1. Spirit Fanfics >
  2. Gemini - Two of You >
  3. Mostrando as garras

História Gemini - Two of You - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


OLÁ pessoal!!!
Tudo bem? Como está o coração para o comeback que está batendo à porta? Ashuashua mal posso esperar!!!! Ahhhhh

Ontem não consegui postar porque cheguei cansada do trabalho e ainda tive que resolver umas coisas...

Bom, neste capítulo vamos ver um pouco de como o Beomgyu vai reagir a seu primeiro dia na fazenda.

Espero que gostem!
Boa leitura.

Capítulo 3 - Mostrando as garras


Fanfic / Fanfiction Gemini - Two of You - Capítulo 3 - Mostrando as garras

Beomgyu entreabriu os olhos e estremeceu de frio, voltando a fechá-los.

 

O loiro estava mais que encolhido entre os lençóis. Seus joelhos chegavam a encostar em seu peito devido o tamanho frio que estava sentindo. Parecia que estava dentro de uma geladeira e o lençol que usava não estava adiantando de nada. Seu sono era uma bagunça e transitava bastante entre ficar acordado ou dormindo.

 

O quarto de Beomie era pequeno, sendo assim, foi obrigado a dividir a cama com ele. Sempre gostou muito de sua privacidade e espaço, mesmo após uma noite quente com alguém, e ter que aceitar aquilo quase lhe custou mais um surto. E o pior de tudo, seu irmão tinha uma das manias que mais detestava; ele era pegajoso, não no sentido literal da palavra, mas sim de alguém que gosta de estar o tempo todo em contato.

 

Beomgyu perdeu as contas de quantas vezes acordou sendo abraçado por ele. O loiro bufava frustrado, tentando tirar os braços dele que mais parecia tentáculos que se enrolavam em seu corpo. E quando pensava que estava livre, Beomie novamente estava lhe agarrando como se fosse uma das várias pelúcias que tinha em sua cama.

 

Sentindo-se sufocado, o loiro decidiu encarar o frio e levantou um pouco a cabeça, franzindo o cenho, quando percebeu que seu irmão deixou a maldita janela que ficava acima da cabeceira da cama, aberta. 

 

Umas das coisas que mais achou estranho foi aquilo. Quem diabos colocava a cama bem abaixo da janela? Só podia ser o idiota do seu irmão. Então, com o queixo tremendo, tirou os braços dele de sua cintura e ficou de joelhos na cama para fechar a janela. Entretanto, a vista do horizonte lhe fez parar um pouco para observar.

 

O céu perdia os tons escuros e aos poucos as nuvens ganhavam um tom brilhoso de branco. E onde o sol apontava para sair estava vermelho com camadas de laranja e amarelo. Beomgyu ficou observando por alguns instantes, sentindo o vento frio lhe causar arrepios, mas não se importou, afinal, o céu parecia uma pintura.

 

Hum... Até que é bonito. Pensou.

 

O loiro finalmente fechou a janela e voltou a se deitar, ficando o máximo possível distante de Beomie, enquanto se cobria até o pescoço. Depois de alguns minutos, estava quase dormindo de novo, mas foi surpreendido quando sentiu o garoto ao seu lado se arrastando até lhe encontrar, não demorando pra lhe abraçar de novo.

 

Beomgyu bufou, mas resolveu o ignorar, senão nem conseguiria dormir pela raiva.

 


•°•

 

— Beomgyu... Ei! 

 

O loiro foi acordado ao sentir seu ombro ser balançado levemente. Mas por ainda estar com muito sono, apenas gemeu em protesto, enquanto se escondia por completo debaixo do lençol, tentando dormir.

 

— Eu preciso ir, mas a mamãe vai cuidar de você. 

 

Beomgyu não respondeu, talvez estivesse sonhando com seu irmão falando consigo tamanha madrugada. E aonde ele iria àquela hora? Beomie só podia ser louco ao sair tão cedo e naquele frio.

 

Quando ouviu o som da porta batendo devagar, respirou fundo e relaxou. Imediatamente o sono chegou e Beomgyu soube que só agora ele poderia realmente dormir em paz.

 

Passado horas dormindo, Beomgyu acordou pelo barulho no andar de baixo junto ao som que alguns animais faziam nas redondezas. O garoto afastou o lençol do corpo, percebendo que estava um pouco suado.

 

Mas o que era aquilo? Algumas horas atrás estava para congelar e agora estava suando? 

 

— Arh... Que lugarzinho mais estranho. — murmurou enquanto se levantava da cama.

 

Procurou por seu celular na mesinha de cabeceira e verificou às horas. Ainda eram nove da manhã, por isso ainda estava com sono.

 

Procurou uma roupa leve em sua mala e levou sua bolsa de produtos de higiene para o banheiro. Chegando ao mesmo, fez uma careta ao perceber o quão simples era. Pia pequena, vaso simples, sem banheira e com um chuveiro que nem tinha aquecedor. Que ótimo.

