História Garrafas Vazias de Histórias - Capítulo 42


Escrita por:

Postado
Categorias Girls' Generation
Tags Taeny
Visualizações 951
Palavras 12.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Para descontrair antes do ENEM ou depois.

Oneshot
+18

Capítulo 42 - Bata Antes de Entrar


Fanfic / Fanfiction Garrafas Vazias de Histórias - Capítulo 42 - Bata Antes de Entrar

 

Eu estava de saco cheio do Ensino Médio. Os meus amigos estavam buzinando no meu ouvido sobre coisas que eu não queria saber. E foi por isso, que eu resolvi que não esperaria até a hora do término da escola acabar e iria para casa. O professor tinha faltado, uma boa parte ja tinha ido embora mas eu precisava esperar meu pai chegar pra me buscar de carro. E eu não iria atrapalhá-lo no trabalho pra fazer isso. Minha meia-irmã mais velha estava na faculdade, pelo menos, eu achava isso e minha madrasta também estava trabalhando. 

Então foi por isso, que eu resolvi pegar o ônibus. Isso não me mataria. O meu pai tem um grande problema com transporte público, ele sempre dá um jeito de me enfiar no seu carro ou no da minha irmã. 

Eu cheguei em casa sem fazer muito barulho. Resolvi entrar pela porta do jardim, ja que o ônibus me deixava atrás da minha casa e eu não queria dar a volta só pra entrar pela frente. Eu esperava não ver ninguém em casa, afinal, todos deveriam estar trabalhando e estudando.

Felizmente a porta de trás estava aberta e eu apenas empurrei o vidro para o lado, me dando passagem. E assim que dei meus primeiros passos dentro de casa, eu ouvi gemidos altos e arfadas ruidosas. 

Eu sei que eu deveria dar meia volta, mas meu instinto curioso me fez chegar mais e mais perto do tal gemido. Atravessei o corredor branco, com apenas poucos quadros de arte na parede quase que na ponta dos pés e me escorei para ver o que estava acontecendo.

E foi quando eu tive o maior choque da minha vida.

Eu ja sabia que minha meia-irmã era lésbica. Ela era assumida pra família toda. Mas eu nunca vi ela em ação.

Eu nunca tinha visto ela beijando uma mulher. E, agora, eu estava vendo uma menina sentando e rebolando no seu rosto.

Isso era tão errado.

As duas estavam no sofá, a Tv estava ligada numa coisa qualquer e as roupas da garota estavam todas jogadas pela nossa sala. Minha meia-irmã só tinha calças e meias nos pés, seus seios já estavam pra fora e ela estava realmente comendo a garota. Sua boca estava trabalhando numa vontade louvável. A menina praticamente quicava no seu rosto, enquanto gemia feito uma cadela e xingava minha meia-irmã e sua língua gostosa pra caralho.

Eu comecei a me sentir quente. Senti espasmos no meio das minhas pernas e me escorei na parede. 

Elas não pareciam que iriam parar tão cedo. A menina saiu do rosto da minha meia-irmã e eu fiquei com medo de ser descoberta. Sai de casa pela porta do jardim e fui pra casa da minha tia por ali perto.

Mas a minha cabeça não parava de pensar nas duas garotas fodendo no sofá.

Eu deveria bater antes de entrar.

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Depois da cena que vi. Comecei a me sentir estranha perto da minha meia-irmã. Uma tensão tomava o meu peito e eu não conseguia tirar a imagem da menina rebolando no seu rosto. 

Tão ruim.

-Huh?-Ela me perguntou. Eu acho que fiquei tempo demais olhando para ela.-Você quer?-Ela me estendeu a garrafa de leite.

Eu pisquei voltando pra realidade e expulsando a imagem erótica dela. Limpei a garganta.-Não.Obrigada.

Ela deu de ombros e virou a garrafa na garganta. Ela bebeu todo o leite e um filete branco desceu pela lateral do seu queixo. Minha mente pervertida me jogou imagens eróticas novamente e eu senti minhas bochechas esquentarem. 

-Acabou o leite.-Ela anunciou. Passou a mão pra limpar a trilha de leite que sujou seu rosto e depois descartou a garrafa na lixeira.-Tem que avisar ao seu pai, que acabou o leite.-Ela avisou enquanto limpava as mãos na pia da cozinha.

Meus olhos caíram para o seu corpo. Ela tinha um corpo bonito, eu tinha que admitir. Nunca tinha reparado nisso antes. Eu sempre a achei uma mulher bonita mas nunca tinha realmente parado para notar ela. 

Me senti quente.

-Ei! Ei!-Ela chamou minha atenção estalando os dedos no meu rosto e eu movi meus olhos para o seu rosto.-O que está acontecendo com você, hein? Tá tão estranha hoje.-Acusou.-Eu falo com você e você nem responde.-Reclamou.

Eu puxei uma boa dose de ar.-Desculpa.-Encolhi os ombros.-É apenas o colégio. Estou preocupada com um projeto de ciências.

Ela me analisou por um tempo mas assentiu no final.-Sei como é. Se precisar de ajuda..-Ela falou contornando o balcão e seguindo para sala.

Para o sofá.

O mesmo sofá que ela comeu a menina mais cedo.

Droga.

Eu tenho que parar de lembrar disso.

Me movi pra pegar água na geladeira e me refrescar. Assim eu poderia esfriar meu corpo quente. Terminei de beber a água e me juntei com ela no sofá.

O sofá…

Minha meia-irmã ficou trocando de canal até tentar achar algo que a agradasse, por fim, resolveu parar em um sitcom dos anos 90. 

-Meninas.-Meu pai desceu as escadas com a esposa enquanto abotoava os botões do blazer.-Estamos indo.-Ele passou por de trás do sofá e parou perto da porta da casa.-Se comportem.

Nós duas viramos o pescoço pra olhar para eles por cima dos ombros. Os dois estavam lindos. Eram um casal de meia idade e tanto.

-Relaxa.-Minha meia-irmã disse despretensiosamente.

-Taeyeon.-Meu pai me chamou.-Você é responsável agora. Cuide bem de Tiffany.-Ele falou e eu girei os olhos.

Cuidar de mim? Eu ja tenho 17 anos e ainda preciso ser cuidada? Não preciso de uma babá. 

Taeyeon riu.-Pode deixar, Simon. Eu vou cuidar da sua princesinha.-Ela brincou e apertou de leve minha bochecha.

E eu não gostei nada disso.

-Tiffany.-A voz era feminina dessa vez e eu olhei pra minha madrasta. A mãe de Taeyeon.-Você também é responsável. Principalmente, por não deixar Taeyeon trazer ninguém para cá.

Tive que rir e Taeyeon deu de ombros.

-Pode deixar.-Confirmei e Taeyeon me deu um leve  empurrão com o cotovelo.

-Estamos indo lá.-Meu pai tomou a palavra final.-Não vamos chegar tarde. Deixei um dinheiro na gaveta da cozinha, caso vocês queiram pedir algo para o jantar.-Avisou.

-Valeu.-Agradeci por nós duas.

-Tchau meninas.-Minha madrasta se despediu e tomou a mão do meu pai pra sair da casa.

Uma vez que eles estavam fora, eu voltei minha atenção para Taeyeon e a TV. Ficamos por quase meia hora em silêncio, apenas vendo televisão e, vez ou outra Taeyeon puxava o celular pra fazer alguma coisa. Até que ela tomou um longo suspiro e quebrou nossa teia de silêncio.

-Eai, quer fazer o que?-Me perguntou. 

O sitcom tinha acabado e estava nos comerciais para iniciar outro programa chato.

-Hum..-Encolhi os ombros.-Sei lá. O que você quer fazer?

Taeyeon entortou a boca e moveu os olhos para outro ponto da sala.-Sei lá. Quer assistir um filme? Eu peguei um emprestado mais cedo, mas nem consegui assistir ele.

Deve ser porque tinha uma menina sentada no seu rosto. Realmente, não tem como ver assim. 

Eu dei de ombros.-Pode ser.

-Beleza.-Ela se levantou do sofá num pulo.-Vou fazer a pipoca.-Anunciou e seguiu para a cozinha.

Eu suspirei na sala. Droga! Eu tinha que parar de pensar na cena de mais cedo. Precisava tirar a imagem selvagem e erótica da minha meia-irmã da minha cabeça.

Taeyeon ficou lá fazendo a pipoca e mexendo no celular. Consegui ver ela rindo pra tela enquanto se escorava no balcão e esperava a pipoca estourar no microondas. Resolvi navegar pelos canais e procurar algo legal pra passar o tempo. 

Taeyeon voltou com a pipoca em duas vasilhas e entregou uma a mim. Eu me levantei pra fazer suco e servir nos copos para gente. Uma vez que ela fez a pipoca, era justo que eu tomasse essa tarefa. Quando eu voltei para sala equilibrando os copos cheios de suco nas minhas mãos, Taeyeon seguiu para a TV e iniciou o DVD.

Ela voltou para o lugar no sofá, pegou um copo que eu deixei na mesa de centro para ela e eu me sentei do seu lado.

-Que filme é esse?-Perguntei.

Ela bebeu um pouco do suco, colocou de volta na mesinha e cavou um pouco de pipoca.-Não sei. É algo sobre um rei.-Deu de ombros.

Eu não fiz mais perguntas e prestei atenção no filme que já tinha começado. Eu tentei prestar total atenção no filme mas só conseguia pensar que ela não viu ele, porque estava transando no sofá da sala.

Comecei a me sentir quente novamente e não tinha mais suco em nenhum dos copos. Minha vasilha de pipoca estava quase no fim, bem como a dela.

-Hum..Taeyeon..-A chamei e Taeyeon olhou para mim.

-Huh?

Eu respirei fundo e mordi a ponta dos meu lábios. Eu não deveria perguntar essas coisas para Taeyeon, mas eu tinha tanta coisa presa e desconhecida me acontecendo. Eu nunca tinha me sentido assim por ninguém antes, essa quentura interna estranha e essa excitação natural. Eu namorei apenas um cara, não durou muito mas eu não me senti assim com ele. O que tudo isso significava? Eu também gosto de meninas? Eu queria respostas. 

Duas mulheres me deixaram excitadas e isso era novo e assustador para mim.

-Hum…-Voltei a murmurar e ela franziu o cenho. Não estava entendendo nada.-Quando você descobriu que gostava de meninas?

