História Garota Má - Drastória - Capítulo 73


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Salazar Slytherin, Scorpius Malfoy, Theodore Nott
Tags Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Drastoria, Garota Má, Harry Potter, Romance
Visualizações 212
Palavras 3.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


#Lumus

Capítulo 73 - Capítulo Setenta e Dois


Fanfic / Fanfiction Garota Má - Drastória - Capítulo 73 - Capítulo Setenta e Dois


Ele deu um passo para trás e encostou no interruptor de luz.

Os dois sonserinos que se agarravam se separaram na hora, se sentando sobre a cama assim que o quarto foi iluminado.

A primeira coisa que Ben fez foi a cobrir mais do que rapidamente com o lençol e colocá-la para para trás de seu corpo para que não vissem nenhum vestígio de sua nudez.

O que era tarde demais.

Malfoy ainda não respirava. Não sentia seus pulmões porque pareciam que não existiam mais.

Olhou para Benedict e Drewanne por mais alguns segundos e depois fez um sinal de mão que significava "Continuem" já que não conseguia falar.

Saiu do quarto e não respirou como pensou que faria.

Sua garganta estava entalada, seus braços, pernas... Seu corpo inteiro tremia.

Tremia de alívio.

Merlin.

Se apoiou na parede para não cair.

Cristo. Deus. Alá. Maomé. Por tudo que era mais sagrado como sentia vontade de chorar naquele momento.

A luz estava apagada quando entrara no quarto. Só a luz da lua iluminava o ambiente, não reconheceu Ben nem pelos cabelos quase loiros, mas sim pela marca de nascença nas costas já que a vira várias vezes quando o artilheiro estava sem camisa no vestiário do time.

E a mesma coisa acontecera com ela.

Merlin.

Os cabelos de Drewanne eram escuros cor terra e num ambiente sem luz ficavam negros como os da Greengrass.

Ele passou a mão que tremia pelo rosto. Seu pulmão ainda não respondia nem dava sinal de vida.

Caminhou destrambelhadamente pelo corredor, ainda se apoiando na parede.

Precisava... Precisava... Precisava...

Suas pernas ganharam mais firmeza quando saiu da ala feminina e chegou a Sala Comunal onde não prestou atenção nas pessoas presentes.

Merlin.

Ainda cambaleante mas um pouco menos que antes, conseguiu atravessar e chegar perto da saída quando tropeçou e quase caiu.

— Malfoy? — uma voz preocupada falou.

Ele sequer olhou para Jace e Skay que tinham o cenho franzido para o apanhador.

Somente os ignorou e passou o quadro.

Sua postura se tornou firme e determinada quando pisou no corredor.

Seus olhos ficaram frios como nunca antes e o azul-acinzentado das íris pareciam ter sido congelados em uma geleira.

Marchou pelos corredores com passos decididos.

***

O trio novamente estava formado. Eles tinham acabado de voltar da biblioteca onde tinham feito uma pequena comemoração sobre nada em especial.

Não abusaram já que Thomas ainda estava doente.

Foram parados por Zabine que estava procurando Alexis.

Astória revirou os olhos para os dois namorados e se aproximou de Thomas que sorriu para ela.

A Greengrass sorriu de volta.

O amigo coçou a cabeça meio que sem jeito e se aproximou mais um passo. Pegou dois convites no bolso que eram reservas para um jantar num restaurante bonito de Hogsmeade.

Ele pigarreiou.

— Eu... — foi interrompido quando o viu.

Malfoy marchava em ritmo determinado para eles.

Zabine e Alexis olharam para o apanhador que tinha a expressão congelada e dura, além dos olhos frios como gelo.

Estavam confusos por ele estar apenas focados em somente uma pessoa:

Astória Greengrass.

Turner se aproximou do apanhador, que o ignorou totalmente e pegou no braço da sonserina de olhos verdes.

A arrastou, não de forma violenta, mas de maneira firme.

— O quê...? — a garota estava confusa. — Malf...!

Thomas tentou avançar, mas Alexis o impediu, suplicando um "Não" com os olhos.

Zabine nem sabia o que pensar ou sentir sobre isso.

Os três observam os dois virarem uma curva.

***

— Malfoy! — a Greengrass ralhou, o fuzilando com as esmeraldas perigosas. — O que pensa que está fazendo? Enlouqueceu?

Ele não a respondeu, somente apertou forte o braço dela que puxava.

