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História Gangsta - LuWoo - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo 1


— Hyung. — chamei arrastado, enquanto fazia um bico manhoso. 

Oh, como eu tenho sorte, Chittaphon ainda me tolera. 

— Oi, o que foi? — se jogou ao meu lado na cama. 

— Eu quero um sugar daddy. — disse simples e rapidamente. 

— Você quer o quê? — perguntou segurando a risada, mas eu conseguia notar seus olhos sorridentes. 

— Um sugar daddy, eu preciso de um. — disse em uma mistura de desespero e frustração. Por que eu queria mesmo aquilo? Por que eu estava me rebaixando naquele nível? 

— Por que você iria querer um? — dessa vez ele riu, não sei se era pelo meu pedido inesperado ou por ser extremamente idiota eu querer tal tipo de coisa. 

— Eu me sinto tão sozinho... E dizem que eles mimam muito os babys, que compram coisinhas e cuidam. Não deve ser incrível ter um? — olhei em seus olhos e ele soltou um suspiro, que eu diria ser apaixonado. 

— Oh, sim, é incrível mesmo. — seus dentes morderam os lábios finos, enquanto ele desviava seu olhar para os lençóis da cama. 

— Como assim "é incrível"? Você já esteve com um? — eu me encontrava totalmente curioso, visto que eu não sabia de muito daquele mundo, mas que me interessava. 

— Yah, na verdade, eu nunca te falei como conheci o Taeyong. — afirmou soltando um riso baixinho e soprado. Que vagabundo! 

— Wow, espera aí, Sr. Chittaphon, você está namorando um sugar daddy há dois anos e nunca me disse?! — me sentei na cama, cruzando os braços em birra. 

— Não achei que precisasse falar sobre os princípios do meu relacionamento. — deu de ombros ignorando meu estado furioso. 

— Claro que precisa! Eu sou seu melhor amigo desde sempre! Era só ter falado pra mim. — mostrei minha língua e virei a cara, okay, tem certos momentos que eu não gosto dele. 

— Oh, me desculpe, garotinho mimado, é isso que você quer? — colocou a mão sobre a boca, impedindo mais um riso sair de seus lábios. 

— Sim, agora que está desculpado... Me conta tudo. — voltei a ficar mais próximo dele, acabando com minha pose birrenta de antes. 

— Tudo o quê? — uma de suas sobrancelhas se arqueou em dúvida. 

— Hyung, pare de ser assim tão lerdo, tudo sobre como conheceu ele! Oras! — falei como se fosse o óbvio, o que realmente era, Ten me dá nos nervos quando força essa lerdeza gigantesca. 

— Ah... Bem... — umideceu seus lábios com a língua e me olhou. Eu não entendo, por que as pessoas vivem fazendo essas coisas como passar a língua entre os lábios, ou morder eles, o que tem de errado? 

— Bem?... — incentivei a continuar. 

— Eu o conheci em um aplicativo feito especialmente para isso, lá você cria uma conta, e pode selecionar o que você é, baby, daddy ou mommy, garoto ou garota. De acordo com suas escolhas, você vai informar sua idade, país e outras coisinhas, lá, o aplicativo vai mostrar pessoas que provavelmente combinariam com você. — explicou detalhadamente, enquanto eu tinha meus olhos fixos nele, completamente concentrado no que falava. — Você pode postar várias fotos do seu corpo, e quase nunca as pessoas postam o rosto no perfil, isso que deixa tudo melhor, já que vão ter a curiosidade de saber a quem pertence aquele corpo. 

— Uau... — foi tudo o que saiu da minha boca, isso é incrivelmente interessante. 

— Você pode olhar o perfil de outras pessoas, e chamar para um chat, podem conversar por bastante tempo e marcar um encontro. É como encontrar amigos virtuais com segundas intenções. — sorriu e me lançou uma piscadela. 

— Isso... Isso é incrível! — afirmei animado e já esperançoso. O que a carência não faz, não é mesmo? 

— Mas abaixa a bola aí, nem todos são confiáveis, por isso não deve marcar encontros com pouco tempo de conversa. Eu e Taeyong só nos encontramos um mês depois da nossa primeira conversa, foi uma noite tão incrível. 

— Imagino, você deve ter aproveitado bastante. — ri do lado malicioso dele. — Mas, vamos ao que importa, qual o nome do aplicativo? 

— Você vai usar? Mesmo? — não entendi bem o porquê de sua dúvida, já que eu estou provando minha necessidade absurda de dar a bunda.

