História Garotos Mortos Não Contam Histórias - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade, Assassinato, Colegial, Crimes, Deficiencias, Drama, Gay, Lesbicas, Lgbt, Literatura, Misterios, Mortes, Original, Romance, Suspense, Teenfic, Terror, Traumas
Visualizações 9
Palavras 1.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, gente. (De novo)

Estou postando o capítulo pela terceira vez por motivos de: Tive que consertar alguns. O que aconteceu foi que na hora de escrever as palavras saíram da ordem e ficaram meio confusas e para não ter problemas eu dei um jeitinho. E é isso.

Boa leitura.

Capítulo 4 - Capítulo 4


  Eles encontraram  L.T os esperando a beira da escada do bloco b. Um telefonema dos pais de Booker haviam os atrasado, mas, depois de convencer Mike e Rochelle de que estava bem e de que tinha feito um amigo que não era um "problema", seu pai o liberou. Charlie não queria admitir, mas se sentiu mal ao ver a relação de Booker com o pai.

Atrás deles, algumas luzes ainda estavam acesas. L.T estava encostado em uma das colunas que sustentavam a arcada. Ele acenou quando viu os dois se aproximando, segurando a lanterna com a outra mão. 

 — Estão atrasados — Ele murmurou. 

 — Desculpa, é que nós não queríamos vir — Falou Booker — Não podíamos fazer algo melhor? Tipo encher a cara nosso quarto vendo algum filme tenha muita violência.

 L.T fez uma careta e deu um leve soco no ombro dele.

— Não, talvez depois. 

— E vamos mesmo — Murmurou Booker, enquanto L.T os guiava para perto da floresta  — Porque vou precisar de uma bebida depois dessa. 

Charlie entendeu o que ele quis dizer. Quando eles chegaram, haviam dezoito garotos sentados no chão, os rostos estavam cobertos de tinta e com cada um com uma ofensa escrita na testa.

— Hoje todo mundo resolveu se atrasar — Falou um dos garotos, Charlie já havia o visto, ele era um dos que estavam com Aspen na árvore, parecia ser o que controlava todos ali.

— Não enche, Bryce — Falou L.T, revirando os olhos — Estão todos aqui? 

 — Aspen ainda não chegou.

— Cadê ele?

— Bem aqui — O garoto surgiu atrás dele, e passou empurrando bruscamente Charlie. 

 — Bennet, você deveria ter estado aqui há 1 hora — Repreendeu Bryce

— Eu estava ocupado — Ele falou rispidamente — São só eles?

— Sim, pelo visto você espantou qualquer um que quisesse estudar aqui — Bryce falou, dando um pequeno sorriso de deboche.

— Por que não começamos logo isso? O Van Earp mandou terminarmos antes da meia-noite e já são quase onze horas — Aspen falou, ignorando o comentário.

— L.T chegou agora com esses dois — Bryce acenou com a cabeça para eles. Agora que estava perto dele, Charlie viu que os olhos de Aspen eram incrivelmente azuis, o que deixava ele ainda mais lindo — Não vai dar tempo de passar a tinta. Julian, você poderia explicar a esse bando de perdedores o que vai acontecer?

— Com todo o prazer — Disse Julian — É o seguinte, vocês vão passar por um teste agora, irão se dividir em trios e vamos deixa-los cada trio em um lugar , e os primeiros que acharem um objeto que escondemos vão estar liberados da semana do inferno, quando serão tão judiados que irão ligar para suas mamães implorando por colo.

— Sério? Eu sai da minha cama para isso? — Disse Booker — Essa deve ser a coisa mais estúpida do mundo.

— Certo, aleijado, você pode rastejar de volta para sua cama, mas vai ter que aguentar as consequências depois — Falou Bryce, Charlie teve que segurar o braço de Booker para garantir que ele não pulasse em cima dele.

— Com licença — Interrompeu um dos garotos novos, ele estava com a palavra "Gordão" escrita — Mas eu fiquei sem ninguém.