— Ande! — insistiu me solte. — Me solte agora mesmo!

Depois de muito gritar, ralhar, xingar e o amaldiçoar, Astória se calou já percebendo que não consegueria nenhuma resposta dele. Tentou se soltar, mas Draco era mais forte e não permitiu que se debatesse para o fazer.

Eles subiram as escadas que conheciam muito bem e abriu a porta da Torre de Astronômia.

A jogou para dentro e se virou para trancar a porta magicamente.

Astória acariciou o braço que ele havia agarrado e se surpreendeu por não sentir nada, nem uma dor sequer.

Por mais que Draco tivesse feito aquilo, tomou o extremo cuidado para não a machucar.

Malfoy se virou e imediatamente as esmeraldas voltam a ficar perigosas.

— Juro por Merlin — ameaçou com a voz tremendo de raiva — que se me arrastar assim novamente na frente de Thomas e Alexis não viverá mais nenhum dia sobre a terra porque estará a sete palmos dela, seu miserável medíocre que...

Draco a calou com um beijo.

E, Merlin do céu, que beijo.

Astória tentou afastá-lo, mas era impossível. Tantas vezes ele fora sedento e desesperado por ela, mas aquilo...

A língua do apanhador a invadiu e a explorou mais do que infinitamente. A Greengrass se firmou nele logo no início porque era impossível não tremer e se derreter com aquele gesto.

Afundou as unhas no ombro do apanhador que nem ligou para a dor, só a sustentou pela cintura, a colando ao seu corpo.

Por Merlin.

Por alguns segundos pensou... Por alguns segundos pensou... Cogitou a terrível e temível hipótese de...

Merlin.

Cogitou o absurdo de Astória o negar todas as vezes enquanto se entregava a outro bem debaixo de seu nariz.

Achava que morreria se não... Oh, ainda bem que descobrira a verdade.

Intensificou o ato que ficou mais do que prazeroso, a fazendo gemer audívelmente.

Malfoy — murmurou extasiada.

Mas só aquilo não era suficiente.

A agarrou pelas coxas e a sentou sobre a mureta da Torre de Astronômia.

Astória suspirou quando a mão dele adentrou na sua camisa, alisando a pele quente e macia dela.

A sonserina voltou a pensar quando percebeu o quanto ele estava desesperado.

Afastou suas bocas, mas Draco voltou a colá-las.

Ela resmungou algo, mas correspondeu durante o tempo até ficar sem ar novamente.

Precisou se esforçar para respirar mais uma vez enquanto ele voltava a beijá-la de novo.

Merlin.

Nada mais importava.

Astória era sua.

Não importava que ela dissesse, ou o que todo o Mundo Bruxo pensasse.

Aquela garota era sua.

Não queria saber se ela concordava ou não com aquilo, não queria saber mais do "se pegando não-publicamente" que impusera.

A partir daquele dia Astória Greengrass pertencia só a ele e a mais ninguém.

— Malfoy! — ela brigou quando o empurrou para longe.

Mas Draco se aproximou novamente e capturou seus lábios.

O beijo dela era o ar que precisava.

Seus pulmões ainda não funcionavam direito, mas tudo o que havia preso dentro deles havia se libertado. Todo aquele peso, aquele bolo que formara dentro de si, sumira.

Astória o empurrou pois precisava de ar desesperadamente.

O peito dela ofegava enquanto ele explorava o pescoço da sonserina com mais fome que antes.

— Malfoy — ela o chamou, sentindo as mãos quentes deles a tocarem com sensualidade.

Alisava tudo o que queria daquela garota pois o corpo dela era seu também assim como ele era dela.

— Você é minha, Tori — murmurou voltando a beijá-la.

A Greengrass suspirou por aquelas palavras.

Correspondeu ao gesto, mas depois descolocou seus lábios.

Tentou abaixar as mãos deles que subiam por suas coxas, mas não teve como pois estava mole demais para conseguir.

Draco não sorriu, continuou sério e compremetado em beijar e chupar a pele deliciosa da rebatedora.

Malfoy — tentou brigar novamente mais o sobrenome do apanhador saiu como um gemido rouco.

Ele adorou ouvir o nome de sua família naquele tom.

A beijou mais uma vez e a saboreou com a língua.

A Greengrass o empurrou mais uma vez quando voltou a raciocinar de forma sã.

Draco tentou colar suas bocas mais uma vez, mas foi impedido pelas mãos da rebatedora o afastarem e o olhar mortal dela.