— Claro, por que não? 

— Meio que... Como eu explico isso... — ficou pensativo. — Você não tem a maturidade necessária ainda, entende? Tipo, eu sei que você não é mais virgem, nem nada, mas, ainda assim você tem a mentalidade de uma criança de dois anos, Woo. 

Ah, não! Não vamos entrar nesse assunto de novo. 

— Palhaçada isso! Você continua insistindo em eu ser um crianção! Eu já evoluí, entenda isso. — falei firme e até exaltado demais. — Eu não sou mais um bebê, já tenho dezenove anos. 

— Você que pensa. — revirou os olhos e pegou seu celular. — Mas tudo bem. Yes, daddy. 

— O que? 

— O nome do aplicativo. 

— Ah! Obrigado, hyung! — sorri grande e abracei seu pescoço. 

— De nada, bobão. — disse rindo. — Woo, você está me sufocando. 

— Desculpinha. — o soltei e tirei meu celular do bolso. 

Eu estou tão ansioso para testar isso, será que eu vou mesmo conseguir arranjar um sugar daddy? Espero que sim, eu me sinto tão necessitado disso, e também, se for um papai como o Taeyong, eu vou querer mesmo, ele trata Ten tão bem, arrisco em dizer que realmente ama ele com todo o coração. 

Procurei pelo aplicativo, não demorou muito, visto que era o único com aquele nome. O ícone do app era em um tom rosa pastel, o nome dele e uma pequena cereja no canto. Ótimo designer, me chamou atenção, eu amo coisas assim. 

Tratei de fazer o download rapidamente, sinto meu corpo inteiro se eriçar de ansiedade, nunca pensei que um dia faria algo assim, mas, infelizmente a "seca" falou mais alto. 

— Já baixou? — perguntou Chittaphon, com os olhos curiosos em meu celular, eu apenas assenti. — Ótimo, rapidinho você consegue alguém. 

— Eu espero. — suspirei ansioso. — Caramba, eu pareço um ômega no cio sedento por sexo. 

— Bom, não somos lobos ainda, mas sedento por sexo você já está. — riu abertamente, recebendo um soco no ombro de minha parte. 

— Idiota... — abri o aplicativo, logo dando de cara com uma tela em preto, e no meio a logo do app. — Ele é bonitinho, parece um jogo de criança. — foi o que eu disse, antes de carregar a página de entrada, onde eu deveria preencher com os dados, ao fundo tinha uma foto de um casal hétero, sem focar no rosto, apenas os corpos que pareciam prontos para o ato. — Okay, não é pra criança. 

— Claro que não é. — disse rindo e apontou para um dos pontos. — Aqui, coloque seu nome, e depois um user name. 

— Sim, senhor experiente. — escrevi meu nome, e logo embaixo coloquei "sugar_boy", parece um nome bom pra mim. 

— Sugar boy? — nem precisava olhar para saber que Ten me encarava com as sobrancelhas juntas. 

— Yah, é o nome perfeito. — disse simples.

— Não acha melhor colocar algo que parece seu nome? 

— Não, assim está bom pra mim. 

— Okay então. Agora informe sua idade, gênero, país e cidade. — assenti algumas vezes. 

Fiz tudo como o mais velho falou, e apertei o botão "prosseguir", logo vendo uma mensagem na tela. 


Para confirmar seu progresso, como deseja ser tratado? 

[X]Baby                     [ ]Daddy


Logo fui levado para a aba inicial, onde haviam algumas publicações e perfis para seguir, isso parece o Instagram. 

— O que eu faço agora? — olhei meu amigo. 

— Agora, você vai nesse ícone que tem uma pessoa e personaliza seu perfil. — fiz o mesmo que ele falou. 

Vi minhas informações alí, aquilo era tão semelhante ao instagram que eu apenas fiz o mesmo que se faz lá. Adicionei uma foto ao ícone do meu perfil, não do meu rosto, mas sim da minha boca, que na minha opinião, é meu ponto mais atraente. 

— Até que você está indo bem. Okay, agora me segue. — tirou o celular de minhas mãos, e clicou em uma lupa, onde ele pesquisou o perfil @Ten_baby, depois ele reclama do meu nome. 

— É um nome estranho. 

— Cala a boca. 

— Okay, bebê dez. 

Recebi um dedo do meio em minha direção, o que só me fez rir. Vi que ele mesmo se seguiu, dei uma olhada no seu perfil, e caramba, ele tem mais de cinquenta mil seguidores, as pessoas realmente gostam dele. 

