História Gay Nation - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O
Tags Baekxing Faz Cameo, Bottom!chanyeol, Chansoo, Comedia, Fluffy, Lemon, Mention!xiuchen, Porn With Plot, Side!seho, Sooyeol, Top!kyungsoo
Visualizações 657
Palavras 3.250
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


voltei k k k k k k
primeiramente quero agradecer pelo feedback nos comentarios eu fiquei MUITO feliz muito obrigada gente!!! vcs motivam mt a escrever <3
mas enfim lezzzz get it

Capítulo 2 - Capítulo 2


Kyungsoo e Chanyeol conversaram por mensagens durante alguns dias. Sehun estava certo quanto a Chanyeol: ele era realmente muito engraçado e carismático. Trocavam mensagens por horas a fio, às vezes até arriscando alguns flertes, o que fazia Kyungsoo dar risadinhas como uma colegial, embora ele negasse até a morte caso alguém o perguntasse (ele não sabia que Sehun tinha provas, gravadas em vídeo). Música era a melhor paixão de Chanyeol, assim como a dele, e, às vezes, enquanto estudava, conseguia ouvir, do seu apartamento, o rapaz tocando violão e cantando alguma música que Kyungsoo mencionara gostar, e ria quando o síndico batia na porta do músico para lhe dar um esporro daqueles.

No entanto, ainda que morassem literalmente no mesmo prédio, Kyungsoo hesitava em marcar o primeiro encontro. Ele não sabia direito o que o impedia; Chanyeol era um cara legal demais, e ele não sabia como agir com caras legais demais gostando dele. Na verdade, era a primeira vez que algum o fazia. Por isso, ele não tocou no assunto por uns dias, alegando que ambos estavam muito ocupados com suas respectivas rotinas e não queria atrapalhar o trabalho de Chanyeol. Sehun, é claro, não engolia nada daquilo e não parava de encher seu saco sobre o assunto.

— Você está enrolando, é isso. — o amigo reclamava, enquanto Kyungsoo tentava fazer seus exercícios vocais. — Se não tinha intenção de levar o cara para sair, por que o chamou, para começar?

— Eu tenho intenção de sair com ele, só quero conhecê-lo melhor antes. — Kyungsoo replicou, ao que Sehun revirou os olhos. Aquele garoto era mesmo muito desrespeitoso.

— Como é que se conhece uma pessoa, Kyungsoo? Saindo com ela, é óbvio! — Sehun argumentou, frustrado. — Do que você está com medo? É só um cara. Sei que você não tem saído muito com ninguém, focado na sua carreira, mas você precisa se soltar. Experimentar algo novo. Nós somos jovens! — O mais novo sacudiu os ombros estreitos de Kyungsoo, ganhando um olhar assassino do outro. — Além do mais, ele não vai te esperar para sempre. Uma hora ou outra, você vai ter que honrar a sua promessa.

— Eu não prometi nada — murmurou Kyungsoo, não baixo o suficiente para que Sehun deixasse de ouvir. O colega encarou-o, mortalmente sério.

— Kyungsoo, se esse deus ficar de coração partido por culpa sua, deixar de ir à academia por causa da decepção e eu nunca mais poder ver aquele corpinho esculpido, isso vai pesar na sua consciência. — Sehun sussurrou, ameaçador. O mais velho deu de ombros, só para provocar o amigo, mas sabia que ele tinha razão. Mais cedo ou mais tarde, ele teria que tomar atitude e marcar o temido primeiro encontro, que há muito tempo não experimentava nem guardava boas memórias.

Surpreendentemente, quando Kyungsoo trouxe o assunto à tona, foi Chanyeol quem tomou as rédeas e sugeriu que fossem ao restaurante da mãe dele. Garantiu, apesar de ser suspeito para falar, que a comida era ótima e que realmente gostaria de que Kyungsoo fosse sua companhia. Ele aceitou e, assim, naquela sexta à noite, ele estava se arrumando para encontro com Park Chanyeol.

— Eu estou tão feliz por você — Sehun apareceu atrás de si no banheiro, olhando-o como um pai orgulhoso faria com o filho. O mais novo limpou uma lágrima fantasma, fingindo emoção. — Eles crescem tão rápido...

— Eu sou mais velho que você, tapado — rebateu Kyungsoo. Estava contente por ter raspado a cabeça e não precisar se preocupar com os fios rebeldes de seu cabelo grosso.

