História Garotos Insanos - Capítulo 24


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Categorias Cristiano Ronaldo, Fifth Harmony, Francisco "Isco" Suárez, Gerard Piqué, Karim Benzema, Lionel Messi, Maggie Lindemann, Marco Asensio, Selena Gomez, Sergio Ramos, Toni Kroos
Personagens Cristiano Ronaldo, Francisco Román Alarcón Suárez, Gerard Piqué, James Rodríguez, Karim Benzema, Lauren Jauregui, Lionel Messi, Maggie Lindemann, Marco Asensio, Personagens Originais, Selena Gomez, Sergio Ramos, Toni Kroos
Tags Amor, Cressi, Cristiano Ronaldo, Gerard Pique, Hentai, Horror, Lionel Messi, Mensagens, Ódio, Revelaçoes, Romance, Selena Gomez, Sergio Ramos, Stalker, Terror, Toni Kroos, Vingança, Yaoi
Visualizações 193
Palavras 1.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, crianças! Demorei, mas cheguei. Gente, adorei as dicas no capítulo anterior, todos juntos por uma fanfic mais completa. 🙌

Leiam as notas finais e boa leitura 💻📖

Capítulo 24 - Bônus: Asensio daria um bom psicólogo.


Fanfic / Fanfiction Garotos Insanos - Capítulo 24 - Bônus: Asensio daria um bom psicólogo.

A S E N S I O


Tudo o que o cálido coração de Asensio quer é uma pessoa específica para preencher o vazio que é a sua solitária vida de adolescente. A alguns dias o rapaz não tem falado com o agora distante Nacho, por quem obteve certa simpatia. O garoto é para Marco como um arco-íris em um dia cinza e frio. Ele é alegre e amável, tudo o que o moreno desejaria para sua vida. Mas simplesmente sumiu, derrepente. Desde então o cinza tem sido tudo o que Asensio tem em tempo integral.


A neve havia derretido, mas o frio ainda o incomodava, ele nunca escondera a ninguém sua contemplação por países quentes. O Brasil, como exemplo, é um dos lugares em que sempre sonhou em visitar. De sapatos meio encharcados, o moreno atravessa a estreita porta de madeira escura, adentrando por fim no grande cone excessivamente vazio.


Seu olhar encontra por casualidade um monstro sentado sobre uma mesa de leitura. Não! Ele pensa. Não é monstro algum, mas em comparação é algo bem próximo disso.


Como o rapaz estava com a sua atenção compenetrada nos livros, Asensio pensou então em dar meia volta e sair despercebido, no entanto, ao fazer isto, Sergio Ramos — alguem indesejado por ele — olha em profundo na sua direção.


Marco engole em seco, tenso, e principalmente receoso. Coisas desagradaveis aconteceram com ele desde que conheceu Sergio, por isso, tudo o que mais quer é evitá-lo.


— Asensio, espere! — A voz de Sergio ecoa pelo vazio do local. O garoto para, claramente espantado. — Você pode ficar… hoje.


O moreno permite-se relaxar os músculos, que até então estavam contraídos. Então anda em passos temerosos até uma mesa longe de Sergio, por precaução, óbvio. A mesa escolhida por ele está bastante empoeirada, mas ainda assim não reluta em sua decisão.


Quero distância de você, pensa ele, firme. O mesmo assopra sobre a mesa para expulsar o excesso de pó. Ele abre o romance antigo e muito polêmico, Lolita, que é parte de seu trabalho de Espanhol. Seus dedos trabalham furiosamente em folhear as páginas, mas no entanto, ele se dá conta de que ainda nem começou a ler a primeira página. Voltando para a primeira, ele lê minuciosamente cada palavra, mas quando chega ao final do primeiro parágrafo, novamente se dá conta de que não atentou a nada. Insistentemente ele relê o parágrafo novamente mais umas três vezes, mas é como se aquelas frases não fizessem sentido algum. Ou pior, como se estivessem escritas em um outro idioma.


Que droga, pragueja ele. Olhando cuidadosamente por cima de Lolita, Sergio o observa com algumas incógnitas em sua expressão. Talvez tenha sido um erro ele ter ficado; talvez ele devesse ter saído quando pôde; ou talvez ele devesse sair agora mesmo.


Não deve nada a Sergio, tudo o que precisa fazer é levantar-se e caminhar para fora. Ele está pronto para fazê-lo, porém é interrompido pelo mais alto arrastando a cadeira à sua frente e acomodando-se em sua mesa.


Asensio engole em seco novamente, com medo.


— Finalmente se livrou do gesso. — Sergio diz, como se fossem amigos, o que em si não era verdade.


— Ah… sim. — Sorriu de lado, nervoso.


— Fico feliz por isso.


— F-fica?


Asensio está palido, e Sergio quase sorri disso. Ser assustador é sua principal especialidade.


— Apesar de não ir com a sua cara, não gostaria de te ver… sei lá — dá de ombros — com ossos quebrados.


Asensio na menor das hipóteses está surpreso, não passou pela sua cabeça que existisse algo humano em Sergio. Ele o via como um valentão bizarro, ainda que não o achasse feio. Para ele, na verdade, Sergio é bonito, e, isso é o que o deixa mais revoltado. Pessoas tão bonitas não deveriam ser ruins, não para o moreno sonhador que Marco Asensio é.