— Como você fez pra ter tantas pessoas te seguindo? — olhei incrédulo ainda. — Você comprou seguidores por acaso? 

— Não, isso é tudo fruto de um trabalho duro. — se gabou. — Mentira, foi só eu tirar várias fotos e postar, e então foram aparecendo. 

— Oh, tão fácil assim? 

— É, a maioria dos seguidores chegam bem rápido, já que ao entrar no app, vai ser avisado para os outros que usam. — foi deslizando seu dedo pelas fotos, cada uma mais provocante que a outra, tão explícito. — Já tenho mais de trezentas fotos, se você for alguém ativo aqui, vai conseguir muitas curtidas e seguidores novos sempre. 

— Taeyong não se incomoda com o fato de você usar ainda? — ele começou a rir. 

— Não, ele também usa, e a gente posta fotos juntos também, como essa aqui. — mostrou uma foto dele no colo do mais alto, sem mostrar os rostos, claro. — E essa aqui também. — essa era fofa, Taeyong estava com a cabeça deitada em uma mesa, que eu arrisco ser de um restaurante, enquanto uma mão segura a dele, obviamente a de Chittaphon. Eles são um casal bem tumblr. 

— Que fofo. — sorri para ele, que me entregou o celular. 

— Eu sei. — afirmou exibido. — Agora, para fazer seu perfil bombar, o necessário são apenas fotos. 

— E como eu tiro essas fotos? 

— Ou nu, ou com algo bem curto. — deu de ombros. — Não tem uma saia ou alguma fantasia por aí? 

— Fantasia? A única fantasia que eu tenho é aquela ridícula de bruxo que você me fez usar no halloween do ano passado. 

— Essa não vale, nunca comprou uma fantasia sexual? Sei lá, de líder de torcida, gatinho, coelho? — neguei com a cabeça. — Assim fica difícil. Você ao menos já foi em um sexy shop alguma vez, Jungwoo? 

Não. Eu nunca nem pensei em pisar em um lugar como aquele. Na verdade, eu nunca fui de gostar dessas coisas ou ter fetiches, passei a ter por causa de Ten, que vive me mandando link de vídeo adulto. Maldito tailandês. 

— Não. — ele bateu a mão na própria testa. 

— Aí está o motivo para tanto fogo. — revirou seus olhos e bufou. 

— O que isso tem a ver? 

— Você nunca teve brinquedos pra te saciar. — suspirou. — Nunca um vibrador deve ter entrado nesse seu buraco. 

— Claro que não, deve ser tão estranho. — dei de ombros. 

— Estranhamente gostoso pra caralho, isso sim é. — balançou sua cabeça me olhando com desdém. — Você precisa ir em um sexy shop. 

— Sério mesmo? Deve ser tão vergonhoso. — sussurrei, já sentindo meu sangue se implantar em minhas bochechas. Que ele não me faça fazer isso. 

— Claro que sim, e não é vergonhoso, você se escolhe o que quer, e paga, simples assim. É como ir em uma loja, porque é uma loja. 

— Em lojas as atendentes sempre ficam por perto nos olhando, eu não quero ser observado comprando... Essas coisas. 

— Sinto te informar que você ainda não tem dinheiro pra ter uma loja disso só pra você, por isso, vai ser necessário ir em um lugar onde outras pessoas vão estar. — se levantou. — Vamos lá. 

— Agora? 

— Agora! 

Nem vou discutir, é uma luta perdida, Chittaphon é a pessoa mais insistente que eu já conheci. Apenas concordei com a cabeça, entrando com tudo naquela situação, não acredito que estou fazendo isso tudo pra conseguir um pouco de atenção. Que deprimente, mas foda-se. 

— Você dirige. — ele disse autoritário. 

— Okay. — concordei, e rapidamente fomos até o carro dele. 

Entramos no veículo, seguindo rumo para um endereço que eu não conhecia, mas enfim, Chittaphon diz, você tem que obedecer. Pelo que ele disse, era uma loja em uma parte mais afastada do centro, explicou que lá vendiam tudo relacionado à sexo e essas coisas. Que vergonha estar indo fazer isso. 

No carro tocou algumas músicas, tais como os clássicos do pop americano, principalmente Madonna e Katy Perry, devo dizer que eu sou um fã de carteirinha dessas duas. Chittaphon já teve a sorte de ir no show da Madonna, Taeyong levou ele ano passado, eu até iria, mas infelizmente peguei um resfriado e fiquei bem doente. Me impressiono com meu nível de sorte. 

