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História Garoto Ecótono - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


OIOI
Depois de quase um mês eu retorno com a atualização KKKKKK (rindo pra não chorar).
Me perdoem, mesmo, bloqueio é uma merda total e só agora consegui fazer coisas sairem. E o que saiu...caraca, nem eu tinha planos de fazer sair!

Espero que gostem :)
Boa leitura 😉

Capítulo 14 - Despedidas, Êxtases e Você


Os dias passaram com mudanças sutis, Ari observava sua tia interagir com Dante, a forma de ela querer se envolver mais com o rapaz deixava Ari feliz. Um dia, Dante trouxe para ele um romance espírita. Não soube bem o pensar ou dizer ao ouvir Dante esclarecer sobre o livro.

_ São interessantes, mostram o mundo com mais percepções do que podemos ver.

Foi o que ele disse. Ari nunca fora chegado em livros, embora alguns já o tivessem lhe chamado a atenção antes. E naquela estação, fizera uma pequena lista de livros que leria, acompanhando Dante em livrarias que o rapaz frequentava para depois saírem dando umas olhadas nos preços dos cds de bandas antigas.  

Dante não gostava muito das músicas que lançavam atualmente e Ari o chamou de velho.

_ Velho com bom gosto.

As discussões não paravam nas músicas e Ari escolhia ficar calado, deixando o namorado tagarelar, rindo de algumas de suas conclusões, enquanto voltavam para casa de mãos dadas.

Ele não sentia mais aquela tensão quando ia para a faculdade e nem a ansiedade ao chegar em casa. Encontrou o espectro de Bernardo uma vez ao lado de sua mãe depois do turbilhão de confusões seguidas ao longo dos meses após sua morte e agora ele por fim tinha se revelado para a sua mãe. O sol despertava devagarzinho, o sereno envolveu o corpo quente de Ari e pequenas doses de água salgada e quente foram de encontro ao seu corpo quando sua mãe o abraçou e fungou em seu pescoço.

_ Cuide dela, Ari. Aqui eu me despeço.

Assim juntos viram Bernardo partir, caminhando rua vazia afora e ao sinal do primeiro raio de sol da aurora tocar-lhe, desapareceu. Como uma gota de orvalho cai ao chão.

Seu pai nunca avistara o fantasma do rapaz pela casa, porém ele não precisou para saber que Ari conversava baixinho pelos cômodos ou para contemplar a esposa sem a máscara de tristeza. Conhecia seus filhos tão bem quanto a si mesmo, contudo compartilhou com Ophelia suas observações, elas iam além de teorias.

_ James, seus filhos nunca cansam de nos surpreender. _ ela soltou uma risada e o homem ao seu lado tragou um pouco mais de seu cigarro.

_ Talvez, Lia. Bernardo nunca fora de ficar longe de encrenca. Suspeito de outras coisas também.

_ É melhor você não dizer isso em voz alta, James.

E de fato, era melhor se manter calado.

 

~


 

Na semana seguinte, Ari levou Dante um lugar além do deserto, quase perto da fronteira do Novo México. Nenhum dos dois não falou nenhuma palavra e Dante concluiu que o rapaz só queria ficar sozinho consigo, nada além do habitual, mas algo sob a pele morena de Ari irradiou e o fez se arrepiar. A postura do outro estava um pouco tensa e Dante arriscou tocá-lo, recebendo em troca um movimento rápido e brusco. Dante amoleceu sob os beijos afoitos do namorado, por fim namorados. Dante quem tinha feito o pedido e tal momento cômico ficaria tão fresco em sua mente quanto aquele que sentia. E não, não havia nada de errado para Ari estar agindo de tal forma. Tais pensamentos o atingiam constantemente depois da conversa com Gina, muitos dias antes e só ali ele tomou a coragem de dar o primeiro passo.

O frenesi das mãos não paravam, Ari acariciava a pele do ser que agora se encontrava sentado sobre seu colo, estalos dos beijos audíveis, ar quente saindo de suas bocas para serem conectados mais de uma vez. O teto da picape não era alto, porém o assento conjunto os fizeram ficar mais à vontade, Ari aproveitando-se para arredar com Dante sobre si para a direita, ainda o beijando e acariciando a pele quente por deixado da camisa branca do mesmo, sentindo o outro se arrepiar e tremular ao seu toque.

_ Ari..._ a urgência na voz de Dante no intervalo do beijo o fez parar, ambos ofegantes. Se encararam, a faísca do desejo presente entre eles. A excitação latente esquecida por Ari desperta agora apenas por alguns beijos, o inebriando com o cheiro da pessoa à sua frente, ele queria continuar, mas não faria nada que Dante não quisesse. Entretanto o outro também pensava a mesma coisa e seu nervosismo o fez rir, deixando Ari confuso e um pouco envergonhado. As mãos alheias pegaram seu rosto e o fogo por detrás das cores castanhas fez Ari ficar inquieto. _ Te quero tanto..._ sussurrou, a confissão chegando rápido ao seu cérebro. _ Não vou parar se você também quiser.

