História Gasoline - Capítulo 1


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Categorias The Walking Dead
Personagens Negan, Personagens Originais
Tags Negan, The Walking Dead, Twd
Visualizações 83
Palavras 2.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii criaturinha de Deus

Bom mais uma história para vocês.
Espero que gostem.

Bom já sabem né nada de plágio né gurizada.

Se gostar muito, muito ,muito ,muito. Não esqueça de favoritar e deixar seu comentário.

Beleza

Um milhão de beijos pra vocês.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Gasoline - Capítulo 1 - Capítulo 1

Alissa Petrova

 

 

        " O sentimento nos torna humanos,

            A falta dele nos faz monstros."

                                           

 

     Eu assisti o mundo desmoronar, vi pessoas matando umas às outras como se a vida não importasse nada. Todos esses anos eu escolhi seguir sozinha, pois desde a morte de meu pai, percebi que grupos são inúteis. Sempre haverá um líder, que irá mentir, matar e esconder quem realmente é, de baixo de uma máscara de mocinho.

Tudo sempre foi por de baixo dos panos, mas agora, não há o que esconder. Não existem mais leis ou punições, voltamos ao tempo da pedra, onde todos somos animais…

 

              FLASHBACK (ON )

 

 Eu andava pelos corredores da universidade, entusiasmada com o que viria a seguir. Hoje seria um dia importante, pois teríamos uma prova que valeria metade do trimestre. Tudo estava indo como planejado, era só mais esse ano e logo começaria a trabalhar como psiquiatra, meu sonho desde criança. Eu estava prestes a entrar na sala de ciências exatas, quando meu braço é puxado com uma força desnecessária.

 

"– Alissa precisamos sair daqui rápido " Meu pai saiu me puxando corredor a dentro.

 

"– Pai? O que aconteceu?" Paro de caminhar, e puxo meu braço.

 

” – Não dá tempo de explicar, precisamos ir, eu te explico melhor quando estivermos em segurança!”

 

      Fomos às pressas para o estacionamento e entramos no carro , ao redor pude ver que não éramos os únicos a sair às pressas da faculdade .

Depois disso, tudo passou muito rápido, meu pai dirigiu como um louco pelas ruas de Washington, falando coisas desconexas sobre um novo vírus, coisas que maior parte, não faço a menor ideia do que seja. Quando eu nasci, infelizmente, minha mãe morreu, então desde sempre, fomos só nos dois. Ele era militar, isso quer dizer que maior parte do tempo, ficávamos separados, mas isso nunca afetou nosso laço de pai e filha. Todas as noites, eu lembro que quando chegava em casa após uma missão, ele comprava uma caixa de bombom e comíamos sentados em minha cama, conversando sobre como foi nosso dia.

Eram tempos bons, mas é como dizem "é que a gente quer crescer, e quando cresce quer voltar do início". Momentos bons podem ser guardados em fotografias, mas a partir dali eu sabia que

 estaríamos deixando todas para trás.

 

" – Temos que ir o mais rápido possível para a base "INTUS", estaremos seguros lá."

 

" – Pai espera, o que está acontecendo?! Não podemos deixar tudo para trás assim."

 

" – Alissa, eles inventaram uma coisa, um vírus, ele tem a capacidade de reanimar um corpo depois de morto, e agora a vários por aí, matando e infectando mais pessoas."

 

" – Mas... " Sou interrompida abruptamente.

 

"– Não, não, não. Que droga, vamos ficar horas aqui." Ele socou o volante repetidas vezes.

 

     A fila de carros era quilométrica, impossível de passar. A frustração era evidente no rosto de meu pai, mas daríamos um jeito, sempre damos.

Pessoas começaram a sair de seus carros, angustiadas com a demora do trânsito, mas tudo naquele dia estava para dar errado. Um homem com a aparência adoecida, começou a ter convulsões e a se retorcer no chão. A partir daí, começou a carnificina, tudo em questão de minutos virou um caos.