— Pode ficar com esses aqui — Falou Julian — Vai ser uma ótima equipe, eles podem ficar na floresta.

— Será que é uma boa ideia manda-los para a floresta? — Perguntou Aspen.

— Claro, lá é o melhor — Respondeu Bryce — Onde os corpos dos pacientes daqui eram enterrados. Dizem que é assombrado por eles e por uma bruxa, vai ser bem divertido.

— A menos que tenham medo de fantasmas, é claro — Falou Julian.

"Não desses", pensou Charlie.

— Cara, vamos começar logo com isso — Falou L.T — Estamos perdendo tempo.

— Tem razão — Bryce concordou — Você fica responsável por esses aí, não se esqueça das regras.

— Como vamos procurar algo que não sabemos, em um lugar que não conhecemos? — Booker perguntou.

— Isso é problema de vocês — Disse Aspen —Estão ficando sem tempo.

L.T os guiou até a entrada da floresta, havia algumas bandeiras penduradas nas árvores, uma tentativa de ajudar os alunos a não se perderam.

— Fiquem dentro da área — Ele explicou — Tem uma buzina lá, apertem quando acharem a coisa.

— O que é? — O outro garoto perguntou.

— Eu não sei, quem escondeu foi o Bryce. Tentem procurar perto do celeiro, sejam rápidos, vocês têm uma hora. Eu vou ficar aqui, esperando vocês. Boa sorte.

L.T entregou uma lanterna a cada um deles. Eles adentro a floresta em silêncio, os três podiam concordar que o lugar era assustador, parecia algo terrível havia acontecido ali.

— Que bando de imbecis — Murmurou Charlie, tirando de seu braço um galho tinha ficado preso.

— Aquele cara tem sorte que eu prometi para minha mãe que não ia arrumar briga, se não ele estava ferrado.

Á medida que avançavam, às árvores ficavam mais grossas.

— Isso é loucura — Murmurou o garoto — Eles são sádicos.

— Desculpa, mas qual é o seu nome? — Perguntou Charlie.

— Kai — Ele se apresentou — Kai-Wolf, mas todo mundo me chama só de Kai.

— Kai-Wolf? — Booker deu uma risada. Charlie o repreendeu com o olhar — Desculpa, eu não posso zoar ninguém meu nome é Idris. Você tem sorte que Charlie é um nome normal.

Depois de alguns minutos andando, eles chegaram perto de um celeiro velho.Era pequeno e aconchegante e tinha uma janela grande, que dava para os grandes espaços livres da propriedade, que possuía seu próprio moinho

— Acho que é aqui — Comentou Kai.

— Tem algum lugar dessa escola que não seja assustador? — Booker perguntou. Charlie não respondeu, estava ocupado encarando a construção a sua frente. Era diferente do que tinha imaginado.

— Vamos achar logo seja lá o que for — Falou Booker — Eu estou com frio. 

Eles começaram a procurar.

"Nós costumávamos dormir no celeiro no final de semana, contávamos histórias de terror, ficávamos acordados até tarde, era tão bom". A voz dele ecoava na mente de Charlie. Não, agora não. Charlie sacudiu a cabeça para espantar os pensamentos. Ele não ia fazer isso com si mesmo agora, estava indo tudo bem. Ele ia ficar bem.

— Charlie, você está bem? — Kai perguntou — Parece assustado.

— Eu estou bem — Ele falou — Continua procurando.

— Ei, pessoal, acho que deve ser isso aqui ... — Disse Booker, e o de urgência em sua voz chamou a atenção dos outros dois. Ele estava parado no lado esquerdo no celeiro, a lanterna apontada para a parede, onde havia uma caixa de madeira no chão. Havia um bilhete escrito "Aqui está, babaca. Espero que se satisfaça com essas fotos, ainda tenho mais se você quiser — Anônimo"

— Booker, não acho que seja para gente — Charlie falou. Ele pegou a caixa, tirando a terra com a mão — Deve ser para alguém específico.

