História Garota da Praça - Binuel - Capítulo 5


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Categorias Bia
Personagens Alex Gutiérrez, Beatriz (Bia) Urquiza, Carmín Laguardia, Celeste Quinterro, Chiara Callegri, Guillermo Ruíz, Helena Urquiza, Jhon Caballero, Manuel Quemola Gutiérrez, Mara Morales, Marcos Golden, Personagens Originais, Thiago Kunst, Víctor Gutiérrez
Tags A Garota Da Praça, Agustina Palma, Andrea De Alba, Bia, Bilex, Binuel, Disney, Disney Bia, Drama, Fer Dente, Gabriella Di Grecco, Guido Messina, Guilia Guerrini, Isabela Souza, Isulio, Julio Peña, Moondust, Rhener Freitas, Romance, Thiana, Tortura, Universo Alternativo, Víctor Gutiérrez, Vilena, Violencia
Visualizações 53
Palavras 1.767
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, como estão? Espero que bem.
Prontos para ler mais um capítulo?

Capítulo 5 - Quatro - Aluna Nova


— VOCÊ TEM UM ENCONTRO COM ELA HOJE? AH, EU NÃO ACREDITO. - Exclamou Alex, com grande entusiasmo após ouvir da boca do irmão por parte de pai e melhor amigo sobre ele ter marcado em ir na sorveteria com a garota misteriosa naquela tarde. 

 Estavam os dois nos corredores do colégio, encostados nas pilastras que ali haviam, esperando que o sinal para a entrada em classes tocasse. Os dois se encontravam no último ano do colegial, e sendo setembro, o ano letivo começara a algumas semanas. Para os dois rapazes estava sendo normal, já que podia não aparentar, mas ambos eram dedicados aos estudos, e ademais não possuiam a preocupação de saber o que queriam fazer assim que a escola acabasse, pois estavam com tudo na banda Moondust, lutavam para fazer da música sua profissão, então apenas se limitavam em curtir o último ano escolar sem pressões e com calma.

 No momento, Manuel não conseguia tirar uma certa garota de sua cabeça, e mal podia esperar para que finalmente chegasse a hora do "encontro" que não era um encontro, mas o espanhol estava nervoso como se fosse. Quis compartilhar a novidade com o melhor amigo, porém, ao ver que alguns rostos curiosos começavam a olhar na direção onde estavam pela demonstração de empolgação um tanto quanto exagerada da parte de Alex, revirou os olhos, e bufou, achando então ter sido uma péssima ideia dividir aquele assunto com o rapaz. 

 — Grita mais, idiota. - Respondeu entredentes, tentando deixar a sua irritação o mais exposta possível. - Daqui a pouco o colégio inteiro vai saber que eu tenho um encontro, que no caso NÃO É um encontro. Já deixei isso bem claro mil vezes. 

Alex sorriu maliciosamente, movendo a mão em um sinal de que ignorava o que Manu lhe acabava de dizer. - Tá, desculpa, me empolguei, foi mal aí. - Disse, baixando o olhar do irmão por poucos segundos, ajeitando sua gravata vermelha a qual ficara torta. Logo voltou a encarar Manu, ainda com o sorriso sacana ali. - Mas, não desconverse. Você vai na sorveteria com uma garota, que não é sua namorada, de tarde. É um encontro SIM. - Insistiu. 

 Manuel suspirou, mexendo nos cabelos novamente. Aquela era uma mania um pouco chata a qual o moreno havia adquirido quando estava nervoso, como naquele instante se encontrava. Alex era teimoso, portanto não adiantava argumentar com seu querido maninho, pois ele iria insistir em um determinado assunto no qual achava estar certo até não poder mais. E de certa forma, Quemola entendia o raciocínio dele. Existia lógica nas palavras do outro. E bem lá no fundo, ele mesmo gostaria de intitular o passeio o qual daria com Brida mais tarde de encontro.

 — Não é um encontro. - Continuou a rebater o filho de Antônio. - Eu só quero me aproximar dela, conhece-la, saber porque está triste e se posso ajuda-la de alguma forma. Não há nenhuma intenção que envolva romance, para de graça, palhaço. - Molhou os lábios com a língua ao terminar a frase. 