Taeyeon subiu as sobrancelhas antes de aliviar a expressão e rir baixo.-Hum..sei lá. Desde sempre, eu acho.

-Sempre?-Questionei. 

Taeyeon subiu os ombros.-Quer dizer, não sempre, sempre. Mas desde que eu despertei sexualmente, eu sinto que eu gosto de mulheres.-Ela me explicou da melhor forma possível. Dava para ver que ela estava realmente se esforçando pra me explicar.-Por que, ta achando que é lésbica também?-Provocou.

Eu engoli em seco. Não era uma pergunta tão idiota assim.-Er...

-Oh!-Taeyeon me interrompeu.-Você está mesmo!

Eu encolhi os ombros.

Ela apertou a minha coxa num carinho fraternal. Não havia nenhum tipo de malicia.-Se você tem dúvidas disso, precisa achar uma menina e experimentar. 

Eu fuzilei a mão de Taeyeon na minha coxa. E de repente, eu queria que ela fizesse alguma coisa com ela. Esse pensamento me assustou tanto, ao ponto de que eu encolhi as pernas para o sofá e Taeyeon tirou a mão para não atrapalhar.-Achar uma menina?

-Uhum.-Ela respondeu e parou o filme.-Eu até te apresentaria uma das minhas amigas.-Uma pausa.-Mas elas são todas vadias safadas e elas podem tirar sua inocência.

-Minha inocência?-Perguntei quase ofendida. Eu tenho 17 anos, não 7.

Taeyeon se levantou do sofá e levou a vasilha vazia e os copos para cozinha. Ela deixou tudo dentro da pia e abriu a geladeira pra pegar algo.-Quer cerveja?-Me perguntou.

-Quero.-Respondi.

Eu gostava de Taeyeon por isso. Ela não agia como uma irmã mais velha superprotetora. Ela me tratava como uma adulta e me acobertava nas coisas que eu queria fazer e meu pai não deixava. 

Meu pai não poderia nem pensar que eu bebo cerveja com ela. Nem pensar.

-Aqui.-Ela me entregou uma latinha aberta e se sentou do meu lado novamente.-Inocência sim.-Ela retomou o assunto enquanto eu bebia da cerveja gelada.-Você já não é mais virgem?

Eu quase engasguei com a cerveja mas me forcei a não fazer isso. Seria um pouco estúpido.-S-So-u virgem.-Respondi um pouco envergonhada.

-Ei…-Taeyeon segurou meu rosto pra parar de encarar o chão.-Não fique com vergonha. Não tem nenhum mal nisso.-Ela tentou me deixar melhor.-Na verdade, é até muito bonito que você espere o momento certo.-Ela sentenciou e soltou meu rosto.

Me senti quente mas não por aquele motivo. Me senti quente, porque me senti amada e respeitada. Minhas amigas só sabiam me pressionar pra perder a virgindade e Taeyeon foi a única pessoa que me disse palavras bonitas sobre isso. 

-Obrigada.-Agradeci e sorri para ela.

Taeyeon sorriu e bagunçou meu cabelo de leve.-Sem problemas, fany.-Ela deu play novamente no filme e voltou a beber a cerveja.

Eu deveria ter ficado calada e assistido o filme com ela. Talvez o pouco do álcool da cerveja, tenha feito um efeito mais rápido porque eu não tinha comido corretamente. Eu não sei. 

Mas eu abri a minha boca pra falar coisas que eu não deveria falar.

-Tae..Taeyeon..-A chamei novamente e ela apenas fez um som com a boca pra provar que tinha me ouvido.-E se você me ajudar…

Ela tirou os olhos da TV e olhou para mim confusa.-O que, te ajudar com o que?

Meus olhos estavam para o chão e eu não conseguia olhar para ela. Estava morrendo de vergonha mas ja tinha começado a falar e ela estava interessada em saber.-A experimentar…

-Experimentar?-Taeyeon perguntou franzindo mais o cenho, e a medida que sua cabeça ia trabalhando pra entender tudo, o seu rosto ia se mudando de confusão para surpresa.-Oh…-Deixou sair.

Ninguém falou nada por alguns minutos. Só os atores britânicos na TV.

-Isso seria estranho, Tiffany. Eu sou sua irmã.-Ela voltou a falar.

Eu respirei fundo.-Não é de sangue.-Argumentei e a encarei por breves segundos. 

Taeyeon demorou um tempo pra pensar em um próximo argumento. Ela virou toda cerveja na garganta e ficou batendo o anel do dedão na lata.-Mas moramos juntas e até dividimos o mesmo quarto.-Ela contra-argumentou.-E eu sou mais velha que você...isso é…

-Você é só 3 anos mais velha que eu.-Pontuei.

-Não somos irmãs de sangue. Mas moramos juntas e isso seria muito estranho..-Uma pausa.-E errado.

Não falei mais nada, bem como ela também. Encerramos o assunto ali e eu me arrependi de ter falado tudo aquilo, mas não tinha como voltar atrás.

Taeyeon levantou pra se desfazer da latinha vazia e quando voltou para sala, ela se deitou no outro sofá vazio.

Ela se afastou de mim.

Que merda eu tinha feito.

Nossos pais chegaram antes da meia noite. Faltava poucos minutos para tal. Eu e Taeyeon tínhamos pedido pizza, estávamos ainda comendo quando eles chegaram. 

Papai se sentou no sofá e puxou uma fatia de pizza enquanto contava sobre o tempo que passou com os vizinhos e amigos. 

-Estou saindo.-Taeyeon avisou a todos. Ela me olhou com um certo nervoso e saiu de casa.

Meu pai suspirou e me olhou.-Prometa que não vai sair tão tarde da noite assim?

Eu apenas ri dele e voltei a comer a minha fatia.

--------------

Eu estava tentando dormir quando ouvi barulhos no quarto. Eram barulhos baixos, de quem está se esforçando para não fazer.

Mas eu me movi na cama e encarei a sombra preta se movimentando no quarto.-Estou acordada.-Avisei.

-Ainda acordada?-Ela acendeu a luz.-Por quê?

-Estou pensando.

Ela suspirou.-Não pense muito.-Ela disse e foi para o guarda-roupa. Ela tirou um conjunto de moletom de lá e saiu do quarto pra usar o banheiro no corredor. Sem antes, esquecer de apagar a luz para mim.

As coisas estavam estranhas entre nós.

E eu tinha feito aquilo.

Sabe-se lá quanto tempo ela demorou no banheiro, mas não foi o suficiente pra eu finalmente pegar no sono. Por isso que quando ela voltou, eu ainda estava acordada.

-Ainda acordada?-Taeyeon quebrou o silêncio e se deitou na cama dela.

-Uhum. Não consigo dormir.-Admiti pra ela.

Taeyeon suspirou e se ajeitou na cama.-Apenas feche os olhos.

Eu não disse mais nada.

Eu tentei dormir. Taeyeon virou para a parede, puxou as cobertas e se ajeitou para dormir.

O quarto ficou em completo silêncio por vários minutos, eu não consegui dormir e minha meia-irmã também não. Porque ela não parou de se remexer na cama.

-Okay. Tudo bem.-Taeyeon cortou novamente o silêncio e eu me assustei. Ela sentou na cama e acendeu a luz da luminária.-Eu vou te ajudar.

-Me ajudar?-Perguntei me desfazendo das cobertas e também me sentando.

-Sim.-Ela sentou na minha cama.-Mas ninguém vai poder saber disso. Morre aqui.

Eu prendi a respiração sem me dar conta disso. 

Na meia luz, eu quase não conseguia ver o rosto completo de Taeyeon e isso fez tudo ficar mais erótico e até romântico. 

Taeyeon se remexeu no colchão várias e várias vezes antes de me enfrentar. Seus olhos refletiam uma ansiedade e um medo fascinante.

-Vamos lá.-Ela falou pra se convencer e respirou fundo.-Feche os olhos. Eu vou beijar você.

Eu fechei os olhos como uma garotinha obediente que eu era. Meu coração estava batendo tão rápido, que eu pensei que fosse morrer.

Os lábios da minha meia-irmã tocaram os meus por breves segundos.

-Sentiu algo?-Ela perguntou.

Eu balancei a cabeça.-Esse beijo…

Taeyeon exalou.-Você está certa. Isso não foi realmente um beijo de verdade.-Falou e parecia estar falando pra si mesma.-Feche os olhos novamente.-Eu a obedeci e ouvi quando ela engoliu em seco. Tamanho era o silêncio no nosso quarto.-Abra um pouco a boca.-Pediu.

Taeyeon foi chegando mais e mais perto. Eu estava de olhos fechados, mas podia sentir um calor a mais se aproximando mais e mais de mim.  

Nossos lábios se encostaram mais uma vez; mas diferente da primeira, ela movimentou os lábios e eu acompanhei.

Eu já sabia beijar. 

O beijo se manteve calmo e sem língua. Até que eu deixei meus instintos me dominarem e enlacei o pescoço de Taeyeon pra aprofundar mais o beijo e empurrar minha língua. Contrariando o meu pensamento, Taeyeon não se afastou ou quebrou o beijo. Pelo contrário, ela enfiou as mãos na minha cintura e empurrou a língua dela.

Nosso beijo se tornou mais molhado e pecaminoso. 

As mãos de Taeyeon apertaram a minha cintura de uma forma gostosa e eu não consegui esconder um gemido de prazer. E esse pequeno barulhinho, que saiu da minha boca sem eu ter controle sobre ele; foi o estalo pra Taeyeon se afastar quebrando o beijo.

-Hum…-Limpou a garganta.-Pronto.-Sentenciou.-Sentiu algo?

Eu respirei fundo. Não saberia responder. Eu me senti ansiosa, nervosa e meu coração bateu como um louco. 

-Boa noite.-Ela disse de uma forma mecânica e seguiu para a sua cama. 

Eu não consegui mais dormir de jeito nenhum. 

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No dia seguinte, eu fui para a escola como um zumbi e Taeyeon não era diferente quando ela acordou para a faculdade. Eu ja estava na mesa do café da manhã, comendo algumas frutas e ouvindo meu pai falando no celular enquanto tentava beber o café.

Taeyeon desceu as escadas completamente pronta para ir a faculdade. Ela não me olhou, apenas fez caminho para uma cadeira perto do meu pai e encheu uma caneca de café para ela.

-Cadê a mamãe?-Ela perguntou, não me olhou e nem ao meu pai. 

