História Garotos Mortos Não Contam Histórias - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, gente. (De novo)

Estou postando o capítulo pela terceira vez por motivos de: Tive que consertar alguns. O que aconteceu foi que na hora de escrever as palavras saíram da ordem e ficaram meio confusas e para não ter problemas eu dei um jeitinho. é isso.

Boa leitura.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Eles encontraram L.T os esperando a beira da escada do bloco b. Um telefonema dos pais de Booker haviam os atrasado, mas, depois de convencer Mike e Rochelle de que estava tudo bem e de que tinha feito um amigo que não era um "problema", seu pai o liberou. Charlie não queria admitir, mas se sentiu mal ao ver a cena.

Atrás deles, algumas luzes ainda estavam acesas. L.T estava encostado em uma das colunas que sustentavam a arcada. Ele acenou quando viu os dois se aproximando, segurando a lanterna com a outra mão.  

 — Estão atrasados.   

  — Desculpa — Diz Booker — Meus pais ligaram. Tem certeza de não que podemos  fazer algo melhor? Tipo encher a cara nosso quarto vendo algum filme tenha muita violência. 

 
           L.T faz uma careta. 

 
            — Não. Talvez depois.  

 
       — E nós  vamos mesmo — Disse Booker, enquanto L.T os guiava para perto da floresta — Porque vou precisar de uma bebida depois de toda essa palhaçada. 

Charlie entendeu o que ele quis dizer. Quando eles chegaram, haviam dezoito garotos sentados no chão, os rostos estavam cobertos de tinta e com cada um com uma ofensa escrita na testa. 

— Hoje todo mundo resolveu se atrasar — Fala um dos garotos, Charlie já havia o visto, ele era um dos que estavam na árvore, parecia ser o que controlava todos ali. 

— Não enche, Bryce — Diz L.T, revirando os olhos —  Já estão todos aqui?  

 
          — Quase, Aspen e Dennis ainda não chegaram.

 
           — Cadê eles? 

 
       — Eu estou aqui — O garoto surgiu atrás dele. "De onde ele surgiu?" Pensa Charlie quando ele passa o empurrando levemente.

 
          — Bennet, você deveria ter estado aqui há 1 hora — Repreende Bryce 

 
        — Eu estava ocupado — Ele fala rispidamente — São só eles? 

 
      — Sim, pelo visto você espantou qualquer um que quisesse estudar aqui — Diz Bryce, dando um sorriso de deboche. 

 
        — Por que não começamos logo isso? O fuinha mandou terminarmos antes da meia-noite e já são quase onze horas — Aspen ignorou o comentário. 

 
      — L.T chegou agora com esses dois — Bryce acena com a cabeça para eles. Agora que estava perto dele, Charlie viu que os olhos de Aspen eram incrivelmente azuis, o que deixava ele ainda mais lindo — Não vai dar tempo de passar a tinta. Julian, você poderia explicar a esse bando de perdedores o que vai acontecer? 

 
      — Com todo o prazer — Diz Julian — É o seguinte, vocês vão passar por um teste agora, irão se dividir em trios e vamos deixá-los cada um em um lugar, e os primeiros que acharem um objeto que escondemos vão estar liberados da semana do inferno, quando serão tão judiados que irão ligar para suas mamães implorando por colo. 

 
   — Sério? Eu sai da minha cama para isso? — Booker bufou — Essa deve ser a coisa mais estúpida do mundo. 

 

— Certo, aleijado, você pode rastejar de volta para sua cama, mas vai ter que aguentar as consequências depois — Bryce fala, Charlie teve que segurar o braço de Booker para garantir que ele não pulasse em cima dele. 

— Qual o proposito dessa merda toda? 

 

— Nos divertirmos às custas de vocês — Bryce responde, com um sorriso sádico. 
       

— Com licença — Interrompe um dos garotos novos, ele estava com a palavra "Gordão" escrita — Mas eu fiquei sem ninguém. 

 
       — Pode ficar com esses aqui — Falou Julian — Vai ser uma ótima equipe, eles podem ficar na floresta. 

 
      — Não acho que seja uma boa ideia usar a floresta — Aspen diz. 

 
     — Claro que é, lá é o melhor — Responde Bryce — Onde os corpos dos pacientes daqui eram enterrados. Dizem também que é assombrado por eles e por uma bruxa, vai ser bem divertido. 

