História Garotos de Lugar Nenhum - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki
Tags Ficwritersnh, Gaaino, Naruhina, Saiino, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 108
Palavras 3.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nossa! Algo histórico acaba de acontecer! Eu postei dois capítulos GRANDES no mesmo dia! Isso é algo inédito jamais visto até o dia de hoje! haha
Saindo o capítulo 02, esse, no ponto de vista do Sasuke!
Vamos lá galera, espero que gostem!

Capítulo 2 - Pingente


Fanfic / Fanfiction Garotos de Lugar Nenhum - Capítulo 2 - Pingente

CAPÍTULO 02:PINGENTE

Uchiha Sasuke

Sasuke baixou o maldito som do rádio enquanto Suigetsu e Juugo falavam de qualquer banalidade.

 

Não era com certeza a ideia ideal para o Uchiha passar seu fim de semana em uma excursão idiota da escola, escutando as ladainhas idiotas dos dois amigos. Quer dizer, já era um milagre aguentá-los durante a semana. Seria um teste de paciência ter de suportá-los no fim de semana também.

 

Na noite anterior, havia sido o famoso jantar dos Uchiha, evento em que seus parentes vinham de todas as partes do mundo para que pudessem manter o contato e se atualizar das novidades, e as boas novas do encontro daquele ano não haviam deixado o que pensar. Seu pai, Fugaku, anunciou seu irmão, Itachi, como o seu futuro sucessor na empresa, e claro, Sasuke não poderia estar mais feliz.

 

Não estava de ressaca porque o pai havia proibido bebidas para menores, e, com apenas Sasuke sendo o único de menor na festa inteira, não foi muito difícil de acontecer. Tudo que ele queria era afundar a cara em alguma vodka barata e esquecer os problemas, mas Itachi tinha uma mania irritante de atrapalhar seus planos.

 

– Pensa que vai perder a escola, otouto? Sabe que nós Uchiha temos que honrar as responsabilidades. – Ele dissera a Sasuke na noite passada.

 

O caçula bufou de raiva só de lembrar das palavras do irmão.

 

Suigetsu deu uma risada zombeteira ao ver a cara fechada de Sasuke mais fechada que o normal.

 

– Ih, parece que alguém caiu da cama hoje. – Hozuki colocou o braço ao redor do pescoço de Sasuke, com o tom divertido na voz, enquanto ambos caminhavam em direção a fila para entrar no ônibus. – E para melhorar o seu dia, tá ali a sua florzinha de cerejeira.

 

Era impossível não perceber Sakura. Quer dizer, a garota tinha o cabelo rosa, olhos verdes esmeralda e andava com Ino Yamanaka, que era simplesmente a garota mais escandalosa da terra. E lá estavam as duas, na entrada do ônibus, com bagagens da altura de Sasuke.

 

Ino viu o Uchiha primeiro. Ela cutucou a amiga com o braço e apontou discretamente (pra ela foi discreto, pro resto do mundo não) e Sakura ficou levemente corada, acenando para o moreno.

 

– Sasuke-kun! – Sakura o chamou, fazendo sinal para que parasse ao seu lado.

 

O Uchiha fez um “tsc” com a língua.

 

– Vai lá, “Sasuke-kun”. – debochou o Hozuki, dando um soco leve no ombro de Sasuke e andando mais devagar para ficar ao lado de Juugo.

 

Não tinha sido ideia de Sasuke sair com Sakura. Na verdade, todas as garotas o irritavam. Desde o fundamental, elas costumavam segui-lo, assediá-lo, teve uma maluca que até roubou sua cueca no vestiário. Entre elas, a Haruno era uma de suas admiradoras mais antigas.

 

Na pré-escola, ela costumava escrever bilhetinhos com cheiro de morango e colocá-los em sua mochila, caderno e mais posteriormente dentro de seu armário. E isso não seria tão ruim, se na época, seu amigo gostasse dela. Bom, para Sasuke, Sakura continuaria sendo apenas uma stalker para sempre, até que Itachi veio com a maravilhosa notícia de que havia começado a namorar.

 

Era uma mulher chamada Konan. Elegante, refinada, inteligente e prestes a se formar no curso de economia, um prato cheio para os Uchiha. Fugaku acolheu a nova genra logo de cara, e logo suas piadinhas e conversas para vencer o silêncio na hora do jantar começaram a lhe irritar.

