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História Garotas da Lua - Capítulo 6


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Notas do Autor


E cá estou eu pela segunda vez na semana XD

Para compensar vocês pela falta de atualização na semana passada e aproveitando minha boa inspiração em dobro, acabei adiantado esse capítulo. E se me permitem comentar sobre ele, gostei bastante de escreve-lo. :D

Boa leitura meus queridos!

Capítulo 6 - Capítulo seis: Um brilho diferente no olhar.


Era um dia chuvoso, talvez fosse uma quarta-feira ou quinta, talvez sexta. Não sabiam ao certo... Era difícil situar-se no tempo desde estando na mansão. A única coisa que sabiam com exatidão agora eram as horas. Talvez ainda fosse o mesmo mês em que chegaram, talvez este já fosse passado. O que sabiam era que os dias estavam se passando rápido e cada vez mais estavam acostumando-se a nova vida. Juntas.

Todas estavam na sala principal. Um momento raro, já que agora com tantas garotas em um mesmo espaço cada uma ficava em um canto diferente - ou em pequenos grupos -, mas raramente todas juntas.

Mas mesmo todas em uma mesmo cômodo, os pequenos grupos sempre se formavam. Naquele momento não era diferente. Heejin e Hyejoo sentavam lado a lado, mantendo uma conversa mais pessoal entre si, Chaewon estava junto a Jiwoo e Hyunjin, que misturavam a conversa com o grupo que se formara no outro canto do sofá com Jungeun, Yerim e Yeojin.

E por falar em Yerim e Yeojin, as duas curiosamente haviam ficado bem próximas. Na verdade agora estavam inseparáveis. Tanto a ponto de passarem boa parte do tempo juntas pelos cantos da mansão. Ambas gostavam da companhia uma da outra, era o que importava.

Já Chaewon e Hyejoo não haviam trocado mais nenhuma palavra sequer desde o ocorrido do dia anterior envolvendo indiretamente Heejin e Hyunjin. O clima entre as duas agora tinha algo diferente, algo não muito bom, diga-se de passagem. Evitavam até mesmo trocar olhares. Estavam evitando a mínima proximidade entre si. Mas caso questionasse a elas o motivo, não saberiam responder o motivo para aquilo.

Hyejoo também não havia passado muito bem a noite. Não sabe-se o que houvera, mas ela acabou passando mal depois da conversa que tivera com Jungeun.

 Minutos depois da Kim ter saído do quarto a Son sentiu-se tonta, ficou zonza e sua visão ficou turva. Por sorte, como havia acabado de sair do quarto, acabou ouvindo Hyejoo pedindo ajuda, tamanho era o desespero da mais nova pelo que estava sentindo naquele momento.

Jungeun acabou cuidando de Hyejoo e ficando junta da mesma até aquelas sensações ruins passarem. Hyejoo, por conta disso, também acabou tendo que ficar de cama pelo resto do dia, na companhia de Jungeun e Heejin. Acabou substituindo o jantar por uma simples sopa, e foi muito bem cuidada por Madame Josephine.

E mesmo que aquele mal-estar todo já tivesse passado por completo, tanto Heejin quanto Jungeun e as outras garotas também continuavam preocupadas com a saúde da Son, ficando o dia todo checando para saber se a mesma estava mesmo bem.

- Você está bem mesmo? - Heejin insistia em saber.

- Estou bem, já disse. – Hyejoo achava engraçado a preocupação da Jeon consigo. – Foi apenas um mal-estar, nada demais.

- Você quase desmaiou ontem Hyejoo...

- Heejin, me escuta, eu estou bem. – não conteve o riso, mesmo que não tivesse graça, era engraçado para si. - O que eu estava sentindo ontem já passou. Acredita em mim. – segurou as mãos da Jeon.

- Eu acredito. – Heejin sorriu, acariciando as mãos da Son. – Eu só fiquei preocupada com você. Não parecia nada bem ontem.

- E eu não estava, confesso... – respirou fundo. - Agradeço sua preocupação, de verdade, ninguém nunca se preocupou assim comigo.