— Tecnicamente, mas no quesito relacionamentos, eu estou anos-luz à sua frente. — Sehun replicou, e Kyungsoo revirou os olhos. — Uau, você está lindo de morrer, hyung. — Kyungsoo checou a própria imagem no espelho. Ele estava bem agradável aos olhos, tinha que admitir. Não era do seu feitio embonecar-se todo para as pessoas com quem saía; sempre se apresentou como era, roupas simples, quase sempre escuras, tentando ao máximo passar despercebido. Sehun, no entanto, não deixaria que ele saísse como um qualquer sem personalidade e acompanhou — leia-se, arrastou — Kyungsoo até o shopping para fazer compras. Escolheu uma camiseta azul estilosa, estampada com alguma frase em inglês, além de jeans escuros justos e sapatos novos. Sehun insistiu para que ele usasse maquiagem, o que Kyungsoo recusou-se terminantemente a fazer, pelo menos até o amigo atacá-lo com cócegas e ele ceder, permitindo-se um pouco de delineador. Sehun conhecia suas fraquezas. — Chanyeol vai ficar de quatro por você. Literalmente.

— Nós não vamos transar, se é isso que você está insinuando. — Kyungsoo retorquiu, ao que Sehun deu de ombros

— Azar o seu. Eu não pensaria duas vezes antes de abrir meu coração e minhas pernas para aquele monumento. —  Kyungsoo ergueu uma sobrancelha. — Mas é sério, hyung, não se feche para isso, ok? Ele parece ser um cara muito legal e está a fim de você. Confie em mim. — Sehun  deu uma piscadela e saiu do banheiro. Kyungsoo balançou a cabeça e encarou o próprio reflexo de novo. Não diria em voz alta, mas ele bem que queria que Sehun estivesse certo.

Ele bateu à porta de Chanyeol às oito horas. O rapaz abriu com um sorriso que quase imediatamente se transformou em risadas que sacudiram o corpo enorme. Kyungsoo franziu a testa, sem entender o que havia de engraçado.

Quando viu a expressão do outro, Chanyeol respirou fundo, com lágrimas de riso nos olhos. —  É que nós estamos com a mesma camiseta — explicou. Kyungsoo olhou para a própria roupa e para a de Chanyeol; de fato, era a mesma marca, mesma cor, mesma frase em inglês. Não pôde deixar de sorrir também.

— Foi totalmente não intencional, juro — disse Kyungsoo. — As pessoas vão achar que somos daqueles casais que saem com roupa combinando… — Chanyeol sorriu de canto com aquilo, as orelhas adquirindo um tom vermelho vivo. Ele fica tão fofo com vergonha, pensou Kyungsoo.

— Bem, vamos? — Chanyeol convidou, animado. Kyungsoo reparou que ele segurava dois capacetes. — Eu tenho uma moto, então achei que eu pudesse levar a gente… a não ser que você prefira ir de outro jeito…? — Chanyeol hesitou, ao ver a expressão de Kyungsoo. A bem da verdade, ele tinha um pé atrás em relação a motos, mas decidiu que era hora de deixar essa bobagem de lado.

— Claro, sem problemas — respondeu Kyungsoo, com um sorriso. Os dois pegaram o elevador, o silêncio pairando desconfortável. Os dois sempre tinham tanta facilidade para falar um com o outro, mas toda a “situação” do primeiro encontro deixava tudo mais pesado, uma tensão no ar. Kyungsoo odiava aquilo.

Saíram no estacionamento e caminharam pelas vagas até chegarem à moto de Chanyeol, que era uma lambreta simpática com um baú, e não a moto de corrida cara que Kyungsoo esperava encontrar. Na verdade, parando para pensar, a lambretinha tinha muito mais a ver com Chanyeol. Conseguia imaginá-lo montando na moto com aquelas pernas enormes, dirigindo alegremente pela cidade com o violão nas costas, e a imagem o fez sorrir. Chanyeol ofereceu-se para prender o capacete de Kyungsoo, as pontas dos dedos calejados — pelas cordas do violão, ele presumiu — roçaram de leve pelo queixo de Kyungsoo. Ele tentou não pensar em como os menores toques de Chanyeol o deixavam zonzo, coisa que nunca tinha acontecido com ninguém com que ele saíra.

Os dois montaram na moto e rumaram para o restaurante. Quando Chanyeol deu partida, Kyungsoo envolveu a cintura do rapaz, por instinto, e ouviu-o respirar fundo. — Você tem medo? — ele perguntou.

