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História Gamika - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Banquete na Casa Panqueca


Da noite pro dia, Pat mal dormiu. Estava tão animado com sua possível chance na Casa Panqueca que deixou uma túnica pronta no cabideiro, e aprontou tudo que achava que ia precisar. Aquela podia ser uma oportunidade certeira, afinal.

                Sean estava feliz por Pat, embora ainda tivesse um pé atrás com uma Casa tão prestigiada. O que poderia estar entre as paredes de uma das instituições antigas da cidade?

                -Pronto? - Pat perguntou.

                -Com certeza não tão pronto quanto você. - Sean brincou.

                -Como você acha que vai ser?

                -Não faço ideia... Quero acreditar que vai ser bacana, mas né?

                -Eu entendo, mas, não importa o prestígio da Casa, a gente não vai ficar se não for tratado igualmente. - Pat prometeu.

                -Sei disso. - Sean sorriu.

                Os dois se aprontaram e Pat conjurou um teleporte para o obelisco da Casa Panqueca. Enquanto a Casa Pinaco era, de fato, uma casa, a propriedade da Casa Panqueca era gigantesca, com campos de plantação que se estendiam além de onde a vista alcançava. Possivelmente era a maior Casa, fisicamente falando, e, por isso, ela ficava um pouco mais distante do centro de Gamika, comparada às demais.

                Pat e Sean deram poucos passos antes de serem recebidos por um outro Feiticeiro muito bem vestido, usando um chapéu com frutas em cima.

                -Bem-vindos! - ele falou - A Casa Panqueca tem o prazer de recebê-los, Feiticeiro Pat e Sentinela Sean. - ele fez uma reverência - Me chamo Papaia.

                -Oi, Papaia... - Pat cumprimentou - O Sean também é meu namorado. - ele foi logo ao teste.

                -Isso. - Sean concordou e cruzou os braços.

                -Oh! Mil perdões, é que é comum que, ao se referir a uma pessoa, utilizemos seus títulos, em vez de suas sujeições civis. - Papai explicou - Mas obrigado por me avisar da sua preferência, Sentinela Namorado Sean. Fiquem à vontade para me corrigir.

                -Ah... Obrigado, eu acho? - Sean disse, meio constrangido.

                -Espera aí, você disse pra gente corrigir você? - Pat estranhou.

                -Sim, disse.

                Pat não entendeu. Aquilo era estranho. Um Feiticeiro de uma Casa prestigiada pedindo pra ser corrigido.

                -Isso é um teste? - Pat levantou a sobrancelha.

                -Perdão?

                -Você tá aqui pra testar a gente? Se a gente te corrigir demais eu perco a minha chance na Casa?

                -Pat?

                -Eu... - Papaia pensou por um momento - Aah! Vocês estão aqui para me testar, é isso?

                -Hã? - Sean não estava entendendo mais nada.

                -Não, você que tá...

                -Entendi... Uma visita surpresa marcada de última hora, é claro... Um desafio incomum para o período probatório... Não é o bastante para me derrubar! - Papaia declarou, vitorioso.

                -Sei... - Pat espremeu os olhos.

                -O que tá rolando aqui? - Sean olhou pros dois.

                -Bom, é melhor irmos entrando. A liderança é bastante ocupada, e os horários são muito regulados. - Papaia mostrou o caminho.

                Pat o acompanhou, suspeitando de qualquer movimento, e Sean... Sean estava totalmente confuso.

                O interior do casebre principal era muito ornamentado, com vários quadros pintados de pessoas influentes, mapas da cidade de Gamika e vitrais coloridos. Apesar de não serem uma Casa focada em estética, eles tinham caprichado do lado de dentro, Pat pensou. Talvez a Casa Laug tivesse ajudado na decoração?

                -Vocês podem observar nas laterais dos corredores, bandejas com quitutes e canapés, podem ficar à vontade para se servir. - Papaia disse - É uma honra servir os convidados.

                -Ah, valeu...

                -Sean, não! - Pat sussurrou - Ainda pode ser um teste.

                -Ai, Pat, fala sério... - Sean desistiu de comer.

                -Papaia, eu posso fazer uma pergunta?

                -Claro!

                -Por que todo mundo fala da liderança da Casa Panqueca como líderes, no plural? O parlamento da Casa é quem comanda? - Pat perguntou.