-Ela teve um problema com uma encomenda.-Respondi. Meu pai estava no telefone, e eu sabia que a mãe dela estava fora. Não haveria mal nenhum em responder isso.

Ela apenas assentiu sem tirar os olhos do pão que ela cobria de geleia.

Meu pai terminou sua ligação e bufou irritado. Ele nos olhos, levantando da cadeira e vestiu o terno.-Tenho que sair agora. Infelizmente, não vai dar pra te levar dessa vez.-Ele me disse.

Eu dei de ombros.-Posso pegar um ônibus.

-Nada disso.-Meu pai rejeitou minha ideia. Ele e seus problemas com transporte público, um dia ainda o confrontaria sobre isso.-Taeyeon.-Ele chamou e tocou o ombro da minha meia-irmã.

E eu queria me opor a qualquer coisa que ele fosse pedir a ela. E já tinha uma ideia do que era.

-Huh?

-Pode levar Tiffany a escola? Sei que é no seu caminho.-Ele pediu.

Taeyeon abriu e fechou a boca várias vezes. Ela queria pensar num jeito de se livrar dessa sem entrar em problemas.

-Papai!-Chamei sua atenção e até mesmo Taeyeon olhou para mim.-Não é preciso incomodar Taeyeon. Eu posso pegar um ônibus ou um táxi. Isso não é problema.

-Por que você vai tomar o transporte público, se sua irmã tem um carro?-Ele perguntou ajeitando a gravata.

-Porque…-Tentei explicar mas não sabia como. Taeyeon ja havia me levado pro colégio várias e várias vezes, isso nunca foi um problema para ela antes. Não poderia ser um da noite pro dia.

-Eu levo.-Taeyeon findou logo a discussão.-Pode deixar, Simon. Eu levo a Fany.-Ela disse de uma forma quase mecânica. Quase como se ela fosse programada pra dizer isso.

-Ótimo.-Ele pegou a pasta na cadeira, olhou rapidamente para tudo que tinha dentro.-Vejo vocês no jantar. E não se esqueçam, que hoje é o dia do jantar com a tia.-Avisou.

Nós duas assentimos.

-Beijinhos.-Meu pai veio rapidamente me deixando um beijo na cabeça e depois fazendo o mesmo com Taeyeon. Ela enrugou o nariz, foi engraçado.-Tchau, tchau.-Ele acenou pra gente e saiu da casa.

Eu fiquei com Taeyeon sozinha mais uma vez. Eu podia ver que ela estava evitando me olhar, porque na primeira oportunidade ela enfiou o rosto na tela do celular e ali ficou. Eu, por outro lado, resolvi limpar minha louça e a caneca do meu pai. 

Ficamos assim por longos minutos até Taeyeon levantar e me chamar para o carro. Terminei de lavar a louça, e assim que ela seguiu pra pegar a chave eu pegueii a minha mochila no sofá da sala. Nós saímos da casa juntas, esperei que Taeyeon tirasse o carro da garagem e adentrei o carro ja do lado de fora da casa.

Não trocamos uma palavra. Eu bati a porta do carro, puxei o cinto de segurança e Taeyeon automaticamente girou a chave e saiu com o carro dali. Percebi, no meio do caminho, que ela estava andando rápido e que sinal vermelho a irritava. 

Ela não tinha pressa de nada. Porque se tivesse, nem tinha parado pra tomar café em primeiro lugar. Ela queria se livrar de mim logo, e isso me machucou.

Taeyeon parou o carro em frente ao meu colégio e, não olhou para mim enquanto eu me livrava do cinto e pegava minha bolsa pesada no banco de trás.

-Boa aula.-Ela cortou o silêncio quando eu estava perto de puxar a maçaneta e abrir a porta do carro.

Respirei fundo.-Taeyeon.-A chamei e ela apertou o volante um pouco.-Me desculpa. Eu não deveria ter feito aquilo.-Comecei a falar. Precisava falar, porque aquele clima de ovos podres prestes a serem pisados, não estava me fazendo bem. Quero minha meia-irmã de volta.-Não gosto desse clima que ficamos.

Taeyeon respirou fundo, ela olhou para o seu lado da janela rapidamente e depois me encarou.-Não é sua culpa.-Ela tentou relaxar mas não deu muito certo. Seus ombros continuaram tensos e suas mãos não soltaram o volante.-É só que, eu não consigo te enfrentar ainda. Me desculpe. Eu estou cheia de culpa.

-Arrependida?-Perguntei. Eu não queria ouvir uma resposta positiva pra isso.

Taeyeon encolheu os ombros.-Eu não sei.-Suspirou.-Não sei bem o que sinto. Só..não se preocupe. Isso vai passar e eu vou esquecer.-Ela falou mas parecia que estava tentando se convencer, e não a mim.-Tudo vai voltar ao normal.-Concluiu.

Exalei.-Eu espero.-Finalmente abri a porta do carro e sai.

Minha meia-irmã não me esperou entrar no colégio. Assim que eu dei dois passos pra longe do seu carro, ela arrancou pra sair logo dali.

Suspirei.

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Chegou a noite e meu pai havia chegado do trabalho. Nenhum sinal de Taeyeon. Desde que eu cheguei da escola que Taeyeon não aparece. 
 
Por isso, eu passei todo o dia completamente sozinha. 

Meu pai voltou para a sala ja inteiramente arrumado para o jantar e me fazendo perguntas sobre Taeyeon que não eu sabia responder. Como eu saberia? Sou a meia-irmã mais nova dela, ela não me conta o que vai fazer ou não. 

-Ah, essa garota…-Meu pai resmungou enquanto remexia nos seus cabelos brancos.-Ligue para ela, fany. Faça alguma coisa, SonYeon está quase pronta e nada dela.

Eu suspirei. Por que eu tinha que ligar para ela? Ela nem quer falar comigo ou me ver.

-Ta.-Resolvi não discutir com ele, ja estava nervoso demais pra eu colocar mais um problema.-Me dá seu celular.

Ele franziu o cenho.-Por que, cadê o seu? Não me diga que você perdeu aquele celular carí…

-Nada disso.-Cortei ele logo.-O meu ta carregando lá em cima e eu não quero subir escadas.

-Hum..-Ela enfiou a mão no bolso da calça social tirando o seu celular de lá, desbloqueou o celular e me deu.-Preguiçosa.-Provocou.

Girei os olhos e peguei seu celular. Sua tela, era uma foto minha de Taeyeon e SonYeon quando fomos ao Shopping. Meu pai era um homem muito apaixonado. Procurei na lista de contatos o nome de Taeyeon, e achei legal que estava registrado em Família.

Mas senti um pouco de culpa também.

Disquei para Taeyeon e esperei que ela atendesse. 

-Fala, Simon.-Ela atendeu com todo aquele ar displicente e legal.

-Hum..-Murmurei.-É a Tiffany.

-Oh..Tiffany.-Ela repetiu e limpou a garganta.-Aconteceu alguma coisa?-Senti preocupação e nervosismo vindo dela.

-Não. É que estamos todos quase prontos pro jantar da sua tia. Você não vai?-Perguntei. Era o aniversário da tia dela.

-Oh! É mesmo, o jantar.-Ela pareceu se lembrar disso agora.-Vou sim. Encontro vocês no restaurante.

-Tudo bem. Vou dizer a eles.

-Tchau.-Ela se despediu e desligou logo a chamada.

Em outro momento, ela iria brincar do estresse do meu pai sobre não chegar atrasado. 

Tudo estava diferente.

E por minha culpa.

Suspirei.

Papai nos levou para o restaurante no centro da cidade. O restaurante tinha uma aposta de madeira e vidros, não era rústico e sim, elegante. As madeiras estavam pintadas de marfim bem claro no teto e no chão, nas paredes pequenos tijolos brancos revestiam todos os lados juntos de janelas de vidros. As mesas tomavam um contraste com a claridade da madeira e harmonizava num tom bem mais escuro, chegando ao marrom; e as cadeiras mantinham a cor clara de todo o ambiente. Lustres revestidos de ferro pintado pra imitar algo velho e antigo, ficavam acima de cada mesa. 

Achamos a aniversariante numa mesa solitária e nos aproximamos dela. Ela se levantou e abraçou todos nós antes de voltar para mesa com um semblante muito bom no rosto. Ela estava de vestido vinho com um decote em V baixo, que deixava a vista todo o seu colo branco e seu colar com pedra preta. 

Minha madrasta também estava de vestido, bem como eu. O vestido que ela escolheu foi um de caimento solto, longo como o da aniversariante mas sem muito decote e da cor verde esmeralda; ela não escolheu nenhum colar mas colocou grandes brincos de argola e pulseiras de ferro e madeira. Eu, por outro lado, apostei em um de listras brancas e pretas, discreto e que não chegava aos meus pés mas batia um pouco abaixo dos meus joelhos. Mas ela tinha uma pequena fenda na perna direita pra melhorar minha locomoção, ja que ele se agarrava ao meu corpo. 

-Cadê Taeyeon?-A aniversariante perguntou.

-Ela deve estar vindo.-Meu pai respondeu.-Disse que nos encontraria aqui.

-Então vamos esperar por ela.

Todos assentimos.

Eles começaram a falar sobre uns assuntos que eu não entendia muito bem. Se fosse antes, eu torceria pra Taeyeon chegar logo pra me fazer companhia, mas agora, eu não sei se isso seria uma boa coisa. 

A aniversariante pediu vinho. Meu pai disse que não beberia porque estava dirigindo e eu pedi uma coca-cola sem limão e gelo. Eu queria vinho mas meu pai estava ali.

Taeyeon finalmente chegou. Minha madastra e sua irmã, já estavam na segunda taça de vinho.

Taeyeon não estava vestida elegantemente para o lugar, na verdade ela tinha calças social de corte reto preta, um blusão branco sem gola com um decote em V modesto e pano translúcido.

-Me desculpem pelo atraso.-Ela disse e seguiu pra abraçar e parabenizar a tia.

-Sem problemas.-A mulher aliviou.-Sente-se.

Taeyeon olhou para a mesa e mordeu a ponta dos lábios vendo que a única cadeira vazia era ao meu lado. Mas ela não reclamou, apenas ajeitou a manga do blusão e tomou o seu triste destino. Minha meia-irmã tinha acabado de tomar banho, podia sentir o cheiro de sabonete e shampoo dos seus cabelo. Roubei uma olhadela para ela e seu cabelo ainda estava meio úmido.

