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História Garoto de programa - TaeGi - Capítulo 18


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Notas do Autor


Olá! Sossego amores? Que tal um cap pra animar?
Desculpem algum erros que tenha e prestem atenção nas conversas. Nos vemos lá em baixo!:)

Capítulo 18 - Voltando a realidade


Fanfic / Fanfiction Garoto de programa - TaeGi - Capítulo 18 - Voltando a realidade

O dia começou frio, o sol escondido entre as nuvens do inverno, talvez uns 10° lá fora, logo a neve começaria a cair. Para a minha sorte, a casa de Yoongi tem um ótimo aquecedor. Acordei primeiro que ele, o deixando dormi por mais alguns minutos. Estava na sua cama, que não exagerou ao dizer que era confortável, depois de adormecer no sofá e vim dopado pra cá.

O quarto dele era totalmente diferente ao da Boate, cores claras e harmônicas, tudo tinha sua identidade recém descoberta por mim: posters de jogos famosos, tecnólogos e cientistas de robótica, eletrônicos e um holograma automático de céu noturno projetado no teto que desligava ao abrir as cortinhas, o seu computador tripla tela onde disse que programava os jogos, sem falar na estantes de livros de matemática, tecnologia e alguns romances. Não estava na boate, não tínhamos transado e não estava me sentindo um lixo descartável.

Sorri quase desacreditado sobre tudo isso. Em uma única noite, o conheci mais que em dois meses, tinha salvado minha vida e me dado um ótimo natal.

— Yoongi, acorda ai, já são 9:23 — o balancei, ele estava de costas para mim, entrelaçado nas cobertas incrivelmente macias. Ele resmungou alguma coisa acordando rápido em seguida, me assustando — Ta doido?! O que foi?

— Nossa.. Por um momento esqueci que estava aqui — riu de se mesmo — sempre tô sozinho aqui, só estranhei. — coçou os olhos, mais pequenos no rosto inchado de sono.. Tão bonito e fofo.

— Verdade, não é todo dia que acorda ao lado dessa maravilha aqui!

— Nossa.. Nem acordei e já tenho que ligar com essa? Vou tomar café, vai?

— Claro, vou recusar sua comida? Ela é ótima sabia?

— Lógico! Sei cozinhar desde sempre, tem que ser boa.

Levantamos, ele se esticou todo, fazendo um tipo de yoga tocando os pés e movimentado os braços.

— O que foi? — disse

— Só mais uma informação surpreendente sua.

— Idiota, todo mundo tem que fazer isso pra não ficar velho antes da hora e já que passo muito tempo sentado, tenho que fazer o dobro. Mas vamos logo — saiu do quarto com o pijama dançando no seu corpo.. Até em pijama ele gosta de coisas folgadas. Também estava com um de seus pijamas, mais colados em mim, claro.

Café, biscoitos e bolo no café da manhã. Um pouco mais de conversa e risadas, descobrir que ele é bem escandaloso garganhando, do tipo que joga a cabeça para trás, humor sarcástico, quase maldoso, isso não era novidade.

— Você é bem cretino sabia? — falei divertido, escutando sua história de como teve uma ideia para um jogo de estratégia.

— Como se ela quisesse sinceridade.. Falei o que a garota queria ouvir ué!

— Claro, claro. E ainda o namorado acreditou..

— Como disse, estratégia!

— Falando em garotas, namorados irrados e saídas estratégicas, tenho que ir para casa daqui a pouco, acho que quem me ligar, vai achar que morri.. — falei meio preocupado, dois dias longe do celular, em uma data comemorativa.. Certeza que meus amigos e meus pais devem esta preocupados.

— Hum.. — fez um bico descontente — Vão trabalhar hoje?

— Porque?

— Responde

— Vou, minha folga foi dois dias. Sabe? Passar o natal com a familia mas desisti de escutar meus parentes esse ano.

— Entendo perfeitamente! Também não quis ir na minha — Me levantei para ajudar a lavar a louça

— Como acha que foi? A festa de natal com sua familia?

— Um saco, com certeza. Minha mãe que deve ter ficado sentida mas depois resolvo com ela.

— Sabe, acho que conheci.. — a campanha tocou e ele fez uma expressão confusa.

— Espera um instante. Tomara que não seja quem eu tô pensando..

Foi atender arrastando os pés, transportando preguiça que até eu senti vontade de bocejar. Continuei na cozinha apos a porta ser aberta revelando uma voz feminina, franque o cenho ao reconhecer.