- Não me agradeça, não é como se eu estivesse te fazendo um favor. Me importo com você de verdade, mesmo que a gente tenha se conhecido ontem. – Heejin foi sincera.

- Estou me perguntando desde ontem se você é real ou apenas ilusão da minha cabeça. – brincou Hyejoo, fazendo ao Jeon rir.

- Olhe para vocês duas. Tão fofas juntas. – ouviram a voz de Jungeun mais afastada, trazendo toda atenção da sala para as duas.

- Nunca tinha visto Hyejoo tão radiante como agora. O que você fez Heejin? – indagou Jiwoo, entrando nas provocações de Jungeun.

Era um tanto constrangedor para as duas que toda atenção das garotas estivesse nelas. Mas também era engraçado que tivessem interrompido tudo para provocarem as duas. E as provocações não acabaram ali em Jiwoo, na verdade mal haviam começado, deixando Heejin cada vez mais vermelha, enquanto Hyejoo apena ria da situação. Para si aquilo era tudo tão bobo.

E em meio a bagunça que havia se tornado a sala principal algumas batidas na porta puderam ser ouvidas, chamando atenção de todas as garotas, que por um momento ficaram em completo silêncio, passando a encarar a porta de madeira. Não faziam ideia de quem seria, mais ainda naquele dia tão chuvoso.

Em meio a todo o silêncio que havia ficado, sem aviso prévio, da forma mais repentina possível, Madame Josephine surgiu no cômodo, passando por todas as garotas sem dizer uma palavra, indo direto na direção da porta para abri-la. A mulher estava de expressão neutra, mas era perceptível um sorriso ladino também.

Assim que a mulher finalmente abriu a porta, a visão que tiveram do lado de fora foi de uma garota de longos cabelos escuros.

Ela usava um tapa-olho branco em um de seus olhos - mais especificamente o direito -, o que chamava bastante atenção para seu rosto. Estava completamente molhada, dando a impressão de ter caminhado pela chuva até ali, usava também um capuz, que cobria parte de seus cabelos, mas deixava amostra sua franja. Também era visivelmente alta e transparecia ser séria.

- Você deve ser Jung Jinsoul. – Madame Josephine fora a primeira a se pronunciar.

- Sim. Muito prazer. – a garota apenas assentiu, suas mãos no bolso de seu moletom. Estava um pouco frio do lado de fora, embora ainda fosse primavera.

- Por favor, entre. – deu passada a Jung.

Do lado de dentro, a chegada de Jung Jinsoul havia trazido efeitos não muito positivos para duas das garotas. Yerim sentiu uma forte dor em seu olho esquerdo, não muito diferente de Jungeun, que sentira uma dor um pouco mais amena, mas que não deixou de ser um incomodo. Até a própria Jinsoul sentiu um desconforto em seu olho que estava com o tapa-olho, dando seu máximo para disfarçar a dor que sentiu ao entrar.

Como a atenção de todas havia ido parar na garota nova, nem notaram quando Yerim levantou e saiu dali com certa pressa, subindo as escadas para o andar de cima o mais rápido que pôde. Na verdade a ação de Yerim chamou bastante atenção de Jinsoul, assim como também acabou chamando a de Jungeun. Mas felizmente apenas das duas.

Jungeun vendo a ação da Choi não conteve de ir atrás, tentando ao máximo não chamar atenção das demais. Não tinha certeza do que estava acontecendo, mas talvez Yerim precisasse de si naquele momento. Ao menos era o que sentia. Com sucesso, Jungeun subiu as escadas sem chamar sequer atenção de ninguém, com exceção de Jinsoul, que ainda observava tudo um tanto confusa, porém totalmente atenta. Assim como Jungeun, sentia dentro de si que precisava entender o que estava acontecendo com as duas desconhecidas.

Depois de apresentar-se para todas as garotas e vice-versa ainda pensava no que havia acontecido e sentia uma enorme vontade de ir direto para o andar de cima tirar suas dúvidas quanto ao que poderia estar acontecendo.

