História Os Ventos do Inverno - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arianne Martell, Arya Stark, Brandon "Bran" Stark, Catelyn Stark, Cersei Lannister, Daario Naharis, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Doran Martell, Euron Greyjoy, Jaime Lannister, Jon Connington, Jon Snow, Margaery Tyrell, Melisandre, Petyr Baelish, Ramsay Bolton, Rickon Stark, Roose Bolton, Sansa Stark, Stannis Baratheon, Theon Greyjoy, Tyrion Lannister, Yara Greyjoy
Tags As Crônicas De Gelo, Daenerys Targaryen, Game Of Thrones, Jon Snow, Jonerys, Sete Reinos, Westeros
Visualizações 118
Palavras 2.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Os primeiros capítulos serão apenas para dar uma situada na história. Só vou seguir um ou outro ponto da série Game of Thrones, no geral a fic vai ser diferente. Espero que gostem. 😀😀😀😀

Capítulo 1 - Castelo Negro


Fanfic / Fanfiction Os Ventos do Inverno - Capítulo 1 - Castelo Negro

-Bastardo. - "Pela Patrulha."

-Não é um Stark. - "Pela Patrulha." 

-Lorde Snow. - "Pela Patrulha."

-Parem! - Jon quis gritar, mas de alguma forma sua voz não saia. "Isso é um pesadelo, só pode ser um pesadelo," pensou. Mas as vozes continuaram,: "traidor", "vira-casaca", "perjuro".

 Ele estava em um lugar totalmente escuro, e as vozes vinham de todos os lados. Jon sabia que conhecia aquelas vozes, mas de alguma maneira não conseguia se lembrar do nome ou do rosto de seus donos. Seriam seus amigos que estariam fazendo aquilo? Seriam desconhecidos? Fosse quem fosse continuou por muito mais tempo, falando, gritando, xingando. Aquilo era tão insuportável quê Jon soube que não conseguiria suportar por muito mais tempo.

Fantasma, pensou. Mas o lobo gigante não apareceu, ele havia o abandonado, todos o abandoraram. Primeiro foi a sua mãe, que o deixou quando ainda era um bebê, depois o pai também o abandonou na Muralha, seus irmãos, tanto os de sangue quanto os juramentados, todos o deixaram, ele estava condenado a ficar só para sempre. Sentiu vontade de chorar, mas também não tinha lagrimas.

As vozes continuaram o torturado, parecia que não iria acabar nunca. Ele queria fugir, sair do alcance deles, ir até algum lugar protegido, mas Jon não conseguia sair dali e os sons continuavam. Foi então que avistou uma luz bem na sua frente, era tênue e pequena, apenas um ponto de claridade em um infinito de trevas, mas Jon começou a ir em direção a ela. Se aproximava pouco a pouco, sem saber se estava andando ou levitando, mas de alguma maneira sabia que tinha de ir para a luz. Continuou seguindo em frente, porém quanto mais se aproximava mais difícil ia ficando o percurso, parecia haver uma força o puxando para trás, e as vozes também ficavam mais altas e eram cada vez piores. Começou a vislumbrar também imagens em seu caminho, que apareciam nítidas a sua frente mesmo com todo o breu a sua volta. Viu inicialmente o seu pai, não dá maneira que se lembrava, mas como tinha sido no passado, um jovem com olhos calmos e cinzentos é um rosto inespressivo. Mas de repente sua cabeça começou a deslizar de seu pescoço pouco a pouco, até que caiu aos seus pés sem fazer um único ruído. Jon virou o rosto. Não queria olhar para nada, não queria ver aquelas coisas. Porém mesmo com os olhos fechados ainda visualizava as imagens em sua mente. Daquela vez era Robb, não o Robb Rei do Norte, mas o garotinho que foi um dia, vestido de lã e pele dos pés à cabeça, meio rechonchudo por causa das camadas extras de roupa. Soriu para Jon quando o viu passar, e Jon respondeu o sorriso tambem. Mas de repente ele começou a sangrar por um ponto na barriga, e depois outro, e então na cabeça... em pouco tempo estava sangrando por mil buracos diferentes, mas não deixou de sorrir para Jon nem por um segundo, até que o seu corpo começou a secar e derreter como cera em frente aos seus olhos. Ele queria parar, queria ajudá-lo, mas sabia que não poderia fazer nada. Tentou se virar e continuar andando olhando apenas para a frente, mas agora quem estava atravessado no caminho a sua frente era Janos Slynt e Sor Alliser Thorne.

- Lorde Snow, você é apenas um garoto bastardo filho de um traidor  - disseram ambos em uníssono.

