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História Gatos: Fiéis ou Traiçoeiros? - Capítulo 30


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Notas do Autor


Oi, gente! Espero que gostem desse capítulo. Tá bem fofinho e cômico!
Boa leitura ヽ(✿゚▽゚)ノ

Capítulo 30 - Carinho


Fanfic / Fanfiction Gatos: Fiéis ou Traiçoeiros? - Capítulo 30 - Carinho

[Ali Gatie - It’s you] 

 

— A verdade é que eu me sinto completamente atraída por você e não há UMA parte de mim que se repulsa quando estou contigo ou quando o assunto é você. Eu te amo imensamente e me preocupo e me importo demais com você. - ela terminou de falar e na hora percebi uma lágrima solitária escorrer pela sua bochecha esquerda.  

Sem pensar duas vezes, levantei minha máscara, segurei gentilmente seu rosto e iniciei um beijo carinhoso. E de início, Hanabi estava estagnada e quase não se mexeu... Até sorri ao ver essa reação dela. Mas logo, a mesma correspondeu ao beijo e eu conclui que aquele fora ainda melhor que os anteriores. 

Nos afastamentos aos poucos, depositei mais um último beijo em sua testa e senti meus olhos encherem d’água também. A abracei forte e a prendi ali por mais alguns minutos. Eu realmente estava sentindo muito a falta dela.  

— Kuroo... você está chorando? - ela perguntou com a voz abafada sobre o meu peito. 

— Fica quieta... - disse sério e ela riu. 

Mais uma vez ela me fez ficar sem palavras e involuntariamente a beijei sem sequer pensar antes. Senti tanta sinceridade e emoção nas palavras e nas expressões que ela fazia, que mais uma vez me senti o cara mais sortudo por tê-la ali comigo e até meus olhos lacrimejaram. 

— Você está linda. - disse perto do ouvido dela e descendo minha mão esquerda para sua bunda. — Te olhar de longe estava sendo um sacrifício.  

— Kuroo! - ela disse sorrindo enquanto afastava minha mão. — Você também está incrível. Até fez um penteado diferente e pôs o cabelo para trás.  

— Sim, essa noite eu não dormi com os travesseiros entre a minha cabeça e consequentemente meu cabelo não acordou tão rebelde como o costumeiro.  - disse rindo.  

Totalmente fora do habitual mesmo, tendo em vista que sempre durmo espremendo minha cabeça com travesseiros. Estava tão cansado que mal lembrei dos travesseiros ou cobertor e logo dormi. 

— Então os pombinhos já se resolveram? - Hiyori disse se aproximando junto de Kou.  

— Já estava na hora, né? - Alex disse rindo com Futaba. 

— Acho que já estava passando da hora... - Kenma disse ao lado do tampinha. 

— Até você, Kenma? - Hanabi respondeu rindo, porém incrédula com toda a “plateia” ali.  

Parece que todos ali ficaram esse tempo inteiro prestando atenção em mim e em Hanabi, né? 

— Vocês não têm o que fazer? - disse sem querer uma resposta e logo saí dali com Hanabi, que também não estava nem um pouco afim de dar “satisfações”. 

Estávamos indo em direção à mesa de guloseimas, mas Hanabi parou por um instante e me encarou com um olhar sugestivo. Notei um brilho diferente em seus olhos, que esbanjavam desejo e saudade... Me identifiquei tanto com a “mensagem” que ela passava e sentia, que parecia que eu estava olhando o meu reflexo num espelho. 

— É... Vamos para perto do dojô. A música tá muito alta aqui. - ela disse levemente corada, mas mantendo uma expressão firme e um tanto travessa. 

Sem objeções e entendo os sinais que ela me dava, segurei sua mão direita e seguimos para o caminho oposto ao que fazíamos. E embora a caminhada que damos até o local fosse curta, continuamos de mãos dadas e ambos nós apreciamos o silêncio e companhia um do outro.  

— Como e quando você percebeu que gosta de mim? - perguntei curioso, depois de um tempo indefinido em silêncio e me encostando na parede.  

Hanabi me olhou confusa e eu ri da expressão dela. 

— Quer mesmo saber? - ela perguntou sem graça e eu a sinalizei com a cabeça para que continuasse. 

[The Weeknd – Call out my name] 

O que de mais poderia ter acontecido para que ela ainda me pergunte se quero mesmo saber? Às vezes ela é realmente estranha. 

— Kuroo... Eu e ele conversamos e eu acabei o beijan-...  - ela parou assim que eu a interrompi.  