— Yoongi, como está? Finalmente te achei em casa! Por que não foi ontem? Seu irmão contou uma história descabida que estava namorando.. Aquele menino não tem um pingo de juízo! Por que ainda está vestido de pijama? Te acordei?

— Mãe! Deixa eu responder! — a mulher riu e o mundo não podia ser menor.

— Desculpe, estou feliz por ver meu pimpolho depois de tanto tempo.. Você literalmente me abandonou menino!

— Mãe, menos, bem menos tá?

— Como você está? Passou bem o natal? Tem alguém em casa? Seu irmão.. Oooh! Tem alguém mesmo!

— Mãe! Stop! — Yoongi riu e terminei de lavar o último prato.

— Oi senhora Min

— Taehyung?

— Vocês se conhecem?! — Yoongi abriu a boca abismado.

— O que está fazendo aqui? — diz a mulher, totalmente surpresa, como o filho.

— É uma longa história, mais fantástica do que as da senhora

— Mãe.. Você conhece todo mundo! Santo deus! Acho que não preciso apresenta-los não é?

— Ele é mesmo seu na..

— Não mãe, o mano só faz exagerar. Ele é.. Um amigo que veio passar o natal aqui.

— Sei.. Está com cara de quem está mentindo pimponho — segurei o riso e Yoongi me olhou, não tenho culpa se chamar-lo de pinponho era engraçado! — Mas depois falo com você mocinho, como vai Taehyung?

— Vou muito bem senhora Min — enxuguei minhas mãos e apertei as suas, logo dando um abraço na mesma — Foi bem no jantar? Yoongi me falou que são um saco — Ela riu

— Aposto que a Temieya foi fingindo que era da família, só para tirar meu irmão do bom humor

— E está certo pimpolho, mas seu irmão sabe contorna-la como ninguém, sem fazer clima com a Hyna. Sabe Taehyung, essa garota, a Tamieya vivi correndo atrás do meu filho, mesmo ele sendo casado e praticamente pai..

— Conheço pessoas assim, sei como é. Bem, senhora Min, eu estava falando com o Yoongi agora mesmo que preciso ir para casa, não quero atrapalhar seu reencontro com o caçula

— Vai agora? — Yoongi cruzou os braços, meio descontente.

— Preciso, queria conversar com sua mãe, ela é adorável, iria saber vários podres seus — rir e ela concordou — mas tenho que avisar que estou bem, a ultima ligação que fiz para o meu pai foi meio pesada e não quero que se preocupe mais entende?

— Claro, eu entendo querido — diz afetuosa

— Vou deixa vocês a sós um pouco para vestir uma roupa e ir certo? Não se pode andar por ai com morangos nas roupas de dorme né pimponho? — ele inflou as bochechas e garganhei indo para o corredor

— Só presta pra me aborrecer.. Esqueça esse apelido ouviu Taehyung?!

— Nunca! — gritei de volta.

Já vestido, voltei para sala onde Yoongi e Yejin conversavam sentados no sofá.

— Vamos Taehyung? Vou te levar no..

— Espera Yoongi, quero falar rapidinho com ele, vá se ajeitar. Tirar o pijama também!

— Tá mãe, se virá né? Já que se conhecem tão bem acho que não ela não voa no seu pescoço

— Oi? — ele riu da minha cara e foi embora

— Querido, não quero que me leve a mal mas você é garoto de programa?

— O que?!

— Veio aqui para fazer companhia ao meu filho? Ele está tão ruim assim?

— Senhora Yejin.. Eu não estou aqui por isso, seu filho foi um herói, me ajudou no momento difícil mesmo não merecendo e contradizendo a realidade. — peguei em seu ombro — Ele está bem.

— Ah que alívio.. Sabe Taehyung, me orgulho de saber quando as pessoas estão mentindo graças aos meus anos de investigadora e mesmo que não tenha me dito nada específico, sei que falou a verdade.

— Fico feliz em poder lhe tranquilizar

— Mais uma coisa, se está começando a gostar do meu filho, não brinque com ele, não o magoe ainda mais do que ele já é, não o descarte, entendeu?— senti uma pontada no peito, seu olhar tão profundo quanto o do filho, lendo minha alma, mal tive forças para responder que não era nada disso que ela estava pensando.

— Cheguei Taehyung, vamos?