— Não exatamente medo… é só cautela — Kyungsoo argumentou. Chanyeol, de brincadeira, acelerou a moto, sem movê-la, e Kyungsoo se agarrou com mais força a ele. Sentiu a risada de Chanyeol e bateu nele de leve, rindo também.

— Ei, ainda dá tempo de pegar um Uber, se você quiser — Chanyeol olhou por cima do ombro para o rapaz na garupa, que recusou com a cabeça.

— Tá tudo bem. Agora vamos, estou com fome. — Kyungsoo respondeu e os dois partiram enfim, Chanyeol navegando pelas ruas iluminadas de Seul com a experiência de quem fazia aquilo há muito tempo. Mesmo estando em uma moto, Kyungsoo sentia-se confortável, os braços ao redor de Chanyeol, sentindo a brisa fresca em seu rosto.

O restaurante da mãe de Chanyeol era muito agradável, com um ambiente bem decorado e familiar; a comida tinha gosto de casa, e a mãe do rapaz era muito simpática. Ela veio em pessoa trazer a comida e cumprimentar o filho e Kyungsoo, rindo quando Chanyeol revirou os olhos quando a mãe deu-lhe um beijo e desarrumou seus cabelos. O mais alto ficou vermelho como um tomate quando a mãe sussurrou, alto o suficiente para Kyungsoo ouvir: “Nossa, ele é bonito mesmo!”. Kyungsoo também sentiu o rosto esquentar com a ideia de que Chanyeol tinha falado sobre ele com a mãe. E ainda por cima disse que ele era bonito!

— Eu como bastante — Chanyeol comentou, meio sem graça, quando Kyungsoo arregalou os olhos à visão da refeição completa trazida pela mãe de Chanyeol. 

— Sim, ele come, não se deixe levar pelo físico, Kyungsoo, isso é só por causa da academia. — disse a Sra. Park, olhando carinhosamente para o filho. — Na verdade, eu tenho algumas fotos antigas ali, o Chanyeol gordinho, abraçado com o cachorrinho dele, umas bochechas enormes…

Chanyeol ficou vermelho pela enésima vez naquela noite. — Mãe, não! — ele exclamou quando a mãe mencionou as fotos. — Mãe, deixa eu e o Kyungsoo conversarmos, vai…

— Tudo bem, tudo bem… — a Sra. Park levantou as mãos em rendição e afastou-se em direção à cozinha, não sem antes dar uma piscadela para Kyungsoo, de quem sabia das coisas. Ele retribuiu com um sorriso, curvando a cabeça em agradecimento pela refeição.

— Não sei por que achei que seria uma boa ideia vir aqui… minha mãe é tão exagerada — Chanyeol reclamou, exasperado. Kyungsoo riu da indignação do rapaz.

— Eu acho que ela é uma graça — Kyungsoo respondeu. — Você nos trouxe aqui para não ter que pagar, talvez? — brincou.

Chanyeol enrubesceu de novo. Incrível como era fácil fazê-lo ficar tímido! — Não, não! Eu... — ele exclamou, atrapalhado. — Eu pago aqui também, na verdade, não, mas às vezes eu lavo uns pratos para a mamãe… só queria trazer você para experimentar a comida da minha mãe, porque é muito boa, quer dizer, eu acho que é muito boa, e é especial pra mim, e queria dividir com você e… — Ele falou rápido, engasgando no processo e Kyungsoo teve compaixão dele.

— Chanyeol, relaxa — ele falou em um tom tranquilizante, rindo, tentando esconder o quanto a história de querer dividir com ele tinha afetado seu coraçãozinho, que, no momento, pulava dentro do peito. — Eu tô brincando com você.

— Ah… certo — Chanyeol, ainda tossindo um pouco, soltou um risinho nervoso. Os dois se encararam, meio divertidos, meio constrangidos, e Chanyeol voltou o olhar para a refeição sobre a mesa. — Ahn… vamos comer, então?

— Claro. — Kyungsoo respondeu, atacando logo a sopa e o kimchi à sua frente. Estava mesmo delicioso, e Kyungsoo era bem exigente para comidas. Os ingredientes eram frescos, os vários temperos combinando perfeitamente. A mãe de Chanyeol era de fato uma ótima cozinheira.

— Está excelente — ele falou em voz alta, para deixar Chanyeol saber que estava gostando, e assim dissipar um pouco do nervosismo do rapaz e quebrar o silêncio. — Obrigado por me trazer aqui, é bem legal.

Recebeu um sorriso de um Chanyeol com a boca cheia de comida. — Incrível, né? Esse lugar é a vida da mamãe. Ela é muito boa no que faz. Ao contrário de mim, que não sei fritar um ovo. Se minha vida depender disso… eu sou um homem morto. Provavelmente vou morrer tentando cozinhar para salvar minha vida.