— Já entendi! Não precisa continuar... - disse claramente incomodado e ela me olhou furiosa. 

— Você perguntou, certo? Agora vai escutar! - ela exclamou direta... e com razão. 

Afinal eu perguntei... Por mais que o fato de ambos terem se... beijado e ouvi-la dizer isso me incomode agora, essa é a única forma de eu entender como ela chegou nas próprias conclusões.  

Disse a ela para que prosseguisse com o que falava e a escutei tudo com muita atenção, mesmo quando ela tocava no nome “Hiro” e nos momentos com ele. E mesmo me segurando, foi impossível não revirar os olhos com algumas falas dela. 

— Para de revirar os olhos... - ela disse séria enquanto segurava minha gravata. 

— E se eu não quiser? - disse a provocando e ao mesmo tempo, a puxando pela cintura para perto de mim. 

— Você não quer mais ouvir? - ela disse acariciando gentilmente o meu rosto e eu fechei os olhos apreciando seus toques. 

Ah, como eu estava com saudades disso.  

— Preciso mesmo responder? - disse sorrindo, ainda com os olhos fechados e a sentindo depositar alguns beijos no meu pescoço.  

Já tinha ouvido o bastante e estava realmente difícil permanecer ali, apenas a encarando e escutando, sem tentar algo a mais. Prometo que depois de hoje, eu nunca mais ousarei interrompe-la... Até porque eu amo ouvi-la.  

Mais uma vez puxei-a para mim e selei nossos lábios com avidez. Ela retribuiu ao beijo na mesma intensidade enquanto eu apertava sua bunda e a mesma, por debaixo da minha blusa, tateava delicadamente todo o meu tórax e o marcava com alguns arranhões.  

Mordisquei todo o seu maxilar, desci minha boca para o seu pescoço a fim de marca-la ali e fazê-la arfar. Previsivelmente, Hanabi já estava soltando alguns gemidos e tombando o pescoço para trás e eu, obviamente, gostando de cada reação dela. 

Não parando minhas investidas e após reparar o quanto a roupa dela dificultava meus toques, aproveitei a parte inferior de sua roupa, que me dava mais abertura, me virei prendendo-a na parede e desci minha mão direita até sua intimidade a fim de estimula-la ali.  

— Kuroo... - ela sussurrava.  

— Hanabi... - respondi sorrindo com as reações dela. 

Continuei a beijando e me deliciando com cada som que ela proferia próximo ao meu ouvido. Mas por um momento, vi a expressão dela mudar e ir de fraca, impotente pelo prazer à travessa e ousada.  

Ela depositou mais alguns beijos pelo meu pescoço e ainda com as mãos por dentro da minha blusa, arrastando levemente seus dedos por sobre o meu abdômen, Hanabi desceu até a região do meu membro, que já estava duro, e me deu um sorriso sacana.  

— Não acredito que você vai fazer isso aqui... - disse sorrindo, pondo a mão no rosto enquanto olhava para cima. 

— Você não quer? - ela disse num olhar pidão enquanto abria o zíper da minha calça. 

Bom, já que só nó dois estamos aqui e está bem escuro, acho que não há problema... 

Não a respondi com palavras, mas segurei firme em seu cabelo e a aproximei mais de mim, fazendo-a continuar o que já estava fazendo. Ela sorriu novamente, com delicadeza tirou meu pênis de dentro da roupa e iniciou movimentos de vai e vem com sua mão esquerda.  

Já de joelhos, Hanabi continuou fazendo alguns movimentos, deslizou suavemente sua língua pela minha glande me fazendo gemer e ter alguns arrepios.  

Quando ela estava prestes a me chupar e eu já dando graças a isso, ouvimos alguns gritos. Por conta do susto, me mexi bruscamente e Hanabi acabou se desequilibrando e caindo para trás. 

— Não acredito que fomos expulsos de novo!  

Na hora, identifiquei a voz de Madoka e fiquei aliviado por ela e o grupo do qual a mesma estava acompanhada não perceberem Hanabi e eu ali. E mais uma vez eles foram expulsos... Ainda bem que eu não estava perto.  

— Me desculpa, judoka... - disse rindo, terminando de arrumar minha calça e a ajudando a se levantar.  

— Kuroo, vamos comer algo. - ela disse séria enquanto batia na roupa a fim de tirar a sujeira que havia grudado ali. 

—Você não vai continuar? - disse sorrindo e a mesma fez uma expressão assustadora. — Tudo bem. Vamos comer.  

