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História Gélido Sangue - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá, espero que gostem.

Capítulo 2 - Hediondo Pecador.


— Pastor, acho que fiz algo terrível.

O pastor Park Jimin assustou-se com a chegada repentina e direcionou seu olhar que estava vidrado em uma bíblia para o homem que adentrou desesperadamente. Seus lábios escorriam sangue e suas órbitas vermelhas lacrimejavam, era totalmente pálido e sua aparência emitia uma nuance quase cadáverica.

— O quê houve, rapaz? — Com uma expressão de incerteza, o pastor questionou.

Jeongguk andava de um lado para o outro com passos curtos e desajeitados enquanto passava as mãos em seus cabelos. Se sentou no banco de madeira em frente à Jimin e posicionou-se no chão juntando as mãos indicando que estava prestes a rezar.

— Senhor, perdoa-me. Pai sagrado poderoso e todo misericordioso, fiz um hediondo ato contra um homem inocente. — Fechou os olhos enquanto sussurrava na igreja quase vazia e silenciosa. — Sou um pecador, um infeliz e maldito pecador.

— O quê você fez? — Park elevou seu tom de voz e levantou-se da cadeira. — Poderia explicar-me o ato tão hediondo que o fez vir aqui ?

Lágrimas caiam incessantemente dos olhos de Jeon, o mesmo não parava de andar em círculos e sussurrar palavras inaudíveis. Ele de repente voltou seu olhar para o pastor, era um olhar peculiar e centrado com pupilas dilatadas.

— Pastor...

— Diga-me — Ele observava o rapaz ajoelhado em sua frente.

— Eu ceifei a vida de um homem cruelmente. — Sua voz estava trêmula e falha. — A alma deste homem foi tirada de si por minha única e exclusiva culpa, não mereço qualquer perdão e o meu único destino é queimar eternamente no fogo ardente do mais cruel inferno.

O pastor arregalou seus olhos e suspirou, aquilo já era corriqueiro para o mesmo. Inúmeros iam lá exclusivamente para confessar um cruel assasinato e como o mesmo não poderia revelar para ninguém a sua única escolha era dizer que o assassino estava devidamente perdoado e que iria para o paraíso mais belo e cheio de milagres.

— Meu filho, o senhor é misericordioso. — Abriu sua bíblia novamente e parou em uma página. — Ele perdoa qualquer que seja o pecado, até os mais hediondos e cruéis.

Jeon acalmou-se e se sentou enxugando as lágrimas, ajeitou seus cabelos o que deu uma melhor visão de seus olhos. Algo neste homem intrigava o pastor, não parecia normal ter os olhos com um tom de vermelho tão vivo e sua boca coberta de sangue. Talvez o sangue tenha vindo de um machucado de sua própria boca — pensou o pastor.

Sua aparência pálida era de dar calafrios porém algo intrigou ainda mais Park, o homem deu um leve sorriso como uma sinal de alívio o que deu uma plena visão às seus caninos extremamente pontudos. Aquilo não poderia ser normal, Jimin com os olhos já arregalados pensou excessivamente. Seria aquele ser um vampiro ?

— Pastor, agradeço por tudo. — Jeon ainda com o sorriso nos lábios estava seguindo para a escapatória do local. — Porém tenho de ir, sinto-me muito mais aliviado agora.

Park rapidamente andou até a porta e a fechou, fazendo um estrondo barulhento o que fez Jungkook assustar-se. O pastor o encarou friamente dos pés a cabeça e colocou uma tranca no grande portão. Pretendia manter aquele homem misterioso no recinto até ter a plena certeza de que o mesmo não era um insolente e pecador vampiro.

— Porém sua perdão não foi devidamente dada. — O pegou pela mão e o pôs no mesmo assento de madeira que estava sentado anteriormente. — Ainda há mais etapas, não é algo tão rápido assim.

Jeon não falou uma palavra sequer e o pastor pegou um livro debaixo de sua mesa. Um livro grosso e antigo, muito empoeirado com detalhes dourados na capa escrito em latim. Era pesado e com dificuldade achou o que procurava na metade das páginas.

— Pastor, o que tenho de fazer para ser devidamente perdoado por meu hediondo pecado?

— Espere, procuro o que tanto deseja neste livro.

Era uma mentira, o livro era um antigo guia em latim de todas as espécies sobrenaturais existentes. O tópico que precisava era chamado de "Vampiros e outros sanguessugas.", não era muito bom em latim e com dificuldade leu os escritos na página já desgastada porém era algo mais ou menos como:

" Vampiros:

Seres pálidos de olhos vermelhos, costumam alimentar-se de sangue de humanos e outros seres com suas afiadas presas nos lugares dos caninos. São os maiores pecadores de todos os seres, matam sem qualquer remorso e podem ser extremamente manipuladores, atuando para conseguir perdão de seus pecados inoportunos.

Características:

- Sensíveis ao sol;

- Olhos vermelhos;

- Aparência cadáverica e pálida;

- Não podem ser vistos em espelhos;

- Hiper-velocidade;

- Caninos afiados.

Formas de defesa:

- Alho;

- Água benta;

- Pirilteiro;

- Ramos de roseira selvagem;

- Verbena;

- Crucifixos.

Formas de eliminar:

- Enfiar uma estaca de madeira diretamente em seu coração;

- Expôr ao sol ardente por mais de uma hora;

- Força-lô a ingerir pirilteiro."

A face cínica de Jeon dava arrepios para o pastor, aquele ser com certeza era um vampiro. Com leves sorrisos, a descarada ironia da face do vampiro era mostrada e com sua clara habilidade em manipulação conseguiu o perdão sagrado. O que restava para Jimin era manter o sugador de sangue no recinto até conseguir eliminá-lo e isto com certeza não seria uma tarefa fácil.

— O teu perdão definitivo será dado daqui a alguns momentos, basta ter paciência. — Park mentia descaradamente afim de manter o pecador na igreja.

Jeongguk encarava o crucifixo no pescoço do homem em sua frente, o olhar era totalmente desalmado.

— Pastor, com todo o respeito. Sinto que já fui devidamente perdoado e que deveria retirar-me daqui. — Impaciente, levantou-se do local. — Se não se importa, quero lhe agradecer pelo perdão.

Park paralisou por instantes enquanto Jeon andava lentamente até onde estava localizado, sentiu uma pesada respiração em seu pescoço e arrepiou-se. Seu coração palpitava mais rápido que o normal e empurrou o vampiro.

— Não tenho medo de você. — O homem de olhos castanhos balbuciou com os olhos semicerrados. — Nenhum perdão lhe curará de ser um pecador.

Retirou seu crucifixo e apontou para Jeongguk, que se afastou como num instinto natural. Se aproximou do mesmo e pressionou o crucifixo em seu rosto o que o fez gritar, o vampiro se desprendeu rapidamente dos braços do pastor e seguiu até o portão. Fez esforço para abrir o mesmo porém não conseguiu, estava trancado.

— Você não irá sair daqui vivo. — O pastor falou alto e claro.

— Veremos quem morre primeiro então.


Notas Finais


Qualquer erro ou crítica construtiva podem apontar. Espero que tenham gostado.


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