História Garota Desaparecida - Bughead - Capítulo 4


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Categorias Cole Sprouse, Lili Reinhart, Riverdale
Personagens Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III
Tags Bughead
Visualizações 38
Palavras 1.829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura

Capítulo 4 - 4 l Marchfield


Hora do intervalo do dia seguinte. Jughead e eu estávamos do lado de fora do colégio, comprando nosso almoço. Isso é algo que o colégio só nos deixa fazer a partir do ensino médio. E, depois de três semanas, minha mãe já estava reclamando porque eu estava comendo muita porcaria e gastando demais com isso.

Contei a Jug sobre os diários enquanto esperávamos para pedir nossa pizza para viagem.

— Por que você simplesmente não pega esses diários e lê? — ele perguntou.

— Porque minha mãe guarda todas as coisas antigas dela trancadas em baús no sótão.

Um golpe de vento chicoteou minhas pernas enquanto um grupo de garotas de outro colégio cambaleava para dentro da pizzaria. Elas logo se agruparam do outro lado do balcão, dando risadinhas enquanto olhavam o cardápio.

Jug pediu o de sempre — pizza de presunto e abacaxi com pepperoni extra para eu poder roubar alguns —, e então nos sentamos no banco de metal no canto enquanto esperávamos.

— Então pega a chave e vai até lá ver — ele sugeriu.

Eu o encarei. Jug sempre fazia tudo parecer muito simples.

— E quanto à minha mãe? — questionei. — Vou precisar que alguém a distraia por pelo menos uma hora.

Jughead franziu a testa.

— Ela não sai de casa?

— Quase nunca.

Era verdade. Enquanto meu pai não costuma chegar antes de nove e pouco da noite, ela trabalha em casa e passa a maior parte dos fins de semana e das noites também no escritório dela.

Ela não é exatamente alguém que gosta de sair.

Depois de alguns minutos, Jughead se aproximou do balcão para pegar nossa pizza. Enquanto ele esperava ali, uma garota do outro colégio se aproximou. Parecia durona, com os cabelos loiros espetados e a saia do colégio dobrada, deixando as pernas à mostra.

— Minha amiga te achou muito bonito — ela lançou, apontando com o polegar para uma ruiva baixinha, no canto do grupo de garotas.

Eu sorri enquanto Jughead ficava vermelho. Ele sempre era cantado pelas garotas. Acho que ele é bem bonito. Alto, com traços regulares e uma pele suave, dourada. A loira com cara de durona levou a mão ao quadril.

— E aí? Quer sair com a minha amiga? Ela está livre amanhã à noite — ela soltou.

Em seguida, veio a explosão de risadinhas do grupo do outro lado do balcão.

Jughead sorriu, tentando ser gentil enquanto recusava o convite. Parecia realmente constrangido. O homem do restaurante se aproximou com a nossa pizza.

Levantei e peguei a caixa. Em seguida, virei para a garota.

— Desculpa. — Segurei o braço de Jug. — Mas ele já tem compromisso para amanhã à noite.

Soltei-o e saí da pizzaria. Ouvi um sarcástico coro de “oooh” pelas costas. Sorri para mim mesma outra vez.

Era divertido perceber como Jug e eu éramos parecidos. Não tínhamos interesse em sair com ninguém, só queríamos ser amigos. Bem, amigos um do outro. Ele me alcançou enquanto eu ia pela rua principal.

— O que você quis dizer com aquilo? — ele questionou. — Com aquela coisa de amanhã à noite?

Sorri para ele.

— Eu estava pensando que talvez você pudesse me ajudar a distrair a minha mãe para eu poder ler os diários.

[...]

Meu plano era simples. A mãe de Jug, Gladys, sempre dizia que ela e minha mãe deveriam se encontrar, já que ele e eu éramos amigos tão próximos. Então, naquela noite, depois do colégio, perguntei a ela se minha mãe poderia visitá-la no dia seguinte. 

— Ela realmente quer te conhecer — menti.

