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História Garoto dos sonhos - jihope - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Estudos ! milagres


Sempre fui uma pessoa que tentava ver o lado bom das coisas ou enxergar uma "luz no fim do túnel" e, com TaeHyung ao meu lado, poderia dizer que meu sobrenome não era Jung e sim otimismo. Mas já haviam se passado quatro anos desde que eu pedira aos meus pais para participar de um curso de desenho e nada.

Eu continuava a fazer natação, agora só nas quartas, mas estava quase desistindo, minha treinadora sempre me chamava para competições, falava que eu tinha potencial e, se eu me esforçasse, talvez estaria na próximas olimpíadas - não as da Grécia, por estar muito em cima, talvez ela estivesse falando das de 2008, na China - mas nunca quis isso, não me imaginava competindo por uma medalha, me dá um frio na barriga só de imaginar. Sei que, de tanto ela me fazer essa proposta, pedi para meus pais mudarem meu horário para eu não ter tanto tempo com aquela mulher falando sempre a mesma coisa.

Sinceramente, eu estava prestes a sair daquelas aulas, estava numa fase em que a preguiça começava a tomar conta do meu ser e toda aquela energia que eu tinha se esvaia das minhas mãos como areia seca. Aquilo não era realmente meu sonho, eu fazia porque sempre gostei de água, mas não me chamava mais a atenção, tinha vezes que eu só queria ficar na frente da tv assistindo "Soreike! Anpanman" ou no computador - que meus pais tinham comprado um ano antes e deixado na sala - jogando, seja sozinho, seja com TaeHyung ao meu lado.

Depois que você completa dez anos parece que as coisas mudam drasticamente, pelo menos para mim foi assim. Eu não via mais JiSoo, JunHee, JooHeon e as outras crianças tanto quanto antes, as brincadeiras de todos finais de semana passaram a ser um ou duas vezes no mês, mas nós cinco - isso incluí os tres, eu e Tae - sempre voltávamos da escola juntos, conversando. O bairro estava começando a ficar muito populoso e cada vez mais carros passavam pelas ruas - coisa que antes era raro por lá - o que mais um motivo para sair menos de casa.

Meus pais começaram a colocar responsabilidade em minhas mãos. Coisas como arrumar a cama, recolher os pratos da mesa depois de cada refeição, varrer o quintal, guardar meus brinquedos, lavar algumas roupas minhas e ajudar minha mãe a estendê-las eram umas das tarefas domiciliares que eu já estava acostumado a fazer.

O colégio começou a dar assuntos mais densos como: a história da Coréia, tipos de solo, a mata amazônica - que fica do outro lado do mundo, mais conhecido como Brasil - a poluição, ditongos, tritongos, hiatos e concordância. Tinha vezes que eu não conseguia fazer as lições de casa sozinho e esperava meu pai chegar para pedir a ajuda dele quase chorando por ter fracassado - eu não sou muito bom perdendo, por isso não queria participar de competição alguma. Ele, mesmo cansado do trabalho, sentava comigo a mesa e tentava me explicar da melhor e mais simples forma possível. Já disse que amo meu pai? Pois é a maior verdade.

Por falar em tarefas de casa, devo ressaltar que, nessa época, meus professores me amavam. Tudo bem, eu estava começando a me viciar em jogos - estava quase pedindo um PlayStation de presente para meus pais - mas eu era um garoto esforçado e todos reconheciam isso, até a ranzinza da professora SunMi*, de matemática - até hoje eu não sei porquê ela ensinava para crianças, pior, eu não sei como deixavam ela ter um diploma disso, ainda tenho pesadelos com ela. Resultado: eu era o favorito e sempre era dado como exemplo, não só para minha sala, para o colégio inteiro.

Mas eu ainda preferia ficar em casa jogando.

Enfim. Como eu era muito conhecido - a.k.a o popular que não liga em ser popular - as pessoas acabam descobrindo que eu gostava de desenhar, até os professores, mas também, eu vivia com meus cadernos e lápis para cima e pra baixo, o difícil era não saber. Isso ajudava no quesito popularidade, mesmo que eu não quisesse - eu só tinha doze anos, quem se importa com esse treco com essa idade? - e por causa desse interesse dos outros pela minha vida que, numa quinta-feira qualquer, o professor de artes andou até minha banca e colocou um panfleto nela, sorrindo para mim em seguida e voltando para perto do quadro - que já era aquele branco alvo lindo, mas que depois começava a ficar escuro de tanto piloto que era usado.