Kyungsoo riu. — Eu adoro cozinhar. É um dos meus hobbies favoritos... não posso dizer que sou bom como a sua mãe, mas tento. — Ele falou, modesto.

— Bom, ninguém consegue ser melhor que a minha mãe — Chanyeol replicou, sorrindo largamente. — O que você gosta de cozinhar?

— Ah, coisas comuns — Kyungsoo respondeu, sorridente. Ele tropeçava nas próprias palavras quando tinha de falar de si mesmo, mas a cozinha era um território seguro o suficiente para ele. — Às vezes eu tento algo mais sotifiscado, como as de programas de TV ou revistas, só que o único que experimenta é o Sehun, meu colega de apartamento. E ele não tem muitos critérios. Quer dizer, o jantar ideal dele é Doritos e soju… —  ele disse, e Chanyeol riu.

— O Sehun é legal, nós já conversamos algumas vezes. A gente se esbarra às vezes quando eu estou voltando da academia, ele até perguntou sobre meu treino, queria algumas dicas — Chanyeol disse, todo inocente, e Kyungsoo teve que segurar o riso ao ouvir aquilo, porque Sehun era provavelmente a pessoa mais sedentária que já existiu e com certeza não tinha interesse nenhum no treino de Chanyeol, e sim nos resultados dele. — Ele mora com você desde sempre?

— Não, só moramos juntos quando eu me mudei pro nosso prédio. —  Kyungsoo respondeu.

— Eu também tinha um colega, Jongin, mas aí ele foi estudar nos Estados Unidos e eu tive que me virar sozinho. Como eu gostava muito do prédio, resolvi ficar por lá, em um apê menor. — Kyungsoo sabia que ele se referia ao 202.

— Provavelmente os caras da revista viram que você continuava no mesmo lugar e só são preguiçosos demais para mudar o número no endereço.

— Pois é — Chanyeol enrubesceu e coçou a nuca, envergonhado com o assunto. — Sobre isso… na verdade a revista nem é minha, é do Jongin. Eu assinava porque ele não tinha cartão e ele só me pagava depois. Aí ele foi embora e eu cancelei a assinatura, mas por algum motivo elas continuam chegando…

O coração de Kyungsoo congelou por um momento. Todos as ações deles tinham sido pensadas sob a premissa de que Chanyeol gostava de caras, porque ele lia uma revista estúpida. Aquilo podia ser tudo um mal-entendido? Kyungsoo morreria se fosse. — Ah, então… você não é… bom… — A frase morreu em seus lábios. Não era nada sutil fazer aquele tipo de pergunta...

Chanyeol franziu a testa, parecendo confuso, mas logo capturou o sentido da pergunta inacabada de Kyungsoo, arregalando os olhos em compreensão. — N-não, não é isso! Quer dizer, eu gosto de caras, e… sabe… de garotas. — Ele engoliu em seco gesticulando com as mãos inquietas, nervoso. —Mas eu não gosto de rótulos. Gosto de pensar nas pessoas como se elas fossem música… melodias que me atraem, capturam minha atenção. Não me importa muito de que instrumento está vindo. É meio bobo, na verdade. — o jovem riu, sem graça. — Mas música está em tudo para mim. Música é tudo. Ele olhou para Kyungsoo em dúvida, parecendo quase receoso, como se esperasse uma reação ruim. Mas ele apenas sorriu, incrivelmente. Sorriu de verdade com aquele pensamento.

— Não é bobo. É uma ideia muito legal. — ele disse, e Chanyeol abriu um sorriso tímido, e eles voltaram a comer.

Conversaram sobre muitas outras coisas, comeram, beberam e riram, e o tempo passou rápido como nunca tinha passado antes. Se Kyungsoo se recusava a admitir que estava se apaixonando, teve que ceder só um milímetro diante da pureza daquela frase. Por que Chanyeol tinha que ser tão absurdamente fofo, e engraçado, e amar música, e ter tanquinho?

Voltaram para o prédio na lambreta de Chanyeol, e entraram no elevador, agora muito mais leve, sem a tensão de antes. Os dois ficaram lado a lado, tocando os dedos de leve quase que deliberadamente, e o coração de Kyungsoo começou a bater mais forte. As portas do elevador se abriram no segundo andar e os dois saíram. Ficaram no meio do corredor, encarando um ao outro, ambos querendo chegar mais perto, mas hesitantes, sem jeito, com borboletas no estômago e um bando de cavalos descontrolado no lugar do coração.

