História Gêmeas - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Grandes Esperanças
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Park Jimin (Jimin)
Tags Drama, Espiritismo, Kpop, Novela, Realidade
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Palavras 2.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lírica, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A história tem como influência de entreter.
As gêmeas vão ser mencionadas na história como:
S/N1 e S/N2, escolha qual você quer ser de acordo com as suas características físicas e personalidade e situação em que se encontram.
Tem partes da história que menciona religião do Brasil, pois bem, tive que adquirir essa religião daqui pois n conheço muito bem a de lá e eu n vou informa vocês sobre uma coisa que eu n sei!

Capítulo 8 - Nova vida


 

Giurny era uma mulher bonita, embora com um certo ar de tristeza. Casada com um homem mais velho, vivia na China, embora fosse sua idéia se mudar para a Coreia do sul.

No princípio, fora difícil. Ela era apenas uma empregada na casa de um homem rico, e os familiares não quiseram aceitar quando Taesdy lhes informou que pretendia se casar com ela. Sanguessugas, esperavam que o velho morresse para poderem sugar até o último tostão da herança.

Quando se conheceram, Taesdy era um viúvo sem filhos, muito atarefado e solitário. A vida de diplomata fazia com que empreendesse constantes viagens ao exterior, e ela ficava praticamente sozinha em casa, tomando conta de tudo. Quase não o via, mas houve um momento em que seus caminhos se cruzaram de forma significativa. Taesdy ocupava o cargo de adido cultural num consulado da Coreia e voltara a China para um período de férias em casa. Andava cansado, já sentindo os primeiros sinais de fadiga e descompasses no coração, que culminariam com uma cirurgia para colocação de um marca-passo. Nessas férias, tivera um mal súbito e fora operado às pressas. De volta a casa, ficou sob os cuidados de Giurny, à época, uma jovem de pouco mais de vinte anos. 

Ele já se aproximava dos sessenta, mas ainda era um 
homem atraente e, sobretudo, muito bondoso. Não tardou a se interessar por Giurny . Apesar de bonita, ela andava muito descuidada da aparência, sem tempo nem dinheiro para tratar de si. Taesdyse encantou com ela e, mesmo sob os protestos da família, pediu-a em casamento. Irmãos e sobrinhos tentaram impedi-lo, mas nada conseguiram. Um homem na sua posição, diplomata a serviço de sua nação em vários países da Europa e Ásia, precisava de uma nova esposa, e Giurny parecia perfeita. 

Taesdy e Giurny se casaram em uma cerimônia que não contou com a presença de nenhum dos parentes, apenas uns amigos de profissão mais chegados. Logo após o casamento, já prontamente restabelecido, viajaram de volta à Coreia, onde ele reassumiu o seu posto de adido cultural. Depois disso, foi nomeado cônsul na Alemanha, Japão e Tailândia, e ela 
sempre o acompanhou.

Em todos esse lugares. Uma professora contratada para lhe dar aulas de coreano e etiqueta. Giurny mal sabia ler, mas se dedicou aos estudos com afinco, até que conseguiu aprender e adquirir uma cultura razoável. Lia todos os clássicos que podia, interessava-se por música e pintura. Como não trabalhava, podia se dedicar à cultura, sob a orientação de Taesdy, que lhe dizia que, para ser alguém na vida e conquistar o respeito da sociedade, era preciso ser uma pessoa letrada e culta.

Giurny amou Taesdy à sua maneira. Era um amor sem o fogo da paixão, mas recheado de carinho, amizade e, sobretudo, respeito e gratidão. Quando ele morreu, Giurny sentiu o mundo desmoronar. Ele era o seu porto seguro. Como poderia agora viver sem Taesdy? Por mais que o marido a tivesse preparado para aquele momento, sentia que nunca estaria pronta de verdade. A vida sem ele ficara vazia e temerosa. A Europa perdera o encanto e passara a ser um lugar estranho e sombrio. Sem a presença de Taesdy, nada mais tinha graça. De repente, lugares e pessoas se tornaram assustadores, e ela começou a ver a China como o que realmente era: um lugar de fuga.
E a hora não era de fugir. Era de voltar e retomar o rumo de seu destino.

O marido lhe deixara imensa fortuna. Quase todos os seus bens estavam no Coréia do Sul. Havia alguns imóveis espalhados pela China, mas Giurny não queria morar em nenhum deles sem a companhia de Taesdy. Vendeu as propriedades e os móveis, e arranjou tudo para sua volta. Precisava escolher um lugar para morar. Talvez o Busan, terra de Taesdy, mas uma voz interior lhe inspirava o Seul. Ela, contudo, não deu atenção à inspiração e se resolveu por Gwangju.

Era uma cidade grande e desenvolvida, pronta a lhe oferecer um padrão de vida mínimo diante daquele a que se acostumara na China.