 

– Estou esperando meu caçula desencalhar. – Fugaku brincou, naquela ocasião.

 

Sasuke trincou os dentes, enquanto tentava não vomitar seu purê de batata.

 

– Otouto é tímido, mas logo arranjará a garota certa. – Itachi usou aquele seu cinismo que Sasuke odiava.

 

E então ele teve de fazer aquilo.

 

Foi quase como uma entrevista de emprego. Durante meses, começou a analisar a vida das meninas de sua escola, como notas, fotos e até mesmo antecedentes, e tal não foi sua surpresa quando Sakura, em todas as categorias avaliadas, foi a melhor. Quer dizer, entre suas “fãs”, a rosada era a única que aparentava ter algum juízo ou um bom ideal de futuro.

 

Ela era filha de uma família classe média, não muito rica, mas que não a impedisse de viver bem. Desde menor, tinha o sonho e a meta de virar uma médica, e gozava de um pré currículo admirável. A pretendente perfeita para mostrar ao pai e esfregar na cara do irmão.

 

O resto foi fácil. Abordou-a no corredor da escola, forçou um sorriso e a chamou pra sair. Em dois dias, Sakura Haruno conseguiu o posto que tanto queria, namorada de Sasuke Uchiha.

 

Fugaku aprovou a rosada de cara. Acabou que o pai da Haruno era um antigo amigo do patriarca Uchiha, e então, o namoro caiu nas graças dele. Até mesmo Itachi pareceu um pouco enciumado de Fugaku parecer ter gostado mais de Sakura do que de Konan.

 

Isso foi uma vitória.

 

Mas a perda foi o ódio que viu nas orbes azuis do antigo melhor amigo.

 

Naruto, mesmo que o moreno custasse admitir, ainda era importante para Sasuke. Mesmo sem se falarem direito por anos, o loiro foi o mais próximo que Sasuke um dia teve de amigo de verdade, e saber que o Uzumaki sempre gostara de Sakura o fez sentir um pouco de culpa.

 

Pelo menos até Naruto chegar naquela manhã de sábado de excursão e dirigir aquele olhar fuzilante para o Uchiha.

 

Durante o trajeto até a maldita clareira onde a turma iria ter esse “empolgante” passeio ao ar livre, Sakura ficava falando um monte de coisas que Sasuke não ouviu.

 

– Minha tia veio visitar. – Foi uma das poucas coisas que ele escutou sair da boca da rosada, antes de sua mente só traduzir tudo para “bla bla bla”. – Ela curte fazer umas paradas artesanais. Até me ensinou um pouco. Então aproveitei e fiz isso para você. – Sasuke viu Sakura retirar algo da bolsa. Era uma linda pulseira de couro negra, com um pequeno pingente na forma do símbolo Uchiha.

 

– Que lindo. – Sasuke falou, levemente impressionado. – Obrigado, Sakura.

 

– De nada, Sasuke-kun. – Ela respondeu, corada. – É simples, mas… é de coração.

 

Pela primeira vez, Sasuke deu um sorriso sincero à rosada.

 

– Eu gostei. – Ele falou, e a sinceridade em sua voz fez aquela ser a maior das recompensas para Sakura.

 

Foi quando a morena que costumava andar com Naruto passou como um raio pelos dois, esbarrando em Toneri e nem por isso parando sua correria.

 

Sasuke olhou aquilo intrigado.

 

O que será que aquele idiota havia dito a ela?

Quando chegaram ao destino e o trabalho começou, Sasuke se afastou de Sakura e do resto dos amigos. Obedeceu as instruções de Kakashi e pegou o seu bilhete na cesta, esperando que todos tivessem a sua vez para que ele seguisse com as explicações.

 

E assim foi que ele acabou junto de Shikamaru Nara, Gaara No Sabaku e, ironicamente, com Naruto Uzumaki.

 

Nem Sasuke nem Naruto pareciam muito felizes com a escolha, enquanto Shikamaru e Gaara permaneciam totalmente indiferentes à situação. Iriam fazer logo aquilo de uma vez e acabar com aquele sofrimento e aquela convivência, e aí, finalmente, voltariam a ser completos estranhos.

 

Mas o destino tinha planos diferentes.

