História GANGSTA - Long Imagine Taehyung - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Cheonfic's, Cheonjaein, Chimchim, Hentai, Hobi, Imagine, Jeon Jeongguk, Jeon Jungkook, J-hope, Jimin, Jiminnie, Jin, Jung Hoseok, Jungkook, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Kookie, Min Yoongi, Park Jimin, Rap Monster, Rapmon, Seokjin, Suga, Taehyung, Taetae, Você
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Palavras 4.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olááááááááááááá meus amores <3333333

Não demorei meses pra trazer um cap isso é INÉDITO.

O capítulo deu um pouco de trabalho pq acontece MUUUITA coisa, então ainda demorou por conta disso.

Queria dizer só por precaução que a personalidade dos membros na fic são fictício, okay? BELEZA.

Boa Leitura~~

Capítulo 12 - Capítulo XII


Fanfic / Fanfiction GANGSTA - Long Imagine Taehyung - Capítulo 12 - Capítulo XII

Não... Esse lugar de novo não!

Fiquei descontrolada começando a se debater inutilmente, tinha a impressão de que as paredes encurtava mais o pouco espaço que havia ali contribuindo para me desespero. Chorando e com o corpo tremulo e suando frio, senti que iria apagar em instantes por conta do medo, a unica coisa que passa em minha cabeça era implorar para que saísse viva de alguma forma.

Gritar não estava ajudando mas persisti, era meu fim tinha certeza disso. Até abrir meus olhos e pular de susto.

Meu coração acelerado, respiração descompassado olhei ao redor e respirei fundo várias vezes, inicialmente rápido mas tornando-se mais lento conforme me acalmava, cobrando a consciência. Foi um pesadelo.

Um pesadelo real demais...

O quarto continua silencioso, questionei-me por quanto tempo eu teria dormido. Minutos? Por horas?

Passei as mãos pelo rosto molhado querendo reprimir de continuar chorando, não era a primeira vez que sonhava com o mesmo lugar, isso vinha acontecendo desde o sequestro, mas não deixava de ser todas as vezes assustador. Meu corpo ainda tremia um pouco pela horrível sensação que tive mergulhada nesse sonho, desejei nunca mais sair daquela cama e mesmo tendo acabado de acordar inexplicavelmente estava exausta.

Não sei por quanto tempo fiquei daquela maneira abraçada ao meu corpo, sei que quando tive o controle dele novamente fiz um esforço assim que meu estomago resmungou por algum alimento, lembrando-me de que não havia comido nada da bandeja que HyeKyo tinha trago para mim.

Arrastei-me para pega-la, logo sentando novamente na cama esticando as pernas no colchão. Bebi um pouco do café frio e mordi um pedaço da maçã, mastigando encostada na cabeceira pensativa. Terminando de comer larguei a bandeja de lado, fitando um ponto fixo qualquer do quarto até notar algo diferente.

Levantei com calma e caminhei até a estante, um pouco maravilhada com o que estava diante dos meus olhos o toquei delicadamente, a pétala vermelha imediatamente caiu mesmo com a cautela que meu dedo o tocou, pousando acima de um cartão. Franzi as sobrancelhas e o peguei para ler seu interior, surpresa.


 

"Espero que aceite as flores como forma de perdão sobre meu comportamento." - SeokJin.


 

Olhei para elas, depois de quase dois anos trocando flores muchas por novas para um túmulo acabei aprendendo que coisas belas e delicadas como camélias, pode carregar significados importantes. Mas ele não pensa que tudo resolveria com isso certo? Se acha isso, está muito enganado.

Xerei o aroma suave das pétalas, é uma pena que não conseguiria cuidar delas.

A porta abriu de repente me assustando, quem eu menos queria ver há atravessou:

– O que significa isso? – questionou ao notar as flores.

– Te apresento Camélias – falei esquecendo de que não era a melhor hora para provoca-lo depois de tudo, mas ele nem ao menor reparou;

Seus olhos foram direto para o cartão em minha mão aonde tomou-o, assim que leu seus olhos se estreitaram. Olhou as flores e depois para mim estranhamente.

– Jin-Hyung realmente tem um gosto brega. – debochou fechando o cartão – Mas isso quer dizer que você não estragou tudo.

– Como tem tanta certeza?