                -É mesmo, aquele Feiticeiro de ontem falou o nome de duas pessoas... - Sean lembrou.

                -Ah, sim, permita-me esclarecer. - Papaia disse - Quando é chegada a época de trocar a liderança da Casa, é comum que o líder a ser substituído faça uma recomendação ao Parlamento da Casa para seu sucessor. Essa indicação não é um decreto, é apenas uma sugestão com mais força, entendem o que quero dizer?

                -O líder diz alguém que ele gostaria, mas o parlamento não precisa acatar, é isso?

                -Exato. Nosso antigo líder, Marzipã, era um Feiticeiro muito trabalhador. Apesar de líder da Casa, ele gostava de estar sempre presente na produção, e supervisionava a distribuição pessoalmente. - Papaia contou - Ele era um ótimo Feiticeiro da Casa Panqueca, mas, infelizmente, estava sempre tão ocupado , que não era um líder muito prudente. O tempo passou e, na hora da indicação de seu eventual substituto, ele não tinha ideia de quem indicar.

                -Como assim?

                -Ele não conhecia muito os membros da área administrativa, ele não era muito atento a isso. - Papaia explicou - Isso se arrastou até o dia de sua morte, onde a Casa ficou sem liderança por semanas! O Parlamento não sabia o que fazer, e, embora algumas atividades pudessem continuar no "piloto automático", isso não era o mesmo para o restante das funções da Casa Panqueca. Pela primeira vez, a decisão da liderança seria tomada por votação.

                -O parlamento ia votar nas pessoas mais indicadas?

                -Haviam muitas pessoas competentes para o cargo, mas duas eram excepcionais. Viognier,que na época, era responsável pela distribuição de alimentos para a zona infantil da Academia dos Feiticeiros, e Acerola, que supervisionava os novos iniciados da Casa Panqueca.

                -Já sei, o parlamento ficou dividido entre as duas e a votação ficou meio a meio? - Pat tentou adivinhar.

                -Não exatamente. O Parlamento, de fato, estava indeciso quanto a qual das duas escolher, mas eles não votaram. - Papaia contou o ocorrido - O parlamento era número par, tratar um empate entre as duas não ia ajudar em nada, então eles se recusaram a votar.

                -Que bobagem... - Sean sussurrou.

                -É... - Pat concordou.

                -Viognier e Acerola se uniram para propor ao Parlamento que as duas assumissem a liderança da Casa, já que elas eram as melhores escolhas. Foi um choque, uma decisão inédita! Mas aqui estamos, até hoje, sob o brilhante comando das nossas líderes. - Papaia deu um sorriso orgulhoso.

                -Parece uma história bem complicada... Elas se dão bem? - Pat perguntou.

                -Ora, certamente! Nossas estimadas líderes estão em sincronia, sempre, para assegurar o pleno funcionamento da Casa Panqueca.

                Os três andaram por mais algum tempo até encontrarem uma grande porta enfeitada com espinelas, rodocrositas e rubis, pedras preciosas no espectro da cor vermelha. No fundo da memória, Pat lembrou que Calíope havia dito que espinela era a cor utilizada por membros de alto prestígio na Casa Panqueca.

                Papaia abriu a porta e a visão de um salão gigantesco chegou aos olhos de Pat e Sean. Com bandeiras, cristais e lustres enfeitando o teto, vitrais nas paredes, e uma mesa elegante e esguia abarrotada de comida, na ponta das quais estavam duas cadeiras, ocupadas por Acerola e Viognier.

                -Minhas estimadas líderes, eu trago a vossa presença, Feiticeiro Pat e Sentinela Namorado Sean, para o compromisso marcado pelo Feiticeiro Turma, do Conselho da Cidade de Gamika. - ele fez uma reverência.

                -Obrigada, Papaia, isso será tudo. - uma delas disse.

                Papaia se retirou, deixando Pat e Sean com as líderes da Casa Panqueca, fechando as portas ao sair.

                -Por favor, sentem-se. - a outra falou - Estamos felizes em recebê-los.

                Pat e Sean se entreolharam  e foram até a mesa. Sentando-se eles ficaram um pouco sobrecarregados com tanta comida disposta entre eles e as líderes.