Os dois estavam mais do que ofegantes e um olhando para o outro de um maneira indesviável.

O cenho da garota estava franzido e desconfiado assim como os olhos verdes da mesma.

— Porque está assim? — questionou.

Draco ficou confuso.

— Como?

Ela o encarou atentamente.

— Porque está me beijando desse jeito? — indagou novamente elevando mais o tom firme. — Com desespero e — espremeu os olhos em quase uma linha reta — alívio?

Oh, Merlin.

— Porque me tirou tão bruscamente da presença de Thomas, Alexis e Zabine somente para me trazer para a Torre e me beijar loucamente? Porque fez isso?

Como estava ferrado.

Ele suspirou fundo a abraçando forte, quase não acreditando que a mesma garota com que Benedict transava na cama não era a que estava em seus braços.

Agora as esmeraldas verdes estavam perigosas e mortais.

Ele tentou beijá-la, mas a Greengrass não permitiu.

Draco ficou com a face desolada por um instante e depois respirou fundo.

Acariciou os cabelos negros com carinho antes de começar. Os verdadeiros cabelos negros como trevas.

— Quando fui ao seu quarto, Benedict... — parou por alguns segundos e depois tomou coragem. — Benedict estava com... com uma garota na cama...— pigarreiou. — E, bem, você deve saber quem é a sonserina misteriosa dele...

Astória assentiu não se importando muito com o fato pois desde o começo já sabia que Sacage e Drewanne tinham algo.

— As luzes estavam apagadas e, hã, acho que tem consciência de como vocês duas são parecidas e... — Draco parou quando a ouviu ofegar profundamente.

A boca de Astória se escancarou quando descobriu o que ele queria dizer.

Mas o pior foi os olhos.

As íris verdes tinham perdido todo o brilho, ficando totalmente opacas e feridas.

Oh, Merlin.

Parecia um cristal verde partido em dois pedaços consertados. Por mais que estivesse juntos novamente, tinha a evidente rachadura entre eles.

— Pensou que... — a voz dela tremia enquanto tentava falar. — Que eu fosse...? Que eu fosse Drewanne?

Ele não assentiu, mas também não negou. Só ficou se perguntando o que diabos fizera ao partir aqueles raros cristais esmeraldas.

— Eu... Eu jurei a você — acusou — que não era a sonserina misteriosa de Ben e quando o encontra... Quando o encontra com McGuire a... — ela tenta se acalmar já que soltará tudo raivosamente —... a primeira coisa que pensa é que sou eu — apontou para si mesma. — Eu, Malfoy!

Draco ao ficou em silêncio.

Astória soltou uma risada de deboche.

— Agora fica calado não tendo nada para falar em sua defesa porque — bateu no peito dele a cada palavra que acentuou no momento seguinte: — Não. Confiou. Na. Minha. Palavra!

As esmeraldas ainda estavam revoltadas e incrédulas mas logo um misto de indignação se junta com os outros sentimentos impostos das nas íris.

— Cogitou...? — respirou fundo antes de continuar. — Cogitou a ideia de que Jake estava falando a verdade?

— Sim, mas... — quando encarou Astória se arrependeu imediatamente de sua resposta sincera. — Quer dizer, não. Só que...

Ela o empurrou brusca e tão inesperadamente que ele caiu no chão.

Desceu da mureta da Torre e caminhou até a porta.

Draco se levantou no mesmo instante e quando iria alcançá-la a porta de madeira maciça foi batida em sua cara.

Ficou alguns minutos ali. Com o rosto quase encostado na passagem que fora fechada pela Greengrass.

Apoiou a testa na madeira polida e bateu sua palma levemente sobre o material.

Repetiu o gesto com mais força e depois novamente com agressividade.

Segundos depois, socou a madeira até seus dedos doerem e ele não conseguir ignorar a dor.

A raiva de si mesmo era vasta e grande, diria até infinita.

Observou os dedos esfolados.

Que grã merda fizera.

***

— Greengrass — ele falou enquanto a pegava pelo braço.

Os dois se olham infinitamente. Astória suspira.

Fazia dois longos e miseráveis dias que não se falavam. Não dizia uma palavra para o outro. Executavam a ronda em silêncio, andando juntos pelos corredores mais sem nenhuma palavra sair de suas bocas e também sem se tocar.

Ela realmente estava magoada com a atitude dele.