– Fácil. – ergueu uma sobrancelha – Você irá aceitar as desculpas e não irá repeti-las, se quiser ir embora.

Sorriu peverso e observei rasgar o cartão até que mil pedacinhos dele caísse sobre o chão, antes de sair do quarto o impedi.

– Hey! – o mesmo parou apoiando a mão na maçaneta, era uma ideia estúpida mas que precisava tentar de qualquer forma – Me deixe falar com minha mãe.

O mesmo revirou os olhos e começou a fechar a porta.

– É só pra dizer que estou bem... – ele novamente parou para me ouvir – Não quero que aconteça algo ruim com ela por não ter notícias sobre mim, por favor. – supliquei.

– Você é patética. – riu fechando a porta desta vez completamente.

Bufei descontando minhas frustrações puxando meus cabelos para trás, o que mais me preocupa era não ter como acalma-la, há dias que estava desaparecida e imaginou que já deve ter dado falta de mim, precisava ouvir sua voz e lhe dizer que estava bem, que logo voltaria. Mesmo duvidando disso.

Pensar assim acaba comigo.

Eu queria chorar de novo mas desta vez o engoli, caminhei até a única janela daquele quarto e decidi que passaria o resto da tarde observando o dia nublado, transparecendo exatamente meus sentimentos atuais.

Mais tarde HeeSun veio novamente para me arrumar, o vestido sereia violeta marcava ainda mais meu corpo, ele era tão lindo quanto o preto porém eu não estava me importando. Olhar para mim daquela forma se tornou uma tortura.

– Esse vestido não combina com essa cara de enterro. – ergueu meu queixo assim que terminou de ajeitar as costas do vestido, olhando meu reflexo naquele espelho – Lembre-se que uma dama sempre tem que estar sorrindo.

Ser uma farsa como vocês foi o que eu pensei. E a última coisa que eu quero é me igualar com criminosos.

– Fiquei sabendo que SeokJin está ansioso para vê-la, parece que esqueceu do vexame que você causou à ele. – ficou de frente para mim.

Permaneci em silencio, vendo-a tocar no comprimento de meus cabelos.

– Aproveite essa segunda oportunidade, sem falhas desta vez. – disse em um tom suave e intimidador.

Na entrada do salão suspirei ao ver repleto de estranhos de novo, meu desanimo atacou como nunca meu consciente e pelo visto ficou claro em meu rosto.

– Sorria. – ela soltou como uma ordem – Ele está logo há frente.

– Quem?

Minha resposta foi dada inesperadamente, SeokJin tinha as mãos no bolso da calça social, sua expressão era serena e um pouco seria e acabei com um nó na garganta.

– Deixarei vocês dois a vontade. – sorriu fuzilando-me com o olhar uma última vez antes de se afastar.

Meu desconforto era visível e o dele também.

– Boa noite. – reverencie vendo-o fazer o mesmo.

– Recebeu as flores? – perguntou.

– Sim. – balancei a cabeça – Achei interessante a escolha por carmelias.

– Sério? – me olhou surpreso – Temos uma entendedora de flores aqui? – sorriu.

– Camélias vermelhas significa...

– Reconhecimento. – falamos junto o que causou um clima estranho no ar – Estou impressionado.

Constrangida com a situação aqui estamos completamente desconfortáveis, tentando entender o que estava acontecendo com todo esse papo.

– Pensei muito sobre como iria lhe pedir desculpas por aquele dia... – deu um passo mais perto fitando o chão – Realmente estou envergonhado e pensei que camélias poderia de alguma forma te alegrar.

– Elas são lindas, agradeço. – forcei um sorriso que mentalizei ter saído estranho.

– Sem ressentimentos?

Mas é claro que não.

– Sim.

– Ótimo. – sorriu satisfeito – Que tal uma bebida?

– Aceito. – não pensei duas vezes, beber alguma coisa parecia ser a melhor coisa a se fazer agora e se eu quero ter meu pescoço intacto teria que ter algo forte em minha corrente sanguínea.

SeokJin me acompanhou mais adiante, onde uma grarçonete com seu uniforme extremamente curto passou com uma bandeja redonda com copos pequenos, que reconheci pelo líquido assim que ingerir ser uísque.