Alex negou com a cabeça. Não acreditara em nenhuma das palavras do outro. Conhecia Manuel como nenhuma outra pessoa o conhecia, nem sequer o próprio espanhol, e pelo jeito em que os olhos escuros dele brilhavam ao falar da tal garota, não havia dúvidas que ele estava se apaixonando, mesmo sem saber ou não querer admitir. A forma como Manuel ficava ao entrar no assunto Brida despertava a curiosidade de Alex em relação à garota. Pela descrição do irmão, ela era perfeita. Um anjo. E ele queria conhecer esse anjo.

 — Aham, sei. Me engana que eu gosto. Mas, um chifre a mais na cabeça da nossa querida Mara não fará nenhum mal, já que todos, até mesmo papai, estão carecas de saber que sua namorada acaba na cama de um rapaz diferente a cada noite. - Manu deu uma risada fraca com o deboche vindo de Alex, todavia não poderia deixar de notar a razão do jovem em relação à namorada. Todos sabiam da sua fama e Antônio ainda continuava com essa ideia absurda deles namorarem para ajudar nos negócios e promocionar a banda da qual ele era empresário. Manuel não entendia seu pai, e nunca entenderia. Antônio Gutiérrez era como um enigma a ser decifrado. E dos mais difíceis, inclusive. 

 Bateu nas costas do irmão ao ouvir o som estridente do sinal tocar, anunciando o início das aulas. 

 — Agora, vamos para a aula. Depois combinamos a desculpa que daremos a Daisy por eu faltar ao ensaio mais uma vez. - O rapaz sussurrou, enquanto entravam na sala e sentavam no fundo da classe, um do lado do outro, como era rotina. 

 — Não vejo a hora de ver a professora Chiara. - Alex comentou no ouvido de Manuel. - A mulher parece que fica mais gostosa a cada dia. Eu adoraria praticar Biologia com ela. Já te contei das vezes que me masturbei pensando nela, não é mesmo? 

 Manuel riu. - Tu não toma jeito mesmo. - Disse, ajeitando-se na cadeira para esperar a chegada da docente de Biologia. - Não sei como ainda sou seu amigo, ah, deve ser porque sou seu irmão e não tenho outra escolha. 

 — A professora loirinha vai cair nos meus encantos logo logo, tu vai ver. - O outro respondeu apenas, sorrindo enquanto esfregava as mãos e mordia o lábio inferior pela ansiedade em rever sua professora e crush.

 Manu olhou para o quadro negro à frente da sala, sem imaginar que por aquela porta passaria não apenas a professora de Biologia, mas também alguém que ele não imaginaria ver ali nem em sonhos.

 .....

Bia encarou as paredes gastas e cheias de rachaduras da sala da diretora do colégio, ao mesmo tempo em que ouvia o tic tac irritante do relógio pendurado na parede. Se perguntou se estava fazendo o certo em se matricular ali, ou se deveria sair correndo antes que a diretora da instituição voltasse com o seu horário de aulas. Havia fugido para Buenos Aires para escapar do Mestre, e o que menos queria era chamar a atenção dos outros para si, no entanto, Alice, a dona da pousada na qual se hospedara lhe encheu tanto de perguntas sobre onde estavam seus pais, o que faria da vida, porque não estava estudando, que Bia resolveu acatar o pedido dela e se matricular no colégio para que ela então calasse a boca. Alice queria ajudar, isso estava claro, mas poderia ser muito irritante e já estava dando nos nervos. Por outro lado, seria bom sair e espairecer, invés de ficar todo o tempo trancada em um pequeno quarto depressivo e sem graça. Nunca frequentara uma escola, na verdade nunca saiu dos domínios do Mestre. Estivera em sua posse desde que se lembrava, e com isso estudara com discípulos dele, isso quando a deixava estudar, e não a recrutava para outras coisas das quais não gostava nem de lembrar. Seria uma experiência nova e interessante para a jovem poder estudar em uma instituição de ensino como qualquer ser humano "normal". E, como não tinha antecedentes dos anos escolares recentes, antes de entrar fizera uma prova geral de conhecimentos em diversas matérias, e pelo resultado obtido, foi resolvido que iria ficar no terceiro ano do Ensino Médio, o último. O que para ela parecera perfeito, pois não pretendia alargar sua estadia na Argentina mais do que seria necessário.

