estou envolvida em outros projetos e eu acabei atrasando a postagem dessa história que ja é minha xodózinha. Bem, tenham uma boa leitura!!<3

Capítulo 1 - Fase 1: Oxigênio e outros gases da tabela periódica


 

Fase 1

 Oxigênio e outros gases da tabela periódica

By Nychterinos

 

BaekHyun olhou pelo vidro da janela do carro observando os prédios desaparecerem para que as árvores começassem a surgir. As casas de formato simplório começaram a tomar conta da paisagem, juntando-se ao ambiente de natureza. BaekHyun suspirou. O que sua mãe queria com aquilo? Ele nem jogava tanto como ela insinuava. Tudo bem, virava algumas madrugadas jogando online, talvez não ficasse longe do seu celular por muito tempo, mas qual era o problema naquilo? Todo mundo faz isso afinal.

Você não é todo mundo Byun BaekHyun!  Foi o argumento que sua mãe usou.

De qualquer forma, apesar de jogar alguns joguinhos um pouco além da conta de vez em quando – afinal, quem não ultrapassa o limite às vezes não é mesmo? – não era nada assustador ao ponto de sua mãe jogar suas férias de verão no lixo. Já havia programado as noites de jogatina com os amigos, mas não, sua mãe tinha que acreditar na voz do maridinho que dizia que estava viciado em games. E mesmo se tivesse, qual o problema? Era melhor do que ter que vê-los entre beijinhos melosos na mesa de jantar.

Sua mãe parou o Chevrolet Onix Plus preto em frente a uma pequena casa de tom azulado, com cerca  de madeira baixinha tingida de branco, e sorriu. Estavam em frente à casa de seu tio, Kim JunMyeon, morador da cidadezinha de Gwangju, passaria as férias ali, no meio do mato, longe de Seoul e do seu precioso Nintendo.

O tio apareceu na frente da casa sorrindo enquanto ambos desciam do carro. Ele não era nada parecido com a mãe do Byun. Era alto, jovem, trajava roupas simples de tons claros e tinha um sorriso doce. E BaekHyun não via sua mãe sorrir daquela forma desde... Resolveu ignorar.

—  MinHee, BaekHyun, é muito bom ver vocês! — Ele os recebeu alegremente enquanto a mais velha tirava a mala do filho do porta-malas.

—  Oi maninho. —  Sorriu cansada.

—  MinHee, está tão jovem quanto me lembrava. —  Elogiou. E BaekHyun soube que ele estava mentindo quando olhou para mãe.

A mãe não parecia mais a bela mulher de quem se lembrava. Marcas do tempo formavam pequenas rugas em seu rosto, ela carregava um olhar cansado, sem brilho, e nada carinhoso como antes, ela havia mudado tanto e jovialidade não era uma característica tão presente nela agora. BaekHyun sentiu o peito doer ao fazer tal constatação.

— BaekHyun, como você cresceu, a quanto tempo não te vejo? Três anos? —  Questionou tocando o ombro do sobrinho. O sorriso acolhedor brincando em seu rosto.

—  Quatro! —  Corrigiu.

—  Faz um bom tempo! —  Sorriu. —  Deixa eu carregar a bagagem. Vamos entrando, sim! —  Pediu graciosamente, tomando a mala da mão da irmã.

—  Não, não. Eu já tenho que ir Jun, só vim deixar esse moleque aqui! —  Disse rindo sem humor. —  Tome conta do meu bebê e tenha pulso firme, se eu te conheço bem, você ainda continua coração mole como quando éramos pequenos! —  JunMyeon bagunçou os fios castanhos um pouco envergonhado. —  Bem, vou indo. Cuide bem dele Jun. Beijo amor! —  A mãe despediu-se deixando um selar na testa do filho e entrando no carro.

Quando o automóvel sumiu de vista, ambos se olharam e JunMyeon sorriu carinhoso para o sobrinho. Ele tinha os olhos de sua mãe, olhos castanhos brilhantes que a muito tempo deixara de ser visto pelo Byun.

— Vamos entrando! — JunMyeon chamou a atenção do sobrinho logo abrindo o pequeno portão de madeira.

