História Garrafas de Soju - Capítulo 2


Escrita por: e galaxkook

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Jeon Jungkook (Jungkook), Kai, Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Baekhyun, Bts, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Kaisoo, Vkook, Yoonmin
Visualizações 87
Palavras 2.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


kk iae
lá vem as observações:

1°: aceito críticas construtivas, sem ofensas pufavorzinho;
2°: como avisei, yoonmin, kaisoo e vkook são apenas citações, não terão ênfase, só o chanbaek;
3°: terão diversas sátiras, Baek será um cara bem irônico.
4°: NÃO BEBAM E NÃO FUMEM, FAZ MAL A SAÚDE, MUITO MAL, CHANYEOL E BAEKHYUN GOSTAM PORQUE ELES SÃO ESTRANHOS

boa leitura, um cheiro e leiam as finais please

Capítulo 2 - 2 Shot - Tequila


Seu copo estava cheio de álcool e você cheirava a cigarro.

Lá estava ele, simples e despojado, seus cabelos desgrenhados com o castanho de sempre, nunca gostou de mudar e todos tinham consciência disso, talvez Baekhyun um pouco mais que os outros. Afinal, o Byun era aquele que mais sofria com a persistência de Chanyeol em permanecer na própria zona de conforto e sequer ousava em questionar-se se tal atitude acabava por machucar alguém.

Entretanto, já estava acostumado. Cansado, mas ainda sentia que conseguia aguentar por mais alguns meses.

Chanyeol carregava em si um moletom, uma calça jeans e em seus pés um tênis qualquer, inclusive pôs um chapéu para esconder a cabeleira bagunçada, aquela era mais uma das manhãs que precisava lidar com uma ressaca quase impossível de aguentar. Virou costumeiro, ter enxaqueca quase sempre e tomar qualquer remédio que conseguisse curar, seus amigos sempre reclamam que o excesso do álcool poderia o fazer mal, mas ele nunca se deu ao trabalho de preocupar-se com isso. Sua faculdade parecia ser mais importante, a namorada também, além do cigarro e o álcool.

A pele já estava ficando um tanto quanto acabada, os cabelos perdiam os nutrientes rápido, estava emagrecendo. Ainda comia como um porco – e essa era a única coisa que o mantinha de pé.

Baekhyun, por seu lado, observava-o deteriorando-se de longe. Conhecidos a anos, sequer imaginaria que a criança cuja amizade pareceu tão singela, iria tornar-se um adulto tão desleixado e imaturo, inclusive cabeça-dura. Era impossível para o ruivo não perder a paciência quando lidava com Park, pois, na idade em que estão, só se dão bem quando estão bêbados.

E espera muito que seus pais nunca entendam o verdadeiro significado de “se dar bem”.

— Já te falei umas mil vezes para sair dessa, depois não diga que não lhe avisei! — exclama impaciente, sem conseguir compreender o porque do amigo ser tão insistente no que se refere ao relacionamento com o “poste da faculdade” (que ele nem gosta tanto assim).

— Poupe-me de lições de moral, Sehun, olha a hora — aponta para o relógio, indicava nove e meia da manhã. — Você realmente acha que agora é momento para me encher o saco?

— Deixe de ignorância comigo, hyung.

O mais novo tinha repentinamente aparecido ao lado de Baekhyun, este que estava muito tranquilo encostado em seu armário, com suas roupas justas e o mesmo sorriso de canto de sempre, era impossível para o rapaz não sorrir quando observava o suposto “amor para toda a vida”. Sehun estava mais que entediado do mesmo papo de sempre, das mesmas desculpas esfarrapadas para fugir dos assuntos e da falta de detalhes no que se refere ao relacionamento que seu hyung tinha com aquele garoto fechado que cursava música. Ao menos na faculdade, Chanyeol era um garoto de poucos amigos e notas altas, não parecia ser algo além de um estudante sem graça, chato e nerd.

Entretanto, sabia que era festeiro, consegue arrancar de Byun algumas histórias.

Não conseguia compreender como um garoto tão popular e agitado como seu amigo, estava tão preso a aquele mal-educado. Quando será que o hyung entenderia que Sehun quase implorava por atenção?

Parecia que demoraria eternidades para que isso acontecesse sem nenhuma interferência por parte do dongsaeng.

