História Garden Memories - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Colegial, Dia A Dia, Família, Poesia
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Palavras 710
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Fluffy, LGBT, Literatura Feminina, Poesias, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Mutilação, Self Inserction
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


desculpem pelo sumiço repentino, prometo tentar me fazer mais presente, mas às vezes não me sobra tempo e nem criatividade, ok, sem desculpas... Ao texto... Espero que gostem ^^

Capítulo 3 - Duas mãos, uma galáxia, um copo de suco


Fanfic / Fanfiction Garden Memories - Capítulo 3 - Duas mãos, uma galáxia, um copo de suco

Com uma sincronia perfeita, o universo conspira, e segue conspirando. As estrelas caem sobre minha face, queimam profundamente, não me sinto mais em meio a tanta luz e me sinto repleta de escuridão, tomada pelas cinzas da humanidade, tomada pelo choro de uma rosa pela manhã. Estou deixada de lado e apenas tento seguir meu caminho, sentindo-me sozinha, sigo nessa estrada me apegando a tudo, sofrendo por tudo, me culpando por tudo.

Amor é sim uma perdição, você se sente perdido por não saber mais o que fazer para que ela se sinta feliz, você não sabe como fazê-la se calar externa e internamente, e sua voz se repete em você de fora pra dentro, de dentro pra fora, a profundidade que perfura toda sua carne, que te toma por inteiro, a profundidade dolorosa na qual me acomodei, o inverno pelo qual me apaixonei, a realidade que não quero acordar, as lágrimas que me obrigo a continuar derramando.

Eu acredito naquele mundo, aquele que criei, e no qual me derramo toda vez que você me abandona, toda vez que me oculta, toda vez que sinto-me deixada em último plano por você. Pare, eu não quero depender de ninguém, mas sentir tudo com força não é um defeito, por favor, diga-me que não. Eu sei que não é paixão, eu sei que não é amor, mas me sinto completa, e vazia, e novamente completa, fique estável para mim, somente por um minuto, eu quero me sentir eu mesma.

A gélida e veloz brisa de Netuno me faz lembrar do que me disse hoje mesmo, e não me prendo dessa vez, sorrio ladino, lembrando de tudo o que já aconteceu, tudo que já passei, viajar não é sinônimo de sentir, então me deixe me abrir, e abranger toda essa imensidão, torná-la pequena para meu olhar, e finalmente organizar tudo isso.

Passe por mim e esfrie meu coração, congele-o, me machuque e deixe eu me levar por qualquer coisa que você diga, me engane com suas histórias de novo e faça tudo parecer melhor de novo, pássaro do inverno, passe e derrame suas penas em minhas costas, me faça imaginar que tenho asas por um minuto, me faça pensar que o Sol não desistiu de mim, não me deixe lembrar que estou prestes a me apagar, me faça sentir tudo de uma vez, me deixe confusa de novo, para que eu possa ter um último pedido tão profundo, que até os mortos se levantarão diante de mim, e sentirão pena, por favor, me deixe ter apenas algo, um coração.

Olhar pelas pessoas, pensar quem são elas por dentro, como e quão difícil foi a vida delas, não pode ser apenas um simples atestado de idiotice, seguirei solitária, porém seguirei sentindo o mundo em volta de mim, O sentir, algo tão simples, tão pequeno, mas que para uma pequena garota, serve de cobertor, ela só precisa de uma lanterna para acender as estrelas que estão nele estampadas, esperando para que elas desçam e brilhem para ela a noite toda, e a lembrem, que ela nunca, nunca, estará sozinha neste tão pequeno mundo.

Suas palavras me afetam um tanto que você não pode imaginar, e se puder, saberá o quão horrível ele é, sua frieza me atinge ainda mais e sua ingratidão. Com o tempo você apenas está desaparecendo junto à neblina dos meus sentimentos. Olho todo dia para os lados e não enxergo nada, minhas mãos estão cada dia mais pálidas, é como se eu estivesse sumindo, perguntas surgem a minha mente, por que eu estou sozinha? O mundo tem 7 bilhões de pessoas, o universo tem vários seres que sequer devem saber da minha existência, mas talvez se me conhecessem me ouviriam melhor do que um ser humano, por que eu fui ter minha cabeça imersa em um lugar tão distante? O mundo não tem compaixão por pessoas que criam uma realidade própria, por pessoas que criam seres que jamais a machucarão, eu sinto muito se a fantasia e a imaginação de alguns não nasce solta de tamanho modo a se desenrolar sobre seus dedos, sobre seus olhos, sobre suas palavras, mas peço que tenham piedade dos que tem este dom, e deixem-nos sonhar. Todas essas, são perguntas que, sinceramente, não quero responder.

 



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