Mas para que conseguisse ir atrás das duas, antes teria de dar um jeito de conseguir ir sozinha, e havia acabado chegar, não conhecia nada da mansão, então isso seria um problema...

No andar de cima, Jungeun procurou Yerim por todos os cômodos, mas parecia que a mais nova não estava em nenhum deles. Tudo estava quieto e o único som era o da chuva do lado de fora. Toda aquela situação estava deixando a Kim um pouco tensa.

Continuou procurando, inclusive por todos os quartos, e nem sinal da garota de cabelos roxos. Entretanto, quando estava prestes a desistir, ouviu um choro baixinho vindo do que parecia ser a sala vazia da mansão, um cômodo onde não havia nada além de móveis velhos e empoeirados.

Rapidamente Jungeun correu na direção do choro, tendo a sorte de, ao adentrar a sala vazia, dar de cara com Yerim, que estava sentada em um canto no chão, completamente encolhida. Não conseguia ver o rosto da Choi naquele momento por estar apoiado nos joelhos, mas com certeza ela estava chorando compulsivamente e de rosto vermelho.

- Yerim... – correu até a mais nova. – O que foi? Você está bem?

- Quero ficar sozinha Kim Lip... – a voz de Yerim era baixa, ela parecia não conseguir parar de chorar naquele momento.

- Não vou sair daqui sem saber o que está havendo com você. – Jungeun declarou com a voz firme.

Sentou ao lado de Yerim no chão, apoiou a cabeça na parede atrás de si e deu um suspiro pesado. Teria toda paciência do mundo para ficar ali até a Choi resolver desabafar consigo sobre o que estava acontecendo. Ao seu lado, Yerim começava a soluçar em meio as lágrimas.

Voltando a Jinsoul, ela continuava tentando pensar em algo para que conseguisse subir sozinha e ir atrás das duas garotas que haviam praticamente corrido de si, se realmente fosse o que estava pensando que era.

Naquele momento estava ainda para de pé no meio da sala principal, enquanto as demais garotas tentavam puxar assunto consigo. Jinsoul vagamente respondia, mais para não passar a impressão logo de chegada de que era rude ou até mesmo mal-educada.

- Minhas roupas estão completamente molhadas por conta da chuva que peguei vindo pra cá... – comentou repentinamente. - Onde ficam os quartos para eu poder me trocar? – indagou tentando soar o mais normal possível.

- Se quiser posso te levar até os quarto. – Jiwoo se ofereceu gentilmente.

- Não! – sua resposta acabou soando mais alta do que esperava, o que causou estranhamento em todas. – Quero dizer... Não precisa se incomodar com isso. Apenas me diga a direção e eu mesma dou meu jeito. – sorriu sem jeito.

- É só subir as escadas e seguir pelo corredor, todas as portas fechadas são quartos, as abertas cômodos normais. – Hyejoo indicou as escadas.

- Muito obrigada. – Jinsoul sorriu vitoriosa.

No final das contas havia conseguido o que queria sem muitos problemas, e estava agradecendo mentalmente mil vezes Hyejoo por ter indicado o caminho para que fosse sozinha. E agora estava subindo rumo as duas garotas para enfim descobrir se o que estava acontecendo era o que estava pensando que era.

A Jung ao finalmente terminar de subir as escadas viu-se perdida em meio a tantas portas. Mas seguindo as indicações de Hyejoo, as portas abertas eram os cômodos que não quartos, então talvez encontrasse quem queria em um deles, ou talvez dentro deles, mas isso era o que iria descobrir. Nunca passou pela sua cabeça que o andar de cima era tão gigantesco.

Procurou por todos os cantos, até que finalmente avistou as duas sentadas no chão, mais uma vez sorriu vitoriosa, aquele era seu dia de sorte. Jinsoul parou na porta, sua presença logo sendo percebida por Jungeun, respirou fundo antes de seguir na direção das duas e de se baixar para falar com Yerim.