– O que acha de uma partida de poker? – sugeriu quando estávamos perto da mesa, que continha quatro engravatados sentados com cartas na mão.

Olhei para ele sem respostas para dá-lo, SeokJin queria de qualquer forma minha companhia, era claro para mim. Mas acima disso, queria mostrar que suas intenções boas para retirar sua imagem ruim de antes. Sem respostas ele considerou um sim, chegamos mais perto da mesa onde abriu um dos assentos livres para que eu sentasse, assim tomando o lugar ao meu lado.

– Cinco fichas. – foi o que ele disse.

Passei maior parte do tempo vendo-o jogar, tentando entender como realmente poker funcionava, era tão confuso. SeokJin até tentava explicar algumas coisas para mim porém, mesmo mostrando interesse para satisfazer seu ego, não estava dando a minima para aquela partida. Ele perdeu a primeira partida e não conformado com isso apostou o dobro de suas fichas quando decidiu continuar, segunda partida ele conseguiu recuperar seu dinheiro perdido e na terceira conseguiu mais uma vez aumentar seu cachê.

– Quer tentar uma vez? – perguntou.

– Prefiro só observa-lo jogar. – recusei tentando ser o mais doce possível para ele – Acho que irei dar uma volta. – falei sentindo-me quente pelas bebidas que ingeri durante esse tempo.

Ele assentiu, dando atenção a mais uma de suas partidas.

É o momento para respirar, longe de todo teatro.

Marchei para longe pegando mais um dos copinhos de vidro com uísque, engolindo de uma vez já acostumada com a queimação do líquido em minha garganta. O vestido começou a incomodar e me abanei com uma das mãos por conta do calor que estava sentido, definitivamente estou um pouco alta tinha que admitir.

Querendo sair de perto de todos no salão e aproveitando que não havia HeeSun ou Jeon me observando caminhei para fora dele, encontrando com os corredores vazios. A música foi abafada e eu não tinha rumo certo para ir, talvez se encontrasse a primeira janela aberta permaneceria observando a escuridão da noite pelo resto do tempo que teria que ficar naquele cassino, que eu continuo questionando de como não ter sido denunciado pelos jogos de azar.

Retirei os saltos levando-os nas mão e sentindo o alivio de meus dedos e calcanhar, queria poder esfregar minha cara em desanimo mas me contive pela maquiagem, estava ficando um pouco sonolenta.

Comecei a ouvir vozes altas e alteradas diria, meus passos foram diminuindo de velocidade e estreitei os olhos tentando indentificar de quem seria.

 

"SeokJin gosta da rejeição."

 

Risadas.

Parei na exata porta onde a conversa continuava, encostei minha orelha na madeira querendo ouvir melhor, reconhecendo em fim que está ali dentro.

Taehyung e JungKook?
 

"Mas o que queria falar comigo afinal?"

 

Silencio.

 

"Song acordou do coma."

 

Arregalei os olhos e tampei a boca com uma das mãos.

 

"Devemos por em plano aquilo logo então." ouvir Jeon dizer baixo mas ainda audível para mim.

"Ainda não. Primeiro deixe-me divertir as custas desse bosta."

 

Atordoada com que havia acabado de escutar parei de prestar atenção naqueles dois. Meu pai... Tinha acordado? Impossível...

Eu não iria medir meu próximo ato estando com um misto de sensações naquele momento. Confusão, alegria? Preocupação. Fui impulsionada a abrir aquela porta que estranhamente não estaria trancada e entraria dentro do comodo, com olhares diferentes em minha direção.

– É verdade? – questionei olhando para Taehyung que não transparecia surpreso com minha aparição – Meu pai acordou realmente?

– Bisbilhotando novamente que feio.

– Me responde! – soltei mais alto do que deveria.

Taehyung olhou diretamente para Jeon dando um sinal com a cabeça.

– Quando eu iria ficar sabendo disso?

– Estava pensando fazer surpresa. – disse cínico sentando na ponta da escrivania.

– Mentiroso!

– Por que está tão irritada criança? Já está sabendo que o desgraçado do seu papaizinho acordou, quer mais o que?

– Quero falar com ele.

Uma risada especifica soou alto, virei-me com o sangue fervendo.