Uma pena isso não ter terminado bem, estava tão bom... Mas acho que foi um sinal para voltarmos a realidade, afinal, estamos em uma escola.  

E quando estávamos voltando para o salão, Hanabi parou e começou a rir. 

— Que isso, judoka? - perguntei confuso com a reação repentina dela. 

— Sua cara na hora... Não consigo parar de lembrar sem rir! - ela disse gargalhando. 

Adorável.  

— Tá rindo, é? Isso foi horrível, eu estava adorando... - disse distraído e ela corou.  

Nem parecia a mesma garota de alguns minutos atrás. 

— Podemos tentar numa próxima. Mas de preferência em um local mais reservado. - ela disse me dando um beijo carinhoso na bochecha e eu concordei. 

Retornamos à mesa de comidas, que já estava bem menos cheia que antes, mas felizmente conseguimos pegar tudo o que queríamos. Fomos para uma parte próxima ao bar, que havia alguns sofás, pedimos drinks e logo sentamos. E apesar de eu e Hanabi demonstrarmos que queríamos ficar sozinhos ali, a cada 5 minutos apareciam alguns dos nossos colegas para nos desejar felicidades e outros, fofocar... Isso porque nem anunciamos nada ainda.  

Yaku e Kai apareceram e eles pareciam muito felizes por mim, tendo em vista o estado que eu me encontrava ontem. E sem perceber, Yaku acabou falando demais e sem querer, tocou no assunto dos meus pais. Ele percebeu que fiquei incomodado, se desculpou e logo saiu dali junto de Kai. 

— Kuroo, quando quiser falar sobre isso, você sabe que eu estarei aqui. - ela disse num tom carinhoso. - Acho que eu não suportaria te ver triste e não poder fazer nada a respeito. Ai, não gosto nem de imaginar! - ela disse balançando a cabeça. 

— Tudo bem, Hanabi. Obrigado... Acho que eles já estão se resolvendo. - agradeci terno, a puxando para perto de mim e depositando um beijo em sua cabeça.  

— Ah, vocês estão aí! - Futaba apareceu. — Onde vocês estavam? - ela perguntou preocupada. 

Eu e Hanabi nos olhamos e rimos na hora ao lembrarmos de como estávamos há alguns minutos.  

— Do que vocês estão rindo? - Alex perguntou se aproximando de nós. 

— Também quero saber. - Futaba disse desconfiada. 

— Não é nada! - Hanabi disse abanando as mãos. — Por que você estava me procurando, Futaba? 

— Ah, é que eu queria te avisar que o Alex resolveu dormir lá em casa. Então, né... Não sei se você ainda gostaria de ir. - ela respondeu e Hanabi riu. 

Futaba falou com muito cuidado, mas estava na cara que ela queria que Hanabi entendesse a situação. 

— Ah, tudo bem! Eu durmo na sala... Já tô acostumada a ficar de vela pra vocês. - Hanabi respondeu inocente e eu ri da reação derrotada de Futaba. 

— Hanabi? - disse para ver se ela se atentava a situação e para a felicidade do casal, ela entendeu o recado.  

— ATA! Beleza... Eu não tinha percebido. - Hanabi disse sem jeito. 

— Obrigada, Kuroo. - Futaba agradeceu corada e Alex me fez um sinal positivo com o dedão.  

Eles se despediram de nós e novamente ficamos a sós ali. 

— Que péssimo... Eu realmente não tinha entendido a situação. - ela disse rindo. 

— Nossa, nem eu esperava essa de você. - ri dela.  

— Eu queria dormir lá... e ficar um pouco off da minha própria casa, eles falam demais. - ela disse se encostando no sofá e olhando para cima. — Mas parece que ela me trocou por ele mais uma vez. - disse rindo. 

— Você pode ir lá pra casa. Tenho certeza que não vai ser trocada. - disse a observando e ela arregalou os olhos.  

— Mas e os seus pais? Não seria estranho e... desrespeitoso eu dormir lá nessa situação? - perguntou adoravelmente preocupada. 

— Eles estão passando a noite fora... E eu já te disse que eles já estão se resolvendo. - respondi me virando para ela e apoiando meu cotovelo no sofá. — Minha mãe até sugeriu levar alguns amigos pra lá... inclusive você.  

— Jura?! - exclamou e eu afirmei com a cabeça. — Ah, acho que tudo bem então. Vou avisar a minha mãe que não vou mais para a Futaba.  

Hanabi tirou o celular de dentro da bota em que usava e eu fiquei admirado e surpreso com tanta destreza e naturalidade que ela havia feito isso. Quem guarda as coisas em um sapato?  