-Por que você não passou em casa e colocou um vestido?-A mãe de Taeyeon a repreendeu.

Taeyeon girou os olhos.-Relaxa. Eu tomei banho.-Deu de ombros.-E Jessica me disse que isso aqui é um Ralph Lauren.-Ela puxou a ponta do blusão.-Ainda estou a caráter.-Pontuou.

Sua mãe exalou um pouco frustrada.

Quem é Jessica? Será que é a mulher que ela comeu no sofá? Droga! Mais uma vez, eu estou lembrando disso. 

Balancei a cabeça pra me afastar desses pensamentos.

-Deixe ela.-Sua tia foi na defesa de Taeyeon.-Ela ainda está muito bonita. Ela veste bem desse jeito.

Taeyeon sorriu para a tia.-Viu? E a Tia Hae, é uma estilista.-Provocou a mãe.

A mãe de Taeyeon não disse mais nada e apenas bebericou do vinho.

-Agora nós podemos pedir.-Meu pai tomou a palavra final e fez sinal para um dos garçons parados do outro lado do restaurante.

Ele entregou o cardápio a todos nós e passamos a olhar as comidas. Eu escolhi peixe, meu pai, a aniversariante e minha madrasta escolheram lagosta e Taeyeon escolheu camarão. Entregamos o cardápio de volta ao garçom e a tia pediu mais um vinho branco.

-Mais uma taça também.-Taeyeon pediu a ele. O homem apenas assentiu e saiu.

-Você está de carro?-Meu pai perguntou a Taeyeon.

-Não. Emprestei o carro a Yuri e ela me trouxe aqui.

Ele apenas assentiu.

Os mais velhos começaram a conversar sobre coisas que eu e nem Taeyeon entendíamos. Pensei em puxar minha meia-irmã pra uma conversa paralela, mas Taeyeon não me deixou brechas mexendo no celular. Resolvi pegar o meu e mexer também.

Assim que a comida chegou, eu e Taeyeon guardamos os aparelhos e assistimos o garçom colocar cada prato na mesa e depois as bebidas de cada um. 

Começamos a comer.

-Hum..vocês deveriam me visitar mais.-A aniversariante cortou o silêncio.-Tiffany é a única que vai na minha casa.-Ela sorriu para mim.-E eu só moro a duas ruas de vocês.

-Fany foi na sua casa, quando?-Meu pai perguntou. Afinal, ele não sabia disso.

-Foi..-Ela espremeu os olhos tentando espremer a memória.-Ontem. Ela chegou do colégio mais cedo, disse que não havia ninguém na sua casa e foi ficar comigo.

Taeyeon se engasgou com o vinho.

Ela sabia que eu tinha visto ela e sua “amiga.” 

Sua mãe bateu nas suas costas e aproximou uma taça de água para ela. Taeyeon agarrou a taça e virou na garganta para aliviar a ardência.

-Cuidado, querida.-Sua tia disse a ela e Taeyeon apenas balançou a cabeça em positiva.

-Desculpe.-Ela finalmente se recuperou.-Eu preciso ir ao banheiro.-Ela disse isso e levantou da mesa. Eu pude ver que ela estava suando e não sei se foi de nervoso ou pela tosse. Talvez os dois.

-Fany.-A mãe de Taeyeon me chamou e eu me inclinei para ouvi-la.-Pode ir até o banheiro e checar Taeyeon? Eu até iria, mas ela não vai me falar nada de qualquer maneira. Já você, é jovem como ela e pode se dar melhor.

Péssima escolha.

Mas eu não queria cortar o clima daquele jantar de aniversário e fiz o que minha madrasta me pediu. Fui até o banheiro no final do restaurante e não vi Taeyeon ali. Provavelmente, ela estava em uma das cabines.

Então me encostei na pia e esperei por ela. Até aproveitei o grande espelho pra dar uma ajeitada no meu cabelo e ver minha maquiagem. Tinha um grande espelho do teto ao chão que refletia quase todo o banheiro e eu admirei minha escolha de look daquela noite.

Taeyeon saiu de uma das cabines, sua cabeça estava baixa e foi por isso que ela não me viu. Mas assim que ela levantou a cabeça em frente a pia, ela me percebeu ali e lavou as mãos.

-Sua mãe me mandou aqui.-Quebrei o silêncio enquanto ela seguia pra enxugar as mãos no secador de mãos.

-Por quê?-Ela terminou de enxugar as mãos e passou na calça.

-Sei lá.-Dei de ombros e me desgrudei da pia.-Ela acha que tem algo de errado com você, me mandou pra tentar conseguir algo.

Taeyeon suspirou.-Minha mãe é muito preocupada. Não tem nada de errado comigo.-Ela finalmente virou para me enfrentar e seus olhos instintivamente cairam para o meu corpo. Não sei se ela se deu conta disso, mas seu pé direito raspou no chão como quem se afeta por algo. Eu troquei o peso das minhas pernas e ela rapidamente subiu o olhar e desviou pra parede.-Vamos voltar logo. A comida vai acabar esfriando.-Ela disse e saiu do banheiro sem me esperar.

Apenas a segui de volta para a mesa e voltei a comer em silêncio; apenas ouvindo os mais velhos falando.

Todos tínhamos acabado de jantar e o garçom passou para recolher os pratos vazios. 

Dez minutos depois dos pratos estarem fora da mesa. Um grupo de garçons arrastando um carrinho com bolo de velas ja acesas se aproximou de nós cantando parabéns. Todos da mesa se levantaram e bateram palmas para a tia.

Ela assoprou as velas no final do parabéns, logo um dos garçons retirou todas as velas e outro cortou o pequeno bolo pra nos dar fatias. Todos aceitamos. O bolo tinha recheio de abacaxi e bastante creme na cobertura. Era gostoso. Era um bolo pronto, daqueles que você compra na padaria mas era gostoso. 

Assim que terminamos de comer o bolo, a minha madrasta sugeriu que pedíssemos a conta e meu pai foi quem fez sinal para o garçom. O menino trouxe a conta e entregou ao meu pai.

Eu não prestei muita atenção neles se resolvendo com a conta porque estava curiosa sobre o que Taeyeon estava sorrindo do meu lado. Parecia algo interessante.

-Vamos tirar uma foto antes.-A aniversariante anunciou.-Menino, tire uma foto nossa.-Ela pediu ao garçom e deu o celular a ele.

Ele não tinha muita escolha e nem a gente. Apenas nos levantamos e nos empuleiramos perto da tia pra tirar foto. Acabei por ficar perto da minha meia-irmã, o garçom fez sinal de que a gente tinha que se espremer mais e eu fui levemente empurrada ao ponto de que minha bunda roçou na pélvis de Taeyeon. 

-Sorriam.-O garçom pediu.

Eu senti mãos apertarem a minha cintura e não consegui sorrir para a foto mas o menino bateu assim mesmo.

-Pronto. Ficou ótimo.-Ele anunciou e voltou o celular pra dona enquanto todos nos afastávamos. 

-Ah, fany não sorriu.-A aniversariante reclamou.-Mas ficou bonita. Vou postar.-Sorriu.

Cada uma pegou a sua bolsa, e no caso do meu pai, ele vestiu o blazer. Saimos todos juntos pra fora do restaurante, meu pai pediu ao chofer que buscasse o carro e assim ele fez. O rapaz estacionou o carro do meu pai a nossa frente e entregou a chave a ele.

-Vou com vocês.-A aniversariante anunciou e ninguém se opôs a isso. 

-Vou na frente.-Taeyeon não esperou qualquer objeção e desceu as escadas mais rápido que todos e tomou o banco do passageiro.

Entrei no banco de trás junto com minha madrasta e tia. Meu pai tomou o banco do motorista e ligou o carro.

Eu sei porque Taeyeon não queria vir atrás. Ela não queria ficar perto de mim.

Meu pai deixou a tia em casa e depois nos dirigiu para a nossa casa. Ele estacionou o carro na garagem e todos nós saímos do carro. 

Entramos em casa quando a mãe de Taeyeon destrancou a porta e eu finalmente tirei os saltos. Eu gosto de salto alto mas eles não são cômodos.

Taeyeon subiu as escadas direto, sem tirar os saltos ou parar na cozinha pra beber alguma coisa como os dois adultos fizeram. Eu sabia que todos os banheiros estavam ocupados, o da suíte tinha minha madrasta, o do primeiro andar o meu pai e o segundo Taeyeon. Então apenas sentei no sofá ainda de vestido e esperei algum deles desocupar.

Taeyeon apareceu na sala com uma roupa completamente diferente. Uma calça jeans escura, tênis brancos e uma blusa de mangas com desenhos estranhos na frente. Ela ia sair.

É uma sexta-feira. Errada, sou eu, de ficar em casa.

-Vou sair.-Ela disse e seguiu para a geladeira. Ela tirou um engradado fechado de cerveja dali.-Avise a eles que eu volto só no domingo.

Eu apenas assenti e ela seguiu para fora da casa carregando o engradado na mão.

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Taeyeon voltou apenas no domingo de noite, a tempo de comer o jantar e ouvir alguns sermões da sua mãe. Ela estava tão cansada, que apenas jantou e subiu para dormir. 

Depois que eu acabei de assistir uma série na Netflix, eu resolvi subir para dormir. Era em torno das 00:23 quando eu escovei os dentes e me ajeitei pra dormir. Taeyeon ainda dormia feito uma pedra.

Eu não sei a hora, mas em algum ponto da madrugada eu acordei pra ir ao banheiro e Taeyeon não estava mais na sua cama. Não procurei por ela e apenas fiz o que eu tinha que fazer no banheiro e voltei a dormir.

Não tinha que me importar com Taeyeon.

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Eu acordei de manhã e não vi Taeyeon na cama, mas segui para o corredor no segundo andar e o banheiro estava ocupado. Eu não sabia se era meu pai ou a SonYeon, então bati na porta e foi a voz de Taeyeon que me repreendeu.

Acho que ela voltou para casa em algum ponto da madrugada ou de manhã, e estava tomando banho pra expulsar alguma coisa. Não fiquei muito tempo pensando nisso e desci as escadas pra usar o banheiro do primeiro andar.

Nada como ter uma casa com três banheiros.

Sai do banheiro vestindo minha saia quadriculada e meu blusão branco com uma gravata amarela e marrom. Meu uniforme. Apenas segui para colocar a meia e os sapatos usando o sofá da sala como apoio.