Tentou evitá-los e passou por eles, mas as suas vozes continuavam o seguindo. Tenho que ir para luz, preciso chegar na luz. Estava próximo agora e a luz ficava cada vez mais forte, se aproximou mais um pouco, porém quanto mais andava mais difícil era continuar. Seus pés ficaram pesados, parecia que carregava um mamute nas costas. Preciso ir, preciso ir agora. Viu a Senhora Catelyn ao seu lado, ela o olhou com desprezo e falou: 

- O que está fazendo aqui? Esse não é o seu lugar, não é um de nós, vai embora bastardo! 

Evitou olhar para ela e continuou andando. Contínue andando, continue andando, só mais um pouco, só mais um pouco. Viu que Arya corria desesperada com algo negro atrás dela, implorando por ajuda. Aquilo foi como uma faca quente no coração. Não posso lhe ajudar, tentou dizer, se virou para frente mais uma vez. Só mais um pouco, se eu chegar na luz estarei salvo, só mais um pouco. As vozes continuaram lhe perseguindo, mais altas do que nunca e falando coisas cada vez piores: 

- Traidor, bastardo, assassino, vira-casaca.

 Ele tentou ignorar e seguiu em frente, só que quando já estava perto o suficiente para quase tocar... o peso foi demais, e de repente começou a cair, em direção a nada e tudo ao mesmo tempo. Tão perto. Sabia que nunca conseguiria se levantar, aquele séria o seu fim, não havia mais salvação. Mas de repente percebeu que algo se aproximava. Era quente e trazia consigo... vida. Quando levantou os olhos viu que se tratava de uma mulher, uma mulher com cabelos que eram chamas vermelhas, vivos e selvagens, e que dançavam no topo de sua cabeça. Quando se aproximou foi possivel sentir o calor que ela emanava, um calor que era doce e reconfortante.

 - Ygritte. - Sussurrou. - Ygrette, me ajude, por favor.

- Eu não posso - respondeu, - você precisa continuar, precisa ir para a luz, precisa seguir em frente.

- Mas eu não consigo. Por favor, eu só quero ficar com você. Podemos ficar juntos agora, podemos ficar juntos para sempre. 

- Não, não podemos, não devemos. Você ainda tem muito o que fazer. Resista e siga em frente Jon Snow. Resista e siga em frente.

- Mas eu não consigo, por favor, me ajude.

- Não, você consegue, você sempre conseguiu. Você sempre foi capaz, mas agora precisa provar isso.

- Eu não consigo, sei que não consigo - disse mais uma vez impotente. Mas então ela lhe deu um sorriso brincalhão, como havia feito milhares de vezes no tempo em que estiveram juntos:

- Você não sabe de nada, Jon Snow. - E se afastou.

Quando ela desapareceu Jon olhou para frente mais uma vez, e lá estava a mesma luz de antes, tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Preciso ir, preciso ir, não posso desistir. E começou a se arrastar. As vozes voltaram, mil vezes mais altas do que antes, como se a sua persistência em continuar as tivesse acordado, mas ele fingiu que não as ouvia e continuou se arrastando. Pouco a pouco, pouco a pouco, preciso chegar lá, preciso chegar lá. Se arrastou mais alguns centímetros, e depois mais outros, se arrastou, se arrastou, arrastou. Quando estava mais perto percebeu que a luz se tratava de um portão. Uma saída, pensou. Se arrastou de novo, esticou a mão em direção a luz, e de repente... e de repente... ele abriu os olhos. Estava em uma sala escura e fria, deitado sobre uma mesa totalmente nú. Ao olhar em volta não conseguiu reconhecer o lugar. Esse é o meu quarto? Não, aqui não pode ser o meu quarto. Mas então onde é que eu estou? E onde estão todos? Jon não sabia o que estava acontecendo até que as memórias começaram a retornar aos poucos: a carta de Ramsay Bolton, a reunião com os selvagens, o homem morto, o gigante, e depois as facas. Aquilo foi um sonho, só podia ser um sonho. Mas foi aí que por puro instinto ele passou a mão na sua barriga, e então sentiu as feridas abertas. "Não foi um sonho". Alguém tinha fechado as feridas com linha, mas apesar disso ainda era possível perceber que eram feridas profundas. Eram cinco golpes ao todo, e um deles, o maior, estava bem em direção ao seu coração. Mas se tudo foi real, como eu estou vivo? Seus devaneios foram interrompidos por passos que se aproximavam da porta, eram no mínimo duas pessoas, e quando chegaram perto o suficiente ele conseguiu ouvir também suas vozes e distinguir o que estavam falando. -...eles o mataram. - choramingou um e Jon sabia que conhecia aquela voz de algum lugar.