 

     Meu pai percebeu antes de todos o que viria a seguir, pois pegou uma arma que mantinha no painel do carro desde que largou o exército, e saiu me arrastando em direção a floresta. Nós caminhamos por horas, e a única coisa que eu via eram árvore para todos os lados, nem saberia dizer para onde estávamos indo. De um dia bom, se tornou um ruim em um milésimo segundo, eu não sei direito o que está havendo, mas coisa boa não é!

 

" – Pai já estamos andando a muito tempo." Falo já exausta.

 

" – Só mais um pouco querida, estamos que se lá, não se preocupe."

 

" – Pai, aquele homem, o da estrada, era um deles não era? "

 

" – Ainda não era, mais ia virar."

 

" – Isso tem cura, quer dizer, sei lá, pelo menos estão tentando uma?!"

 

" – Claro."

 

                Sua resposta foi meio duvidosa, mas temos que acreditar em algo não é?! Quanto mais andávamos, mais o céu escurecia, eu estava tão distraída que nem percebi quando meu pai parou. Estávamos diante de um prédio, com portões enorme e completamente cercado por uma cerca elétrica, havia também diversas barracas em volta. Mas tudo estava tão silencioso que não parecia ter alguém por ali. Mas foi só impressão minha, em questão de minutos estávamos cercados por diversos homens fortemente armados, apontando diversas armas para nós.

 

" – Mãos para cima, identifiquem - se!"

 

" – Calma, tudo bem. Meu nome é Logan Petrova, ex militar, e essa é minha filha Alissa Petrova. "

 

Após ouvirem seu nome, abaixaram suas armas rapidamente, por puro reflexo. Eu sabia que meu pai era um dos melhores, por isso tanto sinal de respeito, e a partir daí estaríamos seguros, pelo menos até tudo se resolver.

 

                          ∆∆∆∆∆∆∆∆

 

                Já faz um mês que estamos na base de INTUS, e nada pareceu mudar. Meu pai teve que voltar a ser militar, só para sustentar o fato de estarmos aqui. Pelo que entendi, vários sobreviventes vinham procura abrigo, papai explicou que quem não está infectado é mandado para outro abrigo não muito distante daqui. É bom saber que está voltando a ativa, tenho orgulho de ele ser militar. Eu andava pelos corredores em busca de meu pai, queria conversar com ele sobre eu também poder ajudar, mais não estava o encontrado em lugar algum. De longe avisto Jack e sigo em sua direção.

 

" – Hey, você viu meu pai?"

 

" – É... Oi, ele deve estar na área de trás do alojamento."

 

" – Tá valeu"

 

" - Não, Alissa espera! Ele tentou me chamar e vir atrás de mim."

 

       Eu comecei a andar e nem lhe dei ouvidos, eu estava tão entusiasmada com a ideia de estar lá fora ajudando pessoas, queria me sentir útil.

Quando finalmente consegui chegar ao meu destino, a cena a seguir foi totalmente em câmera lenta. Havia uma fileira de pessoas, homens, mulheres e … crianças, todos contra as grades, com vários fuzileiros lhe apontando armas. E em um piscar de olhos todos puxaram o gatilho, o som dos tiros não era o suficiente para abafar os gritos de desespero deles.  Minha primeira reação foi tapar os ouvidos, fechar os olhos e me escorar na parede ao lado. Minhas pernas perderam as forças e eu fui de encontro ao chão, não consigo entender.

 

" O que está acontecendo?"

 

" Pôr que fizeram isso?"

 

" Eram pessoas inocentes!"

 

Eu não sei por quanto tempo fiquei ali, mas pareceram horas. Levantei ainda atordoada e segui pelos corredores em busca de meu quarto, quando o encontrei, fechei a porta e me sentei em minha cama, senti um aperto terrível em meu peito, ter visto meu pai fazer uma coisa como aquela … eram pessoas, elas pareciam saudáveis. Meu estomago revirava só de lembrar a cena de minutos atrás. De repente, a porta se abre bruscamente me fazendo sair dos meus pensamentos.