 
       — A menos que tenham medo de fantasmas, é claro — Julian fala. 

 
         "Não desses", pensou Charlie. 

 
     — Cara, vamos começar logo com isso — Fala L.T — Estamos perdendo tempo. 

 
   — Tem razão — Bryce concorda — Você fica responsável por esses aí, não se esqueça das regras. 

 
    — Como vamos procurar algo que não sabemos, em um lugar que não conhecemos? — Booker pergunta. 

 
    — Isso é problema de vocês — Disse Bryce — Estão ficando sem tempo. 

 

L.T os guiou até a entrada da floresta, havia algumas bandeiras penduradas e números escritos nas árvores, uma tentativa de ajudar os alunos a não se perderam. 

 

— Sigam os números: 6,79,19,48 e 11 — Ele explica — Quando chegarem lá vão achar uma buzina lá, apertem se acharem a coisa. 

 
       — O que é? — O outro garoto pergunta. 

 
    — Não  sei, quem escondeu foi o Bryce. Tentem procurar perto do celeiro, sejam rápidos, vocês têm uma hora. Eu vou ficar aqui, esperando vocês. Boa sorte. 

      —  Vai conseguir ouvir? — Pergunta  Charlie. 

      — Todo mundo consegue. 
 

L.T entregou uma lanterna a cada um deles. Eles adentraram a floresta em silêncio, os três podiam concordar que o lugar era assustador. 

 
     — Que bando de imbecis — Murmura  Charlie, tirando de seu braço um galho tinha ficado preso. 

 
     — Aquele cara tem sorte que eu prometi para minha mãe que não ia arrumar briga, se não ele estava ferrado. 

 
     Á medida que avançavam, às árvores ficavam mais grossas. 

 
   — Isso é loucura — Murmura o garoto, Charlie e Booker se sentiram um pouco culpados por esquecerem que ele estava ali — Eles são sádicos. 

 
  — Desculpa, mas qual é o seu nome? — Pergunta  Charlie. 

 
  — Kai — Ele se apresenta — Kai-Wolf, mas todo mundo me chama só de Kai. 

 
  — Kai-Wolf? — Booker deu uma risada. Charlie o repreende com o olhar — Desculpa, eu não posso zoar ninguém meu nome é Idris. Ele tem sorte que Charlie é um nome normal. 

Depois de alguns minutos andando, eles chegaram perto de um celeiro velho.Era pequeno e aconchegante e tinha uma janela grande, que dava para os grandes espaços livres da propriedade, que possuía seu próprio moinho 

— Acho que é aqui — Comenta Kai. 

— Tem algum lugar dessa escola que não seja assustador? — Booker pergunta. Charlie não respondeu, estava encarando a construção a sua frente. Era diferente do que tinha imaginado. 

 
     — Vamos achar logo seja lá o que for — Falou Booker — Eu estou com frio.  

Eles começaram a procurar. 

   "Nós costumávamos dormir no celeiro nos finais de semana, contávamos histórias de terror, ficávamos acordados até tarde, era tão bom". A voz dele ecoava na mente de Charlie. Não, agora não. Ele sacudiu a cabeça para espantar os pensamentos. Ele não ia fazer isso com si mesmo agora, estava indo tudo bem. Ele ia ficar bem. 

 
     — Charlie, você está bem? — Kai pergunta — Parece assustado. 

 
     — Eu estou bem — Responde  — Continua procurando. 

 
    — Ei, pessoal, acho que deve ser isso aqui ... — Disse Booker, e tom de urgência em sua voz chamou a atenção dos outros dois. Ele estava parado no lado esquerdo no celeiro, a lanterna apontada para a parede, onde havia uma caixa de madeira no chão. Havia um bilhete escrito "Aqui está, babaca. Espero que se satisfaça com essas fotos, ainda tenho mais se você quiser — Anônimo" 

 
   — Booker, não acho que seja para gente — Charlie fala. Ele pegou a caixa, tirando a terra com a mão — Deve ser para alguém específico. 

 
  — Isso é meu — Aspen falou, assustando os três. Ele estava parado em frente a eles, havia alguns arranhões em seu rosto e galhos em seu cabelo, sinal de que ele havia corrido para chegar ali. 