 

Subiram os dois degraus que levavam à varanda e JunMyeon abriu a porta de madeira envernizada dando passagem para o sobrinho. O primeiro cômodo era a sala de estar, as paredes eram de tom branco e o cômodo era decorado de forma harmônica com móveis de madeira bruta. Nas paredes laterais, à direita, encontravam-se prateleiras de madeira envernizada recheadas de livros diversos, no centro existia uma mesinha, também de madeira, e ao seu redor os sofás de couro marrom. Era um cômodo realmente lindo, o Byun constatou. À esquerda encontrava-se a cozinha americana com seus móveis todos de cor branca. JunMyeon adentrou o corredor que surgia ali mesmo na parede da sala e BaekHyun o seguiu.

—  Aqui é o quarto de visitas, espero que você se sinta à vontade! —  O tio disse lhe lançando aquele sorriso acolhedor novamente, abrindo a segunda porta à direita no corredor.

O quarto era bem menor que o de BaekHyun em sua própria casa. O cômodo 3x4 era preenchido por um guarda-roupa marrom que imitava a madeira, uma cama coberta por forros cinza ao pé da janela e uma escrivaninha. Era estranho para BaekHyun não ver sua televisão de 42 polegadas, os dois monitores do seu PC gamer e sua cadeira gamer confortável. Era tudo tão claro e simples ali, tão diferente do “covil do Batman” que chamava de quarto lá em Seoul.

—  O quarto aqui na frente é o meu. Aqui ao lado é o banheiro e ao lado do meu quarto é a dispensa. —  Explicou. —  A porta que você pode ver no fim do corredor é a que leva ao quintal dos fundos. Sinta-se livre para explorar a casa, e me avise caso queira algo! —  Informou antes de dizer um “lamento poder não te fazer companhia” e deixou o sobrinho sozinho no quarto para se instalar.

BaekHyun suspirou. Seria uma tarde longa!

 

&

 

Por volta de umas quatros horas da tarde, ChanYeol pegou sua bicicleta e seguiu até a casa do senhor Kim para mais uma tarde de serviços. Pedalava lentamente aproveitando a brisa fresca que vinha contra ele. Trajava seu típico moletom preto, um short qualquer e seu boné, como de costume. Estava pronto para regar as plantas do senhor Kim e varrer seu quintal, para então poder levar Toben para passear.

“Estacionou” a bicicleta em frente a cerquinha branca e a deixou encostada ali. Como de costume abriu o portão e adentrou a casa sem muita cerimônia, retirando o boné para arrumar os cabelos e deixar a aba dele virada para trás como de costume.

—  JunMyeon hyung...

Sua fala foi interrompida pelo grito estridente de pavor que um garoto baixinho de fios descoloridos soltou. O garoto tacou uma almofada em si e o olhou apavorado correndo para o outro lado da sala tomando um livro da prateleira em mãos.

—  Quem é você e o que tá fazendo aqui? — BaekHyun gritou. As mãos trêmulas segurando o livro acima da cabeça, como se a qualquer momento fosse lançá-lo contra o mais alto.

Chanyeol sobressaltou-se por um momento.

—  Eu quem deveria fazer essa pergunta. Quem é você e o que está fazendo dentro da casa do meu hyung? —  ChanYeol o enfrentou ameaçando dar um passo para frente.

JunMyeon chegou no exato momento em que BaekHyun ameaçou lançar o livro contra o garoto mais alto.

—  Vamos manter a calma meninos. BaekHyun, abaixe o livro, sim?! — Pediu direcionado lhe um sorrisinho envergonhado enquanto exercia um pouco de força sobre o livro que o sobrinho “empunhava”.

—  Mas tio...

—  BaekHyun, veja bem, esse é o ChanYeol. —  Disse indicando o maior com a mão esquerda, enquanto a outra ainda segurava o livro que BaekHyun tinha em mãos. — E ChanYeol, esse é meu sobrinho, Byun BaekHyun! —  Apresentou.

