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História Gamer Boy - Capítulo 22


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Notas do Autor


Alô, raios de sol!
Eu juro que tentei deixar esse capítulo bom, mas sla... eu demorei muito pra escrever essa caralha ;-;
A história vai começar a tomar um ritmo meio dark.
Espero que gostem e não queriam minha cabeça numa estaca em praça pública.
Xoxo

Capítulo 22 - E todos os sorrisos que vão me assombrar


Fanfic / Fanfiction Gamer Boy - Capítulo 22 - E todos os sorrisos que vão me assombrar

P.O.V. Frank

 

Quando acordei a casa estava silenciosa, Gerard ainda estava do meu lado com os braços me envolvendo em um abraço quentinho, não queria sair dali, mas minha bexiga dizia o contrário e eu também estava com fome. Quantas horas eu dormi?

 

Tentei sair do abraço apertado de Gerard sem acordá-lo, mas claro que eu só conseguia ser silencioso nos jogos de videogame.

 

-Hm? – Gerard resmungo, respirando fundo – Frankie? 

 

-Desculpa... – eu disse baixinho - não queria te acordar, mas eu preciso ir mijar.

 

-Quanta delicadeza... – ele disse tirando os braços de mim e eu pude levantar, colocar a primeira boxer que eu vi no chão e correr pro banheiro tentando ignorar a dor no corpo, porque eu estava muito apertado e mijar era mais importante do que a dor das chicotadas e das cordas mais cedo.

 

Depois que fiz minhas necessidades eu voltei para o quarto e vi Gee sentado na beira da cama procurando alguma coisa.

 

-Você gosta tanto assim das minhas roupas? – ele perguntou, apontando pra cueca que eu usava, então percebi que era dele, o que justificava estarem mais largas do que o normal

 

-Ah... foi mal...

 

-Não tem problema, anjo – ele abriu um sorriso – você fica gostoso.

 

Eu fui até a cama e fiquei em cima dele com as cobertas separando nosso toque.

 

-To com uma puta fome... quer comer alguma coisa?

 

-Você – ele sorriu malicioso e eu também. Estava pronto para um segundo round.

 

-Ia adorar ser seu prato principal, de novo... – eu disse passando a mão por seu tórax – mas eu preciso de energia pra aguentar esse seu pau grande.

 

-Hm... desse jeito não vou conseguir esperar... – ele gemeu – mas droga, eu também to com fome, não comemos nada o dia todo...

 

-Que horas são?

 

Gerard se esticou embaixo de mim para alcançar o celular e quase ser cegado pelo brilho alto.

 

-onze e quarenta... ugh...

 

-JÁ?! A gente dormiu o dia todo?! E seus pais?! 

 

-Você dormiu o dia todo, baby... se bem que eu não demorei muito pra apagar, mas você precisava descansar... – Gerard deixou o celular de lado e colocou suas mãos na minha cintura, acariciando – e não se preocupa, eu disse que tava no Ray e eles acreditaram.

 

Eu suspirei aliviado e  ia sugerir algum tipo de sexo com comida, mas o som do telefone fixo tocando na sala começou a soar quando eu abri a boca pra falar.

 

-Que porra...? – eu disse irritado, me levantando e Gerard me seguindo, vestindo uma calça. Estava tarde demais para alguém ligar, mas mesmo assim fomos para a sala e eu atendi o telefone – alô?

 

-Frank? – uma voz feminina falou, era familiar mas não reconheci na hora.

 

-Sim? Quem é? – eu disse tentando deixar minha voz firme.

 

-Joane... eu sou amiga da sua mãe, se lembra? 

 

-Joane? – eu pensei vasculhando minha mente, e lembrei da moça alta de pele escura e cabelos escuros em um grande afro que eu achava muito bonito e ficava bem nela, ela era uma das melhores amigas da minha mãe e as duas passavam horas no telefone falando dos ex-maridos ou dos filhos ou se algum livro de mãe que eu não conhecia – ah! Sim, minha mãe disse que ia na sua casa... eu dormi demais, não vi ela chegar, ela deve tá dormindo agora.

 

-Frank... ela... ah meu Deus... – Joane respirou fundo o suficiente que dava para ouvir pela ligação.

 

Naquele momento eu senti meu estômago revirar e meu coração acelerar, mas eu estava tentando me controlar, quando se tratava da minha mãe, eu sofria por antecedência, ela e a pessoa que eu mais amava, acho que todo mundo que se preocupava com quem ama, sofre por antecedência.

 

-Frankie... eu não sei como te dizer isso de um jeito fácil...

 

-O que?! Pelo amor, Joane! Fala logo! O que foi? Ela acabou dormindo aí?

 

-Ela... a ambulância trouxe ela pro hospital, mas...

 

-Que? O que caralho...?

 

-Frank... eu... eu sinto muito... ela não... não conseguiu... ela se foi.

 

Naquela hora eu não conseguia respirar direito e estava começando a hiperventilar, minha visão estava turva pelas lágrimas e alguns pontos pretos que apareciam, eu não conseguia ter noção do que estava acontecendo, por mais que eu tentasse respirar, não sentia o ar entrar nos meus pulmões, apenas senti algo me segurando pela cintura e de repente senti meu corpo se sentar em alguma coisa que devia ser o sofá, o telefone não estava mais na minha mão e eu vi Gerard de pé falando no aparelho, só o que eu conseguir fazer era fechar os olhos e apertar e talvez eu acordasse na cama com Gerard e aquilo fosse só um sonho. Eu não conseguia acreditar, deveria ser uma brincadeira de mal gosto.