Seus devaneios são interrompidos quando recebe uma forte cutucada no antebraço, ergue o olhar e percebe que Byun olhava-o um tanto quanto entediado, muito provavelmente já havia o chamado algumas vezes e o ruivo não tinha percebido. Escutou um simples “vamos logo!” e permitiu-se ser puxado pelo hyung que o levava segurando a longa manga do casaco que Oh usava. Sentiu olhares pesando sob si, bastou virar o rosto e em alguns milésimos de segundos, viu quem o encarava.

Chanyeol, fuzilando-o como nunca, sem que ninguém percebesse além dele.

Oras, o que estava acontecendo? Sehun não entendia nada, não sabia de nada.

[...]

A aula estava passando devagar demais para o gosto de Baekhyun, o jovem já estava impaciente de tanto falatório – cujo assunto ele sabia até de trás para frente – e só queria sair da sala, ou simplesmente abaixar a cabeça para dormir. Não faria o primeiro porque não poderia, e o segundo, porque não estava afim de escutar sermões de seu professor sobre “como é importante prestar atenção na aula duma faculdade e o quão inadmissível é dormir durante as aulas”. Por vezes, sentia que ele tratava seus alunos como se ainda estivessem no grau médio, e não no superior, e nada irritava tanto Baek quanto ser tratado como alguém mais novo do que é.

Não há necessariamente um motivo, apenas não gosta de ser tratado como criança, tem esse gosto natural de ser tratado de igual para igual.

Prestes a abaixar a cabeça para tirar uns poucos minutos de sono, sente uma bola de papel atingir o seu nariz no processo, chegando bem perto do olho. Pisca algumas vezes antes de ver quem atirou.

— O que você quer, Jongin? — ríspido e chateado por ter sido interrompido, questiona. — Não ‘tá vendo que eu quero dormir um pouco?

— Não, sou cego, não percebe ou apenas se faz de imbecil? — o cinismo já se faz presente em sua voz, parecia uma disputa para saber quem é mais ignorante. — Pare com essa ignorância toda, só quero conversar.

— Ótima maneira de iniciar uma conversa — deita a cabeça sob os braços, virando-a para poder ver Kim com clareza. — Quer falar sobre o que?

— Você sabe muito bem o que.

— Ah não, Jong-

— Nem vem, hyung! Você pode até não falar tudo para aquele tal Sehun, mas para mim, vai nem que seja a força — usa de seu autoritarismo – nada educado, já que se trata de seu hyung – que nem deveria existir. — Pode começar, sou todo ouvidos.

— Não tem o que falar — sussurra, como se estivesse tentando se convencer que nada acontece entre ele e o “dito cujo”. — Só transamos, de novo, como sempre. Sem compromisso, também como sempre.

— Vocês deveriam parar com isso, não é saudável — aconselha, lembrando-se que não é a primeira vez que diz isso ao moreno a sua frente. — É sempre assim, numa festa ou numa social entre amigos. Enchem a cara, transam, depois agem como se nada tivesse acontecido e sequer olham na cara um do outro quando esbarram nos corredores da faculdade! — dita, achando absurdo tudo aquilo. E de fato era, Baekhyun sabia disso, só não sabia como mudar. — Hyung, eu só quero o seu bem, tanto eu quanto você temos completo conhecimento do “namoro” de Chan-

— Não fale o nome dele assim alto, pelos céus!

— Desculpe — é direto assim que percebe realmente ter elevado a voz, preferiu acreditar que o assunto incomodante acabou por fazê-lo exagerar um pouco. — A gente sabe que Park tem uma namorada, que ‘pra piorar, começaram a se relacionar depois de vocês dois. Aquele cara é um cafajeste que vai morrer dentro do armário! Você sabe!

— Por mim, que morra — dá de ombros, verdadeiramente despreocupado. — Jongin, você sabe que eu sou um cara assumido para o mundo, incluindo meus pais que me amam como sou. Sinceramente? Não me preocupo muito com o que Park esconde ou deixa de esconder, é o risco que ele corre, eu não tenho muito a me envolver no que se refere ao relacionamento dele.

— Você foi tão contraditório no final dessa frase que até doeu em mim — reclama. — Não tem muito a se envolver? Por favor, é capaz de você transar mais com ele do que ela.

Desta vez, Byun não conseguiu segurar o riso.