— Sei que não está falando comigo — Draco continuou. — Mas precisa comparecer as aulas de reforço de poções, os N.I.E.M.s estão chegando e...

A rebatedora assentiu olhando para a mão que ainda a segurava.

Draco se calou e abaixou a cabeça. A soltou, mas Astória pegou em sua mão.

— Estão inchados — murmurou vendo os dedos dele. Conjurou uma pequena caixa de primeiros socorros sem sequer tocar na varinha branca presa a sua cintura.

Limpou tudo com um líquido que fez Malfoy trincar os dentes com força devido a ardência.

Quando terminou usou a varinha para fazer alguns feitiços de cura para cicatrizar mais rápido e fechar as partes esfoladas.

Algumas farpas de madeira saíram dos machucados e ele agradeceu mentalmente já que estavam o incomodando a algum tempo.

Astória fez um curativo adesivo que era colante e o pôs nos dedos do apanhador.

Ele agradeceu com o aceno que a sonserina fez questão de ignorar virando as costas e indo embora.

***

Benedict estavam caminhando por um corredor quando o viu andando em sua direção.

O artilheiro pensou em dar meia volta e seguir ou em passar reto sem nem mesmo o cumprimentar.

Mas se havia se passado dois dias.

Não poderia continuar com isso pra sempre.

Andou em direção ao garoto a sua frente e parou, firme e determinado.

— Malfoy.

Draco colocou as mãos no bolso e respondeu:

— Sacage.

Ben ficou surpreso ao perceber que não havia imposto o tom grosseiro que normalmente o apanhador lhe dirigia.

O artilheiro respirou fundo e coçou a cabeça meio sem jeito.

— Sobre... Sobre o que aconteceu naquela noite, eu....

Draco cruzou os braços e o interrompeu:

— Não precisa me dar satisfações — falou de modo amigável. — eu que peço desculpas por entrar num momento inoportuno...

O Quase Loiro consegue sorrir maliciosamente.

— Aposto que estava procurando uma pessoa muito especial naquele dormitório...

O apanhador sorriu também travessamente, mas nada afirmou nem negou diante daquela frase.

— Sei que não é da minha conta — Malfoy falou. — Mas formam um belo casal... Porque não se assumem?

Sacage o olhou e sabiamente retrucou:

— Temos o mesmo problema... — respirou fundo. — Que são...

Elas — Malfoy completou feliz por não ter que de falar aquela palavra no singular.

— Exatamente — o artilheiro concordou.

Os dois sorriem pela desgraça que compartilhavam, mas de uma forma cômica e amigável ao mesmo tempo.

A fase de discordância havia passado entre eles.

Malfoy passou o braço pelo ombro de Ben de maneira camarada e os dois foram caminhando e conversando rumo ao Salão do refeitório.

***

Ninguém acreditou quando Draco e Ben chegaram rindo e apoiados um no outro.

Todos do time e de Hogwarts estavam pasmos.

(A Sonserina não estava deixando de surpreender).

Skay foi o primeiro a fechar a boca aberta de espanto e falar:

— Estão bêbados? — como os dois continuavam rindo, não responderam. — Só podem estar bêbados ou drogados.

O restante assentiu, mas Malfoy negou:

— Não estamos, não.

Blásio franziu o cenho.

— Então porque...?

Benedict se sentou na mesa já se servindo de costelas assadas para seu almoço e Malfoy fez o mesmo.

— Resolvemos assumir que estamos nos comendo publicamente — o Quase Loiro falou antes de morder a carne.

Um absoluto silêncio reinou sobre todos os presentes para depois os dois caírem na gargalhada.

Skay se levantou bruscamente, chamando a atenção de todos.

— Eu sabia! Eu sabia que todo esse ódio era tensão sexual reprimida! — bateu o punho na mesa. — Ahhh! Eu estava certo! Pela primeira vez na vida e...

— Skay — Jace o chamou, fazendo-o se calar. — Eles estão brincando.

O artilheiro loiro de olhos verdes olhou para os dois com a face desconfiada e depois voltou a se sentar os olhando como se fossem presas para o seu jantar.

Zabine e Nott reviraram os olhos pela atitude de Petterson.

— Bem — Blásio tomou a palavra —, agora falando sobre o jogo de Quadribol contra a...

***

Ela já estava sentada na biblioteca quando chegou com diversos livros nos braços.

Draco lembrou da primeira aula deles a qual Astória se sentara na mesma cadeira que estava agora.