 

“Ela está bem. Ela está bem. Ela está bem...” era só o que se passava pela minha cabeça, talvez se eu repetisse várias vezes, viraria verdade, talvez aquilo tudo não fosse real, só mais um sonho “pensamentos felizes, pensamentos felizes... “

 

-Respira... – ouvi uma voz gostosa dizer, como uma luz no fim do túnel – só respira...

 

Eu senti o carinho nas minhas costas de novo, tentando acalmar meu corpo tremendo. Eu nem sabia o que tinha acontecido, se foi um acidente ou assassinato ou sei lá... eu só queria minha mãe.

 

-Frank... olha pra mim... – senti uma mão no meu rosto, levantando minha cabeça e meus olhos abriram com dificuldade, encarando o esverdeado mais lindo que eu já vi na via – você precisa respirar... inspira...

 

E eu fiz o que ele me pediu e segui o ritmo da respiração que ele ditava, inspirando e expirando até conseguir sentir o ar entrar no meu corpo novamente, mas minhas mãos ainda tremiam e tudo estava doendo, não sei quanto tempo tinha se passado, se lembro de ter agarrado Gerard e o abraçado, porque aqueles braços em volta de mim eram a única coisa que podia me manter são naquele momento e com um pé na realidade. 

 

-Só respira, meu bem... – ele ficava sussurrando palavras doces no meu ouvido, até eu conseguir me acalmar mais – você é muito forte e corajoso e eu te amo... só precisa respirar.

 

Eu sentia tristeza, dor e raiva. Minha mãe era minha melhor amiga e estamos juntos desde sempre, literalmente. Ela sempre me apoiava em tudo, mesmo quando eu era um fracassado como streamer e ela dizia para eu arrumar um emprego, ela ainda estava lá,  ela estava comigo quando meu pai foi embora, quando me assumi ela já até sabia, eu sempre podia contar com ela não importava com o que fosse. Aquilo simplesmente não podia ser real.

 

Quando eu finalmente me acalmei e desenterrei meu rosto do ombro de Gerard, olhei em volta e vi o relógio marcando uma e quarenta e cinco. Minhas mais agarravam o corpo de Gerard e eu não tinha a mínima vontade de tirar dali, eu sentia que talvez se eu não estivesse me segurando nele eu me perderia no espaço-tempo e acabaria preso em um limbo pra sempre. Ele passou os polegares no meu rosto, limpando minhas lágrimas, o que que não adiantou nada porque eu não conseguia parar de chorar e fungar, e deu um beijo na minha testa. 

 

-Vou pegar um copo d’água pra você, amor.

 

Eu não queria deixar ele ir, então me levantei junto mesmo com as pernas bambas, agarrado na cintura como um chiclete no sapato. Eu odiei me separar dele quando Gerard me disse pra ficar sentado na cadeira, mas logo ele voltou com um copo de água e me fez um cafuné.

 

-Precisa comer alguma coisa, meu bem, o que você quer? – ele. Me perguntou, mas eu não queria nada, estava sem fome e sentia que eu ia vomitar mesmo de barriga vazia – Frankie...

 

Mas eu só funguei e tomei mais um pouco d’água, encarando a mesa na minha frente, pelo menos minha tremedeira estava passando.

 

-Amor, você precisa comer... – Gerard se ajoelhou no me lado com uma mão no meu joelho me confortando. Eu queria falar, mas não conseguia, não tinha forças pra isso, me senti extremamente cansado de repente e queria voltar a dormir.

 

Ele se levantou e abriu a geladeira, eu o observei cortar os pêssegos que ele tinha pego e colocar em um potinho.

 

-Li num site uma vez que pêssego ajudam a acalmar... – Gerard disse – bem... só come um pouco, você ficou de barriga vazia desde o almoço...

 

Eu apenas o encarei por um tempo e depois olhei o pêssego cortado “ele te cortou pêssegos, Frank” pensei “come, por ele e não seja um mal agradecido” era o que minha mãe diria, era como ela me educou, então peguei o garfo e mordi um pedaço pequeno da fruta e fui mordendo pequenos pedaços até ter acabado e Gerard sorrir um pouco.

 

Depois ele me levou para o quarto e nos ajeitamos na cama, com ele segurando meu rosto e me fazendo carinho.

 

-Tem alguma coisa que eu possa fazer pra você, meu bem? – ele perguntou, mas não consegui responder, como se a tristeza estivesse me impedindo.

 

-Frankie, por favor, fala comigo... – a voz dele estava embargada, eu podia dizer que ele queria chorar também.

 

Ele estava se contendo, dava pra sentir a dor no olhar dele, parecido com a minha, ele estava tentando ser forte por nós dois e eu nunca me senti tão sortudo por ter ele ali, no pior momento da minha vida, eu estava enterrado e sufocado em tristeza e dor.

 

-C... canta pra mim... – eu consegui dizer e ele começou a cantar baixinho, eu nunca tinha ouvido aquela música na vida, mas era linda e eu estava triste e cansado demais para perguntar de quem era.

 

Sometimes we must grow stronger and

 

You can’t be stronger in the dark

 

When I’m here, no longer

 

You must be stronger and 

 

If I could be with you tonight

 

I would sing you to sleep

 

Never let them take the light behind your eyes 

 

Eu só me aconcheguei mais dele colocando minha cabeça em seu peito enquanto ele me abraçava e me fazia cafuné, eu voltei a chorar e a tremer mesmo com ele ali e sua voz angelical no meu ouvido. Sinceramente eu estava com medo de dormir, mas eu estava exausto de tudo, e a dele era tão viciante e me deixava tão confortável, mesmo eu tremendo e chorando quase que histérico, que não sei se dormi ou desmaiei.



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