— Pensei que você me odiasse. — Diz ele em um tom de voz bastante baixo.


— Já disse, não te odeio, apenas não vou com a sua cara.


— Então por que me ajudou quando eu estava levando uma surra daquele garoto? — Retruca, confuso com o rumo da conversa.


— Não sei, me deu vontade.


— Simples assim?


— Sim.


Asensio bufou, Sergio além de um valentão é também um maluco.


— Você me disse para não cruzar o seu caminho novamente — impõe o moreno.


Sergio comprime os olhos.


— Eu não posso mudar de ideia?


— Então agora eu posso cruzar o seu caminho? — Marco inquiri, retrógrado.


— Estou de bom humor, por favor, não estrague isso me fazendo dar umas porradas na sua cara.


Asensio estremece em seu assento, percebe também que não sería inteligente aborrecer Sergio. Em recuo, o menor abaixa seu olhar.


Sergio bufa, irritado.


— Tá, não precisa mostar que está com medo.


— Por que você é assim?


— Ué, assim como? — O maior franze as sobrancelhas.


— Malvado — Asensio responde, sentindo como se estivesse pisando em areia movediça.


— Ah — Sergio reflete —, eu gosto de ser assim.


— Tem que ter alguma explicação.


Sergio nunca tinha parado para pensar no assunto, ele sempre contentou-se com a ideia de que simplesmente era superior ao resto do mundo. Filho único, sabe bem como tirar proveito de sua masculinidade, forte e principalmente inquebrável. Sergio não se lembra de sentir medo de alguém algum dia, exceto, do sr. Fantasma. Alguém que tinha a sua reputação nas mãos, prestes a detoná-la, mas claro, Sergio não diria isso a Asensio, muito mais por ter desconfianças do rapaz.


— Eu sou perfeito. — Ele diz, presunçoso.


Asensio sente um puta vontade de revirar os olhos para ele, mas tem receios. Pessoas como Sergio são detestaveis. Mas claro, não há como negar que o rapaz à sua frente é realmente bonito e desejável.


— Você é muito complicado, e ruim — Admite o menor, angustiado.


— Eh, eu sei. Mas acho que sou assim com todo mundo. Com você, Karim, Nacho, Toni, Lionel, esse em grande parte porque o odeio mesmo.


Asensio sabe de quem se trata, ele tem duas aulas com Lionel Messi, agora um dos melhores jogadores do time da escola. Ele também o acha bonitinho.


— Sergio, você não precisa ser assim o tempo todo. — Ele agora está sentido um pouco de pena do valentão, mesmo que inexplicavelmente.


Um dos cantos dos lábios de Sergio ergue-se para cima, ninguém que um dia já apanhou dele já falou com tanta condolência a seu respeito. Na verdade, às vezes ele sente como se todos ao seu redor preferissem sua amizade por medo.


— Você consegue ver algo bom em mim?


Para Asensio falta palavras, como buscar algo bom em alguém que só tem sido ruim desde o principio?


— Acredito. Que. Haja.


O moreno sente-se desconfortável, falar de Sergio para Sergio lhe é tão estranho quanto saber que a poucos dias antes houve uma tentativa de homicídio na escola. Agora há polícias por toda parte.


— Você não é ele. — Conclui Sergio.


— Ele quem? — Asensio rebate.


— Não importa. — O maior sorri, em grande parte por estar aliviado, e em menor parte porque Asensio é melhor do que ele, e em si, Sergio pode admitir isso. É decepcionante, mas pela primeira vez ele experimentou olhar por um outro ângulo. Um ângulo onde ele não é melhor que o resto do mundo, mas sim, parte do mundo. Tão defeituoso como qualquer ser humano, e ao mesmo tempo, perfeito. Esta palavra finalmente está no lugar certo da frase e tudo isso deve-se a Asensio.


O rapaz lança um olhar confuso para Sergio, atentando ao mesmo com aquela expressão de fascínio.


— Asensio, você pode até ser pobre e cafona, mas é um cara legal.


O moreno sorri por dentro, Sergio Ramos o estendeu um elogio, do seu jeito, mas ainda assim fora um elogio.


— Obrigado. Eu acho.


— Prometo nunca mais bater em você, a menos que você pessa. — Ele diz, os olhos acesos como brasas.


— Realmente conto com isso.


Após um último sorriso nervoso Marco Asensio finalmente reúne suas coisas, levanta-se e parte, deixando o monstro para trás. Mas claro, certo de que esse monstro talvez seja um montro do bem. 


Notas Finais


😭 Rios de lágrimas aqui. Então pessoas, este é um momento em que preciso muito do feedback de vocês porque 1) tenho uma certa insegurança sobre o diálogo não ter sido tão convincente; 2) sobre a mudança de estado do nosso querido Sergio Ramos diante da situação; 3) preciso muito saber o que acharam, se realmente houve coerência, estou contando com vocês nessa.

Eu andei conversando com alguém mais velho sobre o Sergio, e esta pessoa me disse que criei um personagem com transtorno de bipolaridade sem me dar conta. Então vou pensar sobre o caso.

Milhares de beijos e até o próximo cap.


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