No dia marcado para a compra da passagem, tudo deu errado. Primeiro, a secretária particular de Taesdy, que continuava prestando-lhe serviços até que ela fosse embora, contraiu um forte resfriado e não pôde cumprir seus compromissos. O computador apresentou uma pane geral, e Giurny conseguiu se conectar à internet, por onde poderia comprar a passagem com mais rapidez. Resolveu telefonar, mas na hora em que falava com a atendente, ouviu um estalo na linha, e o telefone ficou mudo.

Depois foi a vez do celular. No instante em que o pegou, ele deslizou de sua mão e foi cair dentro da banheira cheia de água, que ela acabara de preparar para o seu banho. Era demais. Decididamente, aquele dia conspirava contra ela, e Giurny, impaciente e irritada, resolveu que iria, pessoalmente, à companhia de viagens comprar a passagem.

Mas não foi o que aconteceu. Logo que acabou o banho, a campainha da porta soou, e uma amiga entrou aflita: surpreendera o marido nos braços da amante e pedira o divórcio. Giurny suspirou desanimada. Não podia negar ajuda a uma amiga desesperada. Sentou-se com a amiga no sofá e, por quase três horas consecutivas, ouviu suas lamúrias e confortou suas lágrimas. Quando a amiga foi embora, já passava das seis da tarde, e ela resolveu deixar a passagem para o outro dia.

Na manhã seguinte, lembrou-se de ter sonhado com o Seul e anotou mentalmente a idéia de ir visitá-lo um dia. Depois de instalada em Gwangju, faria essa viagem. Primeiro, contudo, era preciso comprar a passagem para a Coreia, e ela reiniciou suas tentativas.

O telefone ainda estava mudo. Havia pedido à amiga que solicitasse o conserto, mas nada acontecera. Será que ela, envolvida com seus problemas conjugais, havia se esquecido? O computador continuava com defeito, pois o técnico só poderia comparecer no final da tarde, e o celular havia se afogado. A única solução era ir, ela mesma, comprar a passagem. O relógio marcava nove e quarenta, cedo o suficiente para ela ir e voltar a tempo de formalizar a escritura de compra e venda daquele apartamento, último imóvel a vender, marcada. Para aquele dia. Desceu até a garagem do prédio e entrou em seu automóvel. Contudo, ao girar a chave na ignição, não conseguiu dar partida. Tentou uma, duas, três vezes, e nada.

Consultou o painel e constatou incrédula: o tanque de gasolina estava vazio. À beira do desespero, desferiu vários socos no volante e disse para si mesma:

― Não é possível! Tudo acontece para me prender aqui, mas não vou desistir. Não vou!

A seu lado, um espírito amigo suspirou. Tudo fazia para que ela compreendesse que não devia comprar uma passagem para Gwangju. O lugar para onde deveria ir era pra seul, só que Giurny não compreendia. As dificuldades que encontrava para comprar a passagem não eram para atrapalhar os seus planos nem para prendê-la na China. Serviam para tentar alertá-la de que estava indo por outro caminho que não aquele que a vida selecionara para o seu bem.

Giurny trancou o carro e foi pegar um táxi, mas o trânsito estava congestionado, devido a um grave acidente, e o veículo ficou preso no meio do engarrafamento, sem poder avançar ou retroceder. Por que o motorista não fora por outro caminho? Por que tinha que escolher justo aquela via que estava obstruída? Já fazia mais de meia hora que estavam parados ali, e nada de o trânsito se mexer. O rádio transmitia notícias do acidente, e ela ficou ainda mais desanimada. Havia uma carreta tombada na pista, e demoraria muitas horas até que a rua fosse liberada.
A seu lado, o espírito amigo continuava soprando em seu ouvido:

― Vá para Seul. Não percebe que as dificuldades são para evitar que você vá para o lugar errado?

Ela registrava a presença do espírito e tomava as suas palavras como se fossem os seus pensamentos, aos quais não deu nenhum crédito, afastando-os sem nem ao menos os considerar. O que a irritava era aquele engarrafamento, e o espírito, por uns momentos, distanciou-se de Giurny e foi até o local do acidente ver se podia fazer alguma coisa para ajudar. Havia muitos seres de luz por lá, que agradeceram a sua presença e o informaram de que tudo estava sob controle.

Não fora ele a causa do acidente, que acontecera porque estava programado para as pessoas envolvidas. Mas se aproveitara da ocasião para sugestionar o motorista, que logo captou o pensamento do espírito e guiou o carro pela via congestionada.

Giurny suspirou desanimada e apoiou o cotovelo na porta do carro, descansando a testa na palma da mão. Consultou o relógio de pulso e praguejou intimamente. A escritura estava marcada para a uma da tarde, e já eram quase onze. Não podia mais esperar. Deu uma gorda gorjeta ao motorista e saltou do táxi, indignada com a vida, sem saber por que tudo estava dando errado. Aquela passagem parecia encantada, mas ela não iria desistir. Vencer os tropeços era sinal de persistência e coragem.
Assim que fechou a porta do carro, ouviu alguém chamar o seu nome. Era a amiga que estivera em sua casa no dia anterior, sentada ao volante de seu automóvel, parado bem atrás do táxi em que ela estava. Nem tudo estava perdido. Depois de saber notícias da situação dela com o marido, e descobrir que tudo não passara de uma discussão boba por causa de uma sirigaita sem importância, Giurny indagou cheia de esperança:

― Já que você vai em direção ao centro, será que não podia comprar uma passagem de avião para mim? Para Gwangju, na Coreia do Sul. Deposito o dinheiro, hoje mesmo, na sua conta.
Finalmente, depois de muitos lamentos pela partida de Giurny, a moça concordou.
― Para onde é que você vai mesmo?
― Para Gwangju, na Coréia do Sul. Pode ser para quarta ou quinta-feira da semana que vem.
― Ok. Gwangju, Coréia do Sul. Quarta ou quinta da semana que
― Isso. Muito obrigada.