BaekHyun olhou o menino a sua frente com um olhar suspeito, mesmo assim baixou a guarda. O garoto, visivelmente mais alto que si, parecia extremamente inofensivo e BaekHyun deduziu isso após o examinar por completo. O tal ChanYeol parecia ter um porte atlético muito bom, mas Baekhyun não pode ter certeza, pois o caimento do moletom preto o impedia de examinar aquele corpo da maneira que gostaria, o short de tecido da mesma cor lhe dava visão do final das coxas e da panturrilha malhada, o que o fez considerar que, definitivamente, ele deveria esbanjar de um corpo atlético. De toda forma, os cabelos castanhos clarinhos – que pareciam compridos demais, os olhos escuros de tom próximo ao castanho e o nariz perfeitinho junto a boca cheinha, formavam uma combinação perfeita para o rosto mais lindo que Baekhyun já havia visto em toda sua vida, uma combinação de características tão familiares e ao mesmo tempo tão novas que por um momento o deixaram intrigado, mas o que de fato lhe pareceu uma graça foram as orelhas salientes que tomaram um tom rubro, assim como as bochechas de ChanYeol, quando o mais alto percebeu que era observado com tanto afinco. Ele fez uma reverência rápida, cumprimentando o menor.

—  É um prazer te conhecer BaekHyun-shi, desculpe pelo susto que te dei! —  ChanYeol desculpou-se e BaekHyun deixou-se encantar pela voz rouquenha do maior.

—  Tudo bem! —  Limitou-se a responder. Estava encantado com o garoto a sua frente.

De repente o choque de realidade o tomou. Estava encantado coisíssima nenhuma, não estava encanto pelo o garoto a sua frente, nem nunca estaria, estava apenas... Okay, não tinha uma justificativa plausível para aquilo, mas não estava, de maneira alguma, encantado, e ponto. Seu coração molenga já tinha alguém e ele não pretendia mudar isso.

—  Bom, agora que já se conhecem espero que possam ser bons amigos. —  JunMyeon sorriu. —  Vocês irão se ver muito durante essas férias de verão! —  Alertou.

—  Se ver muito? —  BaekHyun repetiu a frase confuso.

—  Sim! ChanYeol vem aqui três vezes por semana para cuidar do jardim e levar o Toben para passear todo fim de tarde. —  Explicou.

BaekHyun olhou para o garoto a sua frente, este que sorriu tímido concordando com o tio, e que sorriso senhores, que sorriso. 

Que sorriso feio! Isso, que sorriso feio ele tem BaekHyun. Vamos, tenha foco, foco Byun BaekHyun! Advertiu-se mentalmente.

Mas, poxa, quem ele queria enganar. O sorriso de ChanYeol poderia ser descrito por vários adjetivos, mas feio nunca seria um deles. Porque o sorriso de ChanYeol era daqueles tipos de sorrisos inocentes e puros, que fazem nosso coração bater mais rápido, as pernas amolecerem e que nos fazem esquecer de como se respira; aqueles sorrisos encantadores que te conquistam de primeira e te fazem esquecer do mundo ao seu redor. Mas era aquela coisa, nunca julgue um livro pela capa, pois Park ChanYeol era tudo, menos puro. 

—  Ah... entendo. —  Ele disse ao tio desviando os olhos do mais alto pela primeira vez. —  Mas quem é Toben? —  Questionou curioso.

—  Ah, claro. —  O tio sorriu. —  Toben é o meu filhote, um Bichon Frisé de um ano! —  Explicou ao sobrinho.

—  E, afinal, onde ele está hyung? —  A voz rouquenha interveio no meio da conversa.

—  Ele está no fundo, ChanYeol! —  O mais velho dos três respondeu. —  Apresente ele ao BaekHyun, estou meio ocupado agora. —  Ele sorriu sem graça passando a mão pelos fios castanhos bem alinhados. —  E, por favor, tire esse casaco, está fazendo um calor dos infernos lá fora! —  O tio riu e ChanYeol também, mas BaekHyun não havia entendido bulhufas do que ele havia dito.

JunMyeon, vendo a cara de desentendimento do sobrinho alertou ChanYeol:

—  Aliás, BaekHyun nunca teve contato com o português, evite usar algumas expressões rotineiras enquanto estiver com ele, sim? —  ChanYeol assentiu e BaekHyun olhou confuso para os dois. —  Bom, tenho que concluir alguns trabalhos, fiquem a vontade! —  Avisou e seguiu corredor a dentro.

