História Garoto-Meia-Noite - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Chega De Estupro, Jikook, Tentativa De Suicídio
Visualizações 46
Palavras 1.330
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, leiam as notas finais antes de qualquer coisa

Capítulo 1 - Único, assim como ele


 A noite estava fria, ou era apenas as emoções das pessoas que estavam do lado de fora de suas casas, fingindo se importarem com algo que elas mesmo não faziam ideia de como não eram das suas contas: a vida alheia.

 Aquelas pessoas que saem de suas casas para ficar sentadas no gramado aberto apenas observando a vida do próximo — ou nem tanto. Mas Park estava apenas em sua casa, observando o céu e a paisagem pela janela de seu quarto, era sua única opção. Ai que 'tá a ironia, sua única opção era observar pessoas cuidando da vida alheia, e isso também o tornava um xereta, talvez ele também seja do "clube de observadores de vidas". Suspirou mais uma vez, talvez tenha sido a nona vez naquele dia, ele havia parado de contar no quinto suspiro. A verdade é que ficar em seu quarto era bem melhor do que sair dele, e isso era cientificamente provado pelo seu corpo.

 Não, não é "Park Jimin, o virgem", ou até o "emo depressivo que só vive no quarto", a questão é segurança e nada mais do que isso. Pode dizer que ele sequer beijou alguém tendo seus dezenove anos de idade, mas estaria bem enganado, ele apenas preservava sua segurança. Qual é, não sair tanto não o tornava virgem. 

Afinal, que cara de dezenove ainda é virgem?

 Agarrou fortemente as grades da janela quando ouviu a porta ser aberta em um movimento brusco, o que lhe fez olhar a silhueta parada na porta, mais uma vez. Fechou os olhos com força ao ouvir seus passos sobre o piso de mármore e sua mão ir de encontro com seu ombro.

—Pequeno Park Jimin! — o cheiro de bebida era tão insuportável que o causava tontura e náusea, ele estava bêbado, e Park não conseguia pronunciar uma palavra sequer. Apertou os punhos e não ousoumais abrir os olhos.

 Sentiu sua mão suja acariciar o seu braço, fazendo-o tremer de leve e segurar mais uma vez as lágrimas. Ele só queria não estar ali para não precisar sentir tudo aquilo. A sensação de ser tocado era horrível.

—Não vai dizer nada, huh? — Park apertou as pálpebras e abaixou o rosto — Garoto Mal, acho que devo lhe ensinar uma lição, não acha?

 E começou tudo de novo


             °•°•°•°•°


 Park estava em sua cama, do mesmo jeito que havia o deixado. As lágrimas que antes caíam passaram a cessar quando se levantou, sentindo a pontada em suas nádegas, fazendo-o sentar de volta.

 Vamos, Park Jimin, não foi a primeira vez.

 Levantou-se da cama, se apoiando em tudo pela frente, porque a única luz que tinha ali era as dos postes do outro lado da rua. Soltou um gemido de dor e por alguns instantes encostou-se na parede gelada daquele lugar sem vida, porque a única que tinha, saiu pela porta com um sorriso cínico, enquanto a vida de Park fora assassinada desde a primeira vez que aconteceu.

" — Isso é para você ser um bom garoto, Pequeno Park Jimin."

 Aquelas palavras tão ousadas o fizeram chorar ainda mais forte que antes, enquanto apoiava suas mão nas paredes e abria a porta. Park pegou alguns comprimidos no seu armário, e um roupão no cabide. Saiu do quarto ainda se.apoiando e foi até a cozinha, pegando um copo e enchendo de água.

—Aquele vagabundo nunca mais vai me ver sofrer. — disse, com as mãos tremendo e desligando a torneira, enquanto chorava silenciosamente.

 Quando levou um comprimido a boca, o determinou a levar outro. E outro, e outro, até serem cinco. Quando pegou mais outro, estremeceu ao ouvir uma voz atrás de si. Mas não era a dele, o que fez se desesperar mais ainda.

—Ei, garoto — disse a voz, e Park ficou em choque, com a mão segurando o comprimido parado no ar e boca aberta.

 Rezou a todos os deuses para que aquilo fosse algo de sua cabeça. Quando virou-se para ver quem era o dono daquela voz, teve certeza que era alucinação por conta dos remédios. Não havia ninguém.

—Oras, estou aqui! — disse e Park se virou novamente.

 Deixou o copo cair — e se castigou mentalmente pelo barulho — e então eu arregalou os olhos. Era um garoto, apertava ser mais novo, porém mais alto. Ele o olhou e arqueeou as sombrancelhas, parecia esperar alguma coisa.