-Bom dia.-Sonyeon me desejou assim que me viu enfiando o último sapato.

Ela estava na cozinha arrumando a mesa de café.

-Bom dia.-Disse e segui para ajudá-la.

Meu pai desceu as escadas usando seu terno de trabalho habitual e sorriu para nós duas.-Meus dois tesouros juntos.-Ele deixou um beijo na lateral da minha cabeça e um na bochecha da esposa.-Cadê a pedra bruta?

Eu tive que rir de como ele se referiu a Taeyeon e até SonYeon deixou fugir uma risadinha.

Ninguém precisou responder a ele porque logo Taeyeon desceu as escadas com sua cara de poucos amigos, evidenciando um mau humor. Mas mais do que seu mau humor matinal normal, ela estava com um semblante derrotado. Dava pra ver que ela se esforçou pra disfarçar com a maquiagem mas não deu muito certo.

-Bom dia.-Meu pai a provocou um pouco.

Ela apenas olhou para ele e balançou a cabeça.

Ela sentou na mesa mas não bebeu e comeu nada. Na verdade, ela estava apenas com a cabeça baixa e apertando as têmporas.

-Está tudo bem?-Sua mãe se preocupou um pouco.-Filha.

Taeyeon levantou a cabeça levemente e sua mãe encostou na sua testa.-Estou.-Ela se afastou da mão da mãe.-Só estou com dor de cabeça.

Ressaca.

Taeyeon estava morrendo de ressaca. Tive a certeza de que ela saiu de casa pela madrugada.

-Tem remédio na banheiro da suite.-Sua mãe avisou.

-Ta.

Eu terminei de tomar meu café da manhã e subi pra pegar meu celular e a mochila. Passei em frente ao quarto do casal, e pensei que seria legal pegar o remédio pra Taeyeon. Talvez ela se amolecesse com isso.

Entrei no banheiro da suíte e procurei o remédio para dor de cabeça. Peguei ele e desci as escadas. Meu pai ainda estava tomando café, minha madrasta mexendo no tablet e Taeyeon tentando empurrar café na garganta.

-Aqui. Trouxe pra você.-Estendi o remédio para Taeyeon.

Meu pai sorriu orgulhoso da boa filha que ele tinha e a mãe de Taeyeon sorriu tocada. Taeyeon, por outro lado, não fez nada e permaneceu de cabeça baixa.

Sua mãe estalou a língua.-Taeyeon! Ela te trouxe o remédio, pelo menos, agradeça. 

Taeyeon respirou fundo.-Eu estou agradecida. Só estou com a cabeça doendo demais pra falar.-Confrontou e pegou o remédio da minha mãe.-Obrigada, Fany.-Disse sem me olhar.

Eu não falei nada.

-Já que o carro de SonYeon ainda não está pronto.-Meu pai cortou o silêncio.-Vou ter que levá-la ao trabalho. Taeyeon, você leva fany.-Meu pai avisou e levantou da cadeira.

Taeyeon olhou para ele com faísca nos olhos mas estava com dor demais pra discutir.

SonYeon também se levantou.-Tchau, meninas.-Ela nos deixou um beijo na cabeça e depois saiu com meu pai.

Encarei Taeyeon.

-Eu posso pegar um ônibus. Ele não precisa saber.-Falei.

Taeyeon suspirou.-Eu vou te levar. 

Eu não contra-argumentei ela.

Taeyeon levantou pra encher um copo de água e tomar o remédio e eu aproveitei pra escovar os dentes. Quando eu voltei para a sala, Taeyeon estava de óculos escuro e com sua bolsa tiracolo na mão.

-Vamos logo.-Ela soltou de uma forma ríspida e eu apenas a acompanhei. 

Ela saiu com o carro da garagem e eu entrei no seu banco do passageiro. Em um silêncio sepulcral, nós chegamos no meu colégio e Taeyeon parou o carro pra eu sair. 

-Tiffany.-Ela me chamou e eu virei para ela.-Não suba a sua saia.

Franzi o cenho. O que diabos é isso?

-Eu sei que as meninas fazem isso. Quando eu estudava, as meninas sempre enrolavam as saias para deixá-la mais curta.-Suspirou.-Não faça isso. Não é legal.

-Eu não faço isso.-Afirmei. 

Ela assentiu.-Boa aula. 

Eu não a respondi e sai logo do seu carro. Por um momento parece que nosso clima não pode piorar, mas aí sempre piora.

Uma merda.

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 A semana passou com eu indo para o colégio e Taeyeon me evitando quando ela chegava da faculdade. 
 
Na quinta feira, o meu pai tinha pedido comida chinesa para todos nós e todos estávamos comendo na sala. 

-Ei.-Ele chamou nossa atenção.-Sabem que amanhã é nossa viajem, não sabem?-Perguntou.

Ah, a viagem. Eu tinha me esquecido sobre a segunda lua-de-mel deles. Droga...mais tempo de silêncio com Taeyeon.

-A segunda lua-de-mel.-Taeyeon afirmou.

-Isso mesmo.-Ele concordou e bebeu do vinho.-E você também sabe, que vai ser a responsável por Tiffany.

Eu girei os olhos. Eu não preciso de um responsável.-Papai…-Reclamei.-Eu não preciso de uma babá. Taeyeon tem sua própria vida pra cuidar.

Meu pai suspirou e limpou a boca com o guardanapo.-Não estou dizendo que ela tem que ser sua babá. Mas como a mais velha, ela tem que se responsabilizar caso aconteça algo com você. E eu espero que nada aconteça.

Suspirei. Não tinha como ele mudar de ideia e Taeyeon não disse nada contra ou a favor de tudo aquilo.

-E Taeyeon.-Mas a sua mãe chamou por ela.-Prometa que não vai fazer nenhuma festa.

Taeyeon girou os olhos.-Eu não vou fazer festa.-Respondeu de forma mecânica e sem muita confiança.

-Nós voltamos na quinta-feira.-Meu pai anunciou.-E eu espero ver essa casa do jeito que deixamos. Prometam, que não vão quebrar a casa.

Eu e Taeyeon giramos os olhos.

-Prometam.-Meu pai insistiu.

-Não vamos quebrar a casa.-Falamos juntas e sem muito entusiasmo.

-De qualquer jeito.-Sonyeon voltou a falar.-A tia Hae vai estar de olho. Pedi pra ela passar aqui pra olhar vocês, pelo menos, algumas vezes.

-Ta. Ta.-Taeyeon falou de uma forma que acabasse logo com aquilo. 

Voltamos a comer.

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Pela parte da manhã de sábado. Estávamos todos acordados para se despedir do casal e até tia Hae estava ali. Tomamos cafés todos juntos.

-Vamos sentir a falta de vocês.-SonYeon falou e abraçou a filha.

Taeyeon soltou a mão e riu.-Ah, vai sim. Aposto que vai estar ocupada demais pra pensar na gente.-Provocou subindo e descendo as sobrancelhas para denotar malícia.

Meu pai me abraçou por fim.-Se cuida, ta bom? Papai te ama.

Eu sorri para ele e deixei um beijo na sua bochecha.-Tchau, papai. Também te amo.

Ele seguiu para abraçar Taeyeon e falou algo no ouvido dela. Taeyeon apenas assentiu e eles pegaram as malas e saíram dali.

-Querem almoçar numa churrascaria comigo?-A Tia Hae sugeriu.

-Opa! Claro.-Taeyeon respondeu animada.

-Pode ser.

Tia Hae sorriu.-Ainda é muito cedo. Vocês podem voltar a dormir. Eu passo aqui na hora do almoço e chamo vocês.

Taeyeon assentiu e voltou para o quarto no segundo andar. Uma vez que eu acordo, eu não consigo mais dormir então fiquei vendo TV e a tia voltou para a casa dela.

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Era sábado pela parte da tarde. Eu tinha avisado que dormiria na casa se uma amiga da escola mas desisti. Ela só sabia falar de sexo e garotos, e eu não queria falar de nada disso. Inventei uma dor e voltei para a casa. 

Eu tinha um pouco de medo de voltar para casa sem avisar depois daquela cena, por isso eu fiz muito barulho enquanto entrava na casa. Mas não tinha ninguém na cozinha ou na sala. Movi meus olhos pelo cômodo, andei para o corredor que dava acesso ao jardim e piscina e vi Taeyeon com duas mulheres na piscina.

Uma delas eu conhecia, era Yuri uma amiga antiga de Taeyeon. E a outra, era a menina que sentou no rosto da minha meia-irmã, jamais esqueceria daquelas luzes no cabelo. Elas tinham garrafas de cerveja e eu resolvi me fazer visível e atravessei a porta de vidro pra piscina.

-Fany!-Taeyeon soltou surpresa da água.-O que está fazendo aqui, você não ia dormir na casa da sua amiga?

-Resolvi voltar.-Respondi meio contrariada. Parece que ela não me queria ali, e isso me irritava.-Por que, não posso?-Fui ríspida.

Yuri se levantou da borda da piscina.-Claro que pode.-Respondeu por Taeyeon.-Se quiser, pode se juntar com a gente.-Sorriu no final.

Vi Taeyeon fuzilando Yuri com os olhos.

-Vou colocar o biquíni.-Avisei.

Yuri sorriu mais ainda.-Não vamos sair daqui.

Eu sai dali antes que Taeyeon falasse alguma coisa. Subi para o quarto e coloquei meu biquini vermelho sangue. Era o único que eu tinha. Ele não era muito pequeno, mas colocava a vista muitas partes do meu corpo. Voltei para a área da piscina e todas elas olharam para mim. Inclusive Taeyeon.

-Uou!-Yuri exclamou e minhas bochechas ficaram quentes.-Eu nunca tinha reparado que você era tão linda.

Taeyeon bateu na coxa de Yuri.-Cale a boca.

-Qual é?-Yuri entrou na água.-Estou apenas falando a verdade.

-Ta deixando ela desconfortável.-A menina que eu não conhecia veio na minha direção.-Não ligue para elas, Tiffany. 

Ela era realmente bonita.

-Eu sou Jessica.-Ela me estendeu a mão e eu apertei.-Sou amiga dessas duas ai.

Amiga, sei. Você sentou no rosto da minha meia-irmã e eu acho que isso não é coisa de amigas.

-Prazer.-Apenas disse isso e ela sorriu.

Eu entrei na piscina junto com Jessica e Taeyeon não me poupou um olhar de censura. Ela não me queria ali, com sua amiga e a garota que ela gosta de chupar no nosso sofá. 