Juro que quase desmaiei quando li o que aquele papel queria divulgar, nada mais, nada menos do que a primeira escola de artes de Gwangju! Vocês não sabem a emoção, eu queria sair correndo o colégio todo gritando que eu finalmente iria realizar meu doce e querido sonho de infância. Era muito bom o calorzinho no peito que deu na hora.

Fiquei tão inquieto o restante aula que acho que o professor se arrependeu de ter me dado aquele papel logo no começo da aula dele, mas eu não estava ligando para sua cara de indignação, queria mesmo era sair dali e ir correndo contar pra TaeHyung, ou então para JiSoo. Até porquê eu ja tinha acabado com a paciência de JooHeon de tantas suposições que eu estava fazendo, tenho quase certeza que mais um pouco e ele iria na secretaria pegar uma fita adesiva só pra por na minha boca, numa chance de me fazer calar a boca.

Quando as aulas terminaram e a turminha de cinco se juntou para irmos todos para casa, eu só sabia falar da escola de artes que iria abrir em alguns meses. Pensava que finalmente desenharia MinJae com toda a perfeição que ele merecia. E quando cheguei em casa não foi diferente, meus pais estam na cozinha esquentando o almoço e eu ja abordei eles no grito, pulando e balançando o papel que em momento algum eu ousei soltar, aquilo era a confirmação de que milagres acontecem.

Eles ficaram muito felizes juntamente comigo e, como comemoração, meu pai foi correndo no supermercado comprar sorvere napolitano e cobertura de chocolate, ficamos a tarde toda comendo o sorvete enquanto assistíamos desenhos - coincidentemente caiu bem no dia em que os dois conseguiram tirar um folga no mesmo dia, o que era muito raro. O apoio que meus pais me davam era incrível, me sentia a pessoa mais importante do mundo e, tenho certeza que, para eles, eu era.

Acho que todo mundo deveria ter o sentimento de que é importante e especial que eu sentia naqueles momentos, principalmente para si mesmo, até porque você é o protagonista da sua propria história e tudo que fizer vai influenciar no enredo dela. É como um filme ou um livro, todos ficam ansiosos para saber o próximo passo do personagem principal, no que isso vai influenciar nas pessoas a sua volta; no fim de tudo, a arte imita a vida.

No final do mês eu ja estava matriculado na única escola de artes para crianças daquela cidade para fazer aulas de desenho nas terças e quintas a tarde, no mesmos dias onde antes eu fazia natação. Eu tenho até uma foto minha de frente ao primeiro edifício daquele projeto - hoje eles tem tantas locações que venderam aquele espaço pequeno - no meu primeiro dia de aulas e eu me orgulho disso, eu fui da primeira geração de alunos.

No meio de tantas crianças da minha idade e até mais velhas que eu, é mais que óbvio dizer que fiz amizades, eu era um serzinho muito sociável. Dentre elas, dois garotos eu carrego comigo para o resto da vida, seja no meu coração, seja para a mesma faculdade ou mesma cidade, por motivos muito especiais, um era super inteligente e o outro era bom em quase tudo. Brincadeira, eu não sou interesseiro. O ponto é: eles foram muito importantes na minha vida desde que os conheci, eles me ajudaram a desenhar e colorir a história da minha vida, então seria até falta de bom senso se não os colocasse aqui - eles certamente me bateriam depois.

O primeiro deles, que eu conheci mais por causa da minha mãe - obrigado senhora Jung - é um cara super simpático, inteligente, dedicado e muito, muito mesmo, desastrado. O nome dele é Kim NamJoon.

Era justamente no primeiro dia de aulas, minha mãe queria me mostrar qual ônibus pegar, em qual parada e onde eu deveria descer, tanto para ir, quanto para voltar - era a primeira vez que eu iria andar de ônibus sozinho, ela tinha que me ensinar antes - e por isso, quando eu saí saltitante da sala para a recepção do lugar, ela estava lá sentada. Mas meu sorriso não murchou por conta disso, não tinha motivos para ficar triste quando visse minha mãe , a não ser pelo fato dela estar conversando com outra mulher e, eu sei, todo mundo sabe, que quando uma mãe começa a falar, dificilmente ela para cedo, principalmente com desconhecidos.

