História Garoto perdido em uma cidade mais perdida ainda - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens JB, Youngjae
Tags 2jae, Oneshot
Visualizações 19
Palavras 1.110
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Slash
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


— hello, amores <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


A noite já perecia em Hongdae.

O céu não estava iluminado, apenas a brisa do mar que vinha em direção a terra e chicoteava-me a face, balançava meus fios negros. Estava bom aquela noite de sábado na terceira semana no mês de Abril. Nunca fora de minha pessoa sair de casa a noite para observar o luar, o céu, ou qualquer outra coisa relacionada a natureza, no entanto, desde que completara meus dezesseis anos essa era a única atividade em que eu não precisava bater cabeça para resolver. Era apenas eu, o céu, e a minha mente suicida. 

Mesmo as pessoas passando e encarando-me, não levava em consideração os olhares direcionados à mim, porque eu simplesmente já sabia de todas as coisas que eles pensavam quando chegavam perto de um adolescente que prefere caminhar para relaxar do que sair e aproveitar o fim de semana com os amigos. Não que eu fosse anti-social, era apenas que eu não via muita utilidade em estar rodeado de pessoas falsas, que protegem-te pela face e derrubam-te pelo traseiro.

Tenho total afirmação de que minha vida não é e nunca foi perfeita, pois sempre tive alguém como exemplo. Mamãe e papai. Sinto saudade de ambos, mas entrei em uma nova etapa de minha vida. Não irei esquecê-los, porém tentarei superar este fato marcante e seguirei em frente. Todavia, agora eu não possuía mais exemplos para espelhar-me. Minha namorada queria outro estilo amoroso que eu obviamente não saberia proporcionar-lhe pelo simples fato de mim não saber qual és ele, meus avós estão quase indo encontrar meus pais e a dor parecia minha única companheira A vida estava fechando as portas quando eu queria apenas uma janela. 

E então, só sobrou aquela opção...

Sentindo o frio intensificar-se menos, acelerei os passos. Vez ou outra esbarrava em alguém, desculpava-me e continuava a andar. Mesmo estando com aquele capuz de tecido grosso e uma blusa de mangas compridas, ainda era capaz de sentir um arrepio gelado correr desde as pontas dos dedos das mãos descobertos a minha espinha. Enquanto caminhava em direção ao meu ponto de partida, meu transporte com passagem só de ida para rever meus pais, um álbum extremamente rápido passou diante de meus olhos. 

Então era isso... Viver longos dezesseis anos, difíceis, para quando repentinamente desistir de tudo. Eu possuía total certeza de que partiria um dia, só não sabia que esta partida viria tão cedo. 

A criança que eu era antes, teria orgulho da pessoa que eu sou? Parece que quanto mais procuro uma resposta, uma dúvida aparece.

Encarando o cimento alto, acima daquela imensidão azul lá embaixo, subi-o e fiquei a sentir o vento congelante fazendo-me fungar por conta da renite. Os carros passavam em alta velocidade atrás de mim, as pessoas olhavam rapidamente para mim, mas logo em seguida retornavam as tomar conta de suas vidas. 

Equilibrando-me de uma maneira estranha, tiro meus sapatos surrados e coloquei-os ao meu lado. Abri meus braços e a resistência do ar fora rompida por eles dando-me a sensação da divina liberdade. Podia sentir o entrar e sair de cada força sendo rompida entre meus dedos. Tirei o capuz da cabeça e o vento bagunçou meus cabelos bem mais do que o destino com a minha vida. Apenas faltava pular.
Um pé a frente e ...

— Você não deverias pular.

Uma voz doce e ao mesmo tempo rouca ecoou em meus ouvidos e rapidamente deixei os braços caírem nas laterais de meu corpo ao mesmo tempo que meu pé retornou ao lado do outro. 

Não estava em meus planos sem interrompido por alguma outra pessoa. Já havia planejado tudo, desde a desculpa esfarrapada que teria que dar à meus avós, ao salto caindo diretamente na água do rio. Não virei o rosto para encará-lo.

— Quem importar-se? — apenas queria que ele fosse embora logo e deixasse-me em paz, no meu canto, no meu momento de desistir da vida. Porém, fez exatamente o oposto do previsto. Sentou-se perto de mim e começou a balançar os pés. Parecia um garotinho e se não fosse pelo seu converse high vermelho que calçava nunca poderia provar o contrário.

— Os peixes — ri de seu comentário.

— Seu modo diferente de pensar toca-me profundamente. 

Não estava com tempo para papinhos e muito menos gastá-los com um desconhecido que acabara de interromper meu momento emo/gótico/depressivo.

— Suas meias do Iron Man também — encarei meus pés e vi aquelas meias vermelhas com partes dourada com o rosto de meu vingador favorito estampado na frente. — Não acha que é muito velho para continuar usando essa meias de criança?

— Não acha que és muito espertinho para ficar intrometendo-se na minha vida? — ele ficou em silêncio, mas não parecia magoado com meu comentário. Continuei em pé esperando que o desconhecido falasse alguma coisa.

— Sei que você não gostar desse mundo o problema és seu, mas eu ver e presenciar esta cena e não puder fazer nada estás no meu direito interferir ou não — seu comentário parecia muito maduro para ser dito por um adolescente ainda indeciso na vida. 
Sentei ao seu lado mas ainda sem olhar sua face. 

— Já tentei fazer isso. Tentei há alguns minutos atrás, antes de ver você vindo até aqui. Neste mesmo lugar, uma pessoa muito importante morreu, ela desistiu da vida porque muitos desistiram dela e sem esperanças, ela encarou o azul do rio e deixou as ondas afogarem todas as mentiras, os segredos, medos e sentimentos por trás de um coração ferido e um sorriso falso. Eu presenciei esse fato e não pude fazer nada. Correr e implorar não foram o suficiente para fazer ele voltar — fez uma pausa. — Então, eu não pude ver você querer jogar-se daqui de cima como se fosse um gato esperando dá um giro e cair em pé lá embaixo, resolvi interferir na sua decisão da maneira em que não pude interferir na da dele.

Cada palavra pronunciada parecia carregar um sentimento e uma história muito misteriosa parecendo ser muito difícil de falar devido a angústia. 

— Eu imploro: — ele virou o rosto para encarar-me no mesmo instante eu que eu fiz-o também. —  Por favor, não pule — lágrimas desciam de seus olhos e passeavam por suas bochechas. Seu capuz de coloração escuro essa semelhante ao meu.

E pela primeira vez alguém importou-se comigo. Aquele desconhecido com capuz de panda mudou minha vida apenas chegando interferindo na minha escolha. Não recordo-me perfeitamente o que aconteceu depois, mas lembro que sorrimos juntos e começamos a caminhar por aí sem destino pelas ruas escuras de Hongdae sem importar-se com o amanhã. O desconhecido de converse high vermelho mudou minha vida completamente. Bastou aquelas palavras para minha vida mudar.

Ele fez eu querer recomeçar.



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