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História Gatilho - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo único


Foi difícil perceber o que estava acontecendo, mesmo após muito tempo. Há muitas formas de puxar o gatilho, e Sasuke o puxou beijando aquela mulher. Eu não morri por descobrir que estava sendo traída, apenas tive que tomar os devidos cuidados e retirar a bala do meu coração, retirar ele do meu coração. Tudo o que não mata, fortalece. Mas, confesso ter sido uma luta árdua até não sentir mais dor, e ter a certeza que somente as cicatrizes estavam presentes na minha pele. 


Engraçado como o nosso mundo parece cair quando vemos a pessoa que mais amávamos nos braços de outra. Doeria menos se nós não estivéssemos juntos, assim eu não teria nada a ver com quem Sasuke ficava. Naquele momento, eu me lembro: decretei morte a qualquer sentimento estranho que brotasse em meu ser ao lembrar dele sorrindo para mim, assim como prometi nunca mais amar alguém. Isso é pura tolice, mas, me machucou tanto que nunca mais desejei amar alguém, queria mais é que as borboletas desaparecessem, nem que eu devesse prendê-las.


Eu não bebi por ele, e sim pelo o que ele me fez passar. Em todos os cantos, o rosto e corpo eram desenhados, a bala ainda estava presente. Eram noites com o travesseiro encharcado, a geladeira cheia. Eu não consegui dormir bem um dia sequer quando estava presa a ele. Quando não tinha pesadelos, tinha devaneios, ou uma vontade de fazer algo louco para ver se o esquecia. É, isso piorava cada vez mais. 


Engraçado mesmo é como qualquer música de amor combina quando nós sofremos pelo nosso amor. É tão engraçado que agora rio. Devo aceitar que dei o meu tudo para ele, que o descartou. Aprendi que devo dar valor a mim, a pessoa ao meu lado só vai acrescentar, e que eu nunca, nunca devo fazer o que não quero com o outro, aliás, trair não faz parte da minha essência e eu durmo agora tranquila por me lembrar disso.


Aprendi que vamos sim nos machucar, e as pessoas vão nos decepcionar. Namoros não são para sempre e sempre vamos ter uma lembrança deles. Aprendi que as pessoas carregam armas e elas podem puxar o gatilho quando quiserem, basta escolherem a hora.


Naqueles dias sombrios, foi difícil entender se eu é que fui uma boba ou ele que havia sido ruim. Aprendi que não devia condenar-me por erros dos outros, embora eu acreditasse que ele nunca faria algo como aquilo. Às vezes, agimos por impulso e capricho, e, quer saber, está tudo bem. Eu não o perdi, ele não me perdeu. A única coisa que perdi foi meu tempo chorando por algo tão repetitivo - decepção - e antigos pensamentos. Eu mudei, e para melhor. Viram? Sasuke só acrescentou em minha vida. Eu apenas estava machucada demais para perceber isso. 


Mas, tudo bem: a cirurgia foi um sucesso. A bala foi completamente retirada, os pontos sararam, e agora carrego no peito alegria e cicatrizes.



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