– Não desiste de tentar? É inútil – Jeon soltou em deboche aproximando-se após fechar a porta e a tranca-la – Eu falei que deveria tranca-la no porão, aprenderia mais rápido a obedecer.

Engoli em seco ao lembrar do sonho que tive mais cedo. Foi um pressentimento?

– Eu só quero saber como ele está. – falei.

– Se está acordado é porque permanece bem, infelizmente. – Taehyung soltou desgostoso.

Dei alguns passos adiante.

– Como ousa falar dessa maneira de um homem doente que não fez nada de errado.

Taehyung riu.

– Continue acreditando que Song seja o santo que imagina. – cruzou os braços.

– Eu não acredito em suas mentiras contra meu pai. – expeli entre dentes.

– Bom... – se levantou da mesa e chegou o suficiente perto para meu desconforto – Isso não é problema meu. – sorriu.

– Eu tenho nojo de você. – novamente expeli minha raiva dele para fora completamente descontrolada.

– Nossa como doeu. – disse irônico alargando mais aquele maldito sorriso.

A raiva crescia dentro de meu peito ao ponto de pesar minha respiração, meu coração estava acelerado, estou cansada eu não aguento mais!

O impulso tomou mais uma vez meu corpo, minha mão ia certeiro na cara de Taehyung se o mesmo não tivesse bloqueado, apertou firme meu pulso e lá estou eu, usando o outro braço livre para acerta-lo, novamente em vão. Taehyung acabou com o resto do espaço entre nós, de repente nossos olhos estavam perto demais e a ponta de nossos narizes rouçou um ao outro, um arrepio subiu por todo meu corpo ao te-lo tão perto, mas minha fúria continuava intacta. Mais do que nunca desejei que ele fosse para o inferno.

Diferente de mim, ele permanecia com a mesma cara nada abalado, como se tivesse se divertindo de toda situação.

– Não adiante mentir para si mesma. Posso ver nos seus olhos que não está tão confiante sobre o que acha que conhece. – seu hálito batia contra meu rosto inebriante, suas orbes fixados sobre mim era algo sem explicação.

– Eu sei quem ele é. – minha voz tremeu e me abominei por deixar com que percebesse.

– Realmente? Não minta para si eu tenho provas sobre isso, é só pedir que irei mostra-las.

– Não! Eu não quero ouvir.

– Que seja. – deu de ombros – Só deve se preocupar em fazer seu trabalho, ainda quero todas as notas que Song me roubou naquela noite.

Senti um braço me aperta e minha boca e nariz foram tampados, comecei a me debater entre aqueles braços, mas cada vez que tentava era mais pressionada contra aquele corpo. Fui ficando fraca e a consciência caia aos poucos, o cheiro forte entorpecia meus sentido e minha visão começou a embaçar, até ficar tudo preto e ouvir a última frase de Taehyung.

– Você me pertence agora, lide com isso.


 


 

JK
 


 

– Levo-a pro quarto? – perguntei para ele após a garota apagar completamente em meus braços.

– Claro que não. – disse arrumando seu blazer – Terá que passar com ela desacordada em frente ao salão, é muito arriscado.

– Posso usar a passagem para leva-la no porão. – sugeri.

– O porão está ocupando outra pessoa que ela definitivamente não pode ter nenhum contato.

– Quem? – me interessei jogando longe o lenço encharcado de clorofórmio e impulsionando a garota pra cima, apoiando-a em um dos meus ombros.

– Min Yoongi.

O que?!

– Pensei que estava morto. – indaguei um pouco pasmo.

– Por sorte consegui encontra-lo a tempo. Ele sabe demais JungKookie, não pode de nenhuma maneira ficar livre desta vez.

Concordei suspirando longamente.

– Então aonde devo coloca-la?

– Seu quarto é o mais perto certo? – disse dando as costas para mim – Leve-a para lá.

– Agora foi longe demais. – soltei totalmente contrariado.

– Não adianta resmungar ande logo com isso e volte, ainda não terminamos por aqui.

Ajeitei o copo em meus ombros queimando com os olhos a imagem calma e compenetrada de Taehyung se sentando no estofado, maior parte das vezes me irrita profundamente quando agia daquela maneira. Dei meia volta e analisei o corredor assim que abri a porta, levei meu braço pra cima e rodei sua cintura para não ter o risco de quebrar algum osso caso caísse, prejuízo é o que menos preciso.