- Você sabe o que ela tem? – Jinsoul perguntou a Jungeun.

- Não tenho certeza... Mas sei que precisa de mim. – Jungeun foi sincera.

- Se for o que estou pensando, a culpa é toda minha... – mordeu o lábio. – Será que eu posso ver seu rosto? – pediu tocando a mão de Yerim. – Por favor...

- Não posso erguer meu rosto agora. – Yerim respondeu com a voz abafada.

- E por que não? – indagou Jinsoul, mesmo que já soubesse a resposta.

- É complicado de responder isso... – Yerim fungou.

- Não é tão complicado para quem entende muito bem como você está se sentindo agora... Me desculpe por isso. – um tanto hesitante levou sua mão a mão de Yerim mais uma vez, repousando sobre a mesma dessa vez.

A ação da Jung atraiu tanto o olhar da Jungeun quanto o de Yerim, que acabou erguendo seu rosto enfim. E como Jinsoul suspeitava, o olho de Yerim naquele momento continha certo brilho diferente em sua íris. Este em um roxo escuro e bem chamativo. Jungeun encarou a Choi surpresa, mesmo que já estivesse suspeitando daquilo também.

- Dói? – Jinsoul se referiu ao olho da Choi, está que apenas assentiu ainda fungando.

- Como você sabe disso? – indagou Yerim com a voz falha, seu cenho completamente franzido.

Ao ouvir o questionamento da Choi, Jinsoul lentamente tirou o tapa-olho que usava, revelando seu olho com uma aparência muito semelhante ao de Yerim, porém na cor azul escuro. Yerim se surpreendeu, assim como Jungeun mais uma vez ficara boquiaberta.

- O meu também está doendo um pouco. – Jinsoul sorriu de forma reconfortante, limpando algumas lágrimas do rosto da Choi.

- Se você sabia o que estava acontecendo, então porquê perguntou? – Jungeun mesmo ainda sem reação indagou um tanto rude.

- Porque queria ter certeza de que você entenderia a situação dela... Você sentiu também, não sentiu? – Jinsoul fitou a Kim de forma séria.

- Sim... E também senti meu olho doer... Eu só não tinha certeza se era pelo mesmo motivo que Yerim havia corrido pra cá.                                                                                                        

- Como assim? Como assim seu olho também doeu Lip? – Yerim se viu perdida no diálogo das duas.

- E lá vou eu revelar meu segredinho... – Jungeun suspirou. – Mas acho que tudo fazer isso agora.

- É claro que sim. Ela precisa disso agora. – disse Jinsoul.

Jungeun então afastou alguns fios castanhos de seu cabelo, os colocando atrás da orelha para deixar seu olho direito totalmente amostra, em seguida fechou os olhos por um breve momento, respirando fundo antes de voltar a abri-los.

Assim como Jinsoul e Yerim, o olho de Jungeun também continha certo brilho diferenciado na íris. Havia nele um tom de vermelho e era ainda mais chamativo, quase hipnotizante. Yerim não esperava por aquilo, também não fazia ideia de que todo aquele tempo estava convivendo com uma semelhante.

- V-você... Como não disse nada sobre isso?!

- Da mesma forma que você não disse nada sobre o seu. – Jungeun achou graça. - Embora algumas vezes eu notasse você tampando seu olho em certos momentos.

- Pelo visto consegue controlar o seu. – Jinsoul interferiu na conversa das duas, agora sendo ela quem estava surpresa.

- Levou um tempinho até eu conseguir, mas não foi tão difícil assumir o controle dele. – respondeu Jungeun dando de ombros.

- Passei todo esse tempo pensando que era a única com isso e que havia algo de errado comigo, e agora descubro que uma pessoa próxima a mim, na verdade, agora duas, - referiu-se a Jinsoul. – são iguais a mim...

- Não, não tem nada de errado com você... – disse Jinsoul. – Até porque se tiver, não é só com você, com nós três. – soou divertida. - Inclusive, tenho alguns outros tapa-olhos na minha mochila, se quiser posso te dar um para usar até seu olho voltar ao normal.