— T..tá. Até.. mais senhora Min

— Até meu querido

Yoongi me levou até o elevador do prédio em silêncio, eu me remoia de vontade de perguntar o que houve mas não é como se fosse da minha conta, e bem, dava para ter uma ideia. Apertou o botão do térreo e ficamos esperando em frente a porta metálica.

— O que ela te disse? Parece que foi fundo

— Nada demais, só estava sendo mãe, uma mãe atenciosa.

— Sei bem o quanto ela pode ser atenciosa

— Yoongi, deveria valoriza-la mais, tem pessoas que dariam tudo para ter a relação que vocês tem.

— Está falando de si mesmo?

— Isso. Só aproveita sabe, ela só quer sua atenção

— Eu sei.. Tome, para o táxi de volta, naquela confusão, ficou sem carteira. — estendeu algumas cédulas mas não as peguei — vamos! Pare de ser orgulhoso, é só para voltar para casa, não é como se estivesse te pagando por algo. Você não está trabalhando, lembra Taehyung?

— Obrigado — peguei, guardando em seguida. Sorri para ele. Sim, aqui fora eu sou Taehyung — Ele chegou — me referi ao elevador aberto

— To vendo.. — continuamos no mesmo lugar

— Aham

— Tenho que ir, até Yoongi.

— Até mais tarde

— Como? — o encarrei confuso

— Tchau Taehyung — sorriu, se aproximando dos meus lábios, beijando o canto deles. Se virou e foi embora.

Ao sair do prédio, tive noção de onde estava, em um bairro nobre até o gogó e tão luxuoso que fazia um palácio ficar no chinelo, sem falar no prédio que estava a minutos atrás. Essa ostentação me embrulha o estômago.. É incrível como poucos tem muito e muitos tem pouco. Não tenho o menor interesse em ter tanto dinheiro, para mim, o suficiente para dormi tranquilo estava ótimo. Claro, essa é minha visão.

Peguei um táxi que me cobrou uma fortuna para ir até meu bairro e internamente agradece por Yoongi ter me dado mais que o necessário aparentemente, foi quase o preço da corrida no fim das contas.

Ao chegar em casa, com um pouco de poeira na porta e entrar, ela ainda estava vazia mas inesperadamente isso não me incomodou. Respirei fundo e entrei de vez, voando até meu quarto para pegar o celular.. Havia tantas chamadas perdidas, mensagens não lidas de mais de 4 aplicativos e o aviso de bateria fraca, 7% para ser exato.

Com o carregador já conectado, retornei a chamada do meu pai, contando o que havia acontecido, parcialmente. Ele não entendeu bem o que estava fazendo em una boate com alguns amigos na véspera de natal após o trabalho que terminará mais cedo mas compreendeu toda a situação que escapei, suspirando aliviado e agradecido ao tal "salvador do seu bebê".

O resto das mensagens e ligações, que eram dos meus amigos desejando feliz natal, respondi da mesma forma, sem detalhes de nada, menos é claro, para Jimin, Jungkook e Hoseok, meus melhores amigos dentre tantos, o que tenho mais afinidade.

Tive que fazer uma video chamada para provar que estava inteiro.

— Quero saber disso direito ouviu? — gritou Hoseok e Jungkook e Jimin concordaram ao mesmo tempo, mesmo a quilômetros de distancia um do outro, ainda compartilhando aquela sincronia esquisita deles, em parte, os três conectados pelo pensamento.

— Tá, tá! Vocês são exagerados mas confesso que tive muito medo depois que pensei nisso e na hora também, mas já passou sabe? Não tem porquê se remoer com coisas que não aconteceram.

— Quem foi o salvador?Conhecemos? — Jimin falou e troquei o celular quente de mão

— Não, meio que conheço ele do meu trabalho

— Que? — Kook e Minie falaram juntos, de novo. Tinha esquecido completamente da história do cassino que inventei para eles e Hoseok pareceu confuso com a reação dos dois.

— O que tem de tão impressionante gente? — falou o confuso

— Galera, tenho que desligar, meu celular vai acabar explodindo na minha mão.

— Nada de fugir do assunto!

— Tchau! Conversam vocês — mandei um beijo e delisguei, respirando aliviado.

Paseei a tarde dormindo, meus pais votariam apenas no dia seguinte, segundo eles para não me deixar sozinho no ano novo também, assim adiantando a viajem de volta.

A hora da boate chegou rapidamente pela noite, o que estranhamente me animou, coisa que nunca aconteceu. Talvez, só talvez mesmo, eu esteja ansioso para ver o pimponho da mamãe, rir comigo mesmo pela lembrança.