Não demorei muito para chegar em frente ao meu quarto, realmente era ao próximo corredor. Peguei com a mão livre a chave em meu bolso da calça e foi questão de segundos que destranquei, abri, entrei e fechei. Dei alguns passos e a joguei em minha cama.

Observei esparramada no meu colchão, os braços abertos e com cabelo cobrindo parcialmente seu rosto. Taehyung acha mesmo que irei deixa-la babar no meu travesseiro a noite toda? Claro que não. Assim que todos caírem fora vou tranca-la novamente naquele quarto.

Passei meus dedos nas laterais de meus cabelos dando as costas, olhando um ponto fixo qualquer com as mãos atrás da cabeça. Respirei fundo.

Então Min Yoongi foi capturado. Terei que ir qualquer hora dar as boas vindas ao meu velho Hyung.

Deixei escapar um sorriso de canto e virei para ver novamente o estado da garota em minha cama, o jeito que está deitada começou estranhamente a me incomodar. Rolei os olhos e cheguei mais perto, toquei em seus cabelos e os retirei de seu rosto, parando para analisa-lo melhor.

Ela é ainda mais linda que Rebecca, porém, continuava sendo uma maldita pedrinha no meu sapato.

Essa garota na minha cama não daria certo.

Pigarreei assim que me dei conta de que passei mais do que o necessário por ali, ainda teria que enfrentar uma longa discurssão com que cobrarei algumas respostas e ainda teria que bancar o anfitrião para os convidados. Torço para que Nari não tenha vindo com Shun, estou sem paciência para seus caprichos hoje.

Me retirei do comodo tendo em mente que, a noite seria longa.


 


 

JM

 


 

Parado em frente a porta vinte e oito de um dos apartamentos que mais frequentei em toda minha vida bati na madeira pela terceira vez, o prédio não estava em seu melhor estado e me surpreender ver tanta quantidade de bolor nas paredes azul claro, as escadas nem poderia dizer nada, a falha e um dos degraus com um buraco enorme mais ao canto já existia a anos, me pergunto como que ainda não encontraram esse lugar e demoliram.

O que tinha em mente era quase impossível de ser certo, talvez ele com toda sua grana nem ao menos esteja no país quanto mais nesse lugar sujo. Foi ai que ouvir o barulho de chaves do outro lado da porta.

Durou vinte segundos para ele destrancar todas as trancas existentes e mesmo assim abriu a porta suficiente ao limite da corrente permitia. Nossos olhos se encontraram e rapidamente pude ver os seus arregalarem, antes que fechasse a porta na minha cara espalmei minha mão na madeira e o impedir.

– Eu já te vi. – sorri de canto.

– Olha só o que o vento me trouxe novamente... – usou cinismo ao abrir um sorriso enorme.

– Abre a porta.

– Vai dar não brô.

– Anda! – ordenei.

Ouvir ele soprar.

– Espera ai. – disse por fim parecendo conformado, meu braço recaiu ao lado de meu corpo e esperei com que destrancasse de vez aquela droga – Jimin! Quanto tempo!

– Faz muito. Precisamos conversar. – cheguei ao ponto sem me prolongar mais.

– Entra aí.

Bati a porta atrás assim que entrei e vi o que havia se tornado o primeiro comodo do apartamento.

– O que aconteceu com esse lugar? – questionei sem conter a cara de desgosto com o cheiro forte que não identifiquei.

– Aconteceu nada. – disse desentendido.

– Sério? – ergui as sobrancelhas colocando as mãos na cintura.

– Continua sendo o mesmo cafofo de sempre. – jogou-se no sofá onde se esticou apenas para pegar um cigarro suspeito na mesinha de centro onde entendi ao cheiro horrível no recinto – Bagunçado, sujo e fedorento.

Levou-o até a boca onde deu um longo trago, soltando lentamente inebriado. Meu estomago revirou.

– Não largou isso ainda? – soltei fitando longamente o sofá ao seu lado questionando se seria uma boa ideia me sentar nele.

– Tentei, mas... Não deu muito certo. – deu de ombros.

– Imagino o porquê. – rolei os olhos decidindo por fim me sentar.

