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História Garota Uchiha - naruto's fanfic - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Cap 16: uma decisão.


você se joga na cama, e começa a chorar, você teve a coragem que você precisava pra falar, mas viu nos olhos dele a rejeição, estava acontecendo tudo o que você temia, você sentia uma dor forte no seu peito e um sentimento ruim, aquela sensação de desilusão, de ter o seu coração partido era horrível...

você chorou muito durante a noite, antes de pegar no sono.

você acorda já muito tarde, ninguém veio te chamar, nem Itachi, obviamente, nem Deidara e nem os outros, ao levantar você vê que seus olhos estão inchados, e resolve não sair do quarto agora, mas você entra no banheiro e começa a se despir, quando liga o chuveiro, a água quente caindo pelo seu corpo, e você conseguia lembrar da cena de ontem, seus lábios colados nos de Itachi, a mão quente dele acariciando a sua bochecha, mas logo depois te vem na mente o sinal da rejeição dele.



“–me desculpe, S/n...



essa frase não foi muito, mas assim que ele deixou o quarto você sentiu o peso dela...

seu desespero era visível, você não sabia mais como olhar para a cara dele depois de ter dito tudo aquilo, depois de ter beijado ele.

a única coisa que você queria era voltar pra casa.

você deixa o quarto, a procura de Deidara e encontra ele no corredor.


– Deidara... – sua voz aparentava um tom de tristeza


– S/n, o que aconteceu? como foi a conversa com o Itachi ontem? – ele te puxa pra um local mais afastado de tudo, onde parecia uma sala vazia


– não... não aconteceu nada de mais – você mente, não tinha a coragem o suficiente pra falar pro Deidara tudo o que aconteceu – ele só... só me perguntou o porquê de eu ter mentido, sobre nós dois.


– o que você disse? – ele se põe na sua frente olhando para você


– eu não desmenti que a gente ficou algumas vezes, mas... eu falei que não havia nada sério entre a gente. – você olha para o chão


ele respira fundo e volta o olhar para baixo


– como você quiser. – ele se aproxima pra te beijar e você vira o rosto para o lado, sem olhar diretamente pra ele – você está bem?


– tô sim. – você se afasta um pouco dele – eu vim procurar você por um motivo. você precisa me ajudar.


– claro, no que você quiser, pode falar. – ele dá um sorriso pra você


– quero que você me ajude a... a voltar para casa. – você olha para ele


o sorriso dele se desmancha e dá lugar a uma expressão, não era triste, era séria. 

durante esse tempo você tinha criado uma relação muito boa com ele.


– você... não vai esperar eles virem te buscar? – ele recua um pouco para trás e desvia o olhar de você


– eles nunca vão achar esse esconderijo, a menos que vocês deixem pistas, coisa que vocês não vão fazer. – você se abaixa ficando sentada na frente dele – eu tô com muita saudade de casa, você tem que me ajudar.


– mas e eu? e a gente?


você fica calada por um minuto, e se aproxima dele, ficando sentada do lado dele e põe a cabeça no ombro dele.


– você sabe que, uma hora ou outra eu teria que ir... vai ser difícil me despedir de você... do – você segura o choro novamente – do Itachi, e do resto do pessoal, mas, principalmente de vocês.


ele não olha para você, apenas fixa o olhar no chão.


–me desculpe Deidara... mas, seja lá o que a gente tiver, não vamos poder continuar com isso. – você pega a mão dele – você sabe muito bem porquê.


– não vá. fique aqui com a gente, você sabe que seu lugar é onde a gente tá. – ele põe a mão no seu rosto


– não Deidara, meu lugar não é aqui. eu preciso voltar pra Konoha, é a minha casa, eu sonhei muito com o dia que eu voltaria pra lá e quando eu consegui voltar...


vocês ficam em silêncio, você olha para o rosto dele e ele lhe apresenta uma reação triste. você apenas fica calada


– se isso faz você feliz... eu vou ver o que posso fazer por você. – ele olha para você – mas eu quero que você saiba que, eu vou sentir muito sua falta, falta do seu abraço, do seu beijo e até de quando você me bate.


você vira o rosto de lado, sem jeito, e ele vira o seu rosto para a direção dele...


– por que eu tô apaixonado por você... 


ele põe a mão no seu queixo e te puxa para um beijo, um beijo não demorado, que você logo separa.


– Deidara... eu... – você tenta falar, mas é interrompida por ele


– eu sei que, não vai acontecer nada entre a gente, por que... você vai embora, mas eu não podia te deixar ir sem dizer isso.


e mais uma vez na sua mente, vem a imagem de Itachi, quando você foi embora sem dizer o que sentia a ele... mas a vida deu outra oportunidade que você aproveitou, mas seria melhor se não tivesse acontecido...


– e talvez a gente nunca mais se veja, então, eu tenho que aproveitar o máximo de tempo com você. – ele desliza os dedos no seu braço


– Deidara, é melhor não, quanto mais a gente se aproximar vai ser difícil nos despedirmos. – você se levanta – por favor não complique as coisas.


– tudo bem então, mas me prometa que não vai esquecer de mim. – ele pega a sua mão


– até parece que você está falando com uma criança, eu nunca vou esquecer de vocês aqui. muito menos de você. – você vira pra ele


ele se levanta e da um sorriso triste pra você, e lhe rouba um beijo novamente, você o abraça enterrando a cabeça no ombro dele e ele envolve os braços em sua cintura.