Aquilo não tinha nem um ano.

Oh, Merlin. E quantas coisas haviam passado juntos...

Balançou a cabeça para esquecer de tudo e se concentrar na aula que iria dar.

E que, por incrível que pareça, Astória estava progredindo.

Depositou os livros pesados sobre a mesa e começou:

— Hoje vamos falar de poções não aquecidas que são produzidas em outro ou nenhum tipo de calor que não seja fogo.

Pegou o terceiro da pilha e o colocou na frente dela que ainda não havia o encarado.

— Abra no capítulo quinze — pediu —, que há um resumo sobre o que vamos apren...

— Você poderia — ela o cortou sem emoção nenhuma na voz — ser breve pois ainda tenho que visitar Thomas na enfermaria...

Aquilo doeu em Malfoy de uma forma vasta.

Astória estava trocando sua aula por aquele trasgo idiota.

Um silêncio se formou após Draco se sentar na cadeira de frente a ela.

Ele pensou durante um longo instante e depois se levantou repentinamente.

Havia muitas testemunhas na biblioteca.

— Venha — mandou saindo do lugar.

Ela sequer se mexeu da cadeira.

Draco colocou uma mão sobre a mesa e se abaixou para a face dele estar quase encostada na dele.

— Se quer terminar logo com isso, Greengrass — falou em tom grosso —, sugiro que me siga logo.

A sonserina revirou os olhos e depois de um minuto inteiro, se levantou com a postura mais do que imperativa e as esmeraldas odiosas voltadas ao apanhador.

Os dois caminharam para os jardins.

Astória já estava no limite de sua paciência quando resolver vociferar:

— Onde estamos indo, Malfoy?!

— Procurar algo! — respondeu gritando já que estava a dez metros na frente dela.

Astória apressou o passo para o alcançar. Estavam a dois metros de uma área interditada.

O agarrou pelo braço.

Draco se arrepiou com o toque dela.

— Pare — a sonserina ordenou. — Não vou entrar na Floresta Proibida.

Malfoy olhou para a Floresta que tinha árvores mais negras e escuras que o comum mesmo num dia de sol como aquele.

O vento frio batia e soprava o cabelos de ambos.

— Achei — Malfoy comemorou ao avistar o que queria.

Draco iria dar um passo quando Astória o agarrou pela cintura.

— Não! — o impediu. — Você também não vai...

Draco a encarou. As esmeraldas estavam firmes e decididas em não o deixar ir.

— Vamos, Tori — tentou insistir. — Está vendo aquele ponto verde ali? — apontou. — Eu só preciso chegar até lá... Veja, não é nem cinco metros adentro da Floresta.

Ela o agarrou de forma mais firme.

O apanhador revirou os olhos e, com um terno cuidado, acariciou os fios negros como trevas.

— Os dementadores... — ela tentou falar tremendo de frio já que a brisa e o ambiente estava sol, mas gelado devido a proximidade do inverno. — Eles podem...

— Eles sequer chegaria perto de Hogwarts — a interrompeu com voz serena. — Além do mais, você sabe que os que nos atacaram foram implantados e não por acaso.

A garota desviou seu olhar do dele, se recusando a encará-lo naquele momento.

— A cabana de Hagrid é aqui perto — comentou se desprendo lentamente dos braços da sonserina. — Pode chamá-lo se algo acontecer, o que é improvável...

Ela suspirou, ainda não querendo acatar a ideia, mas assentiu.

O olhou quando Draco entrou na parte proibida para todos os alunos.

Ficou se tremendo de frio por um tempo que pareceram horas, mas que na verdade não foram nem três minutos.

Astória suspirou quando o avistou, aliviada por ele estar bem.

O apanhador voltou com algo na mão.

Era uma flor. No formato de uma rosa, mas...

Esmerus — informou a dando para a Greengrass.

Tinha um longo caule marrom e as pétalas pareciam ser feitas de vidro esverdeado. Era transparente de um totalidade verde como um cristal.

Tocou em uma das pétalas e se surpreendeu ao perceber que a textura não era de vidro, mas normal como outra qualquer.

— Está quente — falou quando sentiu o calor da espécie.

Draco colocou as mãos no bolso e sorriu.

— Ela é uma fonte de calor usada para poções que não devem cozinhar no fogo — explicou. — E se você notar que na prática, cada pétala tem uma diferente utilização para cada coisa.

Tocou na esmerus.