Graziela pegou um táxi em outra rua e chegou a tempo de fechar o negócio. Escritura assinada, foi logo depositar o cheque em sua conta e voltou para casa. Quando chegou, o telefone já estava funcionando, e o técnico do computador apareceu em seguida. Ficaria sem celular, porque viajaria dali a uma semana, e poderia passar sem ele nesse período. No dia seguinte, levaria
o carro a uma agência de automóveis e o venderia também.

As coisas pareciam haver retomado o eixo, e ela se acalmou, felicitando-se por não se deixar desanimar diante das dificuldades. Colocou um CD de música clássica e estirou-se no sofá para esperar a amiga. Ela só chegou ao anoitecer e entregou a passagem a Giurny, desculpando-se por não poder ficar para conversar, pois tinha um encontro marcado com o marido para jantar. Giurny agradeceu duplamente: pela passagem e por ser poupada do falatório da amiga naquele momento.
De posse do bilhete, foi conferir seus dados e levou um choque. Em lugar de destino: Gwangju, Coréia do sul, o que se lia era: Seul, Coréia do sul. A perplexidade foi dominando-a, e um calor asfixiante subiu pelo seu rosto, congestionou o seu nariz e fez arder os seus olhos. Depois daquilo tudo, a amiga se confundia e trocava o destino da sua viagem. Era demais! E ela que chegara a pensar que vencera as adversidades e conseguira seu intento pela perseverança. Não estava certo.
Furiosa, apanhou o telefone e ligou para o celular da amiga:
― Você trocou o meu destino. Era Gwangju, não Seul.
― Gwangju? Não, não, não. Tenho certeza de que você falou Seul 
― Não falei. Disse Gwangju.
― Não disse, Giurny. Não sou louca.
 

Alguém estava enlouquecendo. Ela estava certa de que falara Gwangju, e não Seul, mas a amiga teimava que fora o contrário. E ainda repetira: Gwangju! 
Todavia, aquela discussão não ia levar a nada. Não importava quem tivesse trocado o nome da cidade. O fato era que a passagem que tinha em mãos era para o Seul, e ficar discutindo não ia alterar o que estava escrito.

― Está bem ― disse ela, por fim. ― Eu me enganei. Obrigada, de qualquer forma.

Desligou. As coisas começavam a dar errado de novo. Mas não tão errado. Ela agora tinha computador e telefone. Podia tentar alterar a passagem, dizer que fora um engano da amiga. Retirou o fone da base e começou a discar o número grafado na capa do bilhete. Foi quando o espírito se aproximou dela novamente e soprou em seu ouvido:

― Será que a vida não está tentando lhe mostrar que o melhor para você é ir para o Seul, e não para Gwangju?

Ela parou com o dedo sobre a última tecla do número que discava e pousou o fone novamente na base. Aquilo era muito estranho. Tudo dera errado para ela comprar a passagem e, quando conseguia, a amiga tinha que trocar o destino. Será que não era um aviso?

― E o aviso de que você está tentando algo que não é o melhor para a sua vida ― esclareceu o espírito, do invisível.
― Por que será que minha amiga trocou os nomes?
― Porque eu apaguei o nome Gwangju de sua mente e lhe sugeri Seul. Como os pensamentos dela estavam ligados no marido, foi fácil de conseguir. Não se aborreça com ela por isso. Ela foi um instrumento para que o bem se realizasse na sua vida.

― E agora, o que faço?
― Vá para Seul. Você vai ser feliz lá.

De repente, Gwangju não lhe pareceu mais tão atraente. No atual momento de sua vida, precisava de uma cidade cheia de sol, calor e alegria, e o Seul, com suas praias, atenderia mais a esse propósito. Ela já havia planejado ir para Gwangju, mas que diferença faria se mudasse de idéia? Não tinha compromisso com nada nem ninguém em parte alguma da Coréia do Sul. Era livre para mudar de idéia e ir aonde bem entendesse.

Ficou decidido. Iria para Seul. Taesdy tinha amigos em várias partes do Coréia do Sul e, com certeza, ela lá encontraria alguém influente que a apresentasse às pessoas certas em Seul.
 


Notas Finais


Se tiver algum erro ortográfico ou confundição de personagens, me perdoem.

♡♡♡ESPERO QUE TENHAM GOSTADO♡♡♡


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