História Garotos Mortos Não Contam Histórias - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, gente.

Desculpem o atraso do capitulo eu tive uns probleminhas,mas já resolvi. Talvez amanhã eu poste (depende da escola).

E isso.

Boa leitura.

Capítulo 3 - Capítulo 3


— Pode perguntar se quiser— Diz Booker , amassando seu último pacote de salgadinho

Charlie olhou para ele com a expressão interrogativa.

— Como é?

Booker solta um suspiro pesado. Eles estavam sentados do lado de fora do pavilhão do refeitório, longe de todo o barulho. O entardecer havia dado ao local pequenos tons de violeta e um nevoa fina já estava se instalando.

— Você não para de olhar para minha perna, sei que está curioso. Pode pergunta o que quiser, só não fica me olhando com pena, por favor.

— Você não parece querer falar sobre isso — Conclui Charlie

— Isso importa?

— Eu sei que é chato falar sobre algo que você não quer então, quando quiser me contar vou ser todo ouvidos.

Booker lhe deu um sorriso caloroso.

— Cara, fiquei com medo de pegar um fanático religioso ou emo como colega, mas você até que é legal.

— E você não é nada mal também — Charlie fala — Achei que fosse ficar com um babaca.

— Não, sou apenas um idiota e desculpa pelo o que eu falei no quarto, mas era sério quando eu disse que não tem problema se você for gay ou qualquer outra coisa, eu só me expressei mal.

— Agora eu não quero falar sobre isso.

Antes que Booker fosse dizer alguma coisa ele começou a acenar para um sujeito que atravessou o campo sem se importar com alguns garotos jogando bola, ignorando os xingamentos no caminho.

— E aí, novatos?

— E aí, cara? — Booker o apresenta — Esse é Charlie. Charlie, esse é o Logan Tucker, L.T, conheci ele no ônibus vindo para cá.

Eles se cumprimentam. L.T se senta ao pé da escada, o garoto tinha os cabelos até o ombro bagunçados e as roupas pareciam ter saído do fundo da mala.

— E então, Charlie? Já está gostando do inferno?

— Não é tão ruim, achei que fosse ser mais quente — Charlie diz, fazendo os dois darem uma risada.

— O que você fez? — L.T pegunta.

— Como assim o que fiz?

— Todos que estão aqui fizeram algo muito ruim e por isso os pais mandaram para cá — Ele explica, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— Só ganhei uma bolsa de estudos por causa do programa de matemática.

— Sério? Então você deve ser um puta nerd.

— L.T, para com isso — Booker reclama, revirando os olhos — Quem você quer impressionar? Desculpa aí, Charlie, ele só quer manter a pose.

— Não, tudo bem. Eu sou mesmo um puta nerd.

— Orgulho de si mesmo. Gostei disso.

— E você, o que fez? — Pergunta Charlie. 

— Dei uma surra no meu padrasto e minha mãe decidiu me mandar para longe — L.T diz, com um certo orgulho.

— Queria poder fazer isso.

— A sensação é incrível se quer saber.

— Vocês parecem malucos falando assim — Booker fala, lançando a lata de refrigerante na cesta de lixo mais próxima.

— Malucos são o que não falta aqui — L.T comenta. 

— Há quanto tempo estuda aqui?

— Há dois anos, meu caro Charlie. Me surpreendeu o fato desse lugar ainda funcionar depois do que aconteceu.

— O que aconteceu? — Charlie pergunta.

— Você não sabe? — Charlie negou com a cabeça — Cara, esse pessoal deve ter dado uma grana para esconder toda aquela merda.

— Que merda? — Charlie questiona novamente.

— No último ano um garoto morreu durante uma briga em uma festa, mas ninguém fez nada e até hoje não se sabe quem foi e no último dia de aula outro garoto, Chris, desapareceu disseram que ele fugiu, mas o pessoal acha que o Aspen matou ele.

— Quem é Aspen? — Dessa vez Booker que pergunta.

L.T olhou ao redor, procurando por alguém, ele apontou para um garoto que estava com um grupo perto de uma árvore.

— É aquele ali de pé

Para Charlie, aquele era sem dúvidas o cara mais bonito que ele já viu. A pele branca, cabelos incrivelmente pretos, ele não era muito musculoso, mas ainda era forte e talvez alguns centímetros mais alto, ele parecia bem deslocado em relação aos outros.

— Parece ser o típico branquelo mimado — As palavras de Booker o despertaram de seu transe, era quase que impossível não olhar para ele. Ele é tipo de cara que tiraria suas chances com qualquer garota só de estar na mesma sala.

— Porque acham que ele matou? — Charlie pergunta, ignorando o comentário de Booker.

— Ele era o mais próximo dos dois e a relação dele com o Chris era meio conturbada, as vezes rolava até agressão, muitas vezes pela parte do Chris.

— Investigaram ele?

— O que você acha? — Pergunta L.T — Até tentaram, a família dele é muito rica, obvio que ele escapou, todo mundo aqui odeia ele agora. O Chris era um demônio, mas todo mundo gostava do Troian.

Um bipe distraiu Charlie de qualquer pergunta que ele pudesse fazer. Jack. Ele ligou o celular, vendo diversas mensagens do irmão, ele havia esquecido completamente de avisar que tinha chegado.

Chuck, vocé está bem?

Mamãe disse que brigou com Paul.

Ele te machucou?

Me responde

To preocupado

To indo trabalhar

Qualquer coisa me liga

Desculpa não ter ido me despedir.

Te amo

— Charlie, tudo bem? — L.T pergunta, ele desligou o celular sem responder as mensagens.

— Sim, nada demais.

— Bom, cavalheiros tenho que ir, vejo vocês 22 h — L.T diz, se levantando e, pela primeira vez, desde começaram a conversar Charlie notou que havia algo em sua orelha.

— O que tem 22h? — Pergunta Booker.

— Cerimonia de iniciação na escola, é uma tradição bem antiga — Ele diz enquanto se afastava.

— E se a gente não for?

L.T deu uma risada

— Vocês têm que ir. Todo mundo vai.

Booker deu uma olhada discreta e soltou uma risada de deboche.

— Como é que as mães falam? Se seus amigos pularem nos trilhos de um trem, você também pula?

— Isso acontece todos os anos, com todos os alunos novos. Vai ser divertido, para a gente.

— Você quer ir?

— Temos outra opção? — Charlie pergunta a L.T.

— Serem taxados de covardes e sofrerem várias humilhações possíveis e sem poder reclamar. Os caras aqui levam isso muito serio.

         — Tá bom, tá bom — Booker deu de ombros — Vamos pular nos trilhos, então.


Notas Finais


Foi isso eu espero que tenham gostado desculpem os erros de portugues e qualquer coisa e´so perguntar. Comentem oq acharam e favoritem, sem leitores fantasmas por favor. (e perdão a minha escrita, eu sei que não é das melhores mas eu to tentando).


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