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História Gangster Sex - Jikook - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo Três


Fanfic / Fanfiction Gangster Sex - Jikook - Capítulo 5 - Capítulo Três

Abro os olhos sendo atingido pela claridade excessiva da manhã que entra pela janela e sinto a minha cabeça latejar a cada movimento.

Tateio a minha volta sentindo os cobertores macios sobre as mãos e o cheiro do amaciante.

Será que tudo não se passou de um sonho? O leilão, as correntes o contêiner, até Seok-Jin não passou de uma invenção minha?

Me sento na cama ainda meio atordoado e com a boca e garganta secas. Esse não é meu quarto, na verdade não me lembro de ter um quarto assim na mansão. As paredes são completamente brancas, as cortinas as portas e as roupas de cama também. O chão é feito com uma madeira escura e coberto por um tapete persa marfim. E na frente da cama tem uma lareira com uma televisão em cima.

Mas onde diabos eu estou? Deslizo para fora da cama sentindo meus pés descalços tocarem o tapete macio e escuto a madeira ranger sobre eles.

Olho para minhas roupas. Uma camisa e uma calça ambos de um tecido tão fino que chega quase a ser transparente e que tem um contraste enorme com o quarto por serem pretas.

Curioso ando até a porta ao lado da lareira a abro e dscubro que se trata de um closet com banheiro. Mas está completamente vazio.

A porta do quarto se abre e eu coloco a cabeça para fora vendo um homem que tem quase a mesma altura que eu entrar com uma bandeja nas mãos.

Ele tem os cabelos loiros e a pele clara como porcelana, suas roupas são elegantes em tons de creme e branco.

Ele olha para mim continuando seu caminho até a cama colocando a bandeja ali em cima antes de falar.

- Vejo que já acordou - eu o conheço de algum lugar mas não consigo me lembrar.

Apenas assinto e saio do closet chegando mais perto dele, ainda meio desconfiado.

- Onde eu estou? - pergunto.

- Na mansão do senhor Jung - responde - ele te comprou ontem a noite no leilão no cassino.

Só então eu me toco, esse loiro é um dos homens que estava com o ruivo que me comprou.

- O que ele quer de mim exatamente? - essa é minha maior preocupação.

- Nada - dá de ombros simplista - no momento você só deve comer o que eu trouxe e depois se vestir com as roupas que Taehyung lhe oferecer.

- Como assim ele não quer nada? Se ele me comprou deve ser por algum motivo. Ninguém gasta aquela quantia atoa. E quem é esse tal de Taehyung?

- Eu sou o Taehyung - uma voz grave e profunda invade o ambiente, eu olho na direção da porta vendo um rapaz de cabelos mel e pele bronzeada entrar.

Ele usa roupas largas e soltas que deslizam ao seu redor a cada passo dele. Elas são completamente vermelhas. Ele também está descalço e posso reconhecê-lo como o outro homem que estava no cassino sentado no colo do ruivo - é um prazer conhece-lo - sorri parecendo bem calmo.

O ambiente em si tem uma aura tranquilizadora, é como se todo o meu corpo estivesse relaxado aqui.

- Por que estou aqui? - pergunto mais uma vez resistindo ao efeito calmante do local, com esperança de conseguir uma resposta desta vez.

Os dois se olham e o rapaz loiro da de ombros. Taehyung respira fundo colocando as roupas que trouxe com ele sobre a cama ao lado do meu café da manhã que muito provavelmente eu não vou comer. Não dá para confiar neles, até que eles me expliquem o motivo deu estar aqui, nada que venha dessas pessoas é confiável.

- Senhor Jung o comprou para dar de presente a um amigo - o moreno é direto.

Por um momento eu não acredito. Olho para os rostos dos dois tentando analisar a situação. Eu sou a porra de um presente. Quem em sã consciência compra uma pessoa para dar de presente?!

- O senhor Jung irá levar você hoje a tarde. Ele pediu que nós o deixássemos apresentavel - o loiro fala.

A forma como eles usam a palavra "senhor" é estranha. É como se tivesse um tom de submissão em suas vozes.

- Vocês por acaso também são escravos? - pergunto.

- Não exatamente - Taehyung sorri - quer dizer, Jung nos comprou em um leilão também. Mas eu e Yoongi não somos tratados como escravos. As vezes fazemos algumas tarefas simples, mas ele tem seus empregados para isso. Nós apenas servimos de companhia para ele.

- E devemos agradecer - o loiro que agora eu identifico como Yoongi fala - Jung tem um coração muito bom e embora seu trabalho possa dizer o contrário, ele é uma boa pessoa.