– Não me julgue Jimin, lembre-se que fui eu que te apresentei a essa belezinha aqui. – mexeu o cigarro entre os dedos.

– Não cheguei perto do que você ainda é Hoseok.

Praticamente cuspiu o riso arrastado.

– Tem razão. Sempre foi mais apegado em alcoól não é mesmo?

– Eu não vim aqui para relembrar essas coisas agora. – cortei todo aquele papo sem paciência – Sabe aonde Taehyung pode estar escondido?

Tragou mais uma vez e soltou.

– Não tenho a minima ideia. – disse com desdes.

– Certeza? – insisti quando reparei que poderia estar me escondendo algo.

– Absoluta. Até porque não sou dedo duro.

Certo. Ele sabe sim.

– Não tenho tempo pra gracinhas me conte logo.

Ele sorriu satisfeito.

– Por que esse interesse todo Jimin? Não era você e o Song que queriam cortar qualquer tipo de ligação desse meio todo? – questionou interessado inclinando-se até a mesinha para bater o cigarro em uma especie de cinzeiro improvisado.

– Acontece que Song está desacordado preso em uma sala de hospital entre vida e morte. A filha dele desapareceu e tenho quase certeza de que ela está com Taehyung.

Silencio.

– Wow. – soltou olhando para outro ponto ao chão – Espera, desde quando Song tem filha?

Suspirei, perdendo o resto de seriedade interior.

Levantei e agarrei sua camiseta estampada, trazendo-o para perto.

– Para de me enrolar e diga agora o que sabe. – esbravejei.

– Já disse que não sei de nada Jiminzinho. – soltou um sorrisinho zombetério que só contribuiu para minha raiva crescer.

– Permita-me relembrar de todas as vezes que Song aliviou sua barra com os contrabandistas, se não fosse pela metade das coisas que ele te livrou estaria em pedacinhos enterrado em algum canto qualquer.

Hoseok passou a língua nos lábios e desviou o olhar, seu semblante ficou sério.

– Não vou permanecer vendo-o desse jeito, preciso batalhar não apenas pela liberdade dos Song, mas pela minha também.

Tinha esgotado meu tempo atoa e isso me irritou profundamente há mais do que pensei, dei as costas para ele e direcionei-me até a porta. Ao abri-la ele decidiu falar:

– É impossível Jimin. – virei a cabeça e o observei desencostar de seu acolchoado – Eles vão te perseguir a vida inteira, não tem escapatória.

No fundo eu sabia disso, por mais que meus pensamentos seja diferentes de anos atrás eu ainda iria pagar por um longo tempo por erros incorrigíveis, mas meu recomeço e o do Song está acontecendo e nos dois lutaremos para que continuasse assim.

Estava confiante mesmo sem pistas.

– Terei que tentar mesmo que custe minha vida. – foi assim que o respondi, batendo a porta e lhe deixando sozinho.


 


 

~~.~~

 


 

Despertando com um terrível enjoo preso na garganta, sentia meu um peso anormal em meu corpo, era como se tivesse sido atropelada. Meus olhos fechados mesmo estando acordada já há alguns minutos.

Tonta e cheia de náuseas cobri meu rosto com o braço, após abri-los o escuro me permitia ver o minimo, significa que ainda não havia amanhecido. Odiava acordar no meio da noite, afinal dormir é o único e melhor momento que tenho estando naquele lugar.

Ouvi passos próximos que fizeram franzir o cenho, cocei os olhos e com certo esforço os abri, piscando várias vezes até uma grande interrogação cair sobre mim.

O teto estava... Cinza?

– Finalmente acordou.

Levantei de uma vez e fitei sua figura em minha frente, a luz foi acessa.

– O que faz aqui? – falei sem medir a secura que as soltei.

O moreno se afastou poucos passos da cama e encontrou meu olhar, fitando-me como se fosse uma louca. Foi ai que reparei melhor no cômodo. Extraordinário de luxuoso, duas vezes maior do que aquele que permaneço presa com uma decoração impecável de cinza, preto e branco. Recai novamente para ele que agora tinha a atenção na própria imagem em um espelho que chega ao teto.

– Onde estou?

– Meu quarto. – disse sem desviar o olhar.

– Por que estou no seu quarto? – questionei um pouco alterada.

