História Gatilho da Arma - Capítulo 1


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Categorias Matheus Neves "Pk Regular Game"
Personagens Matheus Neves
Tags Pkaiko, Sycaro
Visualizações 20
Palavras 631
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Imaginem um passado horrível e bem triste para o Pk.

Capítulo já betado

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Gatilho da Arma - Capítulo 1 - Único

Matheus Neves


Eu já devia imaginar que isso aconteceria, afinal, Saiko era apaixonado por ele.

O mesmo sempre fora meu porto seguro, sempre pensei ter sua total confidência para ouvir minhas lamentações, e por esse motivo achei que não seria capaz de fazer o que me fez.

Eu lhe contei tudo sobre mim, ele sabia de cada dor que eu passei, me escutou, mas parece que não deu a mínima.

Ouvir-lhe me contar o quanto era apaixonado por Ycaro, guardando a sete chaves em meu coração os meus sentimentos, escondendo de Saiko para lhe tornar feliz o máximo possível.

E eu finalmente me abri, e como num passe de mágica seus sentimentos também eram recíprocos, como é possível?

"Eu também te amo, Matheus"

Como essa pequena frase me encantou...


Cada dia ao seu lado pareciam perfeitos, sempre que precisava eu estava ao seu lado, sempre que queria eu fazia o que desejava, sempre que mandava eu obedecia. Como um cego, correndo de encontro ao abismo, acreditava em suas doces palavras. Doces mentiras.

"Eu sempre estarei contigo"

Mas nunca esteve.


Ah, aquele dia, havia acontecido de novo, eu mais uma vez estava cheio de cortes, não feitos por mim, é claro. Rodrigo sabia o que acontecia comigo, o que ele fazia comigo, mas nunca se importou.

E nesse dia eu o procurei, sem ligar ou mandar mensagens com chances mínimas de que visualizasse ou respondesse. Apenas me encaminhei até sua casa e entrei -seu lindo hábito de deixar a porta destrancada. Como eu deveria ter mandando uma mensagem.

Encontra-lo na cama com aquele que ele dizia estar outrora apaixonado não devia ser uma supresa tão grande.

"Você foi burro em acreditar que eu lhe amava"

Essa frase me destruiu de um jeito tão avassalador que pude ouvir meu coração se partindo.


Nessa noite voltei para casa chorando, e logo encontro um dos causadores de meu sofrimento, meu pai.

Óbvio que ele estava devidamente bêbado, equipado com sua pistola na cintura. E novamente como em muitas outras noites ele me levou ao quarto e me destruiu fisicamente, pois meu psicológico já estava fudido.

Esse foi meu basta, no dia seguinte eu tomei uma decisão, já não aguentava mais.

Eu terminei de ler aquele livro que tanto almeja descobrir o final; escutei minhas músicas enquanto fazia um novo desenho; assisti ao final de meu anime favorito; tomei um banho muito demorado e vesti minhas roupas favoritas -nada mais que uma jeans preta, camisa xadrez, blusa preta e meu amado par de allstar vermelho.

Saí de meu quarto, entrando no de meu pai (que estava trabalhando) para pegar sua pistola, olho atento para o gatilho que por tanto tempo me implorou por ser usado. 

Simplesmente fui até a cozinha que dava passagem para o quintal e abri a porta dos fundos da casa, indo para o mesmo, onde tinha um árvore que minha mãe havia plantado a 17 anos atrás, para comemorar meu nascimento, e 7 anos atrás foi onde ela veio a falecer por seu câncer terminal.

Apenas sentei-me na grama sendo escorado pelo tronco, pego meu celular abrindo a conversa com Saiko e mando uma última mensagem a ele.

Joguei o celular com toda a minha força no muro do quintal, segurei com firmeza a arma que estava antes jogada ao meu lado e a posicionei na lateral de minha cabeça.

Olhei uma última vez para o céu que escurecia lentamente, tingindo as nuvens de rosa e laranja, deixo uma única lagrima escorrer pelo meu rosto.

Fecho meus olhos com força e puxo o gatilho.



.............



Ligo meu celular e percebi que havia uma notificação de uma nova mensagem, era de PK. Abri a conversa e vi que ele já não estava mais online. Não entendi as mensagens mas também não dei muita importância, eram apenas algumas mensagens confusas.

"É, parece que eu perdi"

17:46

"Vc roubou meu coração"

17:46

"Não o culpo por isso"

17:47

"Não é justo fzr vc se culpar"

17:48

"Até breve"

17:50






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