— Não seja tão indelicado — pede, ainda rindo. — A traição é dele, não tenho nada a ver com isso.

— Se sabe que ele namora, você é tão sem caráter quanto.

E como em todas as conversas que Baekhyun tem com Jongin, o seu maior confidente, ele sempre recebe uma espécie de facada conhecida como a verdade. Kim nunca mediu palavras com o hyung, por mais que soubesse que deveria respeitá-lo, sempre achou que Byun merecia ouvir algumas coisas que o rapaz tanto insiste em esconder de si. Apesar de ser apenas um grande amigo, insiste em dar lições de moral e reclamar quando faz algo errado, ainda é bobo o suficiente para dá-lo os seus melhores abraços e oferece-lo um colo amigo para chorar quando necessário.

Tratava-o como um filho, sim, Jongin agia como uma mãe ou um pai. Mesmo sendo mais novo.

— Você sempre faz isso, não é? — choraminga. — Tem sempre que ser tão direto.

— Eu sou o único que faz isso, é para o seu bem, ouvir as verdades da boca de alguém. Sua mente é tão forte que esconde a realidade ‘pro seu coração, é importante ser sincero com todos hyung. E acima de todos, tem o consigo mesmo. Seja mais sincero, confie mais em si, você precisa conhecer o mundo que está debaixo do seu nariz — dita. — E eu tenho quase certeza que aquele Sehun é doidinho por você, ele provavelmente quer lhe dar alguns pegas.

— Eu sei.

— E por que não se aproveita? Pelo amor de Deus, um cara gato daqueles, minha nossa senhora — abana-se um pouco, semelhando calor.

— Não quero fazê-lo achar que guardo algum tipo de sentimento, Sehun é como uma criança um tanto quanto ingênua. Ele não conseguiria entender que não quero nada além de me divertir.

— Só quer saber de luxúria, você é um safado, Baekhyun-hyung! — exclama um tanto alto, fazendo boa parte dos olhares da sala pesarem sobre si. Baek rapidamente vira o rosto, escondendo entre seus braços e deixa Jongin passando a vergonha “sozinho”. — Perdão, foi sem querer — seu sorriso envergonhado teria sido hilário para o outro com quem conversava, caso tivesse o visto. Algumas risadas baixas foram ouvidas e o Kim sentiu a face esquentar, ruborizando com a timidez. — Vai ter volta.

— Eu não fiz nada, você quem fez escândalo — sussurra, ainda rindo.

Passaram-se uns dez minutos até a aula finalmente acabar, as glórias que Baekhyun dava eram tantas que poderiam estremecer os céus, nunca gostou muito de assistir aulas, preferia estudar sozinho em seu quarto. Como nunca tirou notas baixas, seus professores não questionavam seu comportamento preguiçoso em sala.

Conseguia facilmente se concentrar nas matérias, afinal, nada melhor que estudar o assunto que realmente gosta. Baek é um rapaz de exatas, sempre gostou de cálculos mentais e engenharia se tornou seu mais novo amor. Gostava de resolver coisas que pareciam impossíveis para outros, gostava da superioridade e nada melhor do que conseguir algo que nem todos conseguem – é uma sensação de inteligência de um entre vários, ele diz.

Por aquela aula ter durado pouco mais de duas horas, o moreno beirava a tontura por não ter tomado café e já ser a hora do almoço, precisava urgentemente pôr algo no estômago. Encontrou-se com MinSeok durante o percurso, que saltitava por estar prestes a comer, um grande esfomeado. Tagarelavam sobre algumas curiosidades – vulgo fofocas – dos calouros e veteranos, rindo vez ou outra e sussurrando quando a novidade era um tanto vulgar demais. Ninguém precisava saber! Além deles, não é?

E tudo corria bem, bem demais para ser verdade, a ilustre imagem que teve quando chegou ao restaurante não foi das melhores de sua vida. Dentre todos os restaurantes nas redondezas, por que justamente o que estavam indo? A vida é muito injusta para Byun Baekhyun.

Chanyeol e sua namorada, SooYoung, com uma aura fofa e romântica demais para um traidor e uma corna. Não pôde segurar o riso, recebendo a curiosidade de MinSeok como resposta, questionando-lhe o que aconteceu e respondendo com uma simples negação.

