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História Garota problema - Capítulo 3



Notas do Autor


Hello! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Como podem ver eu trouxe mais um capítulo pra vcs, espero que gostem.
Sem mais delongas, boa leitura!❤️

Capítulo 3 - A tutora fria de Arthur


"...Ele é um garoto de 18 anos!..."

                        "... Praticamente um muleque!..."

      "...Eu duvido muito que uma criança possa cuidar duma empresa ainda mais se a criança for ele!..."

Ele não iria fingir que ouvir tais coisas não o afetaram, ele não conseguiria ficar neutro emocionalmente mesmo que quisesse. Aquilo seria pedir demais para ele.

Por outro lado, ele conseguia impedir que a tristeza fosse mostrada para seus inimigos e se esforçava muito para se mostrar confiante na frente deles sabendo que isso sempre os irritaria.

Arthur olhou pela janela do carro vendo as pessoas e prédios passarem como um borrão, ele sempre ficava assim, admirando a paisagem. Gostava de observar as coisas desde pequeno, talvez essa fosse sua forma de aprender algo ou apenas uma distração para que ele não pensasse em coisas ruins.

Ele ficou tão entretido com as imagens que passavam como borrão que não percebeu que 20 minutos depois de sua partida ele chegou a sua empresa. Desceu do carro e entrou no prédio com seu material nos braços, enquanto caminhava em direção ao elevador sentiu o olhar das pessoas sobre si e teve que se esforçar para não demonstrar seu constrangimento ou errar o passo pela ansiedade.

Ele entrou no elevador e apertou o botão do 11° andar, havia pelo menos mais três pessoas com ele que fizeram questão de ignorá-lo. Não que ele se importasse, as pessoas pareciam desprezarem muito ele naquela empresa.

Na verdade ele não fazia ideia de como as pessoas que trabalhavam para ele se sentiam, mas ele tinha certeza que eram sentimentos muitos ruins e não queria experimentá-los. Já tinha visto e sentido o suficiente.

Arthur sabia que era por conta de não ser filho legítimo do falecido dono, mas ele decidira ignorar o quanto as pessoas menosprezavam ele, ele estava ali para fazer algo grande, estava ali para fazer o trabalho dele e edificar o que seu pai adotivo lhe passou.

O som do elevador trouxe ele de volta ao mundo real e então ele saiu, caminhou a passos rápidos pelos corredores e não importava por onde passava os olhares sobre eles eram sempre os mesmos.

Ele parou na frente da sala de reuniões e hesitou um pouco para bater, estava atrasado mas isso não o impediu de ficar plantado na frente da porta igual uma estátua e ficar olhando pro nada tentando tomar coragem. Tinha medo da bronca que Genebra iria dar nele depois da reunião, mesmo após começar a morar sozinho, Genebra ainda controlava bastante a vida de Arthur e ele continuava tendo medo de irritá-la.

Arthur respirou fundo e quando pretendia bater na porta ouviu um de seus conselheiros falando a seu respeito, doeu, doeu porque o homem estava certo, porque não importava o quanto ele negasse aquela era sua verdade.

- Ele não seu herdeiro legítimo pra poder herdar essa empresa! - Apesar da voz estar sendo abafada pela porta ele podia ouvir claramente.

 - Muito menos do Sr...

Ele pode ouvir o som de algo batendo contra a mesa e logo pôde ouvir a voz de Genebra, era óbvio que ela estava irritada e isso só o deixou mais nervoso ainda.

- Já chega disso! Ele tem todo o direito do mundo de herdar essa empresa, além do mais só eu quem dou o veredicto!- Fria e curta como sempre, pensou Arthur. - o único papel de vocês aqui é dar conselhos então cumpram o seu dever para que eu não precise demiti-los.

Houve um silêncio desconfortável do lado de dentro da sala e então Arthur foi pego de surpresa quando a porta foi aberta, Genebra estava na frente dele carrancuda e pronta para ir embora.

- Gene-

- Vamos embora Arthur, a reunião acabou e você ainda tem muitos compromissos hoje. - Falou e saiu andando direto pro elevador.

Arthur olhou para a sala, voltou seu olhar para Genebra que já estava longe e depois correu para alcança-la, ele entrou no elevador rapidamente para que não fosse esmagado pelas portas e se posicionou ao lado da mulher.

Se sentia desconfortável, tanto pelo que ouviu a pouco quanto pelo fato de Genebra estar zangada, sabia que sua raiva era pelo que aqueles homens disseram mas o fato dele se atrasar também piorou tudo.

Ele olhou de canto de olho e viu Genebra olhando para frente com a cara fechada, ele sabia que estava enrascado. Ela era muito rigorosa e não aceitava erros.

- Vamos falar desse seu atraso assim que chegarmos em casa, Arthur. - Ele olhou para ela imediatamente e então falou visivelmente nervoso.

 - Mas eu moro...

- Você vai para a MINHA casa. - Falou entredntes fazendo ele se calar e baixar a cabeça, sabia que era melhor não retrucar.

O som do elevador chamou a atenção dos dois e então os dois se retiraram indo direto pra saída do prédio, o motorista estranhou com o retorno rápido deles mas não falou nada, abriu a porta esperando que seus patrões entrassem.

- Entre.- A frieza de Genebra para com Arthur só o deixou mais atormentado ainda e ele entrou rapidamente não querendo provocar a ira dela.

Quando acomodados o motorista fechou a porta e foi para seu lugar e então ligou o carro antes de perguntar:

- Para onde senhora?- Arthur nunca deixou de ficar impressionado com tamanha neutralidade de seu motorista, hoje não foi diferente.

- Para casa. - Essa foi a última coisa dita no carro e então o motorista deu partida iniciando a viagem de 20 minutos.

 Mais parecem vinte anos, vinte anos de silêncio desconfortável, pensou Arthur.

Ele escorou a cabeça na janela e admirou a paisagem, afinal ele sabia que aquele seria seu único momento de paz naquele dia e que estava longe de acabar para ele.

20 minutos depois ele estava em frente a mansão de sua tutora, a única mulher que ele tinha medo. Ela permaneceu em silêncio por vários minutos e ele só conseguia pensar em dar um jeito de escapar da bronca.

- Pro escritório.- Ela quebrou o silêncio enquanto tirava o cinto de segurança e antes de sair adicionou. - Agora. - Uma ordem, e uma clara ameaça de que se ele não fosse ela o arrastaria pelos cabelos.

Que deus me ajude, pensou Arthur.

 Respirou fundo tomando coragem e entrou pronto pra ficar horas ouvindo as reclamações de Genebra, não era uma opção sabia disso, mas como ele queria que fosse!


Notas Finais


Bem, espero que tenham gostado! Boa noite e até o próximo capítulo.
Bjs!😘


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