Em clima de festa, a Boate Vermelho se encontrava caracterizada, mascarados exibiam fantasias eróticas ridículas e até apelativas demais até para uma boate. Quase cai para trás ao saber a minha, escolhido especialmente para mim pelo Chefe.

— Não faz essa cara Taehyung — Namjoon riu novamente da minha careta

— RM! Não posso usar isso! É absurdo o tão colado isso vai ficar! Por favor!

— Sem chance, mesmo se eu quisesse não poderia trocar, chefe, sabe como é! Achei que já soubesse que quando o Jin decide algo é isso e acabou. — fiz um bico derotado

— Tem razão.. Provavelmente está se vingando de mim pela licença

— Também não é para tanto, ele só acha que vai faturar muito mais com esse visual de policial prensado a vácuo.

— Que original.. Ridículo tudo isso! Até vibrador tem no sinto! Aish.. As vezes eu esqueci que aqui não existe limites — Nam gargalhou dessa vez, pondo a mão no meu ombro ao parar, como se isso fosse me confortar de alguma forma, pelo menos tentou, como da primeira vez que estive aqui para me "leiloarem".

— Se vista rápido, vamos abrir daqui a pouco

— Obrigado pelo conforto.

— Dispunha! — riu, levando meu comentário na brincadeira.

Os outros rapazes, os que ainda faltavam se arrumar também estavam exagerados, Mark de coelho devasso, mais pelado que qualquer outra coisa.

— Wow.. Não reclamo do meu a parte de agora!

— Vai brincando senhor puritano!

— Até que uma fantasia de padre ficaria bem, tem gente que gosta de gozar do clero

— Você não presta! — sorriu e o último tirando nós saiu do camarim — vejo que está de ótimo humor, a festa de natal foi realmente boa em!

— Digamos que fiz algo melhor. Mas e você? Parece o inverso de mim

— Depois te conto, mas como é curioso, dou uma previa antes que morra durinho do chão — fingir me sufocar e voltar a vida com seu comentário, o fazendo rir mais um pouco

— Briguei com minha familia e meio que sai de casa, meus dias aqui estão contados. Mas depois V! — interrompeu antes memk de abrir a boca — Temos que ir

— O Jack sabe?

— Ele não tem nada haver!

— Desconfiu que isso seja mentira..

— Depois você me interroga, agora vamos! — me empurrou para fora, só falava nós.

O barulho incomodou, a luz também mas a inquietação, o sentimento de alerta ativo à todo vapor foi mais alarmante que qualquer música ou luz piscante. A noite e dois dias atrás pareceu se repetir e replica a cada remix, a cada conversa gritada para elevar o som, na bebdida que Jack, que no momento nao parecia ele, nos olhares para mim e burburinho na pista de dança e palcos individuais dos mascarados.

O suor gélido, a respiração desregulada, a visão falha.. Minha mente conturbada de pensamentos e imagens. Eu não podia está tendo o que acho que estou tendo..

Droga

Droga..

Droga!!

Tudo que menos preciso, é algum tipo de trauma daquela noite.

— Tae? Está bem? Tae?

— Jack? É você? Eu acho que tenho que ir.. Não, tenho que beber uma água.

— Meu deus, está gelado.. Vamos, tome, ei! Tome!

— Acho que não tô legal. Acho que nunca quis ser tão solicitado quanto agora — rir com amargura visível, tentava falar direito mais estava complicado.

— Bem, parece que seu desejo foi atendido

Olhei para trás, imaginando Yoongi ali mas ao contrario do que idealisei, era um dos caras da minha lista de melhores e piores, estava sem clareza para saber de quem realmente se tratava. Não precisei sensualizar muito, o que agradece já que no meu estado agonizante, que tentava a todo custo manter dentro de mim, não conquistaria nem um tarado de esquina. Fomos para o quarto logo, não o deixei falar muito, tinha presa de sair daquele ambiente.

As duas horas se seguiram mais tranquilas ao que se refere a minha inquietação, se é que posso chamar assim, uma amiga minha do colégio falou algumas vezes sobre esse tipo de aversão a situações parecidas ao que te causaram grande estresse.. E se encaixava no meu caso. Me recusava a ter algo incapacitante assim mas estava além do meu controle e isso era um problema a mais agora para por naquela boate. Eu vitalmente preciso sair daqui o quanto antes.