 

Haviam deitado Naruto em uma cama improvisada de folhas e colocado a mochila de Gaara como travesseiro. A corrida para fugir daquele furacão estranho havia finalmente acabado, e a noite cobria o céu. Sasuke tentava ignorar o susto que sentia do barulho das corujas e olhava a tela de seu celular sem sinal com irritação.

 

Shikamaru havia conseguido acender uma fogueira com seu isqueiro. Sorte que ele costumava fumar de vez em quando, mesmo que seus pais odiassem esse hábito, alegou o Nara.

 

– Por que eu tenho que ser a babá da bela adormecida aqui? – Gaara indagou, inconformado.

 

– Porque eu fiz a fogueira e o Sasuke está tentando se comunicar com alguém, quem sobra? – Shikamaru afirmou com total tédio.

 

– Não adianta. – Sasuke lamentou. – Essa merda tá sem sinal. Todos os nossos celulares estão.

 

Tomado pelo estresse, Sasuke segurou seu celular e atirou o aparelho para longe.

 

– Cara, quem joga um iphone assim?! – Gaara perguntou, indignado com aquilo.

 

– Ele é rico, pode comprar outro. – Shikamaru supôs, jogando mais lenha na fogueira.

 

Sasuke andou de um lado para o outro, tentando pensar em uma solução. Negou aquele pensamento com toda sua força, mas não conseguiu bloqueá-lo por muito tempo.

 

O que Itachi faria?

 

 

Claro. Seu irmão era incrível. Ele estava preparado para qualquer situação. Quem sabe se não fosse Itachi ali, Naruto não estivesse ferido e já estivessem em casa?

 

Ele olhou para a face adormecida do loiro, com uma camisa de Shikamaru molhada sobre a testa. Pela correria e o clima, o Uzumaki estava levemente febril e respirava com dificuldade. Sasuke mordeu o lábio inferior, não deixando de se sentir responsável. Afinal, Naruto estava naquele estado por tê-lo ajudado.

 

– Não entendo porque brigam como cão e gato quando se importam tanto um com o outro. – Shikamaru confessou, encostado em uma árvore, de braços cruzados e com os olhos fechados. – Isso é muito problemático.

 

Ele era com certeza um jovem com alma de velho. Mesmo tendo a mesma idade de todos ali, Shikamaru parecia anos mais experiente.

 

– Naruto é um cabeça dura. – Sasuke se limitou a responder. – Sempre foi.

 

– Você fala como se conhecesse ele. – Foi a vez de Gaara falar.

 

Sasuke virou o olhar e se sentou de frente ao fogo, dando um suspiro. Aquela floresta estava ficando tão sufocante que ele estava realmente sentindo vontade de conversar com aqueles dois.

 

– Nós éramos amigos, não somos mais. – Foi tudo que ele conseguiu dizer.

 

– E ainda se importa com ele como se fossem. – Shikamaru observou.

 

– Enfim, o que importa é que fiquemos bem. Você estava certo. – Sasuke fitou Shikamaru. – Precisamos trabalhar juntos se quisermos sair daqui. Você tem um plano?

 

– Ter um de nós ferido estraga qualquer plano que eu possa fazer. – O Nara confessou. – Mas por enquanto, é melhor montarmos acampamento e dormir por aqui. Quando o sol nascer, continuamos a seguir o mapa e tentar achar uma saída.

 

– Bom plano, mas e a bela adormecida aqui? – Gaara apontou para Naruto.

 

– Se ele não acordar até lá, vamos ter que carregá-lo. Faremos turnos, o que acham? – Shikamaru deu a ideia, mas os outros não pareceram aceitá-la muito bem.

 

De qualquer forma, Sasuke se encostou a uma árvore da mesma forma que os outros dois e tentou dormir. Olhou para o pingente que Sakura havia lhe dado e lembrou do sorriso da rosada antes de adormecer.

 

 

No dia seguinte, Sasuke foi o primeiro a acordar. Gaara dormia de braços cruzados e respirando devagar, enquanto Shikamaru estava jogado sobre o chão com o braço por cima dos olhos.

 

O Uchiha se levantou e caminhou até Naruto, colocando a mão sobre sua testa e atestando que não estava mais tão quente, sinal que a febre finalmente estava passando. Ele se sentou ao lado do loiro e o observou por um minuto, até que viu seus olhos abrirem lentamente.