Desci meus olhos para o vestido intacto em meu corpo que me apertava, suspirei aliviada mas durou poucos segundos. Eu lembrei de tudo.

– Foi você. – apontei para o maior que finalmente me olhou – Colocou algo na minha cara e eu desmaiei.

JungKook estava indiferente sobre minha acusação.

– Ai! – resmunguei assim que uma pontada atingiu minha cabeça, rapidamente coloquei a mão no local.

– Você fala demais quando está bêbada. – usou seu tom debochador.

– Bêbada?

Foi ai que a ficha caiu, eu tinha bebido realmente além do que pretendia quando estava com SeokJin, e um flash passou de nós três. Meu pai... Tinha emfim acordado no hospital, era isso!

– Fui obrigado a te trazer pro meu quarto para não levantar suspeitas. – começou a desabotoar os botões de sua camisa preta e eu fiquei pasma que ele iria mesmo tira-la na minha frente – Mas como já está acordada, acho que não terei que leva-la mais, ótimo!

Retirou a camisa e a jogou em qualquer canto ao chão.

Eu não conseguia tirar mais os meu olhos dele, espantada e incomodada por ver tantas cicatrizes em seu tronco. O mesmo ao dar as costas e entrar em seu closet pude ver mais marcas toma-lo, Jeon era forte e tinha músculos marcados perfeitamente, mas eu me encontro horrorizada por seus machucados.

Como ele teria ganhado eles? Nessa quantidade principalmente?

– SeokJin passou o resto da madrugada te procurando no salão. – comentou alto saindo pra fora do closet vestindo apenas uma calça moletom – O que fez para te-lo nas mãos assim? – cruzou os braços.

– Não fiz nada. Talvez ele tenha se tocado o quanto desconfortável fiquei naquele dia. – deduzi sem ter certeza.

A personalidade dele era um mistério, SeokJin mostrou ser de uma forma, depois deixou escapar um lado nada agradável e depois quis se redimir mesmo transparecendo muito que queria me matar quando o empurrei. Poder estar querendo demonstrar boas intenções agora, porém, continuo desconfiada sobre si.

– Só tem um motivo para ele estar agindo dessa maneira.

Não perguntei qual é esse motivo já imaginando pelo seu tom pevertido no que pensava. Eu novamente olhava para sua pele intrigada.

– Essas cicatrizes...

– Quê? – olhou-me confuso.

– Nada. – balancei a cabeça retirando a vontade de perguntar sobre elas.

Ignorando-me caminhou até se jogar ao colcão, bem do meu lado.

– Vai me deixar sair daqui?

– Pra tentar escapar? Mas é claro que não. – deitou de barriga pra baixo.

– Não espere que eu concorde em ficar aqui com você. – me exaltei.

– Bin logo irá bater naquela porta pra te levar. Então tente ficar quieta até que ele venha.

Olhei o mesmo esconder as mãos debaixo do travesseiro e fechar os olhos, indignada e perplexa. Durante algum tempo permaneci imóvel esperando com que Bin chegasse ao qualquer momento para me libertar de um desconforto e me colocar em outro, mas o tempo passou e nada. Minha atenção era tomada pela porta, cansada de ficar ao lado daquele cretino me ergui da cama com cautela para não acorda-lo, peguei meu saltos e andei até a porta.

Ao girar a maçaneta uma surpresa imprevisível, não estava trancada.

Sem pensar duas vezes me retirei do quarto, respirando ar livre – na medida do possível – ao encostar a porta sem fazer barulho. Virei meus calcanhares pronta para me mandar dali mas tomei um susto assim que deparei com outra pessoa.

– Você foi pega de novo. – sussurrou audível com aquela voz rouca.

Engoli em seco, abri a boca para dizer algo mas eu não tinha as palavras certas, fora que não queria que o reencontro fosse tão logo, pelo menos até que amanhecesse.

– Ficarei honrado de acompanhar uma Song até seu quarto. – disse pegando em meu braço e sorrindo de ladinho – Até lá talvez, poderemos ter uma longa conversa. 


Notas Finais


UI E AGORA~???

Tá cada vez mais confusento essa história né? ahsuahsuahsuahsaus Mas conforme os caps vc vão entender.

Comentem se gostaram estarei esperando :)

Bjjjjjjsssssss ^3^ <33333333333


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