Pronto. O passe verde foi dado e Ari não fez mais que beijá-lo de novo, e de novo, e de novo. Tirou a camisa branca do rapaz, tateando os músculos rasos, distribuindo selos por seu ombro, clavícula, chegando aos mamilos e os abocanhando, fazendo Dante remexer-se sobre si, gemendo baixinho, um êxtase de satisfação explodindo dentro de si ao libertar tal reação no outro. Com Dante podia fazer tudo, aprender tudo e ser tudo, e nada o faria parar de querer mais de Dante, descobrindo-se faminto por suas descobertas, histórias e qualquer outra coisa que fazia o rapaz ser quem era para si.

O dor da excitação latejando entre eles, Ari soltou um arquejo, surpreso por sentir-se ser pressionado. Tamanha ousadia tomada sem vergonha, encostou a cabeça no estofado do banco da caminhonete, observando Dante mexer-se sobre si, abaixar-se para beijá-lo, apalpá-lo, desabotoando sua camisa.


 

Céus…


 

Ele puxou Dante para si mais uma vez, descendo as mãos, friccionando seus sexos para satisfazer a ambos, apertando a coxa, enterrando a mão nos cabelos agora bagunçados do outro que sentia agoniado com a euforia e o calor. Ari mordeu os lábios, Dante sugou sua língua em seguida, ouvindo Ari gemer mansamente. O faria soltar mais sons do que aqueles que ouvia.

Há quanto tempo Ari o queria assim? Ele planejou ir até ali para ter Dante? Nem que fosse para ser só beijos, Dante não ligou para as perguntas que rondavam sua mente e tratou de sair do colo do outro, agachando-se lentamente, beijando seu peito, barriga, ficando entre suas pernas. Ari não demorou a concluir o que viria em seguida se deixasse. Ah como ele queria.

_ Dante..._ sua voz saiu rouca e duvidou ser mesmo a sua voz. A mão alheia passeou por sua perna, subindo lentamente.

_ Você está tão tenso que parece até que não me quer te tocando. _ constatou um pouco hesitante. _ Diga-me o que quer Ari. _ encostou o rosto no joelho do outro, olhando-o nos olhos. Ari sentiu a boca seca e lambeu os lábios, o coração batendo a mil, ouvindo sua pulsação sob sua pele. Seu membro ainda o lembrando do que acontecia entre eles e se sentiu idiota por querer Dante e está hesitando. Ia parar.

_ Eu quero você.

Não demorou para assistir Dante olhá-lo com uma convicção maliciosa e se sentiu tremer em antecipação. Um lado sádico se despertou em Dante, que o acariciava lentamente, a respiração de Ari se alterando mais uma vez aos poucos. O zíper da sua calça foi aberto, afastou as bordas da roupa e por cima da cueca, os resquícios de seu mais puro querer exposto. Dante tardou um pouco em brincar consigo, movendo a boca por cima da roupa no membro ereto, se continuasse assim Ari não aguentaria, tal tortura era delirante e o faria se desmanchar na mesma. Sugou o tecido, sentindo o previamente o gosto que preencheria sua boca. Ele se encontrava dolorido e daria a atenção a si depois.

A ponta de seus dedos estavam curiosamente frias ao tocar a epiderme quente do moreno, abaixando a roupa íntima, libertando o membro rígido. Ari suspirou, num falso alívio e se esqueceu de onde estava e de seu nome quando a boca quente, brincalhona e insinuosa de Dante o envolveu. Pulsou, levando a destra até os cabelos do namorado, acompanhando os movimentos, gemendo toda vez que Dante malinava de si, arrastando os dentes, sugando a ponta e demorando-se em engoli-lo.

A região sensível espalhou tremores, Ari se ouvia lamuriar, desejava o orgasmo e ao mesmo tempo que tal ato não acabasse. Repetiu o nome de Dante diversas vezes, encostou a cabeça mais uma vez no estofado do banco, seu quadril movendo em direção a boca de Dante, clamando por mais e não conseguiu evitar o gemido audível que soltou quando um branco pincelou sua mente, sua voz fazendo Dante gemer em seu membro, o fazendo se tocar desesperadamente.

Esperou o corpo de Ari parar com os tremores para deixar o sexo do outro, o líquido regozijante escorrendo queixo abaixo. Ele se levantou, ia se sentar ao lado de Ari quando esse o puxou para si, o fazendo mais uma vez sentar-se em seu colo. Ari tinha um brilho novo no olhar, prestaria mais atenção se o outro não estivesse agora tocando-o. Dante fechou os olhos, abriu a boca sem soltar um mísero som. Ah, isso não podia permitir. Ele afastou um pouco das pernas de Dante, abaixou o short que o outro usava junto com a peça íntima, e enquanto marturbava o outro, não desviou os olhos do rosto de Dante que se contorcia a cada investida da mão do outro, por fim soltando um gemido quando Ari apertou sua glande e escorreu a mão lentamente. O faria se aliviar ali mesmo, sem se importar se sujaria a roupa ou o banco da caminhonete.