                -Fiquem à vontade, para comer o quanto quiserem! Toda a comida foi preparada para a vinda de vocês. - ela disse, com um sorriso - Eu sou Acerola, co-líder da Casa Panqueca.

                -Eu sou Viognier, co-líder da Casa Panqueca. - a outra, de cabelos cacheados, disse - A comida foi preparada para vocês, levando em consideração suas preferências, por favor, experimentem a lasanha de carne, o fondue de queijo e brócolis e o suco de lichia.

                -Caramba, como vocês sabiam que a gente gostava de tudo isso? - Pat ficou surpreso.

                -Se é sobre comida, a Casa Panqueca sempre sabe. - Acerola garantiu.

                -Feiticeiro Pat e Sentinela namorado Sean, qual é o motivo desta reunião e de sua visita? - Viognier perguntou - Quando o Feiticeiro Turma nos encurralou com a solicitação pelo Conselho, ficamos curiosas sobre...

                -Você está deixando eles desconfortáveis! Você sempre faz isso... - Acerola interrompeu - O que nós queremos dizer é que ficamos um pouco surpresas. Não sabíamos que você estava envolvido com o Conselho dos Feiticeiros.

                -Não estava, é que surgiu uma oportunidade para ir até Xinenáia e...

                -Você foi até Xinenáia? - Acerola ficou surpresa - Que bravura...

                -Eu lembro quando era uma iniciada e tive que acompanhar minha instrutora em uma viagem até aquele lugar horroroso. - Viognier teve calafrios - Palmas a vocês pela coragem.

                -Ah... Obrigado... Foi bem complicado lá...

                -É, com os Aquarianos, e tudo. - Sean comentou.

                -É, teve todo aquele lance...

                -Os Aquarianos? O que aconteceu com eles?

                -Nada, foi só um susto durante a viagem. - Pat desconversou - O importante é que negociamos com Argentus Cor, pegamos o dinheiro e agora o Conselho vai resolver a crise climática.

                -Ah, vocês são os responsáveis pelo dinheiro, que bom! - Acerola comentou - Algumas das comidas que preparamos não estavam resistindo bem ao calor intenso.

                -Se tivéssemos substituído os cardápios a tempo, como eu disse, teríamos menos perdas... - Viognier cruzou os braços.

                -Não é o momento para isso! - Acerola se irritou, mas respirou fundo - Mas, continue sua história, Feiticeiro Pat.

                -Quando foram nos recompensar, eu pedi pra tentar uma reunião com vocês, o Feiticeiro Turma que marcou. - Pat continuou - Eu estou sem Casa, depois de ter rompido com a Casa Kissa, e queria tentar uma iniciação aqui. Sempre fui grande fã da Casa Panqueca, desde meus anos na Academia.

                -Espere, espere, isso é informação demais de uma vez. Vamos por partes. - Viognier levantou a mão.

                -Eu concordo. Por que rompeu com sua antiga Casa, Feiticeiro Pat?

                -O líder da Casa era meu pai, Feiticeiro Sábilo, e nós temos uma longa história de desencontros e desavenças. - Pat resumiu bastante a história.

                -Ah, você é filho do Sábilo... - Acerola levou a mão ao peito - Eu... Devia ter notado, pelo cabelo...

                -Me pergunto que outros traços genéticos aquele saco de inconveniência em forma de Feiticeiro passou pra você. - Viognier levantou a sobrancelha, e recebeu um olhar fulminante de Acerola - Mas o que é a vida, se não um constante rompimento de antigas tradições.

                -Sim! - Acerola juntou as mãos - Apesar de nossa função ser a alimentação da cidade de Gamika, nós fazemos da evolução pessoal nosso lema secundário.

                -Bom, os iniciandos da Casa Panqueca sempre foram legais comigo na Academia apesar da minha pele. - Pat comentou - Eu sou Meio-Feiticeiro, minha mãe é humana.

                -Ainda bem que você falou, nós estávamos sem jeito de perguntar. - Viognier disse.

                -Viognier! - Acerola bateu as mãos na mesa

                -Não pode reclamar comigo dessa vez, você estava pensando a mesma coisa! - ela retrucou.

                -Tudo bem, não tem problema perguntar. - Pat tentou acalmar as duas - Eu já tô acostumado, é bom que vocês não tenham me xingado ou ridicularizado.