Estacionei onde ele informou, e só me senti mais envergonhado ao ver o estabelecimento todo revertido com tinta vermelha, e um um grande banner na entrada, o nome feito de luzes, oh céus. 

— Woo? Você não vem? — só então percebi que eu continuava na porta do carro, paralisado apenas olhando. 

— C-Claro que vou. — eu não queria dizer aquilo, mas já estamos aqui, vamos prosseguir. 

Fechei o carro e segui junto com ele até a entrada, já vendo um número médio de pessoas vagando por dentro dalí. Uma mulher surgiu do nada em nossa frente, o que pra mim já foi aterrorizante. Mas, ao contrário de mim, Ten parecia bem animadinho com a chegada dela. Acho que são amigos. 

— Seolhyun! — chamou animado se jogando encima da garota e a abraçando. 

— Tennie, quanto tempo, você quase não vem mais aqui desde que arranjou o bonitão. Meus produtos não fazem mais o trabalho tão bem quanto ele? — perguntou em um tom brincalhão. Incrível como eles conversam sobre isso tão normalmente. 

— Olha, amiga, eu amo seus produtos, mas nada e nem ninguém me satisfaz melhor que o Tae. — piscou e os dois riram. — Mas hoje, as compras não são pra mim. 

Os dois me olharam, o que me deixou bem vermelho. 

— Quem é essa gracinha? — ela perguntou chegando mais perto de mim. Eu sinceramente tenho hétero panic. 

— Jungwoo, meu amigo. Ele meio que precisa de algumas coisas pra tirar algumas fotos, e... Você sabe. — vagabundo desgraçado, basicamente falou que eu sou uma puta. Idiota. 

— Oh, seu estilo... — me analisou da cabeça aos pés. — Ele combina bastante com o estilo mais fofo, bem mais baby que você, Tennie. 

— Tem razão, o Woo tem esse ar inocente mesmo, mal conhece essas coisas ainda. 

— Okay, já pode parar de me expor, querido amigo? — sorri forçado, com uma imensa vontade de dar um tapa nele, mas agora não, não posso perder minha pose de calmo. 

— Estou mentindo? — ele ainda tem a audácia de me testar. 

— Sem brigas, garotos. — riu a garota, e entrelaçou seu braço ao de Ten. — Vamos, vou te mostrar algo que combine bem com você. 

Apenas concordei algumas vezes com a cabeça, e a segui, enquanto escutava ela tagarelando com meu amigo. Eles parecem bem próximos mesmo, posso até dizer que sinto uma pontada de ciúmes. Mas tenho certeza que Chittaphon gosta mais de mim do que dela. Okay, talvez eu seja um pouco convencido. 

Passamos por alguns corredores, cada um cheio de brinquedos e roupas íntimas. Eu estava tão vermelho, é tão vergonhoso que tenho medo de ter um sangramento nasal aqui. Ela parou uma uma parte em tons rosa e branca, parecia bem algo infantil, até eu ver alguns objetos bem... 

— Wow, esses plugs são novos? Eles são bonitos. — Chittaphon comentou pegando um enfeitado com pedrinhas de cristal. 

— São sim, é da coleção nova feita no Japão. — mostrou outros daquele estilo, e Ten sorria maravilhado. 

— Oh céus, eu preciso comprar esses. Vem, Woo, olha tudo isso aqui! — pegou três de uma vez, de cores diferentes. 

— Okay... Você que é experiente, o que eu preciso comprar? — olhei para as prateleiras cheias de coisas que eu não fazia ideia de como usar a maioria. 

— Plugs, vibradores, fantasias, algemas, bolinhas tailandesas, chicotes, vendas, dentre outras coisas. — foi falando. 

— O que são bolinhas tailandesas? — perguntei confuso, por que um brinquedo sexual teria aquele nome? 

— Isso aqui. — pegou algo da prateleira de cima, era um cordão que ligava duas bolinhas de plástico com uns quatro centímetros talvez. Eu espero que elas não sirvam pra... 

— Como se usa? 

— Simples, você enfia elas aí atrás, ajuda a ter um orgamo melhor sozinho. — disse na maior tranquilidade. Vou indicar Chittaphon para algum programa de TV como sexólogo. 

— Eu não vou enfiar isso em mim. — nunquinha em minha vida, que ridículo. 

— Não faça chilique, ainda não experimentou, tenho certeza que vai gostar da sensação. 

— Já disse que não vou. 

— Garoto, cresça, se você vai deixar um cara te penetrar, como não pode deixar duas bolinhas entrarem aí?! 