- Bom, eu não quero que mais ninguém veja... Então vou aceitar. – Jinsoul assentiu, já tirando sua mochila das costas para pegar um para Yerim. – Um tapa-olho vai chamar menos atenção do que um olho com a íris roxa.

- Bem menos. – riu Jungeun. – Inclusive, se puder me dar um também... – pediu a Jinsoul, que prontamente lhe alcançou um. – Talvez isso faça você se sentir melhor, Yerim. – colocou-o por fim o tapa-olho em seu olho também.

- De certa forma sim... – Yerim sorriu mais uma vez. – Obrigada Jungeun.

- Sua vez... – Jinsoul segurava um para Yerim. - Te ajudo a colocar. – a Jung o colocou com toda delicadeza.

- Obrigada. – Yerim sorriu agradecida.

Naquele momento Jungeun e Jinsoul trocaram olhares, era bom ver o sorriso de volta ao rosto da Choi. Jungeun assentiu em agradecimento a Jinsoul por tudo que fizera pela mais nova naquele momento. A Jung apenas devolveu o aceno junto a um sorriso ladino.

- Inclusive... Não perguntei o nome de vocês duas. – Jinsoul voltou a falar notando que ainda não haviam se apresentado.

- Yerim. Choi Yerim – sorriu divertida.

- Muito prazer Yerim. – Jinsoul sorriu mais uma vez.

- Aliás, vocês duas sabem por quanto tempo vai ficar assim? – Yerim se referiu ao seu olho.

- Não tenho certeza, mas pode demorar um dia, ou talvez dias. Ou talvez uma semana. Acho que varia muito. – Jinsoul disse pensativa.

- O meu normalmente ficava assim por alguns dias. – comentou Jungeun.

- Já o meu semanas, não é à toa que não tiro esse tapa-olho há alguns bons dias. – disse Jinsoul. – Como eu disse, varia muito.

- E vocês sabem por que os três ficaram assim quando você chegou?

- Não exatamente... Mas suponho que tenha acontecido porque nosso olhos sentiram certa conexão. – Jinsoul disse incerta.

- E porque não aconteceu quando Jungeun chegou? – Yerim franziu o cenho.

- Talvez porque sejamos em três. – Jungeun sorriu pensativa. – Inclusive, qual seu nome olho azul?

- Olho azul...? – Jinsoul riu. – Me chamo Jung Jinsoul.                           

- Kim Lip. – Jungeun apertou a mão da Jung.

- Na verdade Kim Jungeun, mas ela insisti que não gosta de seu nome. – comentou Yerim.

- Mas Kim Jungeun não é um nome feio.

- Se eu não gosto dele, então não é bonito. – Jungeun cruzou os braços.

- Se você diz... – Jinsoul deu de ombros. – Kim Lip... Vou tentar me lembrar disso.

- É bom que lembre, ou vou gritar com você toda vez que me chamar pelo nome. – Jungeun disse séria, mas acabou fazendo as outras duas rirem.

- O que foi? Eu estou falando sério. – Jungeun ficou ainda mais séria, ao passo que as risadas aumentaram. – Vocês duas são inacreditáveis. – revirou os olhos voltando a cruzar os braços.

- Sei que acabei de chegar, nós mal nos conhecemos. – Jinsoul parou de rir da cara de Jungeun sentindo a necessidade de expressar como estava se sentindo naquele momento. - Mas preciso dizer que já me sinto ligada a vocês duas.

- Acho que querendo ou não somos um trio agora. – Yerim sorriu ladino fitando as duas. – Agora carregamos um segredo em comum.

- Isso significa que não vou me librar mais de vocês duas de agora em diante... Ótimo. – Jungeun fingiu estar incomodada com isso.

- Não vai mesmo. Sinto muito. – brincou Yerim, as três voltam a rir.