Foda-se.

Eu não iria embora pra agradar Taeyeon. Estava cansada disso.

-Quantos anos você tem mesmo?-Yuri me perguntou.

-Dezessete.

Ela sorriu.-Ah, isso mesmo.

Yuri tem a idade de Taeyeon. 20 anos.

-Então, Tiffany..-Jessica me chamou.-Você bebe?

-Uhum.

-Não. Ela não vai beber.-Taeyeon me cortou.

-O que, por quê?!-Perguntei indignada. O que ela estava querendo agora?

-Deixa de ser chata, Taeyeon.-Yuri foi em minha defesa.-Ela ja tem idade pra isso. E você, começou a beber mais cedo que isso.

Taeyeon bufou irritada.-Não interessa. Eu sou responsável sobre Tiffany.

Eu girei os olhos.-Você sempre me deixa beber.-Retruquei.-Qual é o problema agora?

Taeyeon me encarou com raiva.-Você não vai beber cerveja.

Eu ri debochada e peguei uma latinha pela metade na borda.-Me impeça.-E virei na garganta. 

Yuri riu.-É isso aí garota!

Taeyeon empurrou Yuri.-Cale a boca! Você não deveria incentivar a ela a passar por cima da minha palavra.

Yuri deu de ombros.-Me erra, Taeyeon. Tiffany não é mais um bebê.-Ela me olhou e piscou um olho discretamente.-Muito pelo contrário.

-Ei, ei!-Jessica chamou a nossa atenção.-Parem de brigar.-Ordenou.-E, Taeyeon, A sua irmã não vai cair de bêbada. Relaxe. Estamos de olho e ela pode lidar com algumas latinhas.

Taeyeon apenas suspirou e se afastou para o outro lado da piscina.

Fiquei ali apenas conversando com Yuri e Jessica porque Taeyeon se recusou a falar com a gente. Ela ficou apenas mergulhando e nadando em silêncio.

Problema é dela.

-Vou pegar mais cerveja.-Yuri anunciou e saiu da piscina. Ela tirou o excesso de água com a toalha branca e depois seguiu para dentro da minha casa. 

Jessica se aproximou sorrateiramente de mim enquanto Taeyeon afundava mais uma vez na água.

-Tiffany.-Ela me chamou baixo e se inclinou no meu ouvido.-Yuri está afim de você. Quer que eu distraia Taeyeon?

Eu pisquei um pouco atordoada com a nova informação. Yuri me queria. Pensei que ela só estava provocando Taeyeon.-Sério?

-Claro. Assim que você foi colocar o biquíni, ela ficou aqui falando o quando você tinha virado uma mulher bonita. Por isso, Taeyeon ficou tão irritada.

-Oh…

-Vai querer?-Voltou a pergunta.-Aproveita que ela está lá dentro e eu distraio Taeyeon aqui.-Sorriu maliciosa.

Assenti.

Eu sai da piscina e Jessica me observou se enxugar e entrar na casa. Yuri é linda, uma mulher e tanto. Tem o corpo bem cuidado, malhado e sensual. Eu poderia ter uma experiência com ela e comparar com a que tive com Taeyeon.

Yuri estava pegando bebida na geladeira e roubando alguma coisa pra comer. Ela sentiu minha presença, fechou a geladeira e me olhou com um sorriso legal no rosto.

-Que alguma coisa, fanyzinha?-Me perguntou.

Eu respirei fundo reunindo toda a minha coragem pra fazer o que eu queria fazer.-Uhum.-Segui para a cozinha e sentei no balcão.-Cerveja.

Ela sorriu e abriu uma latinha para mim.-Sua irmã está chata hoje, não é?-Perguntou e depois me entregou a lata aberta.-Nem liga para ela. 

Eu sorri e peguei a cerveja.-Eu não ligo.

Ela abriu uma latinha para ela e se escorou na pia, na minha frente. E seu biquini preto na sua pele molhada com a luz do sol da pequena janela da cozinha refletindo era uma imagem bem hipnotizante.-Sabe..eu te conheço a uns 3 anos.-Ela voltou a falar e bebeu da cerveja.-Mas você mudou bastante.-Seus olhos caíram para o meu corpo e demoraram nas minhas coxas, depois voltaram para o meu rosto e ela bebeu mais da cerveja.

Eu sorri com uma ponta de malícia e sentindo meu corpo ficando quente. Ela estava me seduzindo.-Hum..é mesmo?-Bebi mais da minha cerveja.-Também acho que você mudou.

Yuri subiu uma sobrancelha.-Mesmo, como?

-Você parece mais forte.

Ela sorriu.-É..peguei pesado na malhação.

Sorri para isso e olhei para o seu corpo. Seus músculos bem torneados dos braços e suas coxas grossas.-Ficou bom.

Ela mordeu a ponta dos lábios.-Tem namorado, Tiffany?

-Não. E você?

-Só umas amizades com benefícios.-Deu de ombros. 

Minhas sobrancelhas subiram. Talvez essa seja a amizade de Taeyeon com Jessica. 

-Jessica..-Comecei a falar. Eu queria tirar  essa dúvida e Yuri me olhou enquanto bebia da cereja.-Ela é namorada de Taeyeon?

Yuri riu quase numa zombaria.-Nah. Elas são só amigas.-Ela fez uma entonação diferente em amigas e riu.-Jessica é nossa amiga.-Concluiu.

Então Jessica tinha benefício das duas? Nossa...Jessica é uma mulher sortuda.

De repente, com toda a conversa sobre Jessica eu resolvi olhar na direção do corredor e vi pelo vidro Taeyeon e Jessica se beijando na piscina. Quando voltei minha atenção pra cozinha, Yuri estava muito próxima de mim, com as mãos a minha volta e apoiadas no balcão.

Resfoleguei.

-Será que vai ser muito errado se eu te beijar?-Ela perguntou com seu rosto se aproximando mais e mais.-Você virou uma mulher e tanto. Está muito gostosa.

Eu estremeci no tom rouco de Yuri e transbordando desejo. O meio das minhas pernas sofreu um espasmo e eu abri as coxas pra Yuri ficar entre elas.

-Se eu quero. Não tem nada de errado.-Disse.

Yuri sorriu maliciosa, antes de avançar para um beijo e agarrar minha cintura.

O beijo de Yuri era selvagem e mais imponente do que o de Taeyeon. Ela não tinha cuidado, não era lenta e não hesitou em colocar logo a língua. Suas mãos apertaram a minha cintura e eu me vi entregue.

Eu mais parecia uma boneca de pano nas mãos de Yuri do que uma garota sendo beijada. Ela levou a mão direita para os meus cabelos, embolou meus fios nos dedos e puxou minha cabeça para trás. Minha boca desgrudou da dela e eu deixei um gemido escapar. Podia sentir minha calcinha do biquini ficando úmido e meu corpo todo se esquentando.

Yuri moveu a boca sem piedade para o meu pescoço e começou a chupá-lo, rodando a língua na pele e fincando o dente. Eu gemi mais ainda e a segurei pelo pescoço a forçando tirar mais gemidos de mim.

-Gostosa.-Yuri sussurrou no meu ouvido e eu resfoleguei sentindo meus pelos arrepiarem. Senti uma mão alisando entre as minhas coxas e prendi a respiração. 

Yuri voltou a me beijar e eu senti que ela estava gentilmente abrindo mais a minha perna pra explorar mais aquela área pegando fogo. Eu parei com tudo, puxei minha cabeça pra separar o beijo e olhei nos seus olhos de luxúria.-Na-não.-Disse tentando sair do meu transe.-Eu não to pronta.

Yuri sorriu maliciosa e desceu a mão para longe do meu buraco molhado.-Sem problemas.-Ela agarrou meus joelhos e me puxou para mais perto dela, senti minha boceta bater na sua barriga e minhas pernas se enrolaram nela por reflexo.-Mas eu ainda quero beijar você.-Ela disse e voltou a me beijar. 

Eu cravei minhas unhas nos ombros largos dela e Yuri alisou a lateral do meu corpo. Suas mãos foram sorrateiramente chegando aos meus seios cobertos e ela os apertou, enchendo as mãos e eriçando meus bicos. Senti mais um espasmo no meio das minhas pernas e meu corpo esquentou mais ainda.

-Oh, Yuri..-Eu gemi o seu nome enquanto meu quadril, por um instinto animalesco e desconhecido por mim, procurava alguma fricção se remexendo nela.

-Isso, fanyzinha. Rebola na minha barriga.-Ela me incentivou a continuar e agarrou minha bunda me tirando balcão.

Eu estava completamente presa no corpo de Yuri, sentindo minha boceta molhada demais e totalmente fora de mim. Suas mãos seguravam a minha bunda pra me manter no lugar e eu estava rebolando no seu colo. 

Me lembrei de como Jessica rebolava no rosto da minha meia-Irmã e aquilo me excitou mais ainda. Por um impulso, eu puxei o pescoço de Yuri para cima e voltou a beijá-la. 

Yuri apertou com força a minha bunda e eu gemi copiosamente na sua boca.

-Eu sabia!-Ouvimos uma voz e eu me separei de Yuri assustada. Mas ela não se abalou, ela apenas me colocou de volta no balcão e limpou a boca.

Era Taeyeon. Ela avançou em Yuri e eu sabia que se Yuri quisesse ela podia desmaiar Taeyeon em um soco. Mas ela não fez, ela apenas se protegeu das porradas da minha meia-irmã.

-Chega!-Jessica agarrou Taeyeon por trás.-Chega, Taeyeon!

Taeyeon estava bufando como um boi furioso.-Ela estava agarrando a minha meia irmã!-Ela tentava se desvencilhar do aperto de Jessica.

-E ela gostou.-Yuri provocou mais a fúria de Taeyeon.

-Sua...

Eu desci do balcão.-Para!-Gritei e elas me olharam.-Taeyeon, você não manda em mim.-Enfiei meu dedo na direção dela.-Eu beijei Yuri. Eu quis.-Esclareci.

Yuri sorriu vitoriosa e cruzou os braços.-Sua irmã não é tão inocente assim. E você, não banque a moralista.-Ela apontou para Taeyeon.-Você estava fazendo coisas muito piores na idade dela.

-Isso não importa!-Ela saiu dos braços de Jessica mas não avançou em ninguém.-Você não pode se agarrar com minha irmã por aí.

-Eu não sou sua irmã de sangue.-A lembrei disto.