— Tem diferenças bem grandes. 

— Sim, mas dá no mesmo. 

— E se elas ficarem presas lá dentro? 

— Não vão ficar. 

— E se eu não souber usar? 

— Eu vou ensinar. 

— E se eu enfiar no lugar errado. 

— Você só tem um buraco, Woo. 

— E se eu não conseguir tirar elas? 

— Jungwoo cala a boca, você vai levar elas e pronto. 

— Aish! 

Como eu disse, não adianta brigar com ele, ele sempre está certo com qualquer coisa. 

— E as outras coisas? — peguei as bolinhas de sua mão e olhei. Vou me sentir tão ridículo usando essa porra. 

— Vamos pegar. 

Eu achava que Ten me faria comprar no máximo cinco coisas. Eu estava completamente errado. 

Passamos basicamente uma hora adicionando produtos ao carrinho, já que, para ele, tudo era importante e eu deveria comprar. 

Ele me fez experimentar fantasias, que pareciam mais femininas, eu até que gostei de uma delas, mas as outras me faziam parecer ridículo. Porém, Ten disse que ficaram boas e que eu deveria comprar as três. Meu bolso que lute com essa ideia maluca. 

Ainda me fez passar pelo constrangimento de escolher quatro vibradores diferentes, já que não sabíamos qual seria melhor pra mim, e eu com toda certeza não irei voltar nesse lugar nunca mais. Por algum motivo ele me fez comprar um par de algemas revertidas em veludo, o que foi bem fofo até, apesar de eu não saber a precisão de comprar aquilo. 

E ainda por cima, tive que levar no carrinho dois plugs, um de rabinho de gato, que eu achei bem escroto, mas enfim, e um normal, bem simples mesmo. Dentre várias outras coisas. 

E quando chegamos no caixa, eu quase me soquei e desisti dessa ideia, pois a conta me deu um tapa bem na cara. Por sorte eu estava com cartão de crédito na hora, senão não daria pra comprar nem a metade daquilo com dinheiro físico. 

— Você me paga por ter vindo aqui, me constrangido e pela conta enorme que deu. — reclamei entrando no carro. 

— Foi você quem quis entrar nisso, Woo. — deu de ombros colocando as sacolas no banco de trás. — Agora, vamos logo, temos que tirar várias fotos pra você postar e ganhar seguidores, e rapidinho seu sugar daddy chega. 

— Eu espero, é o mínimo que eu mereço depois disso. 

O caminho de volta foi normal, o mesmo de antes, apenas poucas conversas enquanto a música invadia nossos ouvidos, e claro, que nós fazíamos a voz de fundo e o instrumental — ou pelo menos tentamos fazer —.

Chegamos em minha casa, e entramos rapidamente, Chittaphon estava mais ansioso que eu pelo visto. Me puxou pro meu quarto, enquanto eu carregava as sacolas com as coisinhas que compramos. 

— Como vai ser a primeira foto? — o olhei me sentando na cama. 

— Bom, você tem que chegar chegando, se é que me entende. Então, vista essa fantasia de garotinha e coloque as algemas. 

— Ah não, mas já? — fiz uma careta de sofrimento. 

— Claro, vai logo, já perdemos muito tempo indo lá comprar essas coisas. 

— Okay. — suspirei e me levantei. — Ahn... Você não vai sair do quarto? 

— Por que? — nem me olhou, apenas se concentrou em algo em seu celular. 

— Talvez pra mim me trocar? 

— Como se eu nunca tivesse visto sua bunda. Vou ficar por aqui mesmo, só se troca. — se deitou enquanto eu percebia seus dedos se movendo, parecia estar digitando. 

— Está bem. — bufei insatisfeito, e comecei a tirar minhas roupas. 

Ten nem me observava, o que era bom, já que eu não sentia vergonha. Se eu acho vergonhoso me trocar na frente do meu melhor amigo, vou sentir ainda mais vergonha quando ele tirar fotos minhas vestindo aquilo. Pessoas realmente tem fetiches por isso? 

Até hoje não sei bem pelo que eu tenho fetiches, já que eu nunca experimentei bem essas coisas. Não que isso seja absurdo, eu só tenho dezenove anos, e até agora só transei duas vezes. Pouco? Sim, mas eu entendo, já que eu sempre fui o esquisitão e nerd, que incrível. Mas, não ligo mais pra isso. 