Kyungsoo foi o primeiro a quebrar o silêncio, pigarreando. — Hoje… foi muito legal. Eu amei tudo. Obrigado. — disse, e recebeu um sorriso radiante em resposta.

— Não tem de quê. Eu é que agradeço… você é uma ótima companhia. A melhor que eu tive em muito tempo, na verdade — o mais alto confessou, olhos pregados no chão, e Kyungsoo viu um leve rubor tomar as orelhas dele. Nunca cansaria de ver aquilo.

— É mesmo? — ele respondeu. Chanyeol assentiu, tímido. — Eu tenho mais uma pergunta,  então. — Kyungsoo deu um passo ousado na direção de Chanyeol. — Você disse que as pessoas são como música. Que tipo de música eu sou, então? — ele perguntou, erguendo o queixo para olhar para Chanyeol, que e ergueu os olhos lentamente, encarando Kyungsoo de volta. Estavam tão próximos que Kyungsoo conseguiu ver o pomo de adão de Chanyeol se mexer quando ele engoliu em seco, e a língua umedecendo os lábios em nervosismo. Nossa, Kyungsoo queria muito beijá-lo…

— Uma música que eu gostaria de ouvir mais vezes, definitivamente. E que eu gostaria de aprender… e tocar sempre que eu tiver vontade. — ele respondeu, a voz profunda, e Kyungsoo não aguentou. Ele ficou na ponta dos pés e encostou os lábios cheios nos de Chanyeol, e uma corrente elétrica percorreu todo o seu corpo no momento em que se tocaram. Ele tinha gosto do soju que tinham bebido no restaurante, do açúcar dos bolinhos de arroz na sobremesa e de mais alguma coisa que Kyungsoo não conseguia decifrar, e que ele suspeitava que fosse só de Chanyeol, porque ele nunca sentira aquilo durante o primeiro beijo com ninguém. Levantou as mãos e correu os dedos pelos cachos macios do mais alto, explorando a boca de Chanyeol, doce e calmamente, com seus lábios e sua língua. O rapaz segurou-o pela cintura, os dedos gentis de músico percorrendo suas omoplatas, depois os ombros, e então os braços, e de volta à cintura. Era suave, mas também era apaixonado, e Kyungsoo gostava daquela sensação já quase esquecida. Gostava muito.

 Os dois se separaram, sobressaltados, quando o elevador fez plim!, e as portas se abriram. Kim Jongdae saiu de lá de mãos dadas com outro rapaz, baixinho e de bochechas grandes — provavelmente o namorado que ele tinha mencionado. O casal cumprimentou educadamente os dois, e Jongdae olhou de um para outro, escaneando os lábios inchados e os cabelos desarrumados de Chanyeol, e deu uma piscadinha nada sutil para os dois e sorrindo como quem sabia de algo, rumando em direção ao próprio apartamento com o namorado. Chanyeol e Kyungsoo entreolharam-se, ambos vermelhos e assustados, antes de explodirem em risadas pela situação em que foram encontrados. Quando se acalmaram, Kyungsoo aproximou-se novamente de Chanyeol.

— Bom, considerando sua resposta, acho que a gente vai se ver de novo — ele declarou, erguendo uma sobrancelha, e Chanyeol sorriu nada inocentemente.

— Com certeza, Do Kyungsoo. — Pegou a mão de Kyungsoo e deixou um leve beijo na parte de cima, só um leve toque de lábios, mas suficiente para deixar Kyungsoo zonzo. Fazia mesmo tanto tempo assim desde que estivera com alguém que um mero beijo na mão conseguia deixá-lo daquele jeito? Ou seria porque era Chanyeol? Ele esperava que fosse a primeira opção.

— Ok. — Afastou-se antes que a vontade de beijar Chanyeol se tornasse incontrolável de novo. Apertou o botão do elevador e voltou-se para o vizinho. — Boa noite, Park. — Acenou, e o outro acenou de volta, sorrindo, enquanto as portas do elevador se fechavam. Kyungsoo apoiou as costas na parede metálica, sentindo a energia deixar seu corpo lentamente, deixando para trás só uma vibração em seu peito, um rastro brilhante daquela noite. O som da risada de Chanyeol ainda tilintava em seus ouvidos e seus lábios ainda formigavam com a sensação do beijo. Fechou os olhos e sorriu consigo mesmo.

— Droga, Park, o que você fez comigo?



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