Eu já cheguei perto dela com os ombros caídos, braços molengas, os pés sendo arrastados e a feição morta, pressentindo o chá de cadeira que eu iria levar, só um pouco dramático. Minha mãe vendo isso quando cheguei a frente dela logo perguntou se eu não tinha gostado das aulas, preocupada com a felicidade e bem estar do seu filho. Eu prontamente disse que não fora muita coisa complicada, afinal era o primeiro de aula, e depois eu perguntei se a gente já estava indo para casa, dando a entender que eu não queria ficar ali sem falar nada enquanto ela conversava com a outra mulher - eu já tinha táticas nessa época.

Foi quando ela soltou:

- Só vamos esperar NamJoon chegar, querido. Eles pegam a mesma linha de ônibus que a gente. Tudo bem?

Na minha cabeça só vieram duas perguntas instantâneas, mas eu apenas verbalizei uma. 1, será que esse NamJoon vai demorar muito e, 2:

- Quem é NamJoon? - pensei que fosse um primo distante.

- O filho da senhora Kim NaHyun. Ele já chega.

Ótimo, vou ter que esperar uma pessoa que eu nem sequer sei onde está, se não eu iria buscar a força. Não me julguem, eu tinha marcado de jogar com TaeHyung assim que chegasse em casa, não podia deixar ele esperando muito tempo, estava na minha famosa secura.

Resultado, no segundo seguinte estava eu com os olhos fortemente fechados, mochila dramaticamente jogada no chão e as duas mãos juntas palma com palma frente ao peito.

- O que você está fazendo, HoSeok? - minha mãe perguntou e pelo seu tom eu sabia que ela ja estava com um risinho no rosto. Ela conhece o filho que tem.

- Orando pra Deus trazer esse NamJoon logo - disse confiante em excesso, como se eu realmente estivesse pedindo à Deus algo.

E, antes mesmo que minha mãe pudesse rir do meu drama, uma voz tão infantil quanto a minha quase gritou atrás de mim, numa distância de cerca de dez à quinze passos.

- Mãe! - que seja esse NamJoon Deus, por favor.

- Oi filho, como foi hoje? - a senhora Kim perguntou.

- Aleluia, Deus! - eu quase gritei, mas era apenas para ficar nos meus pensamentos.

Isso foi apenas um reflexo meu, ainda estava na fase da linguagem egocêntrica da teoria socio-histórica de Vygotsky. Pra resumir, essa teoria diz que o ser humano desenvolve o pensamento através da linguagem e existe três fases: a social, que é apenas para fins de comunicação, a que eu estava, que é quando a criança fala consigo mesma, normalmente para organizar os pensamentos e, por fim, a interior, que não precisa verbalizar para pensar. Tem muita gente que  mesmo depois de adulto ainda oscila entre a egocêntrica e a interior, eu mesmo sou uma delas.

- Garoto! - minha mãe me repreendeu.

- Desculpa - pedi todo murcho, sabia que não era pra ter feito isso.

- Oi, meu príncipe - NaHyun abraçou bem apertado que nem meu pai fazia comigo as vezes - tem um coleguinha novo pra você, esse é o HoSeok.

- Prazer, HoSeok-ssi - ele se curvou, todo educado e tímido, sua voz quase não saía da boca - eu sou Kim NamJoon, mas todo mundo só me chama de Namu.

- Oi, pode me chamar e Seok sem problema nenhum, até eu tenho preguiça de dizer meu nome todo - soltei todo espalhafatoso, na esperança que ele se soltasse mais, pelo menos ele sorriu, já era um começo.

Pronto, a partir daí ninguém mais separou a gente. Fomos conversando o caminho todo até chegarmos na parada dele - ele descia antes de mim. Descobri que ele tinha que me chamar de 'Seok hyung' só porque eu era 6 meses mais velho, que ele estava fazendo curso de música, gostava muito de rap e escrever e que, apesar de tímido no começo, ele era bastante sociável e não tinha muita vergonha. A gente se deu tão bem que sempre marcavamos de pegar o mesmo ônibus na ida e voltavamos juntos também, um sempre fazendo companhia para o outro. No começo TaeHyung ficou com um pouco de ciúmes, mas depois que eu consegui levar Namu lá pra casa e eles se conheceram foram só amor um com o outro. É que NamJoon é um amor de pessoa mesmo, não tem quem não goste dele, eu até tentei desenha-lo na época no meu caderno no meio da aula de coreano, mas eu fiquei com preguiça de fazer o outro lado do rosto dele e pintei de preto dizendo que era conceitual, quando na verdade era apenas preguiça.