Enquanto ela falava no telefone, Kenma e seu amado Hinata apareceram. O tampinha ainda estava a todo vapor e Kenma com uma expressão exausta, já pedindo arrego. 

— Que cara é essa, Kenma? - perguntei rindo dele.  

— Nossa... O Shou me fez ficar esse tempo inteiro dançando. Tô acabado. - ele disse se sentando ao meu lado e eu gargalhei.  — Nos de uma carona agora, por favor... - ele disse pondo a mão perto da boca de modo que o tampinha não entendesse o que ele falava.  

— Tudo bem... Ele vai dormir na sua casa, é? - perguntei o provocando, mas ele estava tão cansado, que não deu a mínima. 

Hanabi levantou, e ainda no telefone, disse algo que não consegui ouvir por conta do som alto, ao Hinata e juntos eles saíram andando sem dizer para onde iam.  

— Relaxa aí... Eles devem ter ido pegar comida. Shouyou estava com fome. - Kenma disse percebendo minha expressão confusa... E ali permaneci.  

Ficamos cerca de uns 10 minutos os esperando e quando eles chegaram, fiquei assustado com a quantidade de comida que eles haviam pego. 

— Isso tá muito bom! Eu peguei pra você também, Ken! - hinata disse se sentando ao lado dele.  

— Hanabi... Por que você pegou isso tudo? - perguntei e ela riu. 

— Eu nem ia pegar tanta coisa, mas uma das cozinheiras nos viu na mesa e correu para nos dar o que havia sobrado na cozinha. - ela disse enquanto comia um pedaço de bolo. — Meu irmão pediu pra que eu levasse para ele e... Achei que você e seus pais iriam gostar de alguns doces e salgados também. 

— Obrigado, gostei bastante das comidas que eles fizeram esse ano. Principalmente os salgados. - disse pegando um onigiri dela. — Sua mãe deixou você ir? 

— Ah, uhum. - ela afirmou mexendo a cabeça em positivo. 

— Então vamos logo, porque já está tarde e alguém aqui já está exausto. - disse olhando para Kenma e ela riu.  

Nos levantamos dali, nos despedimos do resto dos nossos colegas e fomos abordados por um Bokuto, ainda elétrico e um Akaashi com quase a mesma expressão de Kenma, acabado.  

— Kuroo, nos dê uma carona, por favor! Eu esqueci minha carteira em casa e Akaashi não tem dinheiro o suficiente para pedirmos um táxi, né Akaashi? - ele disse desesperado e Akaashi sem graça. 

— Bokuto-san, não precisa gritar. - Akaashi o repreendeu. — Eu moro um pouco longe, então se não puder, eu entendo.  

Hanabi, Hinata e Bokuto me olharam esperançosos e foi impossível negar o favor. Até porque já está tarde e a ruas ficam muito desertas para eles andarem sozinhos.  

— Tá, tudo bem. Vamos. - disse entediado e Hanabi me deu um sorriso terno.  

Fomos até a garagem da escola, que surpreendentemente ainda estava cheia de carros e logo entramos nos dos meus pais. Enquanto eu e Hanabi fomos sentamos na frente, o quarteto foi todo apertado atrás.  

Deixamos Bokuto e Akaashi na casa dele, que por sinal nem era tão longe assim e poucos minutos depois deixei o tampinha e Kenma na casa dele, que para minha felicidade era a última parada e bem próxima a minha casa. 

Hanabi passou o resto do trajeto estranhamente calada e de início, não quis perguntá-la o motivo por achar que era apenas da minha cabeça. E confirmei isso assim que ela começou a me fazer perguntas sobre o carro e o fato de eu saber dirigir.  

— Por que você não me contou antes?! Nunca poderia imaginar isso... Mas fiquei feliz em saber agora e te ver dirigindo. - ela disse enquanto entrávamos em casa.  

Fomos recebidos por um Pakum pulante e um Neko grudento.  

— Desculpa... É porque tinha tanto tempo que eu não pegava no carro, que até esqueci de comentar. - disse rindo pela reação dela. — Vou subir, pode pôr essas comidas na geladeira? – pedi e ela afirmou mexendo cabeça e indo para o cômodo.  

Seguido por Pakum, subi para o meu quarto e separei algumas roupas para usar depois do banho. Quando eu estava quase entrando no banheiro, Hanabi apareceu com Neko no colo enquanto brincava com o mesmo... Até achei estranho por Neko estar daquele jeito, sendo que ele nem gosta de tanto contato assim.  