Gladys se mostrou tipicamente entusiasmada, ainda que um pouco incerta.

— Que bom, querida, mas diga a ela para vir antes das sete, porque nesse horário começo a receber meus clientes.

É claro que minha mãe não queria ir. Em parte, porque ela detesta ir a qualquer lugar, e em parte porque acha a mãe de Jug uma louca de pedra. E minha mãe estava certa. Mas isso já é outra história.

— O que significa “ir antes das sete”? — minha mãe questionou. — Significa que estarão tomando um chá quando eu chegar?

Suspirei.

— Eles não “tomam chá” assim. Eles simplesmente entram e saem da cozinha e comem alguma coisa quando estão com fome. Vamos, mãe. Por favor. Vai ser muito constrangedor se você não for.

No fim, minha mãe concordou.

Calculei que Gladys ficaria conversando com ela por pelo menos uma hora. Tempo mais do que suficiente para eu encontrar os diários no sótão e dar uma boa olhada neles.

[...]

Minha mãe saiu de casa às cinco e quinze da tarde seguinte, resmungando e dando ordens para que Chic não comesse chocolate antes do chá. Dez minutos depois, Jug me ligou.

— A encomenda já chegou — anunciou.

Dei risada.

— Não esquece de ligar de novo assim que ela sair daí — pedi.

Assim que Jug desligou, corri para a cozinha para pegar todo o chocolate que consegui carregar. Segui arfando escada acima, até chegar ao quarto de Chic. Seu rosto pequeno e redondo estava vidrado no PSP. Em um gesto heroico de amizade, Jug havia emprestado seu jogo Legends of the Lost Empire.

— Aqui. — Joguei as barras de chocolate para ele. — Agora fica quieto.

Peguei o celular e corri para o escritório da mamãe. Todas as chaves ficavam ordenadamente penduradas em uma fileira de ganchos atrás da mesa de trabalho. Enfiei um conjunto delas, marcadas como “sótão”, no bolso e corri para o quarto dos meus pais. Puxei a escada que levava até lá e subi.

Suponho que o sótão da maioria das casas seja uma bagunça. Sacos de lixo, peças de equipamentos antigos, malas... esse tipo de coisa.

Mas o nosso não era assim.

Minha mãe mantinha tudo organizado em baús. Com etiquetas. “Roupas.” “Escola.” “Universidade.” “Cartas.” E ali estavam os... “Diários”.

Minhas mãos tremiam enquanto eu tateava com as chaves, tentando encaixá-las na fechadura. Por fim, uma delas virou, emitindo um clique. Abri o baú e olhei ali dentro, na pilha organizada de cadernos de capa preta. Estavam etiquetados por trimestre: “jan.-mar.”, “abr.-jun.” e assim por diante.”

Tudo repugnantemente bem organizado.

Remexi tudo até encontrar o ano em que fui adotada. Peguei o diário “set.-dez.”: os meses que cobriam o desaparecimento de Lili e a minha adoção.

Com o coração acelerado, corri o olho pelas páginas, em busca do meu nome.

Vi referências ao meu nome em 25 e 30 de setembro. Mas, àquela altura, eu era apenas uma possibilidade. Uma ideia de uma criança que eles nem sequer conheciam ainda. E então...

7 de out. — Conhecemos Elizabeth em Marchfield. Ela sorriu para mim. Pelo menos quero acreditar que foi um sorriso. Hal diz que foi mais parecido com um curvar acidental dos lábios. Elizabeth não sorri muito. O que não é surpreendente, imagino. Com Hermione Lodge envolvida, tudo é muito tenso, e tenho certeza de que a garotinha percebe.

Abaixei o diário. Pela primeira vez desde que encontrei informações sobre Elizabeth Lili Reinhart na internet, eu não tinha mais certeza se queria descobrir mais coisas. Senti um nó se formar em meu estômago. Quem era Hermione Lodge? E em que exatamente todos eles estavam envolvidos?

Fiquei sentada ali por alguns instantes, com o diário no colo.