Jungeun e Yerim haviam acabado de conhecer Jinsoul e mesmo assim já pareciam se conhecer a tempos. De certa forma era uma sensação completamente nova e boa, compartilhavam do mesmo segredo agora. Dali em diante poderiam conta uma com a outra. Dali em diante não estariam mais sozinhas.

 

...

 

No dia seguinte Jinsoul já estava mais do que a vontade na mansão, havia se acostumado com sua nova casa sem problema algum. Todas as garotas também contribuíram com isso sendo muito bem receptivas, principalmente Yerim Jungeun em particular.

No dia anterior, depois das três terem descido de volta a sala principal, Jungeun tomou a frente e inventou uma boa desculpa para as três estarem usando tapa-olhos, dizendo que ela e Yerim haviam se dado tão bem com Jinsoul que resolveram ser solidárias e com isso também usar os olhos cobertos. Por sorte as garotas haviam acredito e não fizeram perguntas sobre.

O jantar do dia anterior também havia sido importante para a adaptação e Jinsoul com todas, sendo o mais memorável até então. Madame Josephine não havia as acompanhado no jantar como de costume, alegando ter algumas coisas para fazer em seu escritório em relação as novas garotas – Heejin e Jinsoul -, as deixando sozinhas para comerem.

Diferente dos outros dias, em que comiam em completo silêncio, a sala de jantar havia se preenchido com um jantar animado, em meio a conversas, risadas e até mesmo brincadeiras. Fora um jatar divertido para todas as garotas.

Depois do jantar todas foram para seus quartos, e Jinsoul acabou ficando junto a Hyunjin e Heejin no quarto ao final do corredor. Jinsoul e Heejin eram bem falante, acabando por passar da hora de dormir em meio a conversa, e, estranhamente, Hyunjin junto a elas.

Logo ao amanhecer o sol voltou a brilhar, dando fim a intensa chuva do dia anterior, que se estendeu pelo resto da madrugada. A chuva havia sido um fato curioso do dia anterior, afinal já faziam dias que não chovia tanto.

Todas acordaram pontualmente as oito da manhã para o café, Madame Josephine ainda fazia questão de acordá-las todos os dias, já que se dependesse das garotas dormiram a manhã inteira.

Após o café já foram avisadas por meio de Madame Josephine que mais duas garotas chegariam naquele dia. Já estavam em nove, com a chegada das duas novas logo estariam em onze e sendo assim só faltaria mais um garota. Isso causava um sentimento estranho em todas. Até então não haviam pensado que os dias de total liberdade estavam tendo seus dias contados, e logo as aulas teriam início. Rotina nova, regras novas.

- É estranho só faltarem mais três garotas... – comentou Jungeun. – Parece que foi ontem que cheguei aqui, e agora a mansão está ficando cheia assim.

- É estranho mesmo... – Hyejoo fitava o teto naquele momento, pensativa, tudo estava mudando rápido demais de uns dias até ali.

- Acho que o mais chato disso tudo é o início das aulas. – disse Heejin.

- Não sei se estou pronta para mudar essa rotina. – brincou Hyejoo. – Tarefas, provas, aulas...

- Isso sim é uma droga. – Jungeun bufou.

- Mas você já tem dezoito anos, tem certeza que terá aulas também? – indagou Hyejoo levando seu olhar a Jungeun.

- Não tinha pensado nisso... – Jungeun ficou pensativa. – Então quer dizer que eu ainda posso acabar me livrando das aulas. – abriu um sorriso vitorioso.

- Isso é injusto. – a Son voltou a se jogar em sua cama.

- Mas pensando logicamente, com dezoito anos em uma escola de verdade você estaria no último ano. – pontuou Heejin.

- Bom ponto Heejin. Ou seja, vocês terão aulas de qualquer forma. – provocou Hyejoo.

- É, parece que não será dessa vez que irá se livrar das aulas Kim Lip. – Heejin riu brevemente.

- Será que as outras três vão? – indagou Jungeun.

- Talvez se forem mais velhas que todas nós. – disse Hyejoo.