Quando voltei, direto ao bar afim de tomar algo para amenizar nem que seja alguma coisa, Jack conversava com ninguém menos que Yoongi debruçado no balcão elegante, Jack misturava alguma batida ou coquiteu enquanto o escutava.

— Olá — tentei sorri

— Oi — me analisou e me sentei o melhor que pude, agora sei que aquele cara tava na lista dos piores, sem falar nessa roupa que mal dava para respirar e a hiperventilação não ajudava.

— Estava falando de você t..V, o Agust aqui ficou te esperando mais de uma hora, só para ter você — riu ele, com a carranca do pimpolho, terminado de balançar a garrafa na mão entregando rapidamente o conteúdo alaranjado de dentro a mulher ao lado e a mascarada que a acompanhava.

— Que legal

— Está bem V?

— Claro, você vai querer ir para um dos guartos? Se sim, vamos logo — me olhou espantado — Anda! — disse simples e Jack me lancou um olhar rápido

— A outra bebida fica para próxima Jack! Vamos V, já que está com tanta pressa — sorriu de leve

Fomos direto para o último, 25 quartos. Respirei aliviado por está longe da parte movimentada e em parte angustiado. Ainda sentia meu coração frenético, retirei a máscara com as mãos dançantes fazendo rasgar a seda que a prendia.

— Você parece que vai desmaiar a qualquer momento ou ter um ataque. Está tudo bem? Alguém quebrou as regras com você, Taehyung?

— Yoongi.. — o abracei apertado, afundando meu nariz em seu pescoço para sentir seu cheiro — Yoongi.. — o apertei a jaqueta, amarrotado com a intensidade sentindo meu rosto molhar. Não contive o soluço nem me sentir menor por isso. Ele não falou nada, me dando espaço e seu abraço desajeitado por está prendendo seus braços.

Talvez meia hora tenha se passado ou apenas dois minutos mas foi tempo suficiente para me acalmar, esvaziar meus pensamento atemporais, que iam de infância ao atual em flexes nauseantes.

— O que aconteceu? Pode me contar Taehy — falou docilmente

— Tudo.. Tudo aconteceu

— Taehy, eu te vi passar por situações inacreditáveis sem derramar uma lágrima se quer, sem perder o humor e bom astral. Sei que talvez possa parecer..

— O barulho, as luzes Yoongi, me lembram e não quero lembrar. Aqui, esse lugar é pesado pra mim, minha mãe possivelmente teria um AVC se soubesse o que faço aqui, meus amigos.. A faculdade.. São tantas contas ainda e não tenho tempo quando tudo que quero é ir embora daqui — falei confuso, cortando informações e soltando tudo de forma desconecta, mas ele pareceu entender minha língua.

— Ah Taehyung.. Imagino que não seja nada fácil para você. Não poder se dar ao luxo de ser fraco nenhuma vez, de seguir a risca o comportamento perfeito, de ter o peso da sua familia nos seus ombros. Sei que é cruelmente pesado — afagou meu rosto, me olhando nos olhos — entendo o que está passando. Tem algo que eu possa ajudar você?

— Não quero sua ajuda, quero só quero um pouco de paz.

— Quer deitar um pouco? Parece exaurido — apenas balancei a cabeça,

— Tanho que tirar essa fantasia..

— Claro — se virou, indo ao banheiro enquanto tirei aquela calça preta colada como segunda pele, o sinto de "utilidades", a blusa aberta até o fim do peitoral e luvas também pretas.. Sinceramente Chefe!

Ele voltou me entregando um roupão felpudo que sempre vestiamos aos tomar banho, me estendeu a mão e me deixei ser levado para cama, não quis pensar o quanto essa situação era patética, o tão frágil parecia, apesar de tudo que já passamos nesse mesmo quarto, senti que poderia confiar nele, pelo menos por um momento.

Nos deitamos, de frente um para o outro, minha respiração já estava melhor e a palpitação parcialmente controlada. Ele esticou a mão, tocando meu cabelo pondo uma mexa atrás da orelha e o restante da franja para cima, revelando melhor meus olhos provavelmente vermelhos.