-Agora temos que queimar o seu corpo, não podemos correr riscos. - Respondeu outro. Foi aí que de repente a porta foi aberta, e Pyp, Grenn e Edd Doloroso Tollett entraram na sala. Jon virou o rosto e olhou para eles, e para sua surpresa todos levaram um susto. Pyp gritou, Green deu passos para trás e Edd doloroso ficou parado.

-Ele se transformou? - Perguntou Edd plerpexo. Jon se levantou e ficou sentado na mesa.

-O que aconteceu? - Perguntou, mas com outro grito Pyp saiu correndo da sala e foi Grenn quem falou.

-Você tá vivo! - Disse em uma voz que demonstrava uma mistura de surpresa, alívio e felicidade. Jon já ia fazer outra pergunta mas não teve tempo para isso. De repente um vulto branco atravessou a sala por entre Grenn e Edd e subiu na mesa de Jon. Era Fantasma, e já começava a lamber o seu rosto com uma língua áspera e molhada. Ele se lembrou do sonho é instantaneamente sentiu um alívio por encontrar novamente o lobo, alisou Fantasma atrás da orelha e continuou:

-O que aconteceu? - Perguntou Jon mais uma vez. Edd Doloroso falou novamente.

-Você morreu. - Ele disse. Parecia que finalmente ambos tinham se recuperado do choque inicial.

-Como assim eu morri? - Perguntou estupidamente. Aquilo estava ficando cada vez mais confuso. Mas ninguém teve tempo de responder. Antes disso Pyp entrou na sala novamente, só que dessa vez acompanhado por uma linda mulher em um vestido vermelho de seda. Usava um colar com um rubi vermelho e brilhante que parecia beber as chamas, Melisandre, se lembrou Jon.

-Deu certo - ela disse com espanto na voz.

-Quer dizer que ele não é uma criatura? - Perguntou Edd. E foi naquele momento que Jon estourou.

-O que diabos está acontecendo aqui? - Perguntou, demonstrando toda a fúria que estava sentindo na voz. Ele estava nú sobre uma mesa, em uma sala desconhecida e não fazia a mínima ideia do que estava acontecendo, e mesmo assim em vez de responder suas dúvidas os seus amigos estavam lhe deixando cada vez mais confuso.

-O Senhor Da Luz o trouxe de volta a vida - respondeu ela sem rodeios.

Aquilo foi demais, Jon sentiu que estava a ponto de enlouquecer com aquelas respostas, mais do que isso, estava com... frio. Só agora voltou a se dar conta de sua nudez, e o quarto estava gelado sem nada que pudesse aquecer o ambiente. Começou a tremer, mas Fantasma se aproximou e ele o abraçou, agradecendo pelo calor do lobo.

-Peguem as roupas dele - ordenou Melisandre, e Grenn correu para cumprir a ordem. Só depois de vestido dos pés a cabeca com lã e se enrolar em um manto negro que Jon voltou a falar:

-Sera que alguem aqui pode me explicar o que foi que aconteceu? Mas explicar de uma maneira que eu  possa acompanhar, porque tudo que vocês conseguiram até agora foi me deixar mais confuso.

Pyp falou:

- Você não lembra? Foi depois de ter falado que iria a Winterfell com os selvagens, para lutar contra os Bolton. Bowen Marsh e outros dos homens da patrulha te atacaram no patio, depois de o gigante ter matado aquele cavaleiro. Eles te esfaquearam até a morte.

Então Jon se lembrou. "Pela Patrulha", eles falaram. As imagens voltaram vivas a sua memória, eles tinham lhe atingido cinco vezes, sim, agora estava se lembrando. Mas aquilo não esplicava o principal.

-Então como eu estou aqui?

-Encontramos você - respondeu Grenn - e ai começou uma briga. Alguns dos nossos amigos contra os traidores. Estávamos sendo derrotados, até que os selvagens ouviram o barulho e começaram a nos ajudar, liderados por Tormund. Mas ai outros patrulheiros apareceram e acharam que os selvagens estavam atacando, e foram para cima deles. Todos nos teríamos morrido se os cavaleiros da rainha Selyse não tivessem intervido.

Jon digeriu aquilo por um tempo. Brigas e traições, ótimo, tudo que a Patrulha da Noite estava precisando agora.

-E como eu estou aqui?

-Quando os traidores já estavam presos, achamos que tudo estava perdido. Mas ai a Senhora Melisandre resolveu ajudar, tentando te trazer de volta com um dos feitiços dela. - Daquela vez foi Pyp que falou - E ela conseguiu! - Completou animado.