                -Jamais faríamos isso! - Viognier respondeu - Ficamos felizes em ouvir que nossos iniciandos foram gentis com você, mostra que nossa Casa está apontada na direção correta.

                -Sobre isso... - Sean olhou para Pat.

                -É, qual a posição de vocês, e da Casa Panqueca como um todo, sobre os Entrantes? - Pat perguntou.

                -Os Entrantes vieram para mudar a nossa sociedade, como um tempero novo pra um prato que se faz repetidas vezes. - Acerola comentou - Somos gratos pela presença dos Entrantes em Gamika.

                -Está perguntando isso porque namora seu Sentinela, não é? - Viognier arriscou um palpite.

                -Eu quero que Gamika seja melhor pra todos os Entrantes, não só o Sean. - Pat rebateu, sério - Se vocês gostam tanto de evolução, então estamos na mesma página quanto a isso, certo?

                -Certamente. - Viognier respondeu a ele.

                -Somos muito gratas pelo serviço dos Entrantes, e sempre buscamos recompensá-los adequadamente, mas é estranho acreditar que outros Feiticeiros os tratam como animais, colocando eles para lutar em algum tipo de rinha... - Acerola lamentou - E também sobrecarregam os Entrantes com tantas tarefas que podiam ser facilmente resolvidas com magia!

                -Parece que vocês tão bem atentas ao que tá acontecendo... - Sean disse.

                -Nossa atividade principal é culinária, é algo que pode ser feito sem o uso de magia, então nós temos uma boa noção e integração de Feiticeiros e Entrantes nos nossos departamentos. - Viognier explicou.

                -Interessante! Eu sabia que estava certo em querer entrar na Casa Panqueca!

                -Eu gostaria de saber mais sobre isso. - Viognier disse.

                -Bom... - Pat engoliu seco - Como eu falei, seus iniciandos fizeram uma ótima propaganda da Casa, me tratando como uma pessoa, e dividindo as comidas incríveis que faziam comigo. Mas não é só por isso...

                -E pelo que é, então?

                -Na Terra, digo, no Mundo Humano, existem muitas pessoas passando fome. Eu vivi lá por uns dez anos, quando era criança, mas eu sei que as coisas não melhoraram depois que eu saí. - Pat explicou - Quando eu descobri que existia uma instituição focada em garantir que todo mundo em Gamika recebesse alimento eu fiquei muito feliz. Pensei em como seria legal se isso existisse na Terra.

                -O Mundo Humano é muito grande, eu imagino que seja um tanto difícil fazer comida para tantas pessoas sem usar magia... - Acerola levou a mão ao pescoço.

                -Não falta comida. - Sean respondeu - É mal distribuída.

                -Há comida o bastante para todos, mas não chega para todos? - Viognier ficou confusa - Isso é um absurdo!

                -É sim. - Sean cruzou os braços.

                -Aqui no Mundo Mágico não existe isso, por isso eu queria tanto participar da Casa Panqueca...

                -Você planeja usar nossos conhecimentos para ajudar a situação no Mundo Humano?

                -Eu vou ser honesto, esse era meu desejo de adolescente. - Pat ficou um pouco corado.

                -Quanta nobreza. - Viognier disse, se esforçando para não parecer sarcástica, apesar de sua voz.

                -Feiticeiro Pat, nós estamos bastante inclinadas a recebê-lo para uma prova de iniciação. - Acerola disse sorrindo.

                -Mesmo?! - Pat arregalou os olhos.

                -Mas, antes, queremos saber um pouco sobre você. Já sabemos suas comidas favoritas, mas qual é sua especialidade? - Acerola perguntou.

                -Eu sei fazer bolo. - Pat deu de ombros.

                -Ela quer dizer o que você faz de bom. - Viognier deu mais detalhes - No que você se destacou na Academia de Feiticeiros, o que têm feito da sua vida depois de formado...

                -Eu era um bom aluno da aula de movimentação. - Pat lembrou de sua maior média - Fui o único aluno do meu ano a passar com nota máxima.

                -Isso é impressionante! - Viognier levantou as sobrancelhas.

                -Eu nem sabia disso. - Sean estranhou .

                -Acho que eu nunca te contei porque eu nunca vi como algo interessante, a verdade é que eu não era muito bom nas outras matérias. - Pat contou - Mas eu tive uma nota estável quando tive aula de Culinária.