— Eu foi criado para ser advogado sabe? Possivelmente minha mãe te falou algo sobre isso, dos seus tempos de gloria. Recebi a melhor educação possível, nos melhores colégios dentro e fora da Coréia, aflorando ao maximo meu QI acima da media — começou a falar e não perdemos contato visual enquanto ele contava sobre si, a intensidade daquele olhar.. Era como toda verdade que fugir minha vida toda e isso era assustadoramente tranquilizantes

" Por isso, conclui os estudos aos 14 anos, sendo o orgulho da minha familia por alguns instantes. Mas eu não estava feliz, nunca estive, o único sentimento que tinha era de dever cumprido, havia chegado onde tinha que chagar. Não queria continuar com aquele teatro, não queria continuar vivendo pelo meu pai, para lhe orgulhar e provar que não era um esforço que o fez parar de advogar. Queria viver de verdade, ser de verdade.

" Então, como se fosse predestinado, coisa que acredito pelas equações e entrelaçamentos da vida serem peculiarmente ligados, conheci KyunK, apelido que mais parecia seu nome real de tanto que era conhecido por todos. Ele era tudo que considerava conceito de liberdade, um típico badboy autroista e idealizador. No mesmo instante naquele aeroporto, comigo dentro do avião e ele fora em protesto, me apaixonei e de quebra constatei o óbvio, que era gay.

Riu de si mesmo, desviando o olhar para o teto, concertando o corpo.

— Eu o achei depois de um pouco de pesquisa, ele tinha os incríveis 17 anos, cheio de idéias de um adulto, como eu. Sair com ele foi fácil, cada noite inventava alguma competição, trabalho ou algo da faculdade de direito. Sentir a liberdade, felicidade e amor sem cobrança. Tudo era perfeito, protesto contra alguma empresa, festas sem regras e motel, pacote completo para uma marionete dentro de uma caixinha de vidro como eu se sentir especial.. Mais ai, tudo veio a tona, meu pai descobriu e proibiu decretando que iria me mandar para o Canadá terminar minha faculdade. Porém, pela primeira vez eu vati o pé para as merdas autoritárias que ele dizia e brigamos, sai de casa dizendo que iria viver meu amor quer ele quisesse ou não, que seria eu mesmo e sem "caralho de direito nenhum". Tão ingênuo.

" Mas, quando cheguei onde o KyunK ficava, um AP que dei a ele com meu presente de ingressão a faculdade, ele olhou na minha cara e riu, me revelando o quanto tudo que vivemos era mentira, o quanto ele se aproveitou do meu dinheiro e como só servia para o dar prazer,me humilhando na frente dos que achava serem meus amigos também. Me propos até um jogo.. Foi nessa ocasião que vi que eles eram bandidos sujos e desprezíveis e não autroistas.

Ficou em silêncio, como se devagasse nas memórias, não consegui forma nada para lhe dizer. Não precisei pensar muito pata ligar o cara da boate que me drogou com esta parte da história..

— O que você fez? Depois? — consegui pensar

— Eu chorei, como se alguém próximo tivesse morrido, o que de forma metafórica era verdade. Sai de lá chorando ainda mais, derrotado e com o futuro jogados fora. Ai conheci o Jin Hyung, outra obra furtiva do destino, ele herdeiro de um puteiro e eu herdeiro de um império de advocacia.

— Espera! Não me diz que..

— Não, não me tornei um garoto de programa. Ele me ajudou a me organizar, me emprestou dinheiro em troca de algumas indicações de advogados para a mãe, preço bem em conta. A história do Jin é bem interessante mas não cabe a me entrar em detalhes. Resumindo, consegui dinheiro para comprar alguns matérias e começar a consertar computadores, o que dava dinheiro 9 anos atrás. Dai para começar com os jogos foi rápido, aos 17 já tinha um nome no meio. Sucesso em algo que gostava mas a sensação de inutilidade, objetivação e menosprezo da minha familia e principalmente do KyunK é o tipo de coisa que não vai embora então só basta conviver com tal sentimento. Como pode ver Taehyung, eu te entendo em muitas coisas porque também já as vivi.

Ficamos em silêncio por um bom tempo, cada um entendendo o que havia sido dito ali

— Yoongi.. É por conta disso, do que esse bosta do KyunK te falou que vive desse jeito? Aqui nessa boate?

— É inteligente para não precisar da minha confirmação

— E você um idiota!

— Como é que é?

— Isso mesmo! VOCÊ É UM IDIOTA! — me sentei — Un completo imbecil por acreditar em algum tão lixo como aquele! O que te faz pensar que só serve pra se divertir? Aquele cretino não te conheceu, alheias, nem se deu ao trabalho e ainda leva a opinião dele tão a serio ao ponto de viver como ele acha que você é? Um idiota!