 

Após retirar suas roupas, foi para debaixo do chuveiro e contou de um até três para se preparar. Beomgyu girou a torneira e a água gelada caiu sobre seu corpo quente como se fosse agulhas lhe perfurando.

 

— Ahhhhhhhhhhhh!!!!!

 


•°•

 

Beomgyu desceu as escadas devagar, ouvindo o barulho que as tábuas de madeira produziam. A sala estava vazia e da cozinha podia ouvir uma música baixa, mas animada ao mesmo tempo. Se aproximou da porta e logo avistou sua vó mexendo a colher de madeira numa panela grande, enquanto sua mãe vestia um avental florido e cortava legumes na pia.

 

O loiro arqueou uma sobrancelha, surpreendido pela cena simples e sem graça. Estava se sentindo em um filme antigo pra mulheres de idade.

 

— Filho! — exclamou sua mãe quando percebeu sua presença. — Finalmente você levantou! — disse limpando as mãos no avental e lhe abraçando com força, enquanto deixava um beijo em sua bochecha. — Bom dia meu amor! — disse animada.

 

Beomgyu apenas repuxou os lábios em um sorriso forçado. Sua avó também se aproximou toda feliz enquanto lhe dava mais um de seus abraços demorados.

 

— Você dormiu bem? Está se sentindo melhor? — perguntou sua mãe, enquanto sua avó lhe puxava pela mão para se sentar à mesa.

 

— Sim, mas ainda estou com sono. — disse e era verdade. 

 

— Mas, por que meu amor? — perguntou preocupada, acariciando seus cabelos.

 

— O Beomie passou a noite toda me agarrando e eu me senti sufocado! — cruzou os braços. — E ele ainda me acordou cedo só pra avisar que iria não sei pra onde. Só depois eu consegui dormir de verdade.

 

Beomgyu ficou ainda mais indignado quando as duas mulheres começaram a rir, provavelmente achando fofo o ocorrido.

 

— O Beomiezinho está tão feliz pela sua chegada. Ele não parava de falar em você. — sua avó contou, fazendo Beomgyu arquear as sobrancelhas, surpreso.

 

— E seu irmão saiu cedo porque ele ajuda nos trabalhos da fazenda. — sua mãe explicou, começando a tirar os panos que estavam sobre as comidas. — Talvez ele te avisou pra você não se sentir confuso caso acordasse e não o encontrasse.

 

Beomgyu queria dizer que não estava nem aí caso seu irmão sumisse do mapa, mas apenas se manteve calado, enquanto olhava um pouco assustado para o tanto de comida que ela revelava em sua frente.

 

— Nos preparamos um café da manhã especial pra você. — disse ela.

 

— Tem café, leite, suco, bolo de trigo, milho e fubá. Também tem milho cozido, assado, biscoitos, farofa, salgadinhos e algumas frutas pra acompanhar. — disse sua avó.

 

Beomgyu não conseguiu evitar entortar a boca de desgosto. Que tipo de comida era aquela? Ele nem conhecia, e já imaginava que devia ser coisas bem calóricas que sua dieta lhe proibia.

 

— Obrigado, mas hoje eu vou ficar só com as frutas mesmo. — disse puxando a vasilha de morangos.

 

— Mas meu amor, tem tanta coisa gostosa. — insistia sua mãe.

 

— É que eu faço dieta, e não posso comer essas coisas gordurosas. — disse empinando o nariz.

 

— O Beomiezinho gosta tanto, ele não pode sair de casa sem comer um pedacinho de bolo de milho. Achei que você também gostaria. — comentou sua avó.

 

— Mas acontece que eu não sou o Beomie. — disse controlando sua vontade de usar deboche. Odiava quando lhe comparavam com seu irmão.

 

— Mesmo que não goste de nada, você não pode só comer essas frutas. Me diga do que gosta e eu faço pra você. — disse sua mãe um pouco mais séria.

 

— Não se incomode, eu estou bem. — disse se levantando e pegando uma maçã. — Agora me deem licença.

 

Se levantou ignorando os chamados de sua mãe e se apressou para voltar ao quarto. Nem pensar que comeria aquilo, e ainda tinha que ouvir sua vó lhe comparando com seu irmão e sua mãe querendo lhe dar ordens. Era só o que lhe faltava mesmo.

 

Já bastava ter sido obrigado a ficar naquele lugar, agora aguentar aquelas duas? Não, nem pensar, era demais pra si!

 


•°•

 

Beomgyu mexia em seu celular tentando passar o tédio, mas nem o wi-fi ali era bom. O sinal oscilava demais e toda hora perdia a conexão. Mal conseguiu acessar suas redes sociais, e a única coisa que teve sucesso foi a mensagem que conseguiu enviar a Yeonjun — essa que ele ainda nem tinha respondido.

 

— Desgraçado... — xingou o garoto.