 

– Seu baka. Você quase morreu. – Sasuke falou, assim que Naruto despertou.

 

O loiro deu um sorriso sonolento.

 

– Admite, você está se mordendo com a ideia de estar me devendo uma. – Sasuke não pode evitar também dar um riso presunçoso.

 

– Eu não te deixei morrer de febre, ou seja, estamos quites. – O Uchiha rebateu, se sentindo vitorioso.

 

– Maldito. – Naruto disse, em tom brincalhão, recebendo a ajuda de Sasuke para se levantar.

 

– É bom ver que você estar melhor. – Gaara falou, já desperto, assim como Shikamaru, que amarrava seu cabelo da forma corriqueira.

 

– Consegue andar? – Shikamaru quis saber, vendo Naruto ficar de pé sem dificuldades. – Legal. Vamos andando.

 

Então, depois de arrumadas as coisas, os quatro seguiram viagem. Daquela vez, Naruto fazia alguns comentários e Shikamaru dava pequenas instruções, o que ajudava a romper o silêncio. Gaara ainda era o mais quieto dos quatro, mas de vez em quando, até ele soltava alguma risada ou afirmação.

 

– Quanto mais andamos nessa merda, mais perdidos ficamos. – Naruto xingou, insatisfeito. – Já não passamos por essa árvore?

 

– Eu marquei ela da última vez. Aqui está o risco. Passamos sim. – Gaara confirmou, também insatisfeito.

 

Estavam na ponta de um abismo, onde conseguiam ver o resto do bosque mais embaixo.

 

– SOCORRO! – Naruto gritou, e o eco de sua voz fez os pássaros voarem dos galhos e tomarem os céus.

 

– Como não tem uma equipe de resgate atrás de nós?! – Sasuke se perguntou, mais para si do que para os companheiros. – A essa altura, era para meu pai ter mandado alguém atrás de mim.

 

– Acontece, que dessa, nem o papai pode te tirar. – Gaara usou de sua ironia, irritando Sasuke.

 

– O que disse? – O Uchiha se irritou com o sarcasmo, dando passos pesados na direção do ruivo.

 

– Se liguem, estamos completamente perdidos! – Gaara extravasou. – Naquela chuva do diabo, corremos daquele furacão sem rumo, entramos ainda mais na mata, nesse tempo todo, podemos ter andado quilômetros longe da clareira e ter ficado ainda mais longe do resto!

 

– Acalma, galera. – Ironicamente, era Naruto o mais controlado da situação, mesmo com o grito de antes. – Fazem só 24 horas que nos perdemos, vamos respirar e voltar pelo mesmo caminho que viemos, tudo bem?

 

Sasuke percebeu como estava no fundo do poço. Ficara tão nervoso que precisou de Naruto para ouvir a razão.

 

E quando a noite caiu novamente, a situação não estava melhor. Os rapazes procuraram frutas para se alimentar, quando o estoque de lanches que carregavam em suas mochilas se esgotou.

 

– Podem esquecer! – Naruto resmungou. – Não vou matar um coelhinho!

 

– Ou mata, ou eu te mato. – Sasuke ameaçou apontando o dedo para o peito de Naruto. – Não aguento mais comer essas frutinhas!

 

– Sentir fome é um negócio tão problemático. – Shikamaru resmungou passando a mão na barriga, que ronronava como um porco selvagem.

 

– Tenho uma ideia melhor. – Gaara avisou, surgindo em meio aos arbustos. – Venham comigo. Encontrei algo.

 

Os três seguiram Gaara até o pequeno riacho que o ruivo encontrara. Sasuke deu a ideia de pescarem e que poderiam usar a vara de pescar que ele havia trazido.

 

– Por que não disse logo que tinha uma vara de pescar?! – Naruto indagou, super inconformado.

 

– Ué, você não perguntou. – Sasuke deu um meio sorriso ao ver a irritação do loiro.

Mesmo com mal jeito, conseguiram pescar um peixe mediano e terem uma refeição um pouco digna. Sasuke nunca gostou muito de peixe, mas depois de dias comendo frutinhas silvestres, aquele peixe assado na fogueira estava sendo como o maior dos banquetes.