— Você está rindo, eu sei o motivo. Hyung, você é uma cobra — Jongin surge sem mais nem menos, assustando os dois. — Na verdade, eu não sei se é uma cobra ou escorpião.

— Como assim?

— Você solta veneno pela boca e pelo rabo — e quando finalmente entende, dá-lo um tapa estalado no braço. — Desculpa, foi mais forte que eu.

Compram seus devidos almoços e sentam numa mesa não tão distante assim dos dois Park. Incomodava um pouco, mas não poderia evitar, o restaurante estava cheio e só tinha esse lugar – ou perto do banheiro. Era irritável o quanto que SooYoung conseguia ser bonita, uma aura angelical que conseguia atrair qualquer rapaz para perto de si, Soo aparentava estar completamente apaixonada por Chanyeol e lá no fundo – bem no fundo – isso fazia Byun sentir-se culpado, mal. Deveria sentir mesmo, sabia disso, mas é muito mais fácil culpabilizar apenas o outro do que colocar-se no meio da confusão.

De fato, uma cobra.

Ou um escorpião.

[...]

Com o óculos levemente caído no nariz, pálpebras um tanto baixas – comprovando o cansaço – e os cabelos desarrumados, Byun estudava como todas as madrugadas. O relógio apontava uma e quarenta quando seu celular vibrou.

[01:40] Park Chanyeol: Apareça aqui, você sabe onde.

[01:40] Byun Baekhyun: E se eu não quiser?

Segundos depois de enviar, seu celular vibra novamente. Dessa vez, uma ligação.

Está me desafiando, Byun?

— Eu? — cínico, tentando não fazer barulho e provar a Park que estava se organizando para ir até onde ele dizia. — Eu já te desafiei alguma vez?

Todos os dias — bufa estressado do outro lado da ligação. — Venha cá, eu tenho algumas bebidas, amanhã é final de semana e não temos aula. Sei que não bebe em dias letivos, fui cuidadoso!

— De vez em quando faz bem aos outros, se preocupar sabe? — fecha a porta, indo para o local de encontro.

Quanta ironia com seu dongsaeng favorito — sorri ladino. — Vai dizer que não?

— Não — desliga, sem precisar bater na porta para ser recepcionado pelo rapaz alto. — Boa madrugada, Chan — adentra, escutando a tranca em seguida. Ao ser abraçado por trás, vira-se. — Você cheira a cigarro.

Selam os lábios, sem permissões para envolver a língua, estavam tão acostumados um com o outro que já conheciam toda a extensão física e sabiam como provocar sem esforçar-se para tal. Byun leva suas mãos até o pescoço do corpo alheio, acariciando com a ponta dos dedos o maxilar relaxado, enquanto o outro depositava as suas na cintura e se aproximava cada vez mais. Quando não sobrou mais espaço, simplesmente separou-os e o jogou na cama ao seu lado.

Baek percebeu que seu hálito era amargo, mas não ruim.

Com certeza, Park tinha bebido Soju. Muito Soju.


Notas Finais


será uma fic de 5shot's, ou seja, cinco capítulos (esse é o segundo), então só terão mais três daqui pra frente e por favor me perdoem se houver demora.

sigam o @wiproject porfavorzinho rs, é um projeto que visa aumentar a quantidade de oneshot's de kpop (grupos masculinos e femininos, e k-idol's separados - tipo Hyuna, Luhan) com temas mais sérios e que precisam obter seu devido respeito, sem romantizações ou coisa do tipo. Para mais informações, leiam o jornal de "Quem Somos" lá <3 temos vagas para capistas e beta-readers, o formulário de fic-writters será aberto em breve (pois já esgotamos as vagas para tal). Sou uma das adm's gerais do projeto (além de writter e beta), junto da @narissi.

um cheiro e um queijo, espero que tenham gostado e me acompanhem :)))

minhas outras fics:
jikook [mistério&romance] sendo reescrita: https://www.spiritfanfiction.com/historia/7-dias-antes-de-morrer-13265667
vhope/taejikook [comédia, crítica social] em que taehyung é louco pelo seu ultimate jung hoseok e vive um triângulo amoroso com jimin e jeongguk, retrata a vida de um kpopper (na realidade nua e crua mesmo, cês vão gostar): https://www.spiritfanfiction.com/historia/cronicas-de-um-kpopper-13576231


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