História Garotos Tolos - Sterek - Capítulo 6


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Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Breaden, Chris Argent, Cora Hale, Derek Hale, Isaac Lahey, Kate Argent, Laura Hale, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Stiles Stilinski, Talia Hale, Theo Raeken
Tags Derekhale, Histórico, Romance, Sterek, Stiles, Teenwolf
Visualizações 163
Palavras 1.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu iria publicar ontem, mas o Spirit não colaborou ;-;
Vício = trocar a capa da fanfic
Boa leitura 🍃

Capítulo 6 - VI - Chá das Cinco


Fanfic / Fanfiction Garotos Tolos - Sterek - Capítulo 6 - VI - Chá das Cinco

O dia era 10 de maio de 1870.

Minha relação com Derek acabou continuando como era antes, mesmo depois daquela noite. Nos fins de semana ele me deixava sozinho, com certeza estava indo frequentar o bar dos homens. Não me atrevi a segui-lô novamente, aquela experiência me deixou completamente perplexo.

Sou um cara que não consegue ficar parado, consegui um emprego na empresa local como jornalista. Bem, isso é fato: não consigo ficar longe dos jornais e suas fofocas diárias.

Faz mais ou menos um mês que eu e Derek moramos juntos, acho que consegui me acostumar com sua presença e seus vícios.

As vezes eu me pego observando meu companheiro com certa intimidade, ele tem músculos bonitos e simétricos, isso é de causar inveja a qualquer magricelo como eu. Um homen destes é realmente uma tentação.
Talvez eu realmente esteja louco, nunca fui de admirar a beleza de alguém dessa maneira. Lembro-me que no dia seguinte em que fui confundido com um prostituto, fui à igreja aos prantos. Até hoje não entendo o que me aconteceu naquela manhã, chorei por me sentir impuro, por naquele segundo ter estado tão próximo de um homem a ponto de sentar em seu colo.

Cai aos prantos na frente do padre por apenas uma noite ter desejado um homem.

É lindo falar de paixão quando não é com você. É lindo falar da liberdade e do direito de amar quando não é você que irá sofrer as consequências. 

Agora, minha consciência pesa pelo frado pecado que estou começando a carregar em minhas costas. 

Não, eu não posso gostar de Derek Hale no sentido de paixão. Somos homens afinal!

Não posso, não posso, não posso.

Que tipo de mostro eu seria aos olhos dos outros? 

Não! Definitivamente eu não posso me deixar levar por uma coisa carnal. Aposto que todo esse drama é momentâneo, daqui a pouco estarei dando risada da minha preocupação.

Eu estava deitado em minha cama me afundando nesses pensamentos quando Derek entrou no quarto, fiz questão de me recompor rapidamente.

— Casaco e botas Stiles! — Ele se aproximou e me deu um tapinha nas costas — O chá das cinco nos espera.

Eu resmunguei alguma coisa enquanto tentava me levantar.

— Chá das cinco? — Eu dei uma olhadinha em meu relógio de bolso — Ainda são 15h26!

— Não importa. Vamos, a carruagem já vai chegar.

Eu lhe lancei um olhar questionador, não entendo o motivo dele estar me chamando para participar de alguma coisa. Normalmente ele só fala comigo para dizer "oi", "não me espere acordado" e "essa comida está horrível".

— Acho que seu tio não vai gostar da minha presença. — Falei, querendo voltar para a cama.

— Bobagem, você é meu convidado. Além disso, ele disse que precisava ter uma conversa comigo, duvido que ele irá querer se fazer de durão na frente de alguém de fora. 

Eu apenas assenti, sei muito bem o quanto Derek Hale é um homen teimoso, não adiantaria de nada bater boca. Vesti roupas mais apropriadas e saímos da pensão.

-------

A viagem até a casa dos Hale demorou cerca de vinte e cinco muitos, eu nunca havia andado por aquelas redondezas de Londres antes. Mansões, campos enormes e bem cuidados cercavam o local em todos os lados, a rua Fleet parece de uma periferia comparada a essa.

A casa Hale é com certeza a mais bonita de todas, apenas no tamanho do terreno caberia duas da minha cidade antiga. Talvez seja uma hipérbole da minha parte, mas creio que maior que isso apenas o palácio real.

Nós descemos da carruagem e Derek me estendeu seu braço, acho que não tem nada de errado em andar de braços dados com ele, então o segurei sem muita cerimônia.

Andamos até um extenso jardim em que os outros integrantes da família Hale se encontravam, as duas damas estavam colhendo flores dos pequenos arbustos enquanto conversavam animadamente sobre alguma coisa, enquanto o patriarca da família estava sentado em uma mesa de jardim lendo o jornal atual.

— Oh, sobrinho! — Exclamou ele, ao perceber nossa presença — Vejo que trouxe seu amigo também. Jovem, meus sinceros parabéns pelo seu trabalho como jornalista, a matéria de hoje está deveras interessante.

Eu ergui uma sombrancelha para ele, para quem estava me chamando de analfabeto um elogio pela minha escrita é uma granfe ironia.

— Muito obrigado senhor. — Respondi timidamente.

— Se sentem, estou precisando conversar com meu querido sobrinho. — Ele fez um gesto estranho com as mãos e de repente elevou o tom da voz — Onde está aquela garota inútil? Criada! Traga o nosso chá!

Uma moça de cabelos dourados vestido uma roupa de empregada apareceu quase que imediatamente, enquanto eu e meu colega sentavamos ela se apressou para servir o chá, como se estivesse com medo do castigo caso fizesse algo errado.

Pensei que os ingleses pregavam a abolição da escravatura. Porém, vindo de alguém como Hale isso não é nem um pouco surpreendente.