 

E nesse ritmo, os dias se seguiram. Aos poucos, os quatro foram se aproximando e pelo convívio, acabaram sabendo mais um sobre o outro. A companhia de todos ali já não era mais tão repudiada, fazendo com que todos dessem algumas risadas amigáveis em certos momentos.

 

Aquilo era mais do que Sasuke jamais conseguiu imaginar.

 

Todas as noites, antes de dormir, ele olhava para o pingente e pensou o quanto aquele pequeno objeto estava o dando forças para persistir. Seis dias já haviam se passado, e mesmo que os colegas não quisessem admitir, as esperanças de sair daquele lugar também já estavam sumindo.

 

Ele lembrou do pai, do irmão, de Sakura e por fim de sua mãe. De como ela era a única no mundo que parecia entendê-lo e de repente, após um terrível acidente, Sasuke a perdeu.

 

Gentileza gera gentileza, Sasuke. Sua mãe costumava dizer. Seja gentil sempre.

 

O caçula Uchiha deu uma risada irônica. Gentil era tudo o que ele não havia sido em todos esses anos. Aquela aventura na floresta o fez perceber isso.

 

Ele retirou a pulseira e apertou o pingente em sua mão, com os olhos fechados.

 

Dois dias depois, os quatro encontraram um córrego mais a frente e usaram para limpar o corpo e as roupas. Naruto, trajando apenas uma samba canção laranja ridícula, mergulhou na água parecendo uma criança.

 

– Vem galera, entra!A água tá muito… AAAAH UM NEGÓCIO PRENDEU NO MEU PÉ! – O grito fino do Uzumaki fez os outros rirem, inclusive o Uchiha.

 

E o tempo se seguiu, como na manhã em que Sasuke despertou, e marcou no tronco da árvore o décimo quarto traço que fizera desde que se perderam.

 

Sujos, maltrapilhos, mas magros e experientes.

 

Havia se passado duas semanas desde quando se perderam. E todos sentiram aquilo.

 

– Sabem… – Naruto falou, abraçando as pernas, sentado à margem do córrego, jogando pedras na água. – Eu fico imaginando como deve estar meu pai… Será que ele sente a minha falta?

– O meu pai com certeza deve estar comemorando. – Sasuke falou, com todo o seu rancor. – Por ele, eu nunca teria nem ao menos existido.

 

– Falem por vocês. Eu também não tenho a melhor das famílias não. – Gaara seguiu nas lamentações.

 

– Eu até que estou feliz de estar longe da minha família. Minha mãe é muito problemática. – Shikamaru mentiu.

 

Sasuke fez como Naruto e jogou uma pedra na água.

 

– Duas semanas e nem sinal de resgate. Nunca fomos muito exemplares. Devem estar é felizes que sumimos. – Gaara usou seu pessimismo gótico.

 

– Eu só queria saber o que deu com a Hinata no ônibus. Ela me pareceu tão… triste. – Naruto se perguntou, pensativo.

 

– Eu também me sinto assim. Sakura me deu um presente e eu… sempre fui um idiota completo com ela. – Sasuke confessou em voz alta.

 

– Sabe, você admitir que foi um idiota é o primeiro passo para deixar de ser um. – Naruto bateu em Sasuke de brincadeira.

 

Foi quando um barulho alto fez os quatro se assustarem. Um barulho de tiro ecoou pelas proximidades e fez os pelos de Sasuke se eriçarem. O grupo correu para se esconder, ouvindo passos fortes caminhando em suas direções.

 

– Espera! Isso é uma pessoa! – Shikamaru gritou com tanta felicidade que desconheceu a si mesmo.

 

O quarteto caminhou na direção dos passos com euforia, dando um sorriso de pura alegria ao ver um homem em frente a eles. Sorriso que não permaneceu por muito tempo quando o viram engatar a espingarda e apontar para eles.

 

Eles ergueram as mãos para cima, e o homem retorceu o seu nariz verruguento.

 

– Quem são vocês moleques e o que fazem na minha propriedade?!

 

Sasuke ficou otimista, parecia que depois de 14 dias, finalmente, podia sentir que estava prestes a voltar pra casa. 


Notas Finais


uuuuuuuuuuuh, finalmente a tortura acabou em? O capítulo acabou haha
Opiniões, comentários, críticas?
Deixem tudo aí que juro que respondo, abraço bem grande!


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