 

"– Filha, eu preciso te explicar, o que você viu, eu não queria que você tivesse visto aquilo, eu só quero que saiba que é necessário para nossa segurança."

 

Aquelas palavras me pegaram de surpresa, o mundo havia mudado, mas eu nunca imaginei que meu pai também mudaria. 

 

" – Nossa segurança? Você está matando pessoas inocentes para nossa segurança?" Eu ergui o tom de voz, levantando da cama e me aproximando dele.

 

" – Eles me mandaram fazer isso, qualquer pessoa que pudesse ter tido contato com essas coisas tem que ser exterminadas, você precisa entender, se eu não tivesse aceitado, nós não poderíamos ficar aqui."

 

" – Me perdoe pai, mas você não está enxergando as coisas com clareza, o sangue que está em você é tanto, que o cegou. Você já pensou que poderia ser nós naquele paredão? Se as armas estivessem apontadas para nossa cabeça? Se você quer continuar fazendo as coisas assim, pode continuar, mas não conte comigo, não vou levar esse peso, não quero minha segurança baseada na morte de outras pessoas. "

 

Me virei antes que ele pudesse falar qualquer coisa, peguei uma mochila que estava encostada ao lado de minha cama, estava prestes a pegar minhas coisas quando uma mão bloqueia meus momentos.

 

" – Você está certa, me desculpe pelo que eu fiz, isso vai me atormentar o resto de minha vida, mas eu só quero que entenda que só queria manter você segura, eu faria qualquer coisa. Nós vamos embora, vou falar com o superior e vamos hoje mesmo, eu só espero que você perdoe seu pai algum dia." A voz dele era contida pelo choro reprimido.

 

As lágrimas já se faziam presentes em meus olhos, então eu apenas concordo com um aceno e contínuo a juntar minhas coisas. Com tudo pronto, sigo em direção aos portões, os quais meu pai já me espera com uma mochila nas costas e um fuzil em mãos. Eu estava orgulhosa, sei que agiu errado, mais pelo menos assumiu seu erro e está tentando consertar.

 

" – Está pronta? "

 

" – Sim."

 

" – Quero que saiba que não vai ser fácil lá fora, além dos infectados, a pessoas ruins que podem fazer coisas ruins, você precisa ficar atenta. Então se for preciso…" Eu sabia o que queria dizer, então penas concordei com um leve aceno.

 

    Os portões se abriram, e a partir da li, as coisas iriam mudar e eu estaria preparada. Mas a felicidade dura pouco, um disparo é olvido e meu pai vai de encontro ao chão. Eu fiquei em choque, olhei para o corpo de meu pai e olhei em direção ao muro, e voltei a olhar seu corpo estirado ao chão, já sem vida. Um grito passa arranhando minha garganta, e acabo caindo de joelhos ao lado de seu corpo, abraçando-o.

 

     Tudo parou, e eu só queria voltar no tempo, e ter conseguido impedir, eu não acredito que fizeram isso, atiraram por suas costas como míseros covardes. Começo a ouvir gemidos e rapidamente levanto a cabeça, havias vários daquelas coisas, e caminhavam em nossa direção. Agarrei o braço de meu pai e tentei arrastar o corpo dele, mas foi em vão, ele era maior e mais pesado que eu, eu teria que deixá-lo lá, eu não sabia o que fazer, tinha que sair dali.

Eu peguei sua arma e corri, corri até meus pulmões ficarem sem ar. E quando parei, percebi que agora seria por minha conta, e eu iria sobreviver, por ele.