 
     — Então, porque está aqui? — Pergunta  Kai. 

      — Isso não dá sua conta, Bola Fett. 

     — Não fala com ele assim — Diz Charlie 

      — Eu falo com ele do jeito que quiser, me dá minha caixa. 

— Por que ela estava aqui? — Pergunta  Charlie. 

— Isso não é da sua conta. 

— Nós achamos ela, então eu acho que é sim. 

          — Alguém deixou ela aqui para mim, e só isso que posso falar — Charlie entrega a caixa — Obrigado. 

— Da próxima vez tenta ser mais gentil, não vai matar — Charlie diz. 

— Porque não volta ao que você estava fazendo. O tempo está passando.  

— Por que você e seus amigos não param de agir como o clichê de caras babacas e começam a tratar as pessoas direito — Aspen caminhou lentamente em direção a Charlie, que pensou que fosse levar um soco, mas ao invés disso o outro apenas deu um sorriso e diz: 

 
      — O que vocês estão procurando está dentro do celeiro embaixo da poltrona a esquerda e a chave está enterrado enterrado na debaixo da pedra — Booker, reluntante, entrou e  verificou o lugar e realmente estava lá. 

 
     — Ah! cara, que coisa mais nojenta eu não vou tocar nisso — Ele gritou. Aspen riu. "Ele tem uma risada fofa pena que é um idiota" pensou Charlie. 

        — É um pênis de borracha, e parece que já foi usado — Kai fala — E é bem grande. 

— Vocês são nojentos — Diz Booker. 

— Ideia do Bryce, acho que é da mãe dele — Kai tirou o casaco e pegou, Aspen não conseguia parar de rir com reação dos três. 

— Eu vou queimar esse casaco quando voltarmos. 

— Tem que apertar a buzina — Avisa Aspen. Um barulho ensurdecedor ecoou quando Booker apertou o botão. 

— Por que ajudou? — Pergunta Kai, abrindo a boca para diminuir a pressão do ouvido. 

— Estava sendo gentil, idiota — Diz Aspen — Podiam agradecer. 

— Obrigado — Fala Charlie — Escroto.

— O que foi que disse?  

— Você me ouviu. 

— Porque não diz isso na minha cara de novo. 

— Tudo bem — Charlie repete — ES-CRO-TO.

— Eu tentei ajudar e você fala isso?Deveria deixar vocês se fuderem. 

— É, mas não vai. Não deveria estar aqui e não vai falar nada porque obviamente não quer que ninguém descubra sobre essa caixinha aí. 

— Você já era seu anãozinho — Disse Aspen, se afastando dele.  

— Estou morrendo de medo. 

Antes que Aspen dissesse alguma coisa, a voz de L.T ecoou entre as arvores. 

 
      — Vocês conseguiram ser os primeiros, Aspen, o que faz aqui? 

 

— Acabei de chegar, vim pegar algo que eu esqueci, já estava indo embora — Ele se afastou deles rapidamente. 

 

— Ele ajudou vocês? — L.T pergunta , levantando a sobrancelha. 

 

— Não — Charlie responde, rapidamente  

 

— Ele sumiu do nada, Bryce ficou puto. 

 

— Qual problema desse Bryce? — Booker pergunta. 

 

— Depois que Chris sumiu, ele sentou no trono do capeta e acha que pode mandar em todo mundo. 

 

— Socorro.  

 

Eles pararam de andar. Um grito desesperado ecoou na floresta. 

 

— Ouviram isso? — Alguém me ajuda. 

 

— L.T, isso é uma piada? — Pergunta  Charlie. 

 

— Não, de onde veio? 

 

— Acho que veio daquela direção — Kai apontou para a esquerda, em direção ao que parecia ser uma vala rasa. Eles foram, relutantes. 

 

— Socorro — A pessoa parecia mais assustada. 

 

— Meu Deus — Charlie abafa um grito. Quando chegaram perto o suficiente, eles ficaram aterrorizados. Um garoto, que L.T reconheceu como Dennis Scott, estava ensanguentado e com diversos ferimentos no rosto e alguns cortes pelo corpo.

— Me ajudem. 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, desculpa pelos erros de português. Comentem e favoritem ( críticas construtivas, sugestões e perguntas são bem-vindas)


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