— A primeira tem efeito calmante, a segunda tem uma composição estabilizadora de sentidos, a terceira reaje bem para a construção de Veritaserum e assim por diante.

Ela estava radiante com aquela rosa. Iria a devolver para Draco quando ele falou:

— É sua — a presenteou. — Use-a para estudar sobre determinadas poções que a utilizam...

A sonserina assentiu meio que agradecendo com um aceno de cabeça.

O apanhador sorriu.

— Além do mais — continuou coçando a nuca meio sem jeito —, não sei qual sua flor preferida...

Astória olhou para a espécime rara em sua mão e respondeu sussurrando:

— Periculos — informou ainda sem o olhar. — Sua mãe tem vários no jardim.

Ele se recordava.

Astória sabia tudo sobre aquela flor que haviam visto quando aparataram juntos pela primeira vez na Mansão Malfoy.

Quando tinham acabado de chegar... Ah, como aquilo parecia ter acontecido a um século atrás.

Ficaram em silêncio durante um longo tempo.

— Bem — ele tentou tirar uma graça com a situação. — Não mereço nenhum prêmio por me aventurar pela Floresta e voltar vivo?

Astória revirou os olhos e caminhou de volta em direção a escola.

Draco a acompanhou. Os dois davam passos vagorosos e sem pressa alguma pelos jardins.

Estava muito frio para passear por isso eram os únicos fora do castelo.

E por falar em frio...

A viu tremer.

Tirou a capa negra que fazia conjunto com o uniforme e colocou sobre os ombros dela.

Astória não negou o tecido, que a esquentou e a ajudou a manter o calor de seu corpo.

Sentiu o braço de Draco passar pelos seus ombros e não se incomodou com aquilo, só tremeu levemente pelo contato.

Ele a puxou suavemente para mais perto, colando as laterais de seu corpo.

Os dois caminharam em silêncio até chegarem nas escadas que daria para a entrada do castelo.

Eles pararam e se olharam.

— Eu... — Draco começou a falar. — Quando falei aquilo sobre acreditar em Jake, eu quis dizer que... — o sonserino suspirou, já cansado de inventar desculpas r mentiras. — Sou um completo idiota — decretou por fim. — Tem todo o direito de ficar brava e se quiser nunca mais olhar na minha cara, mas queria que me perd...

— Malfoy — o interrompeu se agarrando mais ao tecido grande demais para seu corpo que a cobria e o olhando nos olhos. — Quer passear?

Ele piscou, surpreendido com o convite.

Astória nem esperou que respondesse, somente o puxou pelo braço rumo a algum lugar.

Atravessaram o castelo e pararam quando estava atrás da grande construção da escola.

Os jardins eram maiores atrás da construção. Ela apoiou as costas na solidificação de concreto.

Draco ficou de frente a ela, não entendendo o que a rebatedora pretendia.

— Temos direito iguais, Malfoy — começou falando.

Ele abriu a boca indignado.

— Uou, uou, uou — a interrompeu exclamando. — O que quer dizer com isso?

O olhar do sonserino era duro e frio.

Ela revirou os olhos.

— Não vou transar com Sacage se é isso que está pensando — comentou tentando não rir da careta de alívio dele. — Estou dizendo que se eu me enganei sobre você e Parkinson, você também tem o direito de se enganar sobre mim e Benedict.

Os olhos do apanhador faíscaram de esperança.

Astória o pegou pelo colarinho e o puxou para mais perto.

— Então... — Malfoy começou.

Ela assentiu.

— Então... — a sonserina concordou falando.

Draco pressionou seu corpo contra o dela.

— Então quer dizer...

— Então sim.

O sangue-puro sorriu mais do que largamente.

— Então posso...?

— Então, é.

A boca de Astória estava tremendo tentando não rir daquela besteira.

Malfoy deixou seus lábios a centímetros dos dela enquanto a rebatedora enrolava seus braços no pescoço dele.

— Então... — Draco tentou.

— Então me beije logo, Malfoy! — ralhou impaciente.

Ah, mas ele o fez... E o fez com uma calma infinita...



Notas Finais


#Nox

Tantas possibilidades criadas... Tantas teorias das mais absurdas (ser um sonho, poção polissuco, Pansy tramando algo com Jake) sendo que tudo isso...

Por causa de uma bendita luz apagada...

😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂

Já falei q te love?? 😍

Já vou avisando q o próximo cap vai ter nome. Se preparem!

Bjs e Te loves 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...