Depois tudo virou uma compelta bagunça, porque era sempre um indo pra casa do outro, chamando as mães dos outros de tias e elas nos botando no patamar de filhos, sempre assaltando as geladeiras no finais de tarde, fazendo uma sessão de filmes que a gente alugava com as nossas mesadas e o dinheiro que sobrava era só com doces e besteiras. Eu lembro que a gente até criou um nome para nosso grupinho, era o KJK, por pura falta de criatividade nossa.

Ou seja, tinha meu grupinho dos 5, que eram eu, Tae, JooHeon, Jisoo e JunHee, e agora tinha a trindade dos Kim's e eu (obviamente).

Minhas amizades eram essas, até eu conhecer Jeon.

Foi cerca de um ano depois de entrar no MJArts, eu tinha 13 anos - eu so tenho certeza porque o FTISLAND 'debutou" um pouco antes disso - ainda no começo da adolescência. Tinha acabado de sair das aulas de natação e meu corpo ficava cada vez mais ocioso, sentindo falta de exercícios, tinha minha mãe também, que não queria que eu ficasse em casa trancado na frente de um vídeo game. Pra resumir: eu precisava fazer algum exercício físico e logo, mas quase nada me chamava a atenção. Nunca tive as pernas muito ágeis para correr, muito menos uma mira boa, isso ja faz eu excluir diversos esportes que eu poderia fazer, ou seja, eu tava um pouco perdido.

E é aí que nosso queridinho Jeon JungKook entra.

Eu estava na MJArts esperando NamJoon fazer alguma coisa na aula dele para podermos ir para casa. E quando eu disse "esperando", significa que eu tava que nem doido olhando para todas as salas daquele lugar pelo vidro nas portas ou então pelas janelas que ficaram nos corredores. Fiquei olhando outras salas de desenho, os instrumentos das salas de música que estavam vazias até chegar nas salas de dança e uma em específico ainda tinha gente ensaiando alguma coisa que eu achei interessante - desde o debut do Shinhwa eu gostava de ver as pessoas dançando e depois que veio Girls Generation é que eu ficava olhando direto mesmo.

Lembro perfeitamente de abrir a porta e entrar sorrateiramente encostando na parede para não atrapalhar o restante da aula, mas não adiantou de muita coisa, cinco segundos depois de passar os olhos pelos que estavam dançando, um dos instrutores disse que a aula havia encerrado e aquela enxurada de jovens saíram correndo de lá como se a vida deles dependesse disso. Ficaram uns que eram mais pacientes recolhendo suas coisas enquanto conversavam e um que ainda olhava pro espelho repetindo toda aquela coreografia que eu só tinha visto dela o fim (eu acho que era, não sei). Eu fiquei lá, nem lembrava mais de NamJoon, tentando memorizar os passos que o garoto reproduzia - fazia isso sempre que podia com os stages mesmo, então nada de novo sob o sol até aquele momento. O grupinho mais calmo saiu depois com um deles perguntando se eu iria  ficar lá e um tal de JiMin puxando ele pra fora da sala, eu só sei disso porquê  ele gritou bem alto esse nome ameaçando bater nele caso continuasse a puxar seu braço.

Naquela hora eu senti como se já tivesse visto esse JiMin em algum lugar, uma familiaridade impressionantemente estranha, mas como eu achava que isso não iria alterar minha vida em nada, escanteei aquela sensação para longe dos meu pensamentos.

Enfim, só ficou eu e o garoto na sala, talvez ele nem tivesse notado que não estava sozinho, já que ficava repetindo a mesma coisa sem parar e de tanto eu ver ele fazendo a mesma coisa, eu tentei arriscar uns passos ali mesmo, ainda encostado na parede. Acho que foi só pela minha movimentação no canto do espelho que ele percebeu minha presença ali. Um coisa era certa: na minha cabeça eu só tinha duas opções, ou ele ficava puto da vida comigo, ou ele nem ligaria para o fato de ficar olhando ele.

- Ah, oi, me desculpe, eu não sabia que ainda tinha alguém aqui. Precisa de algo? - ele falou todo fofo e envergonhado, com as mãos juntas, os ombros encolhidos, os olhinhos esbugalhados e a bochecha meio rósea, não sei se pelo esforço ou pela vergonha. Me deu uma vontade muito grande de apertar ele, mas eu nem o conhecia então achei melhor ficar quieto.