Jon olhou incrédulo para a mulher de vermelho. Ela tinha lhe trazido de volta da morte? Como uma coisa dessas podia ser possível? Ficou com medo na hora e deve ter deixado transparecer porque ela falou:

- Não se preocupe Jon Snow, não precisa se assustar. Tudo o que os seus amigos falaram é verdade, por um pequeno detalhe: não fui eu que o ressuscitou, mas sim o Senhor Da Luz que reacendeu o seu fogo. E isso só pode tem uma explicação, ele tem um papel preparado para você Jon Snow.

Jon ficou um tempo remoendo aquilo. Era loucura, uma completa insanidade. Talvez todos tivessem simplesmente enlouquecido. Ele não queria acreditar que algo assim tinha acontecido, mas ao mesmo tempo bastava que ele olhasse para sua barriga, para as marcas das facadas, e perceber que era tudo verdade.

-Lorde Comandante... - Edd ia falando até Jon o interromper. Aquilo acedeu de repente uma irá dentro dele, algo que ele tinha guardado a muito tempo no lugar mais profundo de sua alma, mas que agora parecia voltar a tona com toda força.

-Lorde Comandante? - Falou com desprezo - Comandante de que? De um grupo de homens que tentaram me matar, ou dos selvagens? Não é isso que vocês falam? Que eu sou perjuro, vira-casaca, traidor. - Percebeu que estava gritando aquelas últimas palavras.

-Senhor nos nunca falamos isso... - Edd ia começando, e Jon se sentiu culpado. "Isso idiota, brigue justo com aqueles que te ajudaram", pensou.

-Desculpem - falou, - é só que... - Que o que? Que eu fui morto e ressuscitado, que eu sou um bastado, que meus próprios irmãos me traíram? Jon não sabia o que fazer, pior, não sabia o que pensar agora. Sentiu vontade de estar realmente morto, mas ao que parece até isso lhe foi negado.

-Jon, você esta bem? - Pyp perguntou. 

"Não, eu não estou nada bem. Acabei de ser morto e ressuscitado, traído pelos meus próprios irmãos a quem jurei proteger, a mulher que eu amei está morta, assim como todo o resto da minha família. Não, na verdade eu estou péssimo."

Mas não tinha motivos para sobrecarregalos com os seus problemas.

-Acho que vou ficar. - Mentiu - Quantos eram? - Todos entenderam de imediato o que ele queria dizer.

-Sessenta e dois traidores, pelo menos que sabemos. Mas como muitos juram que não sabiam da traição, e só entraram na luta por acharem que eram um ataque dos selvagens, fica difícil saber. Mais da metade esta morta, o resto foi capturado. Perdemos muitos bons homens também, além de selvagens. - Respondeu Pyp.

- Quem os liderava? - ele já tinha suas suspeitas, mas precisava ouvir isso da boca deles.

- Bowen Marsh... e Sor Alliser Thorne. - Respondeu.

Jon já sabia, não com certeza, mas no seu âmago ele já sabia. Sor Alliser sempre o odiou, e devia ter achado a oportunidade tentadora demais para deixar passar. Depois daquilo todos ficaram em silêncio durante algum tempo, até que Edd falou:

-Precisa de alguma coisa senhor?

Sim, preciso de Ygrett. Preciso simplesmente acordar em Winterfell e descobrir que tudo isso até agora não passou de um simples pesadelo. Preciso do meu pai de volta, preciso voltar ao tempo onde a minha única preocupação era ficar um pouco melhor com a espada de madeira.

-Acho que de um banho e um pouco de comida. - Jon respondeu - e ficar sozinho.

Todos entenderam o recado e começaram a se dirigir até a porta. O próprio Jon já ia andando em direção a janela com Fantasma ao seu lado, mas antes de sair Edd se virou e falou:

- Lorde Comandante, lembra daqueles cadáveres que encontramos para lá da muralha, e o senhor pediu que a gente trouxesse para cá?

Jon se lembrava. Havia encontrado aqueles cadáveres no mesmo dia em que encontrou Wun Wun. Os patrulheiros havia mandado Jon queimá-los, mas em vez disso ele os trouxe para o Castelo Negro, na esperança de que ele se transformasse em vagantes brancos e assim a Patrulha da Noite conseguisse descobrir mais sobre o seu inimigo.

- Lembro si. Por que?

- Pois é, eles levantaram. 


Notas Finais


Essa foi a "ressurreição de Jon Snow". Um pouca parecida com a da série, mas de outro ponto de vista. Até o próximo. 😀😀😀


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