— Não vamos chamar as moças para a mesa? — Perguntou Derek.

— Por quê? Elas são umas mulherzinhas, nunca entenderiam assuntos de homens. — Respondeu Peter, como se falasse uma coisa óbvia.

Meu colega apenas revirou os olhos, sei que ele pensa como eu em relação a seu tio, então apenas fiquei calado diante do contrário.

— Vá direto ao ponto. — Falou, por fim. — Sei que não me chamou apenas para um chá.

Peter fingiu uma tosse enquanto limpava seus lábios com um lenço.

— Não podemos falar de assuntos da família com um planetário na mesa. — Murmurou, como se não se importasse comigo.

— Ele é meu convidado, pode falar qualquer coisa na frente dele.

Por um segundo me senti como se fosse especial, eu ergui o queixo de forma exibida.

— Pois bem, como deseja — começou ele — a corte não ficou nada satisfeita ao saber que o futuro conde de Londres está morando junto com a classe baixa, não quero que eles pensem ruindades da nossa família, então você está convidado, para não dizer obrigado, a voltar para a nossa humildade mansão.

Foi nesse exato momento em que eu quase me engasguei com um gole de chá. Derek iria voltar para a casa Hale e eu com certeza não poderia fazer nada para reverter a situação.

Eu olhei para ele, estava calado olhando fixamente para o tio. Por de baixo da mesa estava com os punhos cerrados, provavelmente lutando contra a vontade de espancar o homem em sua frente.

— Com licença, Vossa Graça. — Falou com um tom de raiva.

Ao dizer isso ele me pegou pelo braço e me arrastou até a parte interior da casa.

A parte de dentro era a mais bonita que já tive o prazer de ver. Nem mesmo a casa dos Argent chagava aos pés de toda aquela arquitetura. Haviam criados para todos os lados, um deles até mesmo veio perguntar se estava tudo bem e Derek respondeu de uma forma bem grosseira que não precisava de nada.

As mãos dele estavam tremendo, pensei em o abraçar e dizer que estava tudo bem, no entanto logo me coloquei em meu lugar. Afinal, "o que os outros irão pensar" é a grande questão.

— Eu o odeio! — Berrou por fim — Algum dia ainda vou ser preso por assassinato.

— Não fale isso... talvez voltar para sua casa não seja tão ruim assim.

Eu havia me acostumado a viver com Derek, já sabia de seus hábitos, seus gostos, suas manias... Aquelas palavras serviram tanto para ele quanto para mim. Eu virei seu amigo, a falsa ideia de que eu sentia algo mais era apenas uma ilusão.

Doce ilusão.

Porém nada mais que isso. Seria duro ter que dizer adeus.

— Você não tem ideia de quem ele é, tenho pena da minha irmã e minha prima. Creio que elas sofrem tanto quanto eu nas mãos dele, é claro, eu me superei quando cometi o erro de expressar quem eu realmente sou na frente dele. Espero ansiosamente o dia em que poderei vê-las casando, vai ser um alívio as ver saindo desta casa. 

Enquanto desabafava ele lutava para não transparecer tristeza. Ele me puxou novamente, desta vez para o andar de cima. Entramos em uma cômodo, pelo visto era seu quarto. Céus, caberia a pensão interna do Sr. McLarem dentro do local.

Eu sinceramente não esperava que ele fosse tirar a camisa. Fiquei boquiaberto, tanto pelos seus músculos definidos, quanto pelo que ele mostrou em seguida.

— Veja com seus próprios olhos e tire suas conclusões.

Ele se virou. Foi uma das piores coisas que já pude ver.

As suas costas estavam marcadas. As gandes cicatrizes o marcavam como se fosse linhas traçadas em régua. Estremeci ao pensar na cena, lembrei que Peter disse que o sobrinho estava possuído por algum demônio, agora vejo com clareza que o único mostro da história é ele.

Derek vestiu a camisa novamente e colocou o elegante casaco. Em seguida virou-se para mim fitando meus olhos.

— Isso foi por um maldito beijo. Naquele dia eu desejei o toque de um homem, eu assisti ao criado enquanto ele limpava uma de nossas peças de porcelana, a delicadeza dele me encheu de desejo. — Ele falava claramente se sentido vazio. — Não consegui me conter, eu o agarrei em um beijo. Para meu azar, Peter apareceu no corredor no mesmo momento. Resultado: fui espancado durante uma semana inteira e o criado com que me relacionei simplesmente desapareceu. Não me surpreenderia saber que ele foi assassinado.

As palavras dele foram um choque, não consegui imaginar o tamanho da dor que ele sentiu durante o desabafo.

É lindo falar de liberdade quando não é você que irá sofrer as consequências

— Eu... Eu...

— Não precisa dizer nada — Ele deu de ombros — Respondendo ao que você falou mais cedo: sim, seria muito ruim voltar para essa casa, estou muito mais feliz na rua Fleet. Agora vamos sair daqui e voltar para casa, esse lugar me causa arrepios.

Eu apenas assenti e o acompanhei até o jardim.

Peter estava lá, do mesmo jeito em que o deixamos. Ele sorriu da maneira mais sínica quando nos viu se aproximando.

— Já mandei o cocheiro pegar suas coisas, você volta para cá hoje mesmo. — Falou o conde, enquanto bebia chá.

Troquei um olhar com Derek enquanto o via perder a paciência.


Notas Finais


Continua...

O melhor é que eu estou deixando o Peter muito fdp nessa fanfic kkjkk sorry

Não me matem! Ainda vamos ter muito oba-oba e beijo na boca, mas o drama vem primeiro 😏

(Stiles está em fase de negação)


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