- Falando nelas, como será que estão as duas garotas que viriam hoje?

...

Havia sido um longa e demorada viagem, mas finalmente pode ver a enorme mansão da janela do ônibus. Sorriu ao se dar conta de que estava finalmente chegando depois de horas de viagem até ali.

Assim que o ônibus parou respirou fundo antes de levantar de seu acento e descer dele. O motorista, que até então não havia dito uma palavra sequer, também desceu, mas apenas para retirar as malas do maleiro e poder seguir em frente.

Tirou as malas da jovem garota sem o menor cuidado e as colocou no chão, em seguida sem sequer se despedir por educação voltou para dentro do ônibus e deu partido no mesmo. Pelo visto teria de seguir caminho andando dali em diante.

Dera um suspiro antes de começar sua caminhada, teria de andar um bom trecho ainda para chegar realmente. Mas agora ao menos faltava menos do que parecia durante a viagem de ônibus.

Juntou todas as malas que o motorista mal-educado do ônibus havia largado no chão e começou sua caminhada rumo a mansão. O caminho era tão bonito, haviam flores por toda parte, árvores, ar fresco e nenhum som que a perturbasse. O lugar era realmente encantador. Lembrou por um momento de quando ainda era criança e sonhava em morar no meio da floresta junto aos animais.

Talvez finalmente estivesse realizando seu sonho de infância. Seu eu de alguns anos atrás ficaria muito feliz com aquele momento. Estava tão encantada com tudo ao seu redor que desligou-se do mundo e de tudo a sua volta, nem mesmo percebeu mais uma garota parada a sua frente.

Sua falta de atenção no caminho acabou a fazendo colidir com essa garota, acabando por derrubar suas malas e também algumas malas da garota. Sequer havia notado ainda que não havia colidido em algo e sim em alguém. Uma garota um pouco mais alta que si, de cabelos alaranjados e de franja.

- Você está bem? – a garota questionou enquanto ela juntava suas malas.

Foi então que levou seu olhar a figura a sua frente, finalmente se dando conta de que a culpa havia sido sua.

- Me desculpe por esbarrar em você, não vi que estava na minha frente. – disse um tanto constrangida.

- Tudo bem, não foi nada...

As duas então tornaram a caminhar, coincidentemente pelo mesmo caminho. Andaram por mais alguns minutos, estes passados em completo silêncio. Quando finalmente chegaram na entrada, ambas acabaram por bater na porta, uma situação um tanto cômica.

Não demorou muito até que uma mulher de cabelos grisalhos abrisse a porta com um sorriso largo, esperando que uma das duas garotas a sua frente se pronunciasse.

- Olá, sou Jo Haseul. – tomou a palavra ao notar que a garota de cabelo laranja não diria nada.

- Sejam bem-vindas. – a mulher acenou com a cabeça ainda sorrindo. – Sou Madame Josephine, dona da mansão. Eu e as demais garotas já estávamos à espera de vocês duas... A propósito, e você é?

- Vivi. – fora simplista, parecia não saber ao certo como fazer aquilo.

Haseul estranhou, o nome da garota ao seu lado era apenas Vivi? Havia achado o comportamento dela estranho, mas parecia que tudo nela era.

Uma garota intrigante, porém bonita, esse era o pensamento da Jo em relação a Vivi, a primeira garota que tivera contato até então na mansão.


Notas Finais


E aí, qual a nota de hoje? E o que estão achando desse finalzinho de introdução? (finalmente). Já adianto a vocês que o próximo capítulo é um último introdutório, o que significa que as coisas já já ficam mais interessante com as doze finalmente juntas.

Eu não revisei a fundo esse capítulo ainda, então perdão qualquer erro.

Espero de verdade que vocês estejam gostando.

Quero agradecer também do fundo do meu coração pelos dezoito favoritos, obrigada por acompanharem e também pelos que comentam, isso me incentiva muito em relação a história e também me passa mais confiança para me expressar por meio dela.

Até o próximo, bebam água, se cuidem e views em "So What" ;3


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