BaekHyun já iria se pronunciar quando voltou sua atenção para ChanYeol e teve a bela visão do maior retirando o casaco. Caralho, em todos esses anos nessa indústria vital, essa era a primeira vez que Byun BaekHyun ficava pasmo com uma cena como aquela. Foi uma cena rápida, de segundos, mas que para o Byun havia sido apresentada em câmera lenta. O casaco preto que era cuidadosamente retirado, acabou inconsequentemente levando com sigo a barra da camisa, de cor também monocromática, que revelou um pedaço da pele bronzeada – um tanto incomum – da cintura, deixando a mostra também o cós elástico da roupa de baixo e a barra do início do short; e ChanYeol tinha também, esculpido em seu corpo exótico, aquilo que o Byun gostava de chamar de "o caminho para o pecado", as famosas entradas da lateral do abdômen. E, quando a camisa voltou para o seu devido lugar, o Byun ainda pode ver ChanYeol correndo os dedos pelos fios enroladinhos para que pudesse colocar o boné sobre eles, e então, como toque final, colocou em seus lábios bonitos aquele sorriso... convencido?

—  O que foi BaekHyun-shi, impressionado com o que vê? —  ChanYeol questionou o provocando, a voz rouquenha arrastada causando arrepios por todo o corpo do menor. Mas, veja, ele não seria tão fácil assim, e riu desacreditado.

—  Menos ChanYeol. —  Riu. —  Bem menos! —  Concluiu e seguiu pelo corredor rumo a porta dos fundos.

 

&

 

ChanYeol era uma figura interessante aos olhos de BaekHyun. Ele era um daqueles caras altos, aparentemente sérios e centrados – o que ele também não deixava de ser –, mas que na verdade, não passavam de criaturas inofensivas e fofas, cheias de amor para dar, que faziam aquelas vozezinhas agudas usadas para falar com crianças quando falava com bichinhos, assim como todo mundo, e foi exatamente assim quando ele levou BaekHyun para conhecer Toben, chamando o filhote com uma voz fofa enquanto o pequenino latia para ele. Mas BaekHyun também era uma figura interessante aos olhos do maior, afinal, o Byun não era lá uma das pessoas mais sociáveis que ChanYeol já conhecera. A verdade é que BaekHyun não tinha muita especialidade com relações sociais, se limitava a manter conversas online com os poucos amigos que cultivava e tudo aquilo era novo para ele. Pessoas novas, cidade nova, animais... Sua mãe odiava animais, diziam que só serviam para fazer bagunça e o padrasto, dono da verdade, dizia que o Byun não teria capacidade de cuidar de um filhote já que mal sabia cuidar de si mesmo. ChanYeol pareceu perceber o ar pensativo do Byun e pigarreou após deixar Toben brincando atrás do seu cercadinho.

— Pensativo? —  Questionou ao Byun que sorriu sem emoção.

—  É...

O silêncio pairou entre os dois novamente.

—  Então... —  Foi a vez do Byun quebrar o clima entre os dois. —  Português?

—  Ah! — ChanYeol exclamou coçando a nuca. — Pois é! Mestiço. — Explicou sorrindo envergonhado. Nem parecia aquele garoto convencido de antes. Mas a verdade era só que, não gostava de tocar naquele assunto.

—  Legal. —  BaekHyun comentou. —  Coreano e?

—  Ah, sim! —  Afirmou. —  Minha mãe é coreana e meu pai, bem, ele é brasileiro, e eu também, mas então, estamos aqui! —  Disse rápido tentando explicar tudo direito, o sotaque se acentuando em meio ao jeito embolado que ele dizia as palavras.

A explicação do Park esclareceu algumas coisas para o Byun, como o porquê de ChanYeol ter a pele mais escura, os olhos grandes e castanhos, e os fios enroladinhos. Isso era legal, ChanYeol era diferente, e BaekHyun gostava de pessoas diferentes.

BaekHyun sentou-se em um banco de madeira perto da casa e viu ChanYeol pegar uma mangueira. Ele iria regar as plantas. E vendo que o mais alto iria se ocupar, decidiu fazer o mesmo. Tirou o celular do bolso e entrou no Mobile Legends ali mesmo -como iria fazer mais cedo se não houvesse sido interrompido por um certo mestiço-, já que seu pc não estava a disposição para que pudesse jogar seu LoL, e sobressaltou-se ao ver a mensagem que aparecia na tela.