— Isso é meu — Aspen falou, assustando os três. Ele estava parado em frente a eles, havia alguns arranhões em seu rosto e galhos em seu cabelo, sinal de que ele havia corrido para chegar ali.

— Então, porque está aqui? — Perguntou Kai.

— Isso não dá sua conta, Bola Fett.

 — Não fala com ele assim — Disse Charlie

— Eu falo com ele do jeito que quiser, me dá minha caixa.

— Por que ela estava aqui? — Perguntou Charlie.

— Isso não é da sua conta.

— Nós achamos ela, então eu acho que é sim.

— Alguém deixou ela aqui para mim, e só isso que posso falar — Charlie entregou a caixa — Obrigado.

— Da próxima vez tenta ser mais gentil, não vai matar — Charlie disse.

— Porque não volta ao que você estava fazendo. O tempo está passando. 

— Por que você e seus amigos não param de agir como o clichê de caras babacas e começam a tratar as pessoas direito — Aspen caminhou lentamente em direção a Charlie, que pensou que fosse levar um soco, mas ao invés disso o outro apenas deu um sorriso e disse:

— O que vocês estão procurando está enterrado em baixo da árvore com a bandeira rasgada — Booker verificou

— Ah! cara, que coisa mais nojenta eu não vou tocar nisso — Aspen riu. "Ele tem uma risada fofa pena que é um idiota" pensou Charlie.

— É um pênis de borracha, e parece que já foi usado — Falou Kai — E é bem grande.

— Vocês são nojentos — Falou Booker.

— Ideia do Bryce, acho que é da mãe dele — Kai tirou o casaco e pegou, Aspen não conseguia parar de rir com reação dos três.

— Eu vou queimar esse casaco quando voltarmos.

— Tem que apertar a buzina — Avisou Aspen. Um barulho ensurdecedor ecoou quando Booker apertou o botão.

— Por que ajudou? — Perguntou Kai, abrindo a boca para diminuir a pressão do ouvido.

— Estava sendo gentil, idiota — Disse Aspen — Podiam agradecer.

— Obrigado — Falou Charlie — Cuzão

— O que foi que disse? 

— Você me ouviu.

— Porque não diz isso na minha cara de novo.

— Tudo bem — disse Charlie — Cuzão.

— Eu tentei ajudar e você fala isso, deveria deixar vocês se fuderem.

— É, mas não vai. Não deveria estar aqui e não vai falar nada porque obviamente não quer que ninguém descubra sobre essa caixinha aí.

— Você está na minha lista negra, seu anãozinho — Disse Aspen, se afastando dele. 

— Estou morrendo de medo.

Antes que Aspen dissesse alguma coisa, L.T apareceu correndo.

— Vocês conseguiram ser os primeiros, Aspen, o que faz aqui?

— Acabei de chegar, vim pegar algo que eu esqueci, já estava indo embora — E ele foi, ninguém mencionou essa quase briga que eles tiveram.

— Ele ajudou vocês? — L.T perguntou, levantando a sombrancelha.

— Não — Charlie respondeu, rapidamente 

— Ele sumiu do nada, Bryce ficou puto.

— Qual problema desse Bryce? — Booker perguntou.

— Depois que Chris sumiu, ele sentou no trono do capeta e acha que pode mandar em todo mundo.

— Socorro. 

Eles pararam de andar. Um grito desesperado ecoou na floresta.

— Ouviram isso? — Alguém me ajuda.

— L.T, isso é uma piada? — Perguntou Charlie.

— Não, de onde veio?

— Acho que veio daquela direção — Kai apontou para a esquerda, em direção ao que parecia ser uma vala rasa. Eles foram, relutantes.

— Socorro — A pessoa parecia mais assustada.

— Meu Deus — Charlie abafou um grito. Quando chegaram perto o suficiente, eles ficaram aterrorizados. Um garoto, que L.T reconheceu como Dennis Scott, estava ensanguentado e com diversos ferimentos no rosto.

— Me ajudem.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, desculpa pelos erros de português. Comentem e favoritem ( críticas construtivas, sugestões e perguntas são bem-vindas)


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