 Sorriu, saindo de seus devaneios e ajeitando mechas de seu cabelo por trás da orelha quando viu a mulher voltar ao local, lhe estendendo duas folhas.

— Aqui está seu horário de aulas, querida Brida. E também a folha para os professores assinarem ao fim de cada aula assistida enquanto seu nome não for posto na chamada. - A mulher sorriu ternamente, e Bia sentia que começava a gostar dela. - Sua sala é a 301, vire a direita e depois à esquerda e já a encontrará. Quer que eu te leve até lá? - Se ofereceu. 

 A jovem negou com a cabeça, esboçando um mínimo sorriso. - Não, obrigada. Eu dou meu jeito. Até pra ir conhecendo o colégio, não é mesmo? Obrigada pela ajuda, diretora. Grata. - Agradeceu. 

 — De nada, querida. - Falou. - Seja bem-vinda à nossa escola. Qualquer coisa pode me procurar sem hesitar. - Deixou claro. 

 .....

 Após o que pareceu uma eternidade, Bia finalmente encontrou a sala 301 e pôde respirar aliviada. 

 — Esse colégio parece um labirinto. - Sussurrou, enquanto sentia seu coração acelerar. Deveria ser ansiedade para começar a assistir aulas. 

 Bateu na porta, logo vendo-a ser aberta por uma jovem loira, a qual continha o cabelo preso em um rabo de cavalo e não parecia passar muito da faixa etária dos vinte anos de idade e que a recebeu com um sorriso caloroso. 

"Todos nessa escola sorriem?" Eu hein. - Pensou para si própria. 

 — Você deve ser Brida Urquiza, não é? - Perguntou a moça, ao que Bia assentiu afirmativamente com a cabeça. - A diretora me avisou que viria hoje. Seja bem-vinda, sou a professora Chiara, de Biologia. Entre. - Pediu, e Bia assim o fez, sentindo seu rosto corar ao ver a atenção dos vinte e poucos alunos ali sentados se dirigir para ela. 

 — Pessoal, essa é Brida Urquiza. A nova colega de vocês que a partir de hoje fará parte dessa turma. Espero que a recebam muito bem. - Anunciou a professora em um tom animado. 

 De repente aconteceu. Dois tons de olhos escuros se encontraram com intensidade, lábios ficaram secos, corações batendo forte em um mesmo compasso. Bia e Manuel se encaravam, sem acreditar que se reencontraram antes do esperado, e daquela forma. Ele sentiu uma felicidade sem tamanho lhe invadir ao perceber que a morena seria sua colega de classe. Definitivamente, o destino estava a seu favor. Beatriz surpreendeu-se, não esperava que fosse parar justamente no colégio em que o filho de Antônio estudava, muito menos na mesma turma, porém estranhamente uma sensação boa lhe acometeu ao ver o sorriso genuíno de seu herói, e não evitou sorrir também. 

 Mas, Manuel não era o único vidrado em Bia. Alex também a encarava de boca aberta, hipnotizado. Estava sem palavras para descrever o que sentia ao ver a novata. Nunca ninguém o fizera sentir assim num primeiro olhar. Brida não era humana, não podia ser. Era um anjo. E enquanto percorria o olhar por seu rosto suave feito porcelana, seus olhos escuros mas ao mesmo tempo reluzentes, e seus cabelos negros como a noite, o Gutiérrez começava a crer que amor à primeira vista existia.


Notas Finais


E então? Gostaram?
Parece que o destino está se encarregando em unir Binuel de todas as maneiras possíveis. Mas Alex também se encantou por Bia. Será que vai dar problema? Kkk
Se puderem, deixem seu comentário, nem que seja um continua para que eu saiba que estão gostando da história.
Até a próxima.


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