Então, eu o peguei outra vez. Era tarde demais para desistir.

14 de out.Eu não me permiti ter esperanças. Não quero me decepcionar outra vez...
20 de out.A atitude de Hermione é inacreditável. Mas vamos seguir em frente de qualquer forma. Nada vai nos impedir de ficar com Elizabeth. Nada.
30 de out.Betty. Minha Betty. Depois de todo esse tempo, está mesmo acontecendo. Nós a traremos de Marchfield para casa em dois dias.

E isso era tudo. Mais nenhuma referência a Hermione ou a Marchfield, apenas um monte de descrições de como os dois se sentiram quando me trouxeram para casa.

Mas, afinal, o que era e onde ficava Marchfield? Dei uma olhada na parte de trás do diário, onde havia um envelope plástico contendo alguns cartões de visita. E imediatamente encontrei um cartão amarelado com o título “Agência de Adoção Marchfield” estampado na frente. A campainha tocou: um barulho estridente, longo e contínuo.

Dei um salto e corri em direção ao alçapão.

— Oi, Jughead — ouvi Chic cumprimentar.

— Betty! Ela está chegando! — o grito de Jug ecoou com urgência pelo corredor.

Enfiei o cartão de visita da Agência Marchfield no bolso, joguei o diário de volta no baú e desci correndo a escada portátil. Jug avançou rumo ao quarto de meus pais a tempo de me ajudar a enfiar a escada de volta no porão. Ela se ajeitou ali exatamente no instante em que a porta da frente se fechou.

— Já cheguei — minha mãe anunciou.

— Por que você não me ligou? — perguntei a Jug enquanto colocava cuidadosamente a chave de volta no gancho.

— Eu liguei, mas caiu direto na caixa postal. Tive que correr até aqui... e pelo caminho mais longo.

Olhei para meu celular; de fato estava no silencioso. Chic estava parado na porta do escritório, dando uma risadinha para mim.

— Eu coloquei no mudo enquanto você pegava os meus chocolates — anunciou.

— Seu...

Avancei em sua direção, mas ele conseguiu escapar.

— Se você fizer alguma coisa comigo, vou contar para a mamãe que você estava bisbilhotando as coisas dela — ameaçou.

Eu o encarei.

— Tudo bem.

Eu me vingaria de alguma outra forma.

Fomos para o andar de baixo. Jug partiu sem minha mãe perceber. Ela estava de bom humor e fazia barulho na cozinha. Suspeitei que Gladys tivesse lhe dado algo além de uma xícara de chá para beber. 

— Que loucura — relatou minha mãe. — Pobre Jughead... Eles vivem na mais incrível bagunça. 

Francamente, aquele lugar deveria passar por uma boa faxina. Mas é claro que a Gladys está ocupada demais com as suas besteiras de hipnose-reflexologia-e-cor-da-aura.

Assenti sem ouvir de verdade. Minha mente estava voltada para o cartão da Marchfield no meu bolso. Saí da cozinha e fui para o meu quarto. Com as mãos trêmulas, segurei o cartão.

Taylor Tarson, diretor

Agência de Adoção Marchfield

Main Street, 11303

Marchfield, Vermont, EUA

Estados Unidos. Minha adoção aconteceu nos Estados Unidos?

A foto da garota desaparecida no site surgiu em minha mente. Lili Reinhart também era americana. Meu corpo ficou todo arrepiado.

Eu estava chegando cada vez mais perto da verdade.

Parte de mim queria me apressar outra vez até o andar de baixo, entrar violentamente na cozinha e confrontar minha mãe com o que eu havia encontrado. Mas que bem isso faria?

Ela é muito nova.

Ela continuaria sem me contar nada.

Além disso, ficaria louca da vida se descobrisse que eu estava bisbilhotando seus diários.

Seja lá o que tinha para descobrir na Agência de Adoção Marchfield, eu teria de descobrir sozinha


Notas Finais


o meu deus pq essas família guarda tanto segredo?


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