· 2 dias depois ·


você na cozinha tomando um pouco de água, quando escuta passos entrando lá, e você se vira rapidamente com o copo na mão.


– Ah S/n, aí está você. precisamos que você vá até nossa sala de reuniões. – Konan entra pela porta e você coloca o copo em cima do balcão


– sala de reuniões? – você caminha até a porta


– exatamente, precisamos falar com você. 


– então vamos. – você a olha e ela toma a frente e vocês se dirigem a sala de reuniões


vocês chegam lá, e no canto da sala estava Deidara sentado em uma cadeira, Pain em uma poltrona e Itachi ao lado dele.

ao outro lado da sala estava Sasori, sentado olhando para baixo


– e então…? – você gesticula com as mãos mostrando que não está entendendo.


– o Deidara nos contou que você está querendo voltar para Konoha. – Pain de levanta da poltrona e olha para você – você tem ideia de como vai sair daqui?


– infelizmente não senhor. – você olha para o chão


– criamos o plano perfeito para você conseguir voltar para casa sem nos entregar e nem te por em risco. – Konan se aproxima de você e põe a mão em suas costas


– exatamente, vai ser o seguinte, nós vamos mandar o Deidara e o Sasori para uma missão – Pain fala voltando o olhar para a mesa e se senta novamente na poltrona – mas antes disso eles vão passar e te deixar no esconderijo que foi encontrado. quando eles voltarem, e fugirem obviamente, alguns ninjas seguirão eles, e quando chegarem ao esconderijo,lá estarão vocês, eles irão te resgatar e você pode arrumar um meio de chegar em Konoha.


você analisa com cuidado o plano. 


– quando iremos? – você dispara com uma expressão séria


– daqui a cinco dias. espero que esteja pronta. – Deidara fala sem voltar o olhar para você, tinha um tom de tristeza em sua voz.


Itachi não disse uma palavra, e só olhou para a chão. Deidara também.

você respira fundo e aperta os olhos.


– Eu topo.


– S/n, você sabe que não pode dizer nada sobre a gente, não é mesmo? – Konan fala indo na direção ao balcão onde Pain estava sentado


– e se ela contar? – Sasori se manifesta pela primeira vez na conversa – ela pode muito bem contar do esconderijo e sobre nós.


– eu não vou fazer isso. – você olha diretamente para ele e ele mantém uma expressão fria


– é difícil acreditar. – ele te olha – eu ainda não confio em você, não estou convencido que você é uma pessoa confiável. além disso, quem garante que...


– calado Sasori. – Itachi interrompe Sasori – eu garanto que a S/n não vai contar sobre nós, eu confio nela e eu não vou permitir que você fale mal dela na minha frente. – ele eleva o tom de voz fazendo todos ficarem em silêncio no local.


– fique tranquilo Sasori, eu não sou tão idiota de contar tudo o que aconteceu aqui. – você quebra o silêncio.


– apronte suas coisas S/n, vocês sairão em 5 dias. – Pain fala novamente olhando para você.


você assente com a cabeça e sai da sala, andando pelo corredor você sente um sentimento estranho, Itachi nunca falou daquela maneira, ele sempre foi calmo e nunca levantou a voz, pelo o menos não na sua frente. uma atitude que lhe surpreendeu, mas também não lhe agradou tanto assim, você se sentiu dependente dele, e essa sensação era péssima, por causa da rejeição dele por você


– então é isso? – Deidara fala surgindo atrás de você fazendo você se assustar.


– como assim, "isso"? – você caminha voltando o olhar para o chão


– você vai mesmo embora não é? – ele fala com um tom pesado


– sim, é o que eu quero.


você queria ir embora como uma forma de fugir de lá, não conseguia olhar no rosto de Itachi novamente sem lembrar do que tinha acontecido, e não suportava a ideia de ter se aberto com ele e não ser correspondida, então a melhor solução que você achou foi...fugir dele, fugir do Deidara, fugir de tudo.


– eu só queria que a gente aproveitasse direito esses últimos 5 dias que você vai estar por aqui. só nós dois, por favor. – ele se põe na sua frente bloqueando o seu caminho


– Deidara... você está dificultando tudo. – você desvia o olhar do rosto dele.


– por favor S/n, é a minha última chance de fazer alguma coisa com você, você vai embora, pra sempre, nós nunca mais poderemos nos ver. 


– Deidara...


ele vai rápido até você e agarra a sua nuca, e te dá um beijo, dava pra sentir o desespero dele naquele contato, ele beijava você rápido e se aproxima de uma parede, onde prensa você e apenas te beija, sendo separados pela falta de ar, ele desliza os dedos pela sua roupa e os passa pela sua cintura, voltando a beijar você desta vez apertando os dedos em sua cintura, você permanece com os braços envoltos no pescoço dele e os dedos na nuca enganchados ao cabelo loiro dele. ele olha no fundo do seus olhos e começa a beijar seu pescoço e você sente um arrepio

mas na sua mente, a única pessoa que você conseguia ver era Itachi.

não podia fazer isso com ele.

não podia fazer isso com Deidara.

não podia fazer isso com você.


– me desculpe Deidara. – você põe as mãos nos ombros dele – não posso fazer isso.








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