Taeyeon cerrou os punhos.-Mas eu sou sua responsável.-Ela se virou para mim.-Seu pai me deu essa tarefa. 

-Eu não preciso que você fique agindo como ele.-A confrontei.

-Parem. Parem.-Jessica se colocou na nossa frente.-Isso não vai mudar em nada o que aconteceu. 

-Você.-Taeyeon agarrou Jessica pelos braços.-Você tem algo a ver com isso.-Ela acusou Jessica que tentou puxar os braços.

Yuri mediu força pra tirar Jessica das mãos de Taeyeon e ficou na frente dela pra pretogê-la.-Não toque nela.-Ela disse com determinação.

Taeyeon engoliu em seco.-Vão embora daqui!-Ela gritou. 

Jessica e Yuri se olharam e seguiram para a área da piscina pra recolher as coisas e colocar roupas descentes. Elas voltaram com roupas por cima do biquini.

-Tchau, fany.-As duas se despediram de mim e sairam de mãos dadas da minha casa.

Eu encarei Taeyeon.

-Qual é o seu problema?-Questionei com certa raiva. 

-Meu problema?-Ela interpelou e riu debochada.-Você estava se agarrando com a minha amiga, e eu tenho um problema? 

Cruzei os braços.-Por que você está agindo assim?!

-Você acha que é bonito, ver a minha meia-irmã sendo suspendida no colo da minha amiga?

Girei os olhos.-Você é uma hipócrita.-Atravessei o balcão.-E eu quero que você vá a merda!-Gritei.

Ela ficou com mais raiva ainda e se aproximou de mim. Dei passos para trás.-Olha a sua boca.-Me repreendeu.

-A minha boca?-Zombei.-Você está chocada com o que eu acabei de dizer?-Provoquei.-Por que está tudo bem quando você tem a sua boca na boceta de Jessica no sofá da sala?

Ela arregalou os olhos chocada.-Isso não vem ao caso.

-E por que não? Porque você pode ter sua diversão e eu não.-Conclui por mim mesma.-Isso é muito justo.-Ironizei.

Ela puxou o ar entre os dentes.-Não fala assim comigo. Eu ainda sou sua…

-O que?! Minha irmã?-A interrompi.

Taeyeon titubeou e respirou fundo.-Sua responsável.-Concluiu.

Girei os olhos.-Use essa responsabilidade toda para você.-Disse e segui para as escadas. Estava farta de Taeyeon querendo bancar a irmã mais velha superprotetora.

Não era assim antes. 

Estava começando a me arrepender de tê-la beijado.

E quando eu pensei que todo o drama tinha acabado. Taeyeon entrou no quarto cheia de gás para continuar a discussão.

-Você não pode me dar as costas quando eu não acabei de falar.-Ela voltou a ralhar.

-O que mais você quer falar?-Levantei para enfrentá-la.-Você fez uma cena e tanto, você não tem que me dizer mais nada. Só tem que me deixar em paz.-Tentei passar pra sair do quarto e ir para o banheiro, mas ela me pegou pelo braço e me prendeu na parede.

-Não quero você com Yuri mais.-Ela ordenou.

Eu a empurrei para longe.-Você não pode me obrigar a nada. Se eu quiser, eu dou pra Yuri e você não tem nada a ver com isso.-Respondi com igual raiva. 

Ela voltou a me segurar e colocou meus braços acima da minha cabeça.-Você não vai.

Seu rosto estava muito perto do meu e eu confesso que toda essa situação de oprimida, estava me deixando excitada. Havia alguma coisa sobre a imponência de Taeyeon que acendeu algo dentro de mim.

Eu tentei me soltar dela, e uma forma que ela conseguiu de tentar me manter ali foi colocando uma perna no meio das minhas pra me pressionar mais contra a parede. Só que o seu joelho encostou no meio das minhas pernas e eu soltei um gemido. Eu já estava excitada, tanto por Yuri e tanto por causa dessa situação em que estávamos. Qualquer mínimo toque naquele lugar sensível me estremecia.

Taeyeon forçou o joelho ali novamente e eu sabia que não foi por acidente. Ela estava me provocando e testando os meus e os próprios limites. 

Eu estava quase nua, bem como ela. Estávamos só de biquíni e perto demais. Meu coração estava começando a tomar uma batida mais acelerada. 

Taeyeon forçou novamente o joelho ali e o remexeu pra roçar nas minhas dobras de carne molhada. Eu gemi copiosamente e ela soltou meus braços. Pensei que ela fosse se afastar, mas ela avançou com boca no meu pescoço me levando para o paraíso.

Por um estímulo de prazer, eu movi os meus quadris pra friccionar minha boceta coberta na sua coxa e Taeyeon subiu mais a perna pra melhorar meu contato. Resfoleguei e enfiei minhas mãos nos cabelos castanhos dela.

A língua de Taeyeon viajou do meu ponto doce de pulso do pescoço até o lóbulo da minha orelha onde ela deixou uma maravilhosa mordida. Arfei com isso.

-Como você é gostosa.-Sua voz estava rouca como eu nunca tinha ouvido. Carregava um desejo sem tamanho e ela apertou a minha bunda com força, me fazendo grunhir e esticar a coluna.-Sua bunda é uma delícia.-Ela finalmente me beijou.

Senti um tremor dos pés a cabeça quando Taeyeon me beijou com toda a vontade do mundo. Sua língua veio ávida e mostrando toda a experiência que tinha. Eu não consigo nem tentar explicar, o que eu senti naquele momento mas a minha boceta estava ficando encharcada demais a medida que eu rebolava na coxa dela e ela me pressionava com as mãos na minha bunda pra ir mais rápido.

De repente, Taeyeon tirou a perna do meio das minha e me empurrou para a sua cama que estava ali do lado. Cai meio de lado, e antes que eu pudesse me ajustar corretamente Taeyeon me empurrou pra ficar de bunda para cima.

-Tão linda.-Ela quebrou o silêncio apertou as minhas nádegas. Ela estava praticamente massageando meus montes e passando a ponta dos dedos ali. Aquilo me fazia arfar mais e mais, e meus quadris estavam procurando contato com o colhão. Sim, eu estava raspando a minha boceta no colchão porque eu precisava ser tocada. Taeyeon riu sem pena nenhuma de mim.-Você ta rebolando no colchão?

Eu não respondi porque me sentia envergonhada demais pra falar alguma coisa, mas não parei de me roçar nele.

Ela bateu na meu monte direito e eu gemi de prazer. E eu nem sequer sabia que eu gostava desse tipo de coisa. Uma das suas mãos foi para o meio das minhas pernas, a ponta dos seus dedos passaram pelas minhas coxas até que ela chegou na minha fenda que meu biquíni nem cobria. Com toda meu movimento nos quadris antes e agora, o pano tinha entrado todo no meu buraco.

Taeyeon fez um barulho com a boca sugando a saliva e tirou o pano de mim, e eu gemi por isso.-Tão molhada.-Constatou o óbvio.

Se eu não estava preparada para Yuri, pra Taeyeon eu estava mais do que preparada. Eu já estava a ponta de implorar. Se Taeyeon não terminasse o que tinha começado, eu a mataria de algum jeito de tanta raiva que eu ficaria.

Ela deixou novamente o pano e puxou para ele entrar mais e mais. Meus lábios rosados foram separados, ultrapassando o pano e eu senti meu clióris embrulhado. Por um desejo do meu corpo, eu empinei a bunda e Taeyeon usou o vão entre o colchão e mim, pra enfiar a mão no meio das minhas pernas e alcançar meu botão embrulhado. Seu dedo circulou ali e um som gutural saiu de mim. Eu nem me reconheci. 

Ela tirou as mãos de mim e trilhou beijos pelas minhas costas. Ela chegou no laço da minha parte de cima do biquíni e se desfez dele, depois me escalou pra beijar meu pescoço e eu virei o pescoço para tentar um beijo que ela me deu. A posição não nos era boa, então fiz menção de virar de barriga para cima e Taeyeon me deu espaço pra isso.

Já que meu biquíni estava solto atrás, a única coisa que o prendia era o laço no meu pescoço e Taeyeon logo o tirou de mim pra liberar meus seios por completo. Eles não eram muito grandes e eu gostava deles assim, tinham um tamanho médio que harmonizava com meu corpo magro mas cheio de curvas. 

Taeyeon caiu de boca no meu seio esquerdo sem demora nenhuma. Ela chupou, sugou e mordeu os meus bicos e tudo que eu fiz foi gemer e puxar sua cabeça mais e mais contra eles. Ela repetiu o tratamento delirante no meu outro seio e eu tentei tirar o biquíni dela. Pelo menos soltei o laço das costas.

Taeyeon foi quem tirou o próprio sutiã do biquíni e jogou pelo quarto, voltou a me provocar no pescoço com a língua e eu deixei que ela fizesse o que quisesse. 

-Eu quero muito chupar você.-Ela confessou de uma forma sussurrada e sua voz estava grossa demais. 

Senti um espasmo passar por todo o meu corpo e arranhei as suas costas por instinto.

Eu a segurei pelos ombros, a beijei novamente e fez força pra trocarmos de posição. Eu queria dominar agora. Ela me deixou deitá-la no colchão mas usou os cotovelos para manter o tronco erguido. Eu a empurrei pra deitar as costas toda no colchão e ela me olhou com expectativa.

-Eu quero uma coisa.-Falei pela primeira vez e me surpreendi com o novo tom rouco da minha voz. 

-O que você quer?-Ela me perguntou enquanto alisava a lateral esquerda do meu corpo.

Eu não respondi e escalei todo o seu corpo. Coloquei meus joelhos em volta da sua cabeça e estava preparada pra sentar no seu rosto.

-Pega um travesseiro.-Taeyeon pediu e logo depois eu senti uma lambida na minha boceta. Eu me estiquei pra trás e peguei o travesseiro, ela me colocou rapidamente de lado e enfiou o travesseiro debaixo da cabeça.-Pode sentar agora.-Ela anunciou e bateu na base da minha bunda pra eu me mover.

Ela não precisou falar uma segunda vez. Voltei para a direção do seu rosto e sentei nele. As mãos de Taeyeon envolveram as minhas coxas, me mantendo no lugar e eu movi os meus quadris a medida que ela chupava minha boceta. Eu não controlei meu volume em momento algum, gemi e grunhi na altura em que eu quis. Era uma coisa boa, não ter vizinhos nos cercando. Nossa casa era cercada por árvores de porte alto e mato.