Parece que eu tinha uma terceira opção e não sabia disso.

- Não é que eu só estava... - é, o que eu estava fazendo mesmo?

- É a primeira vez aqui? Ta perdido? - perguntou preocupado, todo atencioso.

- Na verdade eu só tava matando tempo até meu amigo largar mesmo e sem querer eu parei aqui, me desculpa.

- Não precisa se desculpar - sorriu - eu só estava praticando um pouco mais, falta muito pra eu ficar bom ainda.

- Mas você dança muito bem, queria eu conseguir fazer o que você fez agora pouco.

- Oh, obrigada - ele abaixou o rosto e coçou a nuca. - quem sabe um dia eu não te ensino? Eu gosto de ensinar pessoas a dançar também.

Eu não sabia ainda, mas essa era a principal mania que ele tem quando está envergonhado com algo. Meu dongsaeng não sabe como reagir diante de elogios.

- Sério? Eu gostaria muito! - eu falei animado, andando para mais perto dele por pura empolgação. - prazer, Jung HoSeok - me curvei - eu to fazendo aulas de desenho aqui desde o ano passado.

- Sou Jeon JungKook - se curvou também - eu comecei aqui só a dois meses.

Eu iria falar algo, qualquer coisa, talvez perguntar se estava gostando ou quaisquer outros assuntos que pudessem puxar uma conversa, mas, antes que eu pudesse abrir a boca, ouvi NamJoon gritar meu nome de longe, provavelmente do fim do corredor.

- Esse é seu amigo? - JungKook perguntou quase rindo pelo desafinado na última sílaba do grito.

- É sim. Eu acho que agora eu preciso ir.

- Tudo bem, eu também estou saindo, não podia ficar aqui por muito tempo mesmo.

- Então eu te espero e vamos juntos pelo menos até a saída, quero te apresentar pra NamJoon também.

Pronto, a partir desse momento meus problemas com exercícios físicos tinham sido duramente aniquilados.

Eu acabei descobrindo depois que aquele grupo que ficou no final fazia parte de um workshop (ou seja, eu nunca mais iria ver aquele JiMin pra descobrir porquê o achei tão familiar) enquanto JungKook explicava o que aconteceu para Namu, porquê eu só conseguia rir da feição chateada dele e foi assim que, em pouco tempo, nós três já éramos amigos. A gente sempre combinava de ir mais cedo pra ficar conversando antes das aulas e as vezes até deixávamos nossos ônibus passarem porque não queríamos terminar a conversa que se estendia no ponto de ônibus. Assim como eu fiz com o NamJoon no começo, também levei o Kook lá pra casa e apresentei o TaeHyung pra ele, péssima ideia porque eles quase sempre me deixavam de escanteio (mentira, eu só sou dramático).

Pouco tempo depois dele começar a me ensinar umas coreografias eu senti uma imensa vontade de fazer aulas de dança também, mas dessa vez foi um pouco mais turbulento para conseguir a permissão dos meus pais do que com as aulas de desenho, porquê meu pai se mostrou resistente a essa ideia, disse que não gostava de ver homens dançando e achava que esse papel era para ser ocupado somente por mulheres. Preconceituoso, eu sei, mas pouco a pouco eu e minha mãe fomos mostrando que essa posição diante do assunto era desrespeitosa e, quatro meses depois de tanta insistência, ele finalmente me deu o aval para dançar e se tornou meu fã número um nas competições que eu participava junto com Jungkook e JunHee, quando Jun ainda morava na mesma cidade que a gente.

Mas, ainda assim, sempre sonhando e - tentando ainda - desenhar MinJae.

É impressionante como as coisas podem mudar na sua vida tão rapidamente, como as pessoas o seu redor podem alterar potencialmente seu destino. Nós somos apenas uma parte do todo que nos cerca, somos seres em constante mudança, como a água de um rio, sempre se movimentando, sendo novo, seguindo o fluxo da correnteza. Ainda bem que somos assim, seria triste demais se fôssemos sempre a mesma coisa, não acha?


Notas Finais


o próximo capítulo não está terminado kk
dêem faz e comentem se estão gostando, por favor. E se divulgassem eu ficaria muito feliz :)
(views em colorfull do redsquare e em kard)
chu.


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