 

Deitou de barriga pra cima, encarando o teto do quarto. Estava calor, não aguentava mais ficar dentro do quarto e não queria ver sua mãe. Ah, não sabia o que fazer, se passasse mais uma hora ali iria morrer.

 

— Beomgyu? — ouviu sua mãe lhe chamar, enquanto abria a porta.

 

— Hum... — murmurou voltando a mexer no celular.

 

— Você não vai sair? — perguntou se encostando na lateral da porta.

 

— Pra onde? Não tem nada pra fazer aqui. — deu de ombros.

 

— Me diz do que você gosta, talvez eu possa te indicar algo. — disse e Beomgyu deixou o celular de lado.

 

— Não sei. — disse. Nada que tivesse mato no meio lhe agradava.

 

— Lembra daquele lago que você gostava de brincar com seu irmão? — disse sorrindo. — Vocês dois ficavam na beirada esperando a travessia dos patinhos.

 

Beomgyu buscou em suas lembranças e imagens confusas daquele lago apareceram. Se bem que, quando esteve no carro com aquele caipira sujo, teve a impressão que viu um lago mesmo, mas nem prestou atenção devido ao medo que sentia.

 

— Você não quer dar uma volta por lá? Ainda tem muitos patinhos. — insistiu e Beomgyu quase riu por ela pensar que ainda fosse uma criança.

 

— Eu não estou interessado em patinhos. — disse se sentando. — Mas acho que vou dar uma volta e pegar um ar, esse quarto já está me deixando sufocado.

 

— Tenho certeza que vai gostar! — disse ela e saiu, fechando a porta.

 

Beomgyu revirou os olhos e foi em direção a sua mala. Não queria saber de patinhos idiotas, só queria sair dali e respirar ar livre. Então, pegou uma toalha, protetor solar, óculos de sol, um casaco fino e seu celular junto dos fones. Desceu as escadas rapidamente e saiu, ignorando sua mãe que tinha começado a explicar qual era a direção do lago.

 

O loiro olhou de um lado para o outro e avistou o caipira sujo mais adiante, segurando uma corda como se estivesse esperando algo. Subiu o caminho de pedras e parou na frente dele que lhe olhou surpreso.

 

— Pra onde fica o lago? — perguntou empinando o nariz.

 

— Você vai pro lago? — perguntou como se fosse a coisa mais anormal da mundo. — Acho que não é uma boa ideia. A cancela abriu e as vacas... — começou e Beomgyu suspirou.

 

— Quem pediu sua opinião? Você é apenas um empregado! Fala logo em que direção fica! — mandou sem paciência.

 

Namjoon não disse mais nada e apenas apontou com o dedo a direção. Beomgyu seguiu em frente, ignorando o aviso que ele quis lhe dar. Pelo visto, sua mãe tratava os empregados bem demais pra se acharem no direito de se meter em suas vidas. 

 

Depois de uma curta caminhada por entre árvores altas, o loiro logo avistou o lago. Tinha que admitir que estava impressionado, afinal, não lembrava o quanto ele era grande. A grama verde formava um tapete por todo ao redor dele, e o vento empurrava a água escura em direção a beirada. Mais ao lado tinha um píer, mas Beomgyu decidiu ficar por ali mesmo.

 

O garoto estendeu a toalha branca pela grama e deixou as outras coisas ao lado. Sentou-se sobre a mesma e olhou de uma lado para o outro, ótimo! Não tinha ninguém, e mesmo que tivesse, não se importava. Ele também era dono daquilo tudo, podia fazer o que quisesse.

 

Desamarrou os cadarços do tênis e os tirou. Também retirou sua camisa e logo a calça, ficando apenas com a Calvin Klein preta. Pegou o protetor em forma de spray e aplicou por todo o corpo. Em seguida, vestiu o casaco longo de pano fino, colocou os óculos e os fones e deitou-se sobre a toalha, fechando os olhos e apreciando sua playlist.

 

Sua nutricionista disse que o melhor jeito de produzir vitamina D era naturalmente. E juntando sua vontade de pegar um bronzeado, estava perfeito. Mas, após passar uns cinco minutos, seu momento de calmaria foi interrompido quando começou a ouvir ruídos abafados em sua direção, lhe fazendo retirar os óculos e franzir o cenho.

 

Beomgyu sentou-se sobre a toalha e olhou para os lados tentando identificar de onde vinha o barulho. Porém, logo soube, quando um grito lhe avisando para tomar cuidado veio de trás de si. O loiro virou-se e arregalou os olhos quando viu uma vaca e um cavalo correndo em sua direção.

 

Naquele momento, quis sair correndo, mas suas forças lhe abandonaram.

 


Notas Finais


Ô-ô-ouuuuuuu... Parece que Beomgyu está em apuros ashuashua

Ele não está nenhum pouco afim de ficar naquela fazenda, está bem claro.
O Beomie apareceu um pouco, mas já dá pra perceber que é bem diferente do irmão.

O que estão achando? Venham compartilhar seus pensamentos comigo.

Até o próximo 👉🏻
XOXO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...