                -Ah, você cursou Culinária? Quem era a professora? - Acerola perguntou.

                -Basmati. - Pat lembrava o nome da professora como se a aula tivesse sido ontem.

                -Uma mulher incrível. - Acerola sorriu - Inclusive precisamos ver como vão os filhos dela.

                -Eles estão bem, são trigêmeos, eles cuidam uns dos outros. - Viognier respondeu qualquer coisa para voltar ao foco - Você disse que não era muito bom nas outras matérias.

                -Eu não era... Por eu ser meio-Feiticeiro a minha magia é mais fraca. Quando eu era mais novo, não sabia controlar a magia que eu tinha, então nem sempre eu conseguia cumprir com as atividades das matérias. - Pat deu sua teoria.

                -Coitadinho... Viognier, precisa falar desse jeito? Pare de ser tão grossa!

                -Pare de tratar ele como uma criança! - Viognier levantou a voz em retorno - Você acha que ele gosta de ser tratado como se precisasse de ajuda?

                -Ele é meio-Feiticeiro, é fraco, é claro que ele precisa de ajuda.

                -Na verdade eu não preciso, não. - Pat interrompeu.

                -Viu? - Viognier se sentiu vitoriosa.

                -Eu agradeço a intenção, mas Viognier tem razão. Eu passei a vida toda ouvindo que sou fraco e inválido. - Pat contou - Se eu for ficar na Casa Panqueca, não quero ser humilhado por ser mestiço, mas também não quero ser paparicado como se precisasse de cuidados especiais.

                -Garanto que será tratado como uma pessoa digna. - Viognier disse - Acerola adora uma história triste, mas ela também vai agir de acordo.

                -Desculpe, Feiticeiro Pat, eu não quis ofendê-lo em momento algum... Eu... - Acerola ficou completamente sem jeito - É que... Nós estamos tanto tentando seguir em frente e evoluir com a sociedade de Gamika, mas nunca conheci alguém como você, não sei como agir.

                -Pode me tratar como uma pessoa normal. - Pat respondeu - E ao Sean também, é claro.

                -E os outros Entrantes, também. - ele acrescentou.

                -Com certeza... - Acerola concordou, um pouco constrangida.

                -Requer coragem se impor assim, Feiticeiro Pat... - Viognier coçou o queixo - Fico feliz que tenha falado sobre sua história e que saiba se defender. Se você quiser fazer a prova de iniciação, ficaríamos felicíssimas em recebê-lo na Casa Panqueca.

                -Mesmo? - Pat perguntou e as líderes assentiram com as cabeças - Eu... Eu quero tentar.

                -Isso aí! - Sean comemorou.

                -Isso vai ser muito interessante! - Acerola disse, ainda sem jeito.

                -Vamos preparar a cozinha para recebê-lo. - Viognier disse, se levantando da mesa com sua co-líder ao seu lado - Por favor, aproveite o resto da sua refeição.

                -Não deve demorar mais que vinte minutos. - Acerola completou.

                -Obrigado! - Pat disse, enquanto elas saíram por uma porta ao fundo, diferente da porta por onde ele e Sean haviam entrado - E aí? - ele perguntou a Sean.

                -Lembra que o carinha disse que elas tão em perfeita sincronia? - Sean relembrou uma das últimas coisas que Papaia havia dito.

                -É, eu acho que ele trocou as palavras um pouco... - Pat riu um pouco.

                -Pelo menos elas são bem intencionadas. E eu fiquei encantado de te ver tão feliz com a possibilidade de ficar mesmo aqui...

                -Eu tô bem feliz com a chance mesmo...

                -Vai ser demais. O que acha que é essa prova de iniciação?

                -Talvez eu tenha que cozinhar alguma coisa. Vou fazer um bolo, simples e gostoso.

                -É uma boa... Será que você vai ter que cozinhar com alguma pegadinha?

                -Como assim? - Pat não entendeu muito bem.

                -Tem uns programas de cozinha que a pessoa tem que cozinhar com um braço amarrado nas costas, ou usando só espátulas... - Sean relembrou - Talvez você tenha que cozinhar sem usar magia.

                -Isso vai ser complicado, mas não muito... Eu sei cozinhar sem magia.

                -É, você vai arrasar. - Sean deitou a cabeça no ombro dele.



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