Você está off-line!

 —  Como assim? —  Disse exaltado se colocando em pé.

Ele andava de um lado para o outro com o celular acima da cabeça a procura de sinal, e se estivesse menos focado em um bom sinal de Wi-fi teria notado o quão lindo o céu estava naquele fim de tarde. O laranja misturado ao tom púrpura pintava o céu, deixando-o lindo como poucas vezes BaekHyun pode admirar, mas tudo que ele via agora era a tela luminosa em tom preto, que logo apresentou, mais uma vez, o aviso que dizia que estava impossibilitado de jogar pela falta de internet.

—  Como assim? Por que isso está acontecendo? —  Ele dizia exasperado. —  Como que eu irei viver! —  Exclamou dramático, mesmo que seus olhos estivessem, de fato, se enchendo de lágrimas.

ChanYeol o olhou incrédulo. Por que o bonitinho estava com aquela cara –que pode definir como- de desespero?

—  Hum.. —  Pigarreou. —  Está tudo bem aí, BaekHyun-shi? —  Questionou.

—  Não! — Respondeu. — Está tudo horrível. Ruim. Péssimo. E todos os outros sinônimos para isso! —  Acrescentou dramático, voltando a sentar no banco. Os braços largados ao lado do corpo e o celular em uma das mãos ainda brilhando com o loading infinito.

ChanYeol observou o drama em silêncio, ainda regando as plantinhas. Toben latia ao fundo, como se soubesse que alguma coisa estava errada. Então desceu o olhar  para o celular na mão do garoto e então tudo se esclareceu. Havia sido assim com SeHun também. Ele deveria saber que o garoto de cidade grande logo se daria conta de que a realidade de onde vinha teria de ser esquecida, ao menos por um tempo.

— Muito provavelmente nenhum dos seus joguinhos irão funcionar! —  ChanYeol disse simplista. —  A rede de internet não é tão boa quanto no centro da cidade, e o único lugar que talvez você arranje um PC seja nas cybers. Mas acho que você não tem dinheiro pra isso! —  Comentou terminando de regar as últimas plantinhas antes de desligar a torneira e enrolar a mangueira.

—  Você não pode estar falando sério! —  O Byun disse descrente.

— Mais sério impossível! —  ChanYeol afirmou. E se o Byun não estivesse preocupado com a situação onde havia se enfiado, teria apreciado a bela cena de Park ChanYeol enrolando a mangueira com a ajuda do braço flexionado que forçava os músculos os fazendo saltar. —  A cidade aqui é pequena ainda, muitas coisas que tem em Seoul ainda não chegaram aqui! —  Concluiu.

—  Meu Deus, e o que eu irei fazer da minha vida?! —  Questionou retórico.

— Talvez respirar um pouco de ar puro seja bom. Sabe, no ar que respiramos... —  Comentou movendo o indicador no ar em círculos. —  Existem gases bons pra gente. Como o oxigênio e... outros gases da tabela periódica! —  Riu.

BaekHyun o olhou pasmo. Ele realmente havia dito aquilo?

— Bom, vou levar o Toben pra passear. Foi um prazer te conhecer, acho que podemos nos dar bem! — Sorriu bonito para o Byun ao pegar o filhote no colo. — Até mais BaekHyun-shi, se divirta! —  Disse risonho lhe lançando uma piscadela enquanto saía com o filhote.

BaekHyun observou Chanyeol se afastar e suspirou. Olhou em volta procurando se acalmar. Seriam dias difíceis ali, mas ele seria forte e provaria para a mãe que não havia com o que se preocupar, afinal, o que eram alguns dias sem jogos, não e mesmo? A partir daquele momento, para Byun BaekHyun, não significavam nada. E provaria isso.

 

Puff.

 

Quem queria enganar? 

 

Não aguentaria mais um dia naquele lugar! 


 


Notas Finais


E aí, o que vocês acharam do nosso Bae não víciado em games? E do nosso Chanzinho brasileiro como a gente em? Até o próximo capítulo!!
Estou apresentando os personagens em uma thread no twitter, caso tenha curiosidade:
Thread no twitter:https://twitter.com/nandxsiyf_/status/1253188035413508096?s=20


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