 

              Flashback / (OFF)

 

     Já faz alguns anos que estou me virando sozinha, ser filha de um ex militar pareceu me ajudar, eu consegui sobreviver todo o tempo em que estive aqui fora sozinha, mas já faziam dois dias que não encontrava comida, então decidi ir até a cidade ver se encontrava algo. Eu procuro ficar mais na floresta, pois não há tantos caminhantes, mas não vejo outro jeito. Junto minhas coisas e sigo meu caminho, não gosto de ficar muito tempo em um lugar, parece que eles sentem o cheiro.

 

Eu estava caminhando pelas ruas da pequena cidade, fazendo um limpa nas lojas que ainda tinham alguns suprimentos, quando um barulho e uma voz abafada, desviam minha atenção.

 

" – Precisamos sair rápido daqui, tem muitos. " Era a voz de um homem.

 

      Eu queria não ligar, eu só queria sair dali sem me importar com essas pessoas, mas uma voz chata dentro da minha cabeça me obrigou a ir até lá, ver o que estava acontecendo e ajudar.  Tinham três homens, eu não conseguia ver como eles eram da distância em que eu estava, vendo que eles não teriam chance, eu dei um assovio alto, chamando com sucesso a atenção de todos os caminhantes, rapidamente saquei minha espingarda cano curto com balas especiais do coldre que estava em minhas costas, meu pai me ensinou a fazer munição, e eu decidi colocar moedas dentro delas, para que o dinheiro serve hoje em dia não é?!

 

                Mirei e atirei, a bala atravessou a cabeça de um caminhante e as moedas começaram a se espalhar entrando na cabeça de outros atrás deles.

Vi os homens matando alguns caminhantes que sobraram, esse tiro provavelmente atrairia mais deles, mas era o jeito mais rápido e eficaz. Quando todos os zumbis já estavam no chão, decidi me aproximar um pouco deles, ficamos nos olhando como animais acuados.

 

– Quem é você? Perguntou o homem de olhos azuis marinhos.

 

– Ninguém que lhe interesse, bom já fiz minha caridade por hoje, então...

 

– Espera! Você está sozinha? Falou o garoto, ele tinta uma gaze envolvendo um dos olhos.

 

– Estou, e pretendo continuar. Giro em meus calcanhares.

 

– Quantos zumbis você já matou?

 

– Tem certeza Rick, um homem com os cabelos bagunçados sob a testa e com uma crossbow nas costas falou.

 

                Ele o olhou, eles pareciam se comunicar com o olhar.

 

– O que?!

 

– Quantos zumbis você já matou?

 

– Muitos.

 

– Quantas pessoas já matou?

 

– Algumas, respiro fundo me lembrando das poucas vezes que cruzei com pessoas normais, foi pior do que ter cruzado com uma horda de caminhantes.

 

– Por que? Disse o homem, todos estavam me olhando.

 

– Porque as pessoas mudaram, e ao invés do ser humano evoluir, ele vai regredindo cada vez mais.

Eu lhe dei as costas e continuei meu caminho.

 

– Não precisa ir, você pode tentar se aproximar das pessoas de novo, eu sei, você parece viver bem sozinha, mas nós podemos ajudar, queremos agradecer o gesto que você teve. Disse ele.

 

– Eu realmente não vejo necessidade, eu só ajudei.

 

– Você pode comer, descansar e ir embora se quiser, não vamos te prender ou algo do tipo, só queremos ajudar você também. Disse ele moldando um leve sorriso nos lábios.

 

                Eu fiquei meio duvidosa, olhei para o garoto que deu um leve sorriso e acenou com a cabeça, o homem com os cabelos bagunçados me olhava com certa desconfiança, eu precisava de um tempo para descansar e tentar com outro grupo de novo, depois do que aconteceu com meu pai, eu nunca quis me unir a nenhum, mas algo me dizia para ir com eles.

 

– Tá, eu vou com vocês.

 

– Ótimo, meu nome é Rick Grimes, esse é meu filho Carl e esse é o Daryl, seja bem-vinda a Alexandria.

 

Continua …..


Notas Finais


Obrigada por chegar até aqui . Muitos beijinhos.
Até o próximo capítulo.
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