- Não sei se uma boa pessoa participaria de um leilão de escravos - me sento na beirada da cama cruzando os braços - e afinal de contas, o que esse tal de Jung faz?

- Ele é responsável por fazer grandes empréstimos de dinheiro - Yoongi fala e ao ver que eu esperava que dissesse mais, apenas acrescenta - não podemos dizer mais nada. Agora que tal para nos ajudar a tornar nossas vidas mais fáceis, você não gostaria de tomar um banho?

Olho para Yoongi e em seguida para o moreno que indica a porta do closet para mim.

- Se você for, posso te contar um pouco sobre o cara que vai ser seu dono a partir de hoje.

Ok, é uma oferta tentadora. Esse Taehyung sabe conversar na minha língua.

Pego as roupas que estão em cima da cama e entro no banheiro. Começo a me despir, mas paro quando vejo pelo reflexo do espelho os dois entrando no banheiro e se acomodando perto da pia.

- Com liçensa? - me viro para eles - eu sei tomar banho sozinho.

- Temos que ficar de olho em você - o loiro da de ombros. Já Kim nem se mexe.

Reviro os olhos.

- Façam como quiserem - termino de me despir e vou tomar uma ducha.

Tem uma banheira enorme no cômodo. Mas eu não estou a vontade o sulficiente para usá-lá.

Eu sinto os olhos dos dois homens fixos em mim. Analisando cada parte do meu corpo e cada movimento que eu faço.

Me olhando de cima a baixo.

- Não precisão se preocupar - falo desligando o chuveiro - não vou tentar enforca-los com uma toalha de banho, se é o que estão pensando.

- Não é isso - Yoongi nega - é só que...

- Você parece estar muito bem para ser um escravo - Taehyung completa.

- Não entendi - começo a me vestir.

- A maioria de nós - ele continua - não é bem tratada antes dos leilões.

Geralmente quando as pessoas chegam lá, estão muito magras e tem marcas por todo o corpo. Algumas chegam a estar esgotadas até psicologicamente. Mas você parece... bem - ele da de ombros mas a mágoa em sua voz ao falar sobre isso está bem nítida.

- A mulher com a qual eu vivia - eu respondo sem o olhar nos olhos até porque estou ocupado tentando vestir a calça que gruda na minha pele úmida - ela me criou como um filho depois que meus pais morreram. Cheguei até a pensar que ela me amava. Mas pelo jeito eu estava enganado.

Os dois ficam em silêncio. Eu os observo sair do banheiro e gesticulando para eu os seguir.

Me sento na cama e eles começam a mexer no meu cabelo o ajeitando.

- Como seus pais morreram? - Taehyung pergunta, não notando como essa pergunta soa invasiva.

- Quando eu tinha seis anos, estávamos indo comprar o meu presente de aniversário. Mas eles deviam dinheiro para Dae-Hee, a mulher que me criou. Os capangas dela nos pararam no meio do caminho e os mataram.

- E você não tem raiva dela por isso?

- Não, ela me disse que as ordens dela foram para que não os matassem. Mas os caras a desobedeceram. Ela até os matou depois desse dia para os usar de exemplo para qualquer outro que tentasse algo parecido.

Os dois trocam olhares cúmplices que eu não sei identificar antes de Yoongi se abaixar e começar a calçar os sapatos em mim.

- Pode deixar que eu faço isso - faço menção de me abaixar mas ele nega.

- Não precisa, Jung deu ordens específicas para nós o arrumarmos. Por favor, deixe eu fazer o meu trabalho.

Volto a minha posição original e Taehyung continua.

- Sabe, os pais do Yoongi também foram mortos - olho para o loiro aos meus pés para ver sua reação, ele não parece se importar de estarmos falando sobre esse assunto - só que não foi por causa de uma dívida. Foi um acidente. Confundiram a família do Yoon com uma família que traficava drogas ilegalmente no território de outra gangue. Eles colocaram fogo na casa durante a noite. Os pais e o irmão mais velho foram queimados enquanto dormiam. Tudo por causa de uma informação errada.

- E como você escapou? - pergunto a Yoongi, sentindo um calafrio pelo corpo, morrer queimado deve ser o pior tipo que existe.

Uma vez eu estava no escritório de Dae-Hee quando ela colocou fogo em uma mulher. Elas tiveram uma discussão, Young jogou uma garrafa de bebida na mulher, o vidro e o álcool voaram por toda a parte antes dela ascender o isqueiro e o jogar sobre a moça logo em seguida.

Nunca vou esquecer o cheiro da carne queimada. Vomitei horrores naquele dia, e só de lembrar meu estômago já se embrulha.

