História Garoto do subúrbio - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Hendery, YangYang
Tags Henyang
Visualizações 27
Palavras 600
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: LGBT, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


professor de química achou que eu não ia alcançar a média na recuperação; achou errado. agora eu tô um pouco mais alegre kk eu acho; sei lá, sinto que falta algo. tô quase desistindo de escrever kk

ouçam 'the beach' do the neighbourhood.

Capítulo 1 - Pôr-do-sol.


Fanfic / Fanfiction Garoto do subúrbio - Capítulo 1 - Pôr-do-sol.

Em todo pôr-do-sol, eu faço questão de observar a grande estrela ir-se embora. Digo que quero esquecê-lo, mas assistir o anoitecer faz com que eu pense ainda mais nele. Foi completamente estranha a primeira impressão que ele me causou. Era ao cair do entardecer e estava no metrô, num vagão que não tinha gente acumulada. Eu olhava através da janela à minha frente e pensava em tudo, quando vi um movimento estranho à minha direita e, quando dei um olhar de soslaio para espiar, deparei-me com um garoto dançando como se estivesse sozinho naquele vagão com, no máximo, umas sete pessoas. Ele sorria e hora ou outra mandava um rap. Foi ali onde eu me apaixonei pela primeira vez por Liu Yangyang. 

A segunda vez, foi dois meses depois de termos nos conhecido — coisa que aconteceu devido às inúmeras vezes em que nos encontramos naquele mesmo vagão e horário, por mais estranho que pareça ser  — quando nós estávamos caminhando juntos pelas ruas molhadas pela chuva passageira. Suas mãos cobriam as minhas na tentativa de esquentar meus dedos; eu sorria sem sequer perceber. Paramos em uma pracinha com pouco movimento e ele começou a imitar os passos de uma valsa, eu o seguia. Seus passos desengonçados fazia-nos cair na risada. E vendo o brilho nos olhos dele, eu me apaixonei novamente, ainda mais do que da primeira vez. 

Na terceira vez, eu já sabia que havia sido fisgado pelo amor. Aquele garoto suburbano me fazia mais bem do que os remédios que eu tomava para manter a pressão balanceada. O levei para conhecer partes da cidade onde ele disse que tinha curiosidade em conhecer; e eu realizei um dos vários sonhos que ele tinha. Yangyang era sonhador, queria viajar por todo o mundo e contagiar a todos com sua aura infantil, pura, alegre. Diferente de mim, que somente queria seu amor e dinheiro para pagar as contas da pensão que ainda moro, mesmo que o lugar esteja caindo aos pedaços. 

Na quarta vez, o amor que aflorou-se em mim, foi pisoteado como uma frágil flor quando Yangyang disse que tinha de ir embora. Ele havia conseguido entrar em uma das mais famosas academias de arte do mundo. Mais um sonho realizado. Ele estava tão feliz e eu tentava não ser egoísta, demonstrando estar feliz pelo seu sucesso. Mas, nada doeu mais do que a briga que tivemos pelo motivo de que eu havia dito que um relacionamento a distância não daria certo e que ele devia seguir sua vida e encontrar um novo amor

Quis chorar e o fiz no silêncio da madrugada, quando ninguém podia ver ou ouvir, em uma ocasião onde meu ego não seria tão ferido. Eu vi os olhos dele brilhando, mas graças às lágrimas que escorriam por suas bochechas. Queria pedir desculpas e abraçá-lo, mas apenas virei as costas e não olhei para trás. Cinco dias depois, sem que ele soubesse, eu fui até a estação de trem, para vê-lo partir para sempre da minha vida, levando consigo toda a minha alegria que sempre foi ele e o seu amor

Toda vez que entro naquele metrô na volta para casa, após um dia naquele trabalho pacato e sem cor, eu espero aquela mesma movimentação estranha de dois anos atrás. Espero ver aquele garoto alegre e que fez com que eu me apaixonasse por ele mais do que três vezes. Eu digo que quero esquecê-lo, mas aquele garoto do subúrbio permanece vagando por meus pensamentos todos os dias.

E ver o pôr-do-sol é só uma maneira de tentar apaziguar essa saudade que está me matando. 




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