História Gasoline - Capítulo 2


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Categorias The Walking Dead
Personagens Negan, Personagens Originais
Tags Negan, The Walking Dead, Twd
Visualizações 59
Palavras 1.194
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Gasoline - Capítulo 2 - Capítulo 2

- Alissa Petrova

        "Quando estamos destinados a algo,

          Nada que faça poderá mudar seu destino."

O trajeto estava silencioso, mas eu por nem um momento deixei de notar cada detalhe do caminho que tomávamos rumo a Alexandria. Eu dei a eles um voto de confiança, mas não podemos esquecer que, não se julga um livro pela capa. Pela primeira vez em muito tempo, eu estaria perto de outras pessoas e não apenas desses caminhantes podres.

Nesse tempo sozinha eu aprendi a estudar as pessoas, e na verdade, eles me passam uma confiança extraordinária. É como se, algo estivesse me puxando, me levando para algo grande.

Comecei a me perder em meus pensamentos, que nem notei que havíamos chegado. O carro parou em frente a um enorme portão de correr, e quando o carro ultrapassou os mesmos, foi espantoso.

Haviam enormes casas, um enorme pátio e …. Diversas pessoas, algo que nem em meus melhores sonhos após o apocalipse pude imaginar.

Com aquela imagem, uma chama se acende em meu peito, a chama da esperança, que um dia tudo volte a ser como era antes.

– Bonito, não é ?!falou Rick.

–  É surpreendente, nunca pensei que havia sobrado tantos de nós. Falo meio abismada.

– É, mas nem sempre foi assim. Falou Carl, se incluindo na conversa.

Eu direcionei meu olhar em sua direção, pois seu tom de voz representava dor, fiquei pensando como ele acabou perdendo um dos olhos, ao olhar diretamente em seu olho, pude ver que esse garoto já passou por muita coisa ruim, e um aperto repentino em meu peito me fez acordar , crianças nesse mundo de hoje, não são mais crianças, são soldados prontos para guerra.

– Bom, você pode ficar na minha casa, pelo menos até você se recuperar para partir. Falou Rick.

– Agradeço. Falo olhando ao redor. –  Tem crianças aqui?

– Sim, mais do que possa imaginar. Estamos criando um novo mundo, já que o outro morreu.

Era estranho Rick oferecer sua casa para uma estranha como eu, mas como qualquer líder faria, sempre ficaria em linha de frente, protegendo aqueles que lhe são importantes.

Depois disso não vejo necessidade de falarmos, afinal, tudo que eu queria no momento era um banho, pois a Inhaca em mim está quase criando vida.

Quando o mesmo falou que havia chuveiros com água quente, nada mais importava. Ele me deu mais algumas instruções, perguntou um pouco sobre mim, e me deu licença para que eu pudesse fazer minha higienização. Eu não esperei nem um minuto a mais para me banhar, quando a água quente entrou em contato com meu corpo, foi um alívio imenso. Eu peguei o sabonete e comecei a desliza-lo em minha pele, pude perceber que meu corpo havia ganhado novas marcas de batalha.

Termino meu sensacional banho e sigo para o quarto, nele havia uma cama, um armário e apenas uma janela. Vou até minha mochila e pego algumas pesas de roupa limpa que ainda sobraram, e as vesti.

Após tudo pronto, decido dar uma volta pelas ruas de Alexandria para explorar o local. Tudo parecia normal, era até estranho dizer isso. Passando pelas casas, havia uma em especial, ela estava sendo vigiada por algumas pessoas e em nem um momento deixaram seus postos.

Pelo jeito estão escondendo algo, mas eu não deveria me surpreender é sempre a mesma história. Começo a seguir em direção a casa, decidida a saber o que tinha lá, mas alguém me chama, e reconheço sua voz de primeira.

–  Você não pode entrar nessa casa Alissa. Falou Carl.

–  Ah é, e por que não?! Falo virando para encara-lo.

–  Meu pai precisa te contar algumas coisas. Falou Carl me dando as costas.

Eu não me pronuncie mais, apenas o segui pelas ruas deixando o me guiar. Paramos em frente ao arsenal de armas onde Rick estava fazendo a contagem do estoque.

–  Oi. Falou Rick sorridente.

– Pai precisa contar a ela. Carl foi direto, e o sorriso do rosto de Rick desapareceu.

O clima pareceu-me ficar bem denso, que daria para cortá-lo com uma faca. Rick começou a contar.

–  Quando chegamos a esse lugar, Deanna era a líder, ela acreditava em um futuro melhor para esse grupo, só que ninguém dessa comunidade sabia se defender ou já havia matado algum zumbi.             

 – Eles ficaram isolados aqui, enquanto várias outras pessoas estavam lá fora tentando sobreviver, pessoas como nós. Fomos atacados, e tudo mudou tão rápido, Deanna morreu, eu assumi o comando e lhes ensinei a sobreviver, nós tínhamos virado um grupo forte, até que...  Negan apareceu e ferrou com tudo. Ele matou vários de nós, como nós matamos vários dele, foi uma verdadeira chacina. Uma grande guerra foi criada, mas nós vencemos.

– Bom no final da história era para Negan ter morrido, mas eu não seria muito diferente dele se fizesse isso, então nós o prendemos para que ele pague por tudo que nos fez, tirando tudo aquilo que lhe era importante, seu poder e sua liberdade.

– Se fosse pelo povo ou pelos outros líderes, ele já estaria morto, ninguém quer realmente cuidar dele, pois ainda sentem rancor por tudo que ele fez a nós. Quando você nos salvou na estrada, eu poderia não ter insistido para você vir, mas eu segui meus instintos e eu estava certo em lhe trazer aqui. Você é médica ou quase uma, nos ajudaria muito se você quisesse ficar conosco. Falou por fim.

– Eu adoraria ficar Rick, esse lugar não se compara a nem um outro que eu já tenha visto. Falo olhando em seus olhos, lembrando de tudo que eu passei.

– Você será bem-vinda, arrumaremos uma casa para você e um serviço, todos nós temos um. Falou Rick com um sorriso agradecido.

– Eu quero cuidar dele. Falo for fim, mas ele parece não entender. – Negan, quero cuidar dele, já que todos o odeiam eu seria a melhor opção para esse serviço, eu não o conheço e nem vi ele fazendo tudo que fez.

– Eu acho melhor não. Falou Carl.

– Não Carl, ela está certa, já que você irá fazer isso é melhor conhecê-lo. Falou Rick com uma expressão um pouco preocupada.

Eu aceno com a cabeça positivamente, e seguimos em direção a casa onde eles mantinham Negan preso. No trajeto até lá nenhuma palavra foi dita, e parecia que eu ia vomitar, pois o nervosismo me dominou. Eu não sei o porquê de eu estar me sentindo assim, mas parecia que algo importante estava prestes a acontecer.

Quando adentramos a casa, estava tudo escuro, embora lá fora esteja um dia radiante de sol. Entramos em um cômodo diferente, onde havia uma cela e uma cadeira de frente para ela.

De primeira, parecia não ter ninguém na cela, até que eu olho mais profundamente e vejo que tem sim. Rick e Carl ficaram no batente da porta e eu adentrei o cômodo, me sentando na cadeira que havia ali.

– Oi meu nome é Alissa. Pronuncio segura de mim.

A visão que eu tinha do seu rosto era pouca, mas está possível perceber um sorriso debochado surgido em seus lábios, como o gato, de Alice no país das maravilhas.

– Você já deve saber quem eu sou! Falou grave.

– Sim, você é o Negan.

Continua... 


Notas Finais


Mais um capitulo, espero que gostem, obrigada por chegar até aqui


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