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História Gardenia - Capítulo 2


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Notas do Autor


A.

Capítulo 2 - Capítulo 2


"Ok… Estou pronta!". Pensei comigo mesma enquanto me encontrava na frente da casa do ser mais sexy que conheci aqui em Minnesota. "Ok! É agora!" Aproximei meu dedo do interfone, mas não apertei.

De novo.

Eu não conseguia, já estava naquilo há uns 10 minutos. "Agora vai…" pensei comigo novamente. Apertei a sombrinha sobre meu peito. "Preferia ter pego um resfriado", pensei. Aproximei meus dedos do interfone, ele estava à centímetros do botão. Mas parei assim que ele encostou. Bati minha testa na parede, pela sexta vez.

"— Você vai querer entrar ou não?". Escutei uma voz sexy sair do interfone e corei.

Era da minha cabeça? Não é possível, olhei em volta procurando por alguma câmera.

"— A câmera são os olhos do anão que está no jardim, eles estão olhando para você". Olhei para o anão com um chapéu vermelho pontudo. Os olhos deles de fato pareciam vidros.

"Droga!", pensei.

— E-eu vou… V-vou querer entrar… — Pude ouvir risos saírem do interfone. Logo o portão se abriu. Fiquei observando o interior da casqa. Dei uma passo para entrar na residência. Caminhei pelo jardim interior, até ficar cara a cara com a porta de entrada.

— Achei que iria desistir. — Ela disse sorrindo assim que abriu a porta.

— Não diga coisas assim… — Suspirei envergonhada, enquanto acariciava minha própria bochecha com o anelar. Estava ficando envergonhada. — E-eu vim… Devolver i-isso! — Estiquei a sombrinha com as duas mãos.

— Relaxe. Venha, entre! — Ela me deu espaço para entrar. — Acabei de preparar um chá!

— E-eu te-tenho que ir! — Disse meio hesitante.

— Ah — vi seu sorriso sumir. — Sério?

— E-eu… — Suspirei. — Eu posso ficar alguns minutos… Se quiser.

— Então entre!— Sorriu como se já soubesse minha resposta. Me deu espaço para entrar, e então, entrei.

— A propósito… Sua calsinha é muito bonita! De fato azul combina com você. — Disse com um sorriso sexy.

— MI-MI-MI-MI-MINHA O QUE? — Corei.

— Calsinha. Sua calsinha combina com você.

— Nicky, não seja pervertida! — Olhei para os seus movimentos. Ela fechou a porta.

— Eu não fui pervertida. Olha o tamanho da sua saia. — Ela me analisou. — Às vezes que bateu sua cabeça na parede, sua saia subiu. — Ela cruzou os braços abaixo dos seios. Que por um acaso eram avantajados, pareciam fofos e macios.

— S-Sinto muito… — Desviei meu olhar.

— Não sinta. Você não fez nada, só estou avisando. — Ela sorriu. — Irei buscar o chá. Fique à vontade. — Ela caminhou para um dos corredores, e sumiu por ali.

Me sentei no sofá de couro preto que estava ali. Não sabia o porquê, mas queria fazer. "Ela tem bons olhos, aposto que veria", pensei comigo mesma e acabei por dar um sorriso malicioso. Eu havia pensado cautelosamente sobre o assunto, e afirmei com a cabeça em concordância, eu faria.

Cruzei as pernas e subi um pouco mais o tecido da saia, como tinha coxas grossas elas chamariam bastante atenção. Resolvi abaixar um pouco a regata preta que eu usava, arrumei meus seios para ficarem mais amostra, arrumei meu cabelo, o deixando mais livre. Assim que escutei passos, tratei de por minhas mãos sobre as coxas.

— Voltei… — Pude vê-la se aproximar com duas xícaras. — Eu não sabia se você iria preferir com adoçante ou açúcar. Então coloquei o que eu mais gosto, mel! — Ela se sentou ao meu lado, e assim que se sentou, abriu seus olhos e encarou meu corpo. Pude ver um sorriso sexy brotar em seus lábios, ela fez questão de morde-los. Me entregou a xícara e sorriu novamente.

— Obrigada… — Disse confiante o suficiente para sentir a pressão do seu olhar sobre mim, aquilo me fez tremer. Com certeza ela não era heterossexual, ela elogiou minha calsinha! Então descartei a possibilidade dela gostar apenas de homens. Beberiquei o chá. — Laranja com limão e mel?

— Sim… Pode achar que seja algum xarope, mas eu amo esse chá.

— É muito bom…

— Sim… — Pude ouvi-lá sussurrar coisas inaudíveis. — Minha avó costumava fazer, quando era viva. — Ela sorriu 'pra mim.

— Sinto muito!

— Você não matou ela, não precisa pedir desculpas. — Observei ela por a xícara sobre a mesa de vidro no centeo da sala.

— Mesmo assim.. — Dei alguns sobros para ver se o líquido queimasse menos minha língua.

— Hmm… — Se sentou ao meu lado. — Você realmente tem pernas bonitas. — Me encarou sorrindo.

Minha sanidade.

Minha sanidade.

Quero ela de volta, agora!

— Como está o chá?

— M-Muito bom… O gosto é maravilhoso.

— Eu adoraria provar o seu. — Corei. Era realmente aquilo que estava pensando?

— O-O quê? — Tremi enquanto segurava a xícara.

— O seu chá, meu bem. — Pois alguns fios do seu cabelo curto atrás da orelha. — Eu não coloquei hortelã no seu.

— Q-Quer provar?

— Eu adoraria.

Ela veio para cima de mim, apoiou suas mãos sobre minhas coxas, e levou seus lábios enchidinhos para a xícara. E assim, lambeu o líquido por cima.

— Está bom, eu realmente dei fazer um bom chá! — Sorriu, ela voltou a se sentar, mas suas mãos ficaram ali, sobre minha coxa.

Conversamos sobre coisas aleatórias enquanto eu desgustava do seu chá, que estava realmente muito bom. Eu coloquei a xícara sobre balcão e segurando a sombrinha com minhas duas mãos, eu a estendi para a mais alta.

— Outro dia você me devolve. Está chovendo. — Ela apontou para a janela fechada. — Se pegar essa chuva, irá ficar resfriada.

— Tem razão… Obrigada!

— Sem problemas! — Ela me acompanhou até a porta, a abrindo em seguida. Me despedi e virei minhas costas enquanto abria a sombrinha. Pude observar o portão abrir. Olhei para ela e sorri.

— Que todas às vezes que vir aqui, chova. — Assim que terminou, sorriu. Eu realmente não sabia o que fazer. Apenas corri em direção a minha casa. Derrubei as chaves no chão diversas vezes na tentativa de abrir o portão.

Assim que consegui, suspirei aliviada. Arrumei minha saia e em seguida minha blusa. Pensei em suas palavras sobre a chuva, e enquanto eu abria a porta da sala, suspirei dizendo:

Amém.


Notas Finais


B.


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