Foi um pouco difícil saber como se vestia esse negócio, mas com um pequeno esforço consegui. Até que não ficou tão ridículo assim... Não que eu tenha gostado... Mas não ficou tão ruim, só isso. 

— P-Pronto? — mexi em meus dedos todo envergonhado. 

— Oh, eu disse que você fica ótimo nessa. — sorriu e soltou seu telefone. — Agora, apenas se deite aqui. — deu batidinhas fracas no colchão, como um bom aluno, obedeci, subindo na cama e me deitando normalmente. — Assim não, bobo. — se aproximou e puxou minha cintura pra ficar mais na lateral. — Pronto, arrume suas pernas. — obedeci outra vez, ele pegou o par de algemas que compramos. — Estenda suas mãos. 

Okay, eu já vi isso em um filme pornô, mas é tão estranho com o Ten... É o Ten. Pelo menos ele só vai tirar fotos mesmo, mas essa frase teve muito duplo sentido. 

Ele colocou em meus pulsos, os prendendo, não tão apertado, não tinha necessidade mesmo. 

— Está ótimo. — pegou meu celular, e abriu a câmera. — Agora, permaneça nessa posição. — concordei com a cabeça. — Poxa, eu deveria ter chamado o Taeyong pra cá. 

— Por que o Taeyong viria aqui? 

— Pra tirar suas fotos. 

— Nem fodendo que eu deixaria ele tirar minhas fotos. — Ten é maluco? Quer que o namorado dele dê uma de fotógrafo? 

— Ele é bom nisso. Ele quem tira minhas fotos. — deu de ombros. 

— São situações diferentes. 

— Tem razão, mas ainda assim, ele é muito bom como fotógrafo. 

Ficamos em silêncio, e ele começou a tirar várias fotos, em ângulos diferentes enquanto eu continuava parado, esperando ele terminar. 

— Agora uma sentado. — fiz o que foi dito, ficando sentado em meus pés, e com as mãos sobre meu colo. — Oh, está ótimo. 

O barulho da câmera do celular foi a única coisa que se ouviu no quarto pelos três minutos seguintes. Em um momento ele arrumou outra posição, onde eu estava deitado, segurou em minhas mãos e deixou elas na frente de meu rosto, provavelmente na intenção de esconder minha identidade. 

— Prontinho, só falta tirar mais algumas e logo terminamos. — foi o que disse, continuando a me fotografar. Ele tirou tantas fotos que talvez nem seja necessário tantas assim. — Terminei. — se sentou e eu fiz o mesmo. 

— Tira isso aqui. — estendi minhas mãos, ele concordou com a cabeça e tirou. — Ficaram boas? 

— Claro que sim, vamos ver quais foram as melhores e então a gente posta. — disse todo animado. 

Fiquei ao seu lado, e ele abriu a galeria. Ao todo ele tirou trinta e duas fotos, ou seja, vai ser bem difícil escolher. Avaliamos uma por uma, algumas apagamos, e selecionamos três que mais gostamos. 

— Essas são as melhores. Vamos postar. — abriu o aplicativo, e logo foi para o ícone de câmera. 

Eu apenas observei ele fazer tudo, não sabia mexer nisso mesmo. Vi ele postar as três fotos, sem legenda nenhuma, não pensamos nisso, e pra mim não tem necessidade. Ele então, após publicar, bloqueou a tela do aparelho e me olhou. 

— Estou orgulhoso de você. — falou dando um gritinho animado e me abraçando. — Meu menino cresceu tanto. 

— Eu disse, bobo. — ri do seu jeito exagerado. — E agora? 

— Agora... Bom, eu não sei, talvez esperar alguma notificação. Ah, eu estou morrendo de fome. — se levantou e foi até a porta. — Você não vem? 

— Vou sim, só vou tirar essas roupas. — sorri. 

— Okay, vou pegar alguns salgadinhos. — saiu correndo. 

— Não pega os meus doritos! — gritei, por mais que ele não me deu uma resposta, apenas revirei meus olhos. 

Fiquei de joelhos na cama para tirar essa fantasia, foi então que escutei o som de quatro notificações seguidas. Me assustei de início. Já? Tão rápido assim? 

Peguei o celular, e olhei apenas pela aba de notificações. Comecei a ler, e lá estava:


@wong_lucas curtiu sua publicação

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@wong_lucas comentou em sua foto: "seu corpo é bonito, garoto"

@wong_lucas deseja enviar uma mensagem para você


Notas Finais


Mais uma fic ^^ espero que gostem

Até o próximo capítulo =^._.^= ∫💜🌙


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