— Não é que ele esteja errado porra! — se sentou também e o olhei pelo ombro — Não ache que não pensei nisso, pois pense sim, que ele apenas não me viu de verdade mas com todos foi assim! Não posso lutar contra a realidade e achar que sou melhor do que sou! Sou bom em jogos e na cama, apenas.

— Eu luto contra realidade todos os dias seu.. Seu.. Aaah! — o segurei pela gola ficando sobre os joelhos a sua frente. Não duvido que poderia socar aquele idiota agora mesmo! — Seu fracote medroso e acomodado! Todos nós lutamos contra a realidade todos os dias, você acabou de me dizer que lutou por tudo que é e mesmo assim não é suficiente? Não ao ponto de deixar um bosta para trás? Um gênio e cafageste parece uma boa combinação para mim.

— Da pra me soltar? Eu estou entendendo tá!

— Esse é o problema dos de exatas.. Acham que podem compreender tudo. Eu, ao contrário de você nunca me apaixonei mas mesmo assim lutei por quem é importante para mim, meu pai, minha faculdade de fotógrafia e mesmo não tendo o amor da minha mãe, lutei por ela também. Lutamos Yoongi, lutamos para provar que não estão certos e não o contrário.

Me levantei indo a mesa de madeira, pegando um pouco de cerveja cara de gosto horrível mas que no momento era melhor que nada.

— Quer? — ofereci e ele balançou a cabeça

— Você tem um jeito estranho de dar concelhos

— Você que me irritou.. — o entreguei — parece que você consegue isso com bastante frequência. Sei que as raízes desse sentimentos são fundos Yoongi, sei que doe e cada dia quando sua mente rasteja para te sabotar com lembranças mas as vezes é preciso ver as coisas com outros olhos. Nada é tão simples assim, ninguém no mundo é uma coisa só.

— Assim como você não é só um garoto de programa

— É, acho que sim.. E com essa conversa com você eu percebi uma coisa importante: que você é muito mais idiota do que eu pensei! — gargalhei correndo para o canto do quarto jogando a lata fora, o vendo entender o recado, substituindo a confusão por divertimento.

Gritei idiota pelo quarto inteiro enquanto o driblava, uma hora ele me pegou, caindo no chão com um baque e o som das risos. Como ele poderia ser tão idiota de acreditar naquelas coisas? Alguém tão incrível e irritantemente lindo?

— Até que para um pimpolho você corre bem! — ofeguei no tapete ao seu lado

— Retira o que disse ou sofrerá?

— Sofrerá? Aham.. Ameaçador! Me desculpe Pimpolho! Aaassh!

— Agora vai ver só! — fez costinhas nas minhas costelas e axila enquanto tentava sair de perto daquelas mãos rápidas.

— Chaga! Chaga! Aaah Yoongi!— ria descontrolado. Agora sei como o pobre do Jimin se sentiu naquele dia..

Ficamos conversando bobagens e trocamos xingamentos de costume, cochilamos e comendo as poucas coisas que tinham no frigobar do canto, trocando beijos vez ou outra quando o assunto corria por um rumo diferente até da a hora da boate fechar.

Não quis mesmo pensar no que estava havendo ali, não mesmo.

A noite acabou com o expediente e graças a Yoongi não tive que ouvir nem ver um aglomerado de pessoas. Ele pagou a noite, cochichando algo para Namjoon, um dos poucos que restava e foi embora, acenando para mim.

Nam me lançou um olhar malicioso, no qual despensei indo me trocar rapidamente para ir embora de vez, iria de ônibus hoje pois o platinado iria ficar com o Chefe para organizar papeladas e mais não sei o que.. Se pudesse apostar, dizia que tem algo ai mas depois das surpresas de Yoongi, não me atrevo a ler ninguém sem saber dos fatos antes.

Sai com presa, procurando nos meus bolsos meu celular para conferir a hora prevista para o ônibus passar. Procurei em todos os bolsos e na mochila.. Não estava.

— Merda! Presa é uma merda! — voltei pra dentro da boate passando pelas pessoas que saíam, não tinha mais música, o DJ já tinha encerrado no primeiro andar então estava tranquilo. Subi ao segundo mas parei na escada quando a voz de Jin se alterou

— Chega! Namjoon sabe muito bem que não temos como fazer isso, não insista! Vamos terminar o trabalho — falou autoritário e subi mas um pouco para ouvir a conversa, na cara de pau!

— Se acha que isso não tem importância, porque me mantem aqui? Só um capricho?