Aproximou o rosto do outro, o beijando sem pressa, acelerando o vai e vem de sua mão, Dante movendo o quadril, pondo as mãos nos ombros de Ari para arrastá-las até os fios compridos do outro e puxá-los, o beijo efervesceu, Dante gemeu longamente alcançando seu próprio orgasmo. Com sua respiração agitada, descansou a cabeça no ombro de Ari, olhando para si mesmo terminar de gozar na mão do outro.

Ele respirou fundo e beijou a pele exposta e suada do moreno que  fechou os olhos.

_ Espero que você tenha trazido lenços. _ pronunciou Dante um pouco grogue e Ari o olhou de relance.

_ O precavido aqui é você e não eu. _ soltou Ari e o outro bateu em seu braço, o fazendo rir.

Ari abraçou o rapaz em seu colo e seu consciente oscilou. Desejava dormir ali mesmo, mas a noite tinha outros planos e eles não se demoraram ali, voltando para casa ao som de Arctic Monkeys. Eles se encontrariam com as meninas na pizzaria perto da casa de Gina, mas antes passaram pela de Ari para se limpar e trocar de roupa, mas nem isso fez Gina olhar para ambos com uma insinuação no olhar.

_ Não enche, Gina, minha fome clama por comida e não quero você tagarelando depois. _ falou Ari passando pela amiga que franziu e se defendeu.

_ Mas eu nem disse nada. _ riu e Ari a olhou preguiçoso.

_ Você não precisa.

E com isso o grupo seguiu comendo pizza, falando alto e enchendo-se de refrigerante e milk shakes. Julian também não deixou de notar os garotos. Se sentiu satisfeito com o que viu e lembrou-se da conversa que teve com Dante no dia em que os três se encontraram na oficina pela primeira vez.

 

“_ O que você quis dizer com tudo que eu quero você já conseguiu?

_ Vamos, Dante achei que fosse mais esperto que isso. Provocou.

_ Olha, não venha tirar sarro. Ari está disposto a pagar pelo conserto e eu também.

_ Ouça, Dante ele já me pagou. Provando ser um bom amigo e um companheiro que você mereça. Pare de querer sempre entender as coisas e as aceite como são. É melhor e dar menos dor de cabeça”.

 

Voltando ao presente, ele mergulhou mais um pedaço de pizza no ketchup e comeu, ouvindo a conversa dos amigos.

_ Para onde você vai agora, Dante? Agora que terminou a faculdade. _ Gina não gostaria de ver os pombinhos dos seus amigos longe um do outro.

_ Ainda não sei. _ isso fez Ari olhá-lo. _ Eu sabia, mas agora que algumas coisas mudaram, acho que vou ficar mais um tempo em El Paso.

_ Quanto tempo? _ quis saber Gina,fingindo não perceber Byrd surrupiar mais um pedaço de pizza e guardar.

_ Até Ari se formar. _ o moreno ao seu lado deixou de beber seu milk shake. Não sabia da mudanças de planos do namorado. Uma pontada de felicidade quis transbordar, mas ele se controlou. Gina riu e levantou as mãos em rendição.

_ Como é que eu aguento vocês hein? Meloso demais. _ comentou e Julian balançou a cabeça em negação.

O celular de Byrd apitou uma mensagem e ela se levantou, alegando ter que ir embora. Gina a acompanhou e antes que a mesma entrasse no carro, Gina a parou e a olhou interrogativa. Byrd suspirou e arredou o pé como uma criança que foi pega fazendo besteira.

_ Ele pediu pizza. _ falou e Gina se controlou para não cruzar os braços, ao invés disso, colocou os polegares nos bolsos da calça, esperando. _ Diz que a comida de lá é horrível e não quero negar algo assim pra ele.

_ E como isso vai chegar até ele?

_ Nos fundos tem um portão que dá acesso ao local onde despejam o lixo, é velho e um pouco solto. Ele estará esperando.

_ A essa hora? _ checou o relógio de pulso, 19:20h.

_ Às oito é o horário em que começam a se recolher, às oito e meia quando apagam as luzes.

Gina observou a garota apertar a sacola de papel onde continha a pizza e quis rir.

_ Está certo então. Mas acho que é melhor levar uma bebida. Ninguém quer que ele se entalhe, certo? _ a sugestão fez Byrd abrir um sorriso largo.

Tanto Byrd como Charlie no lugar onde fazia sua reabilitação ficaram surpresos. O garoto falava de boca cheia o quanto Gina Navarro era sua deusa e que a idolatraria até sua morte. Ele comeu tudo sozinho, mesmo tendo oferecido para a garota que trouxera comida de verdade a ele. Quis logo que seus dias ali dentro acabassem para poder rodar a cidade com a garota mais meiga que conheceu.


Notas Finais


Eu nunca tinha escrevido uma cena de sexo desse nível! Surpresa estou. E faz séculos que não escrevo e percebi que me aperfeiçoei :3
Nisso que dá ler muita fanfic 😂
Espero que tenham gostado.

Charlie! Estou gostando de você.

Até o próximo cap.


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