- Meu quarto ficava no andar de baixo - Yoongi fala terminando de amarrar o cadarço do meu coturno e se levanta - eu tentei subir lá em cima para ajudar meus pais e meu irmão, mas a escada já estava completamente incinerada. Então eu saí correndo pra fora e foi quando os homens da gangue me pegaram e me venderam para o mercado negro. Eu tinha treze anos na época. Um velho japonês me comprou e me educou antes de me indicar para o leilão de Seul, o mesmo para o qual você foi ontem. E lá o senhor Jung me comprou. Já vão fazer dez anos que eu estou aqui - ele parece estar meio orgulhoso sobre esse fato. Mas descido não comentar.

- E você? - me viro para Taehyung que já tinha se sentado ao meu lado na cama.

- Minha história não tem nada de impressionante ou triste como a de vocês. Eu simplismente vim de uma família onde meus pais e avós não tinham condições de cuidar de mim e dos meus irmãos. Eu amava muito eles, principiante o meu irmão e a minha irmã mais novos, então para tirar as complicações das costas deles eu descidi virar um escravo. Me vendi no mercado negro onde Jung me achou em uma daquelas gaiolas abarrotadas de pessoas e me comprou.

- Mas os seus pais concordaram com isso? - fico surpreso.

- Não, eles nem ficaram sabendo até que o dinheiro chegou até eles e aí eles já não podiam fazer nada sobre o assunto. Um mês depois convenci Jung a me deixar visita-los. Com o dinheiro eles conseguiram comprar uma casa melhor e colocar meus irmão na escola. Meus pais também arrumaram um emprego estável e meus avós tem o descanso que merecem. Nós choramos e nos abraçamos muito naquele dia. Mas depois eu nunca mais os vi e nem falei com eles. É melhor assim afinal de contas. Na época eu tinha só dezoito anos - fala pensativo fazendo uma conta nos dedos - já fazem quatro anos - ele parece triste.

De fato a história de Taehyung não se assemelha nada com a minha ou a de Yoongi. Mas é imprecionate sim, e é algo que me faz pensar. Se eu estivesse no lugar dele, se eu tivesse a escolha de melhorar a vida da minha família, das pessoas que eu amo nem que fosse um pouco, mas com isso muito provavelmente transformar a minha em um completo inferno, eu faria o que ele fez?

Bom, não tem como eu responder isso de qualquer forma. Eu não me lembro dos meus pais suficiente e não existe ninguém que eu ame. Nem Dae-hee. Eu gostava muito dela mas... Não sei se cheguei a amar aquela mulher.

Balanço a cabeça para os lados me afastando desses pensamentos antes de me virar para Taehyung mais uma vez.

- Então, você me disse que iria falar sobre o cara com quem vou morar se eu tomasse banho. Eu cumpri com a minha parte do acordo, agora é sua vez.

- Tem razão - ele assente - tenho que honrar minha palavra, mesmo não tendo muito o que dizer.

- O que quer dizer com isso?

- Quero dizer que... Eu não sei muito sobre Jungkook. Ele é um cara misterioso, e mesmo sendo um dos melhores amigos do senhor Jung quando vamos a casa dele ou ele vem aqui, Hoseok sempre nos dispensa por algum motivo. Eu e Yoongi achamos que talvez seja por que Jungkook desconfia de nós dois, mesmo que já estejamos aqui por tantos anos.

Ok, um cara misterioso e desconfiado. Não me parece muito bom.

- Como é mesmo o nome dele? Jungkook? - pergunto.

- Jeon Jungkook - fala Yoongi - ele está no mesmo ramo que o senhor Jung, mas ele tem alguns "bônus" no que faz.

Eu estou pronto para perguntar o que ele quer dizer com isso quando a porta do quarto é aberta.

Olho para a direção dela a tempo de ver o homem ruivo que eu conheço como Jung Hoseok - acho que foi esse o nome que o leiloeiro falou se não me engano - me olhar de cima a baixo antes de sorrir.

- Olá - ele acena para mim e para os outros dois homens - só vim ver se ele já está pronto, espero não estar atrapalhando.

- De forma alguma - Taehyung se coloca de pé com um sorriso - nós já terminamos.

Jung sorri mais uma vez antes de se voltar para mim. Por algum motivo seu sorriso amigável me deixa mais alerta do que se ele me oferecesse uma carranca. Hoseok me lembra uma víbora enrolada sob a folha de uma bananeira, descansando, aguardando o momento certo para dar o bote.

- Então o que estamos esperando? Quero ver logo a cara que o Jungkook vai fazer quando eu chegar lá com você.


Notas Finais


E vamos continuar postando bem plena até recuperar os dois anos que perdi 😔✊🏻


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