—Essas pessoas ficam mais rudes a cada década. ele revirou os olhos e olhou para Park, sorrindo de canto — Olá, Park Jiminnie.

—Q-quem é você? — ficou tão surpreso que nem perguntou o motivo do garoto saber seu nome e chamá-lo por um apelido íntimo.

—meu chamam de Jeon Jeongguk.

—Jeon Jeongguk? Que diabos está fazendo aqui?

—Sou conhecido por muito nomes, Park — o garoto ignorou a pergunta do mais baixo. — que tal me dar um também?

 Dizem que se você está no inferno, não custa nada abraçar o diabo. Jimin se sentia exatamente naquela situação. Se um completo estranho já estava em sua casa e ele já estava correndo risco, o que mal teria em apenas seguir a onda? Aliás, o que é uma gota d'água para quem já está molhado? E apesar de tudo poder ser apenas um sonho, ele seguiu a onda.

 De repente ele percebeu o comprimido em sua mão e o copo de água quebrado no chão, fazendo-o franzir o cenho e em seguida arregalar os olhos: se não fosse por Jeon, com certeza já estaria morto. Por esse motivo, fitou o loiro a sua frente confiante, logo dizendo:

—Garoto Meia-Noite.

 O outro garoto olhou para o relógio na parede e o ponteiro marcava 22h00, mas que diabos Park estava dizendo?

—Mas são dez horas.

 Park deu de ombros. A verdade, era que meia-noite possuía um significado a mais: o Garoto Meia-Noite, consequentemente, no dicionário de Park, significava que era um dia depois da dor. Meia-noite simbolizava um dia novo, e fora aquela sensação que Jimin teve quando viu Jeon: a sensação de um novo dia.

—Sinceramente, em todos meus anos, foram poucas as vezes que as pessoas não chamaram a polícia para mim. — continuou o garoto, logo dando de ombros.


                          °•°•°•°•°

—Ele continua fazendo aquilo com você? — Jeon perguntou, fazendo Park suspirar. Aquele assunto era tão complexo e deliciado, teria mesmo que dizer a Jeongguk?

 Já se fazia um mês desde que se viram, e toda vez que Park sofria as mesmas coisas, Jeon aparecia, com seu sorriso encantador e sua forma de dizer que estava tudo bem, dizendo que havia um arco-iris escondido atrás da tempestade, ora ou outra com metáforas mais engraçadas, fazendo Park rir.

A verdade, era daquilo que Park precisava. Ser feliz era tudo o que Park queria, mas estava atordoado demais em seus pensamentos catastróficos para conseguir. Ao menos perguntou onde Jungkook morava, porque era sempre a mesma resposta: "moro com você, Jiminnie, mas eu fico escondido na maioria das vezes. Eu tenho setecentos mil anos de experiência, agora pare de perguntar". No começo deu medo em Park, mas logo ele achou aquilo engraçado.

—Tudo bem se não quiser falar, bolinho. — Jeon cortou o silêncio desagradável, logo fazendo Park suspirar.

—Ser violentado é algo tão comum para mim que nem fico mais triste com o assunto. — mentiu a última parte e riu sem humor.

—Não tente enganar-me, Bolinho. — Jeon se aproximou — você não é um bom mentiroso.

Park suspirou e murmurou um "tem razão". Jeon estava mais próximo de si e isso incomodava. Park virou o rosto e abaixou o olhar.

—Você pode até abrir o guarda-chuva — Jeon colocou um pouco da franja grande de Jimin atrás de sua orelha — mas não pense que escapará da tempestade — Jeon acariciou os cabelos macios de Park e levou a mão até seu queixo, levantando-o, — que é mil vezes mais forte que um tecido. — então Jeon aproximou-se de Park e o beijou.

 Park então não se importou se todo dia ele tinha seu corpo marcado por arranhões e hematomas nojentos; no final ele tinha Jeongguk, e isso era o que importava.

 


Notas Finais


primeiramente: gente, entendam o objetivo dessa fanfic. ela foi por uma metáfora, onde mostra o que acontece em nosso mundo. jungkook não eh nada mais e nada menos que o garoto que Jimin criou na mente, ele dormia e imaginava jeongguk. jeon era a pequena esperança de jimin, era o que jimin acreditava sobre ter um novo dia.

Não to apoiando estupro, pelo contrario; essa fic eh um protesto, para mostrar que HOMEM também sofre estupro, e que também pode ser por alguém da família. parem de culpar a roupa, obrigada.

até a próxima <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...