— Kuroo, você pode me emprestar uma roupa? Eu esqueci desse detalhe. – ela disse dando um sorriso torto.  

— Tudo bem. – ri da situação. — Na primeira gaveta, no lado esquerdo do armário, tem algumas roupas antigas que podem te servir. – apontei para o móvel.  

Voltei ao que eu estava fazendo e a senti segurar meu terno por trás. 

— Kuroo... Podíamos dar continuidade ao que estávamos fazendo mais cedo. – ela disse sorrindo e mais uma vez, com brilho nos olhos.  

— Achei que não quisesse... – disse próximo ao seu ouvido. 

— Mas agora eu quero! – ela disse me puxando pela gravata, mais uma vez e me dando um selinho demorado.  

Ela continuou espalhando mais alguns beijos pelo meu pescoço, mas acabei parando seus movimentos por sentir um cheiro de... menta? 

— Hanabi... Você comeu chiclete de menta? – perguntei e ela me olhou séria. 

— Não. Na verdade foi uma trufa de menta. Por que? – ela perguntou confusa.  

Logo agora? Essa noite? Eu odeio menta e só de sentir o cheiro, tenho ânsia.  

— Será que você pode escovar os dentes? Tem uma escova a mais ali... – disse apontando para o armário do banheiro. 

Ela me encarou furiosa me pedindo explicações apenas com o olhar e eu me senti péssimo. 

— Hanabi... Eu odeio menta. Me desculpa. – disse rindo sem graça e ela ficou calada.  

Ainda em silêncio, ela foi até a gaveta do meu quarto que eu havia dito e logo depois se trancou no banheiro junto de Neko. O MEU Neko. 

Emburrado e com a companhia de Pakum, que claramente não é um traidor, a esperei sair do banheiro. O que custava só escovar os dentes? Não sabia que ela era tão temperamental assim.  

Depois de 30 minutos, ela saiu do banheiro usando as minhas roupas; um blusão preto e uma calça de moletom vinho. Ri ao ver que mesmo aquelas roupas sendo antigas e ficando bem apertadas em mim, nela ficou extremamente largo e engraçado.  

— Prefiro assim. – disse desfazendo o penteado dela enquanto passava pela mesma.  

Ela me deu uma careta e eu respondi com outra.  

— Não quero mais papo com você! – disse a Neko e ele correu para Hanabi.  

Incrível.  

Tomei um banho rápido, porém relaxante, ESCOVEI meus dentes e apenas de cueca e a fim de irrita-la, saí do banheiro.  

— Pode me dar essas roupas, por favor? – disse apontando para as vestes que eu havia deixado na cama.  

— Não. Pega você. – ela disse enquanto fazia carinho no MEU Neko.  

Me aproximei dela para pegar as roupas e disse perto do seu ouvido: 

— Tudo bem.  

Como esperado, o rosto dela enrubesceu e a mesma tentou não manter contato visual, olhando para o seu lado esquerdo.  

— Você fica uma graça assim. – disse segurando seu queixo e a mesma afastou minha mão na hora. — Monstra.  

Terminei de me arrumar e deitei ao lado dela, que estava costas para mim. Pus meu braço sobre sua cintura, a abraçando e depositei um último beijo carinhoso em seu pescoço.  

Rapidamente, ela se virou para mim, me deu mais um selinho demorado e voltou para a posição que estava.. Com esse simples gesto, conclui que o que ela fizera até agora não foi nada mais e nada menos que uma “ceninha” e que estava tudo bem entre nós.  

— Eu também te amo. Boa noite, judoka.  

 

 

 


Notas Finais


Pessoal, espero que tenham gostado desse capítulo fofíssimo! Fiz com muito carinho hehe :D. Comentem o que acharam!
E peço que me desculpem por eu ter demorado tanto pra postar. Eu estava bem tristinha por conta dessa fic e quase apaguei tudo, acreditam? Graças as minhas amigas, Bia e Vitória (Obg pelo apoio, meninas), que me reconfortaram, pensei melhor, não apaguei e aqui estou eu com esse cap novo.

E só peço mais uma coisinha também: Não caiam nessa furada de achar que o Kuroo é só um personagem “sexy” ou algo assim. Ele pode até ser, óbvio, mas não foquem apenas nisso e apreciem a incrível personalidade que ele tem e que é cheia de qualidades. Assim como qualquer outro personagem ou até mesmo uma pessoa, ele, de fato, é muito mais que um rostinho/corpinho bonito ali. ;-)


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