 Eu entendi Jessica. 

Estava perto de gozar, podia sentir meu interior se revirando e eu sabia que sensação era essa. Havia me masturbado muitas vezes e gozado o bastante pra conhecer essa sensação. Mas era mais intenso, melhor e mais forte. 

Taeyeon parou com a boca e eu quase a xinguei de raiva. Meu gozo chegou quase na borda e voltou. Que mulher impiedosa. 

Ela me tirou do seu rosto e eu saí a contragosto. Meu corpo todo estava suado bem como o dela, mas seu rosto estava brilhando com a minha lubrificação e seu suor. Sexy. Muito sexy.

Taeyeon me deitou novamente no colchão e pairou em cima de mim.-Você vai gozar.-Ela falou.-Mas vai ser nos meus dedos.

Estremeci.

Taeyeon desatou os laços da lateral do meu biquíni e admirou a minha boceta. Eu fiquei mais excitada ainda com seu olhar de predadora pra cima de mim.

Sua mão deslizou pelas minhas coxas, ela colocou o meu clitóris nos seus dedos e o movimentou em círculos. Meus olhos giraram para trás e eu deixei minha cabeça cair para o colchão. Estava de volta nos meus gemidos e sentindo ondas de prazer dominando o meu corpo mais do que quente.

Taeyeon havia aberto minhas coxas o máxima que eu conseguia e eu pude sentir o ar batendo no meu buraco molhado. Seus dedos ainda estavam massageando meu clitóris e eu estava raspando calcanhares no colchão.

-Taeyeon…-Chamei do fundo do meu âmago.-Entra. Entra logo.-Pedi.

Taeyeon me olhou com tanta malícia que eu pude ver uma chama nos seus olhos. Seus dedos desceram calmamente pela minha fenda e se enfiaram com calma e cuidado no meu buraco. 

Soltei um som do fundo da minha garganta quando os seus dedos forçaram passagem pra entrar em mim. 

Taeyeon gemeu.-Você é tão apertada.-Seus dedos se movimentaram lá dentro e eu mordi meus lábios.-Me diga se doer muito. Não quero te machucar.

Eu não posso mentir dizendo que não doeu, mas não foi insuportável. Era uma dor até que cômoda. Taeyeon deixou os dedos lá dentro sem nenhum movimento, e eu podia sentir minhas paredes internas se adaptando a eles e se expandindo para recebê-los. 

Eu foi quem forcei o corpo pra conseguir sentir movimento dos seus dedos e Taeyeon vou isso como aprovação para ela meter eles. O que de fato realmente era.

Ela começou a meter eles numa velocidade baixa mas mesmo assim me era muito gostoso. Eu podia sentir eles entrando e me alargando lá dentro.

-Caralho.-Ela xingou cheia de desejo.-Eu posso sentir os meus dedos te abrindo. Merda! Isso é uma delícia.

Era realmente uma delícia.

Ela começou a ir mais rápido, seus dedos estavam todos lá dentro ao ponto de que eu podia sentir a base da sua mão batendo no meu botão saliente. Dentro de mim, ela ficou subindo e descendo os dedos lá dentro e eu estava gritando na cama.

Era uma sensação delirante. Parecia que eu estava perdendo o controle sobre o meu corpo e sentindo tudo ao mesmo tempo. Meus pés começaram a formigar, e pra me matar de vez, Taeyeon passou a massagear meu clitóris com a língua.

-Porra!-Eu xinguei quando tudo passou a ser quase insuportável para mim. Algo dentro de mim se expandia e eu sabia que eu estava prazer a jorrar meu prazer mais íntimo para fora.

Eu tremi nos seus dedos e na sua língua e Taeyeon parou com tudo pra me deixar gozar. Ela tirou os dedos tão lentamente que eu não consegui mais aguentar e explodi.

Meu gozo desceu pela minha boceta e eu perdi os meus sentidos. Quando eu voltei a mim, vi que Taeyeon estava lambendo os dedos. 

-Hum..-Murmurei.-Eu…

-Você gozou.-Ela me cortou.-Foi muito gostoso.

Eu olhei para ela, e eu podia jurar que tinha uma expressão de acabada. Estava muito cansada. Gozar cansa. 

-Aqui.-Ela passou os dedos na minha boceta melada e esticou a mão babada pra minha boca.-Abre a boquinha.

Eu abri a boca e chupei seus dedos com o meu gosto.

Ela sorriu lascivamente me vendo chupando seus dedos e depois o retirou da minha boca.-Como se sente?

-Morta.

Taeyeon riu.-Quer dormir?

Eu mexi minhas pernas e senti que elas estavam meladas e colando.-Preciso de um banho.

-O banheiro é logo ali.

Suspirei.-E você, eu não fiz…

-Está tudo bem.-Ela se levantou da cama e eu achei uma afronta que ela conseguisse levantar com tanta facilidade.-Eu posso dar um jeito em mim mesma.

Suspirei.

-Pode dormir ai se quiser.-Ela me falou, enquanto seguia para o guardaroupa e 
procurava roupas.

-Você vai sair?

-Vou tomar banho.

-Okay.

Eu não sei se Taeyeon voltou ou o que. Porque eu dormi e só acordei na manhã do outro dia.

Quando eu acordei completamente suja e fedendo a sexo, eu não vi Taeyeon no quarto. Eu não procurei ela pela casa porque eu precisava de um banho antes de qualquer coisa.

Depois do meu banho mais do que revigorante, eu segui para o primeiro andar e procurei por Taeyeon. Nenhum sinal dela e isso me preocupou. Depois do que fizemos, eu tinha medo dela voltar a me evitar.

Perdi minha virgindade com ela. Ela não poderia fingir que nada aconteceu e agir friamente.

Enquanto eu estava comendo uma maça, eu ouvi o barulho de porta abrindo e Taeyeon entrou em casa. 

-Bom dia.-Ela entrou cheia de sacolas e eu segui para ajudá-la.-Obrigada.

Nós colocamos todas as sacolas em cima do balcão.

-O que é isso?-Perguntei espiando as sacolas. 

-Compras. Não tem quase nada nos armários e na geladeira. Resolvi fazer umas compras com o cartão que seu pai me deu.

-Meu pai deixou o cartão?!

Ela riu.-Sim, mas só pra mim.-Fiz uma careta e ela riu mais.-E ele está vendo tudo que compramos com ele.

Franzi o nariz.

Taeyeon riu mais uma vez e bagunçou meu cabelo.

Eu sorri feliz com esse gesto. As coisas estavam como antes. Claro, que havia algo novo porque o que fizemos não podia ser ignorado, mas pelo menos, ela não estava me evitando e sumindo por aí. Isso era bom.

Me deixava feliz.

-Opa, opa! Peguei no flagra!-Ouvimos uma terceira pessoa e nos afastamos por reflexo. Nós nem estávamos tão perto mas foi nossa reação natural.

-Tia!

Tia Hae riu de nós.-Vocês tinham que ver a cara de vocês.-Ela se aproximou de nós.-O que são essas sacolas?

-Taeyeon fez as compras.-Respondi enquanto Taeyeon começava a guardar os novos mantimentos.

-Oh! E sua mãe me disse que vocês só viveriam de comida pronta e fast food.-Comentou.-Acho que ela estava errada.

Taeyeon estalou a língua.-Que estudante de gastronomia eu seria, se eu não cozinhasse para a minha…-Ela não terminou a frase e me olhou.

Eu a entendi. Era estranho falar irmã depois do que fizemos. 

-Para fany.-Ela rapidamente concluiu.

Eu sorri.

-Isso é ótimo! Mas me inclua nessa.-Tia Hae pontuou.-Também quero comer da sua comida.

Taeyeon sorriu.-Tudo bem. 

Taeyeon preparou o almoço. Ela fez uma espécie de ensopado com carne e legumes; e um arroz com brócolis.

Sentamos as três para comer e tia Hae não poupou elogios a comida de Taeyeon. Eu tinha comido pouquíssimas vezes da comida de Taeyeon, porque eram raras as vezes em que ela tinha ânimo para cozinhar. Mas eu gostava da comida dela.

-Tia.-Taeyeon quebrou a nossa orquestra de talheres batendo em pratos.

-Diga.-Tia Hae falou.

-Você vai vim aqui pela tarde?-Taeyeon perguntou.

-Hum..não sei. Por quê?-Ela perguntou e bebeu do refrigerante.-Vai ter algo aqui? Taeyeon…sua mãe disse nada de festas.

-Não é nada disso.-Taeyeon logo se defendeu.-É só, porque eu estava pensando em levar fany ao shopping. 

Eu subi as sobrancelhas para isso. Eu não sabia.

-Ah, ta.-Tia hae concordou.-Acho que não venho não. As coisas estão bem calmas por aqui e você fez até compras.-Pontuou.-Não tem nada de errado.

Eu cocei pescoço. Não estava tudo realmente certo.

Taeyeon sorriu.-Beleza. Era só pra você não vir a toa e encontrar a casa vazia.

-Uhum.-Tia Hae respondeu e voltou a comer.

Nós ficamos conversando um pouco com a tia Hae depois do almoço, até que ela se levantou e disse que iria embora. Eu fui lavar a louça já que Taeyeon tinha feito a comida, nada mais justo do que eu limpar tudo.

Enquanto eu estava limpando a louça, eu não percebi uma segunda presença e só fui me dar conta quando braços se enlaçaram na minha cintura.

-Que isso?-Perguntei manhosamente e já me entregando a qualquer coisa.

-Adivinha.-A voz de Taeyeon ressoou atrás do meu ouvido e eu estiquei o pescoço pra dar espaço para ela beijar. 

Senti os beijinhos e as mordiscadas e larguei a louça.-Hum..a gente vai no shopping?

-Não.-Ela respondeu e me virou. Me colocando contra a pia.

-Por que você disse aquilo a tia Hae? 

-Porque eu não quero que ela entre aqui e veja o que não tem que ver.

Eu sorri maliciosa. Sabia exatamente do que ela estava falando.-Ver o que?

Ela sorriu lascivamente entrando no meu joguinho e arrastou as mãos pelas minhas coxas.-Você gozando na minha boca.

Joguei a cabeça para trás.

As coisas não estavam como antes. Estavam melhores.

Muito melhores.


Notas Finais


Boa prova a todos que forem fazer!

E não esqueça de me dizer o que achou dessa one.


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