— Não inverta as coisas, não estamos falando de nós

— Claro, desculpe — houve um silêncio até um suspiro longo ser dado

— Foi mal Namjoon, mas esse assunto me tira do cério.

— Porque sabe o que tem que ser feito, sabe onde seu pai está e sabe que onde tiver..

— Eu sei mas me deixe pensar mais sobre o que vou fazer com a informação. Sei que guarda muito rancor dele e com todo direito, eu também guardo mas não esqueça que ele é perigoso, ainda mais acuado.

— Se ele souber, teríamos que fechar a Boate Vermelho por precaução.

— Exatamente, isso leva tempo. Temos que aumentar o lucro e nos livrar de qualquer documento. O irmão do Yoongi pode cuidar da parte burocrática mas mesmo assim seria arriscado.

— Tenho medo do que ele possa fazer, sei que é irracional mas não da para..

— Eu sei meu bem, eu sei mas eu vou te proteger como fiz antes e ninguém vai tocar em você Namie, nunca mais.

— Gosto quando fica assim. Queria te agradecer do jeito certo e que merece mas..

— Já disso que não me importo Namjoon, seu tratamento vão cuidar dos seus traumas..

Voltei, aquilo já era invasão demais, íntimo demais e perigoso. O que era tudo isso qe eles falaram? A boate? Fechar? Quem é esse pai que é tão perigoso? Parece que todos deles tem mais ligação do que eu imaginava.

Subi novamente, desda base da escada fazendo barulho com passos rápidos vendo Namjoon e Jin sobre uma das mesas com vários papeis e dinheiro sendo contato em uma máquina.

— Desculpe atrapalhar, esqueci meu celular e vou pegar rapidinho!

— Anda Taehyung! Não quero que isso se repita!

— Sim Chefe! — corri para o terceiro andar, pegando meu celular sobre a maleta de maquiagem.. Nunca agradece tanto por esquecer algo. Sai igualmente apressado, me desculpando novamente. Uma sorte já que o ônibus parou na mesma hora que cheguei no ponto!

Meu pai e minha mãe iriam voltar hoje a tarde, ao chegar em casa, aproveitei a falta de sono por motivos óbvios e limpei a mesma, preparei o almoço e coloquei a massa da torta para descansar e fui dormi.

Acordei com meu celular gritando enlouquecido debaixo do meu travesseiro, atendi sem nem conferir por saber que seriam meus pais na rodoviária, dizendo pata ir busca-los como combinamos mas me surpeendi quando a voz de Jimin sussurrou do outro lado.

— Tae? Tae? Preciso de você.. O Kookie.. Eu.. Não da mais — afasto o celular do ouvido vendo as horas, 10:32, não tinha nem 2 horas que deitei, logo vi que não era possível ser meus pais

— O que houve Jimin? — Me preocupei já imaginando o que seria

— Ficamos conversando quando desligou, o Kookie.. Ele sacou alguma coisa. Eu estou com medo.. Não quero que minha vida vire aqueles filmezinhos ridículos que tudo que é desgraça acontece. Quero que o Kookie saiba por mim. Pode vim agora tae? Estou indo para casa dele, tô naquele doceria na esquina.

— Minie, me espere ai, eu chego em 20 minutos, no máximo 30. Você tomou a melhor decisão, ser sincero tira um peso enorme do peito, confie em mim! Até, vou me arrumar.

Desliguei, contando todos os anos que sou amigo daquele esquentado, ele não iria levar numa boa, não iria segurar a língua e no final sairia destruído, os dois sairiam. Nem quero por na conta os sentimentos do Hoseok nessa história toda, logo ele, que odeia causar desconforto de qualquer tipo. Porém, eu não seria eu se não tivesse um plano!


Notas Finais


Wow escrevi bastante.
Como disse antes, estamos começando a desenrolar as coisas. Alguma duvida sobre oq ta rolando?
Bom? Ruim? Dêem suas opiniões!

Aah e já que tô aqui, vou mandar uma sugestão das minhas duas fics q to escrevendo:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/tao-dificil--yoonmin-17683151
Essa é mais divertida se estiver tenso com tantos acontecimentos né? Jkkk ela esta terminada e é meu amorzinho

https://www.spiritfanfiction.com/historia/paixao-secreta--namkook-17689334
Outra divertida que mora no meu coração, apesar do shipp ser flop amo a combinação. Essa vai ter cada coisa muahaha

